segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

11:36:00

Cuidados ao realizar o Treinamento Pliométrico

 


Os exercícios pliométricos se dão através de sucessivos saltos e são aplicáveis a diversos tipos de esportes e vários atletas podem se beneficiar do seu treinamento e estes tipos de movimentos são essenciais ao atleta que espera alcançar os níveis mais elevados de desempenho.

Acessse o blog de Educação Física

Um erro muito comum que pode ser observado em muitos técnicos e atletas diz respeito a treinar a força máxima dinâmica quando a necessidade real é desenvolver a força de potência, levando à exaustão, à fadiga muscular. Neste caso, há declínio no desempenho em estímulos de intensidade máxima prolongados e necessário um tempo de recuperação. Os dias de treinamento de alta intensidade são seguidos de dias de treinamento de baixa intensidade ou sem pliometria, ocasionando melhora no desempenho. Durante o treinamento os atletas estão fadigando o SNC, determinante no envio de sinais potentes ao trabalho muscular para realizar uma dada quantidade de trabalho de qualidade. Quando o intervalo de repouso é curto, o atleta tem fadiga muscular local e do SNC. Para o trabalho muscular, um intervalo de repouso curto significa a inabilidade de remover o ácido lático do músculo e reabastecer a energia necessária para realizar as próximas repetições e séries antes de experenciar a exaustão. Desta forma, a exaustão rapidamente pode levar à lesão (BOMPA, 2004). Kutz (2003) afirmou que aproximadamente 70% da Adenosina Tri-Fosfato é ressintetizada após cerca de 30 segundos e 100% após três minutos. Portanto, o autor sugeriu que, os períodos de descanso entre as séries de exercícios pliométricos deve ser de 30 segundos a 3 minutos dependendo do indivíduo. O protocolo deve permitir tempo suficiente de recuperação entre as séries, para evitar o cansaço dos grupos musculares que estão sendo treinados.

 A preocupação com possíveis riscos ortopédicos dessas sessões de trabalho resulta em parte da estimativa de que as quedas e os saltos geram cargas esqueléticas externas iguais a 10 vezes o peso corporal. O risco de lesão normalmente se deve ao emprego inapropriado da técnica (MCARDLE et al., 2003). No entanto, podem ser evitados se a progressão e a periodização forem representadas completamente. E se aplicado corretamente o treinamento pliométrico pode até mesmo prevenir lesões. As atividades pliométricas criam um senso de percepção de movimento articular, estimulando o campo proprioceptivo que por sua vez melhora a contração muscular a através de articulações ativas e estabilização muscular reflexa. O aprendizado motor ocorre através da repetição do programa, que pode reforçar as estratégias preparatórias visando maior integração do SNC (HOWARD, 2004).

Outras formas de se evitar lesão e alcançar efeitos satisfatórios é seguir alguns critérios que podem ser considerados ideais para começar as atividades pliométricas e Howard (2004) incluiu: ausência de edemas, escala adequada do movimento, estabilidade articular, medidas de circunferência semelhante a integridade física,além de resistência, equilíbrio e força funcional adequados.

Em concordância, Dutton (2006) afirmou que, antes de iniciar os exercícios, o fisioterapeuta deve ter certeza de que o paciente apresenta condições físicas e de força apropriadas. Contudo, estudos como o realizado recentemente por Abass (2009) comprovam a eficácia do TP em estudantes universitários não treinados, do sexo masculino, onde foi realizada uma análise comparativa de três protocolos de TP sobre a força muscular da perna dos estudantes divididos de forma aleatória em um grupo controle e três experimentaisof untrained University male students. e concluiu que dois protocolos ("Profundidade Jumping" e "Rebound Jumping") alteraram significativamente a força muscular da perna dos indivíduos, e, consequentemente, a potência muscular dos mesmos.

    Outras características que podem influenciar no treinamento pliométrico diz respeito à superfície macia (folha de borracha, grama e outros) usada para amortecer o impacto, que não pode aumentar a transição entre a fase excêntrica e concêntrica. Contudo, Dutton (2006) constatou que o calçado e a superfície de impacto usados nos exercícios pliométricos devem ter amortecedores.

    Exercícios pliométricos devem ser incorporados aos regimes de formação de atletas do sexo feminino e podem reduzir o risco de lesões, melhorando a estabilidade articular funcional nos membros inferiores (CHIMERA, 2004). Segundo Howard (2004), atletas de ambos os sexos não precisam necessariamente de diferentes abordagens no treino pliométrico. No entanto, no seu modelo clínico, este usa mais instrução para o paciente do sexo feminino para controlar o movimento do joelho, a fim de proteger contra possíveis lesões. Uma vez que a técnica adequada é aplicada, a progressão é muito semelhante em ambos os sexos.

  A pliometria não pode ser a principal forma de treinamento de resistência, devendo ser usada como um método coadjuvante num programa de fortalecimento muscular.

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

09:32:00

5 áreas para se trabalhar com Esporte



O bacharel em Esporte trabalha, basicamente, como técnico ou preparador físico de atletas, times ou equipes.

Veja 5 áreas que ele pode atuar:

Administração: gerenciar times e equipes esportivas em clubes e associações. Em órgãos oficiais, definir políticas para o esporte.

Gestão de carreira: definir a melhor estratégia para alavancar a carreira de atletas, como a contratação por clubes, adoção por patrocinadores e a participação em torneios esportivos.

Iniciação esportiva: lecionar em escolas e clubes, ensinando as regras e as técnicas de cada esporte.

Promoção e marketing: buscar patrocínio e formas de financiamento para equipes ou esportistas. Organizar e promover eventos desportivos. Reforçar a imagem de clubes e equipes junto ao público.

Treinamento e condicionamento físico: trabalhar como técnico ou preparador físico de atletas amadores e profissionais.

Tenha 800 atividades para trabalhar com Esporte, com atividades de várias modalidades.

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

08:10:00

As mudanças as regras do Futsal melhoraram o jogo



As regras do futsal foram praticamente todas mudadas. Antes das mudanças, a bola era bem menor e mais pesada, existiam bandeirinhas, cobrava-se lateral com as mãos, o juiz dava acréscimo ao tempo de jogo e por aí em diante.

Tudo era muito parecido com as regras do futebol de campo, que imperaram desde o início do bate-bola nas quadras (na década de 30) até 1989, quando a Fifa assumiu a modalidade. Naquele ano, o futebol de salão, popular na América do Sul, e o futebol cinco, praticado na Europa, foram fundidos e ganharam o nome de futsal. E a revolução nas regras começou: a área ficou maior, os bandeirinhas foram banidos, o goleiro passou a jogar com os pés, liberou-se o gol dentro da área, acabou o limite de cinco substituições, surgiu o tiro livre após a quinta falta coletiva…

Boa parte dos especialistas, dos fãs e dos craques aprovou o troca-troca. O jogo ganhou dinamismo e criatividade, deixando o futsal mais atrativo. Só não gostei muito da mudança do lateral: acho que a reposição com as mãos dava mais emoção.

Hoje, o esporte é um dos que mais crescem no mundo – em 96, apenas 46 países disputaram as eliminatórias para o campeonato mundial. Atualmente, a Fifa já tem 130 afiliados. O próximo desafio é transformar o futsal em esporte olímpico.

Veja as principais mudanças das regras do Futsal nesses últimos 20 anos.

SUBSTITUIÇÃO LIBERADA

Antes das mudanças, cada time só tinha direito a cinco substituições por jogo — assim como no campo, quem saía não podia mais voltar. A partir de 1995, acabou esse limite e nasceu a "troca volante": as substituições acontecem com a bola rolando, o jogador pode entrar quantas vezes o técnico quiser e não precisa mais da autorização do juiz para começar a jogar

ORA, BOLAS!

Em 1997, a Fifa deixou a bola do jogo maior e mais leve — a circunferência aumentou de 62 para 64 centímetros e o limite de peso baixou de 500 gramas para 440 gramas. As partidas ficaram mais rápidas e dinâmicas: surgiram lances de efeito, como chapéus e voleios, improváveis na era da bola pesada

ÁREA ALTERADA

Até o início da década de 90, gols dentro da área eram proibidos. Assim que assumiu o futsal, a Fifa acabou com essa proibição e aumentou a área – a distância entre as traves e a linha da área passou de 4 para 6 metros. A marca do pênalti, que ficava a 7 metros do gol, foi colocada na linha da área, 1 metro mais perto

GOLEIRO-ARTILHEIRO

Antes, o goleiro não podia tocar na bola fora da área nem lançá-la no campo do adversário — a bola tinha que quicar antes no campo de defesa. Pelas novas regras, ele ganhou o direito de lançar a bola além do meio da quadra e de jogar com pés, inclusive fora da área. Com isso, o goleiro virou um curinga, descendo ao ataque e até fazendo gols

PANCADARIA REPRIMIDA

Para punir a violência, uma regra antiga que existe até hoje manda para o chuveiro quem cometer mais que cinco faltas. Depois da quinta falta coletiva, a cobrança é sem barreira. Em 2000, a Fifa complementou a regra, determinando que as faltas sem barreira fossem cobradas da marca de tiro livre, a 10 metros do gol. É quase um pênalti!

REPOSIÇÃO POLÊMICA

Até 1989, laterais e escanteios eram cobrados com as mãos e geravam muitos gols aéreos — as regras antigas permitiam estufar as redes de cabeça dentro da área. Hoje as saídas de bola são repostas com os pés, uma mudança que causou polêmica: o adversário pode ficar a 3 metros do cobrador, dificultando os lançamentos longos

CARTÕES MUTANTES

No futsal, o cartão amarelo serve como advertência, igualzinho ao campo. O vermelho também significa expulsão, mas com uma diferença: depois de dois minutos desfalcada, a equipe pode colocar outro jogador. Durante alguns anos, também existiu o cartão azul, que eliminava o infrator, mas permitia que um reserva entrasse no seu lugar imediatamente

ADEUS AOS BANDEIRINHAS

Desde a década de 30, o futsal herdou do campo os bandeirinhas. Mas pense bem: como não há impedimento, a função deles era só marcar a saída de bola. Os cartolas chegaram a essa mesma conclusão e trocaram o trio de arbitragem por uma dupla de juízes. Cada um apita de um lado da quadra, mas um deles tem a palavra final nas marcações polêmicas

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

11:58:00

4 aspectos fisiológicos importantes pro Treinamento Desportivo


O planejamento desportivo é um processo que analisa, define e sistematiza as diferentes operações inerentes à construção e desenvolvimento dos praticantes ou das equipes. Por outro lado, organiza essas operações em função das finalidades, objetivos e previsões (a curto, médio ou longo prazo), escolhendo-se as decisões que visem o máximo de eficiência e funcionalidade das mesmas.

    No entanto, para se falar de treinamento, é necessário ressaltar importantes aspectos fisiológicos, cujo eles são: Frequência Cardíaca, VO2 Máx., Limiar Lático ou Limiar Anaeróbio e Limiar Ventilatório.

Frequência Cardíaca

    O coração proporciona o impulso para o fluxo sanguíneo, e segundo McArdle, através do sistema cardiovascular, ele é responsável por integrar o corpo como uma unidade, proporcionando aos músculos ativos, uma corrente contínua de nutrientes e oxigênio, com a finalidade de manter um alto nível de transferência de energia e remover as "sobras" do metabolismo. A frequência cardíaca é exatamente o número de vezes que o coração bate, ocasionando assim esse impulso. Segundo Karvoven (apud McArdle) os limites da frequência cardíaca durante o treinamento, devem ser planejados de acordo com o cálculo Frequência Cardíaca Máxima (FCM) = 220 – idade da pessoa. E ainda, pode basear-se em 6 diferentes zonas de treinamento:

Zona de Frequência

FCM

Duração

Sistema de trabalho

Atividade Regenerativa (reabilitação)

40-60%

aprox. 20 min

reabilitação cardiorespiratória ou osteomuscular

Zona de atividade moderada

50-60%

+ de 30 min

queima metabólica

Zona de controle de Peso

60-70%

+ de 60 min

cardiorespiratória

Zona aeróbica

70-80%

8-30 min

aeróbica

Zona de limiar anaeróbico

80-90%

5-6 min

absorção de lactato

Zona de esforço máximo

90-100%

1-5 min

anaeróbico 

VO2 Máximo

    Segundo Barbanti, VO2máx é o volume máximo de oxigênio que o corpo consegue "pegar" do ar que está dentro dos pulmões, levar até os tecidos através do sistema cardiovascular e usar na produção de energia, numa unidade de tempo. Este valor pode ser obtido indireta (através de diferentes testes, cada qual com seu protocolo e suas fórmulas) ou diretamente (pelo teste ergoespirométrico). Mas engana-se quem acha que o VO2máx é uma variável como a freqüência cardíaca, que você pode medir com um frequencímetro. O VO2máx é usado para medir o "condicionamento" e o quão "condicionável" é o indivíduo. Costuma ser o melhor índice fisiológico para classificação e triagem de atletas. E mais, normalmente é genético, não podendo ser melhorado muito acima de 20 ou 30%. Além disso, alguns outros fatores também influem no seu valor, tais como:

  • taxa de gordura. Quanto maior a taxa de gordura do indivíduo, menor seu VO2máx;

  • idade. Quanto maior a idade, menor o VO2máx;

  • musculatura. Quanto maior a musculatura, maior o VO2máx, entre outros.

    Outra coisa que vale a pena ressaltar é que se o indivíduo for sedentário, provavelmente, com o treinamento, poderá ter seu VO2máx melhorado em até 30%. Já um atleta muito bem treinado, mesmo dando continuidade ao seu treinamento, dificilmente conseguirá melhorar seu VO2máx. Ou seja, quanto mais treinado for o indivíduo, menos ele pode melhorar seu VO2max, às vezes nem 1%. Porém, vale lembrar que mesmo sem aumentar seu consumo máximo de oxigênio, o desempenho deste indivíduo pode melhorar.

Limiar lático ou anaeróbio

    Atualmente, muitos cientistas preferem não utilizar o termo Limiar Anaeróbio. Já que isto pouco se deve a uma possível redução de oxigênio. Muito cientista tem utilizado termos diferentes como "Limiar Lático". O termo Limiar Anaeróbio é utilizado para descrever o fenômeno que ocorre com todos os atletas - sendo o máximo esforço ou velocidade em que se produz um nível constante de lactato no sangue. Qualquer aumento acima deste nível tanto em velocidade ou esforço, causará um aumento continuo do lactato ou ácido lático, o que pode eventualmente causar o atleta a encerrar a atividade. O aumento nos níveis de lactato é uma indicação de que algumas fibras musculares não estão sendo capazes de aguentar a carga aerobicamente. Porém outras fibras tem a plena capacidade aeróbia, e estas acabam utilizando o lactato produzido nas fibras de capacidade limitada. Abaixo do Limiar Lático, todo o lactato produzido está sendo utilizado para energia aeróbia. Quando medimos o lactato na corrente sangüínea, estamos medindo a quantidade de lactato em movimento. Grandes quantidades do mesmo acabam se locomovendo para fibras com capacidade aeróbia disponível e acabam sendo convertidas novamente em piruvato e processadas aerobicamente. Acima do Limiar Lático, o mesmo é acumulado devido ao corpo não ser capaz de utilizá-lo.

Limiar ventilatório

    O limiar ventilatório (LV) foi proposto por Wasserman e McIlroy com o propósito de determinar, de forma indireta, a intensidade de esforço em que o lactato no sangue sofre elevação em relação ao valor de repouso, durante teste de esforço progressivo. O exercício realizado nessa intensidade estimula pouco a produção e o acúmulo de ácido lático no músculo, pois tem participação predominante das fibras musculares do tipo I (oxidativas) ou de contração lenta (vermelhas) e que têm grande afinidade pelo oxigênio, pois são cercadas por um maior número de capilares. Jorfeldt sugere que as fibras do tipo I, acionadas em exercício de baixa intensidade, continuamente extraem e oxidam o ácido lático do sangue proveniente das fibras do tipo IIb (brancas) que possuem elevado teor glicolítico anaeróbio. A atividade física realizada utilizando-se a intensidade do exercício no Limiar Ventilatório é de grande utilidade no desenvolvimento da capilarização muscular após exercícios intensos, como em jogos e/ou treinamentos, em indivíduos que estão retornando de lesões musculares e que foram afastados de suas atividades por um longo período de tempo e/ou em indivíduos sedentários que querem iniciar um programa de treinamento físico. Desta forma, a resposta metabólica e ventilatória ao exercício em intensidade até o Limiar Ventilatório, medida pela concentração de ácido lático sanguíneo, varia pouco em relação ao repouso, enquanto a ventilação mantém-se estável. Portanto, o Limar Ventilatório representa a intensidade de esforço acima da qual, durante um exercício de carga crescente, ocorre acúmulo de ácido lático no sangue e fadiga precoce.

Conheça o  Curso Fisiologia na Prática: A Ciência Clínica do Exercício.

Bibliografia:

  • BARBANTI, Valdir J. Treinamento físico: bases científicas. São Paulo: 1996. CLR Balieiro 3ª Ed.

  • KRAEMER, William J. Treinamento de força para o esporte. (Col.) Trad. Jerri Luiz Ribeiro. – Porto Alegre: Artmed, 2004.

  • WASSERMAN K; MCILROY MB. Detecting the threshold of anaerobic metabolism in cardiac patients during exercise. The American Journal of Cardiology. 1964; 14: 844-852.


  • segunda-feira, 1 de outubro de 2018

    10:37:00

    O treinador no Treinamento Funcional




    O treinamento funcional é um método de trabalho ainda mais dinâmico que os treinos convencionais. Ele é caracterizado por mesclar diferentes capacidades físicas em um único exercício. Assim, o foco passa de um grupo muscular isolado para todo o corpo - os movimentos trabalham a força muscular, a flexibilidade, o sistema cardiorrespiratório, a coordenação motora e o equilíbrio.

    Ele  ganha mais adeptos e se consolida como uma alternativa muito interessante para praticantes de inúmeras atividades físicas, com resultados que ultrapassam aqueles conseguidos por fórmulas obsoletas de treinamento de força.  Muitos profissionais da área da saúde e atividade física ainda possuem a tendência de definir o exercício em termos de seu efeito isolado nos sistemas energético e músculo-esquelético.  Mas a compreensão do funcionamento do sistema nervoso e do processo de aprendizado motor característico do ser humano produz ajustes e mudanças na forma de treinamento, proporcionando aos alunos e pacientes experiências muito mais completas e gratificantes para ambas as partes.

    O treinamento funcional recruta os estabilizadores do corpo para facilitar o movimento. A maioria dos exercícios ajuda a restaurar a função da parede abdominal e a melhorar o tempo de reação. Pessoas já adeptas desse tipo de exercício vão ganhando mais resistência e, à medida que vão evoluindo, podem avançar na complexidade usando plataformas de equilíbrio e bola suíça.

    São realizados muitos exercícios feitos com o peso do próprio corpo, garantindo um trabalho muscular mais intenso e trabalhando os músculos de forma integrada e não isolada, como os treinos de musculação costumam ser. Fazemos muitos saltos, giros, agachamentos e, para alguns deles, utilizamos aparelhos que auxiliam esses movimentos, com menos risco de lesões e aumento de performance

    Existem muitos tipos de habilidades e a compreensão do qual seja a habilidade necessária pode auxiliar um treinador a escolher a melhor abordagem para conduzir o treinamento com seus atletas. Condição importante para a produção de movimentos eficientes e a consequente aplicação efetiva da força é a coordenação intermuscular, característica fisiológica que consiste em criar sinergias musculares para aplicar a força muscular no momento correto, no plano correto e na direção correta. 

    O elemento mais essencial na aquisição de novas habilidades é o feedback, definida como a informação transmitida pelo aluno sobre determinado movimento enquanto é aprendido, podendo ser coletada a partir de fontes internas ou externas.  Nesse contexto o treinador é o agente principal da transformação que levará seus alunos a adquirir novas habilidades.

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    sexta-feira, 28 de setembro de 2018

    12:12:00

    Etapas de treinamento para o Futsal


     


    As etapas de treinamentos ao longo da vida de um atleta de Futsal dependem da intervenção do treinador e os devidos objetivos pré-estabelecidos, que irão desde a preparação inicial até a busca de resultados mais expressivos (aperfeiçoamento) . Veja as etapas a seguir:

    Etapa de preparação preliminar: etapa onde será desenvolvido o aluno como um todo, a sua preparação física e de suas qualidades/capacidades motoras, a idade nessa fase varia de atletas de 8 a 10 anos. Para FILIN (1996) A formação dos hábitos motores é a base necessária para o aperfeiçoamento subsequente dos movimentos racionais e aperfeiçoamento do sistema motor.

    Etapa de especialização inicial: corresponde ao período do treinamento em que as situações específicas da modalidade começam a ser ressaltadas, onde é iniciada na faixa etária de 13 a 15 anos. Para FILIN (1996), o objetivo do treinamento nesta etapa é a preparação física total e o início da formação fundamental da preparação especial, o que vai garantir o sucesso na modalidade escolhida nesse período.

    Etapa de especialização aprofundada: é o período em que todas as capacidades técnicas, físicas e táticas são amplamente ressaltadas, onde nessa fase os atletas estão com 16/17 anos com início da fase adulta. Para MATVEEV (1992) o objetivo do treinamento volta-se ao aproveitamento das potencialidades do atleta, existe um aumento do volume dos treinos, visando o máximo de aproveitamento destes aspectos.

    Etapa de resultados superiores: segundo ZAKHAROV (1992), o objetivo desta etapa é a obtenção de resultados superiores (máximos individuais) em sua modalidade, logo a necessidade da faixa etária ser a partir dos 18 anos, onde será feito a manutenção dos resultados. Acontece uma redução do período de preparação, aumentando o período de competição.

    Etapa de manutenção dos resultados: volta-se a manutenção do potencial adquirido anteriormente, o alto nível dos resultados adquiridos é trabalhado como forma de mantê-los e se necessário melhorá-los, com início da fase adulta após os 18 anos. De acordo com SANTANA (1994), quanto mais complexa a estrutura da atividade competitiva e maior o número de fatores que determinam a sua eficiência, quanto menor a influencia da idade sobre esses aspectos, mais prolongada poderá ser a etapa de manutenção dos resultados.

    Os conteúdos dos treinamentos normalmente são focados em atividades que simulam o jogo oficial, sendo assim, exigem a necessidade de aperfeiçoamento e especialização por parte dos alunos. Os conteúdos devem ser organizados e distribuídos ao longo do período planejado entre o início dos treinamentos e o fim das competições, essa organização é conhecida como periodização do treinamento que pode ser dividida da forma a seguir.

    Macro ciclo - estrutura Mensal de treinamento: segundo Matveev (1992), representa o elemento da estrutura de preparação do atleta e inclui uma série de micro ciclos orientados para a solução das tarefas do macro ciclo de preparação. Em alguns desportos pode-se renovar a forma desportiva não só em períodos anuais como também semestrais ou em períodos de tempo menor.

    Micro ciclo – estrutura semanal: para Gomes (1996), é uma forma de organizar as influências do treino exercido no organismo do desportista durante uma série de dias de treinamentos consecutivos que variam de 03 a 14 dias, sendo quatro tipos de micro ciclos; micro ciclo de treinamento, micro ciclo preparatório de controle, micro ciclo pré-competitivo e micro ciclo competitivo.

        Sessão de treinos: definida por Zakharov (1992), como forma do processo pedagogicamente organizado, ela representa um sistema de exercícios relativamente isolado no tempo, que visa à solução das tarefas de um ciclo da preparação do desportista e pode acontecer uma ou várias vezes no dia, sendo dividida em três partes; parte inicial, parte principal (básica ou fundamental) e parte final.

        A periodização do treinamento desportivo, em especifico para a modalidade de futsal, pode ser entendida como uma divisão organizada das fases do treinamento e os determinados períodos em que se passam, a fim de estabelecer medidas e objetivos que se possam alcançar durante uma temporada, visando sempre os resultados em competições.


    Referências Bibliográficas:

    FILIN, V.P. Desporto juvenil: Teoria e metodologia - Adaptação científica. Antonio Carlos Gomes - 1.ed. Londrina: Centro de informações esportivas, 1996.

    GOMES, J.B. Organização do Jogo e do treino em Futsal. Porto,2006. Dissertação (Mestrado) – Faculdade de Ciências do Desporto e de Educação Física Universidade do Porto.

    MATVEEV, L.P. Treino desportivo: metodologia e planejamento. 1.ed. Guarulhos, 1997.

    ZAKHAROV. A; GOMES AC. Ciência do treinamento desportivo. 1. ed. Rio de Janeiro: Palestra Sport; 1992.

    terça-feira, 18 de setembro de 2018

    10:29:00

    Treinamento desportivo para crianças e jovens



    Resultado de imagem para treinamento desportivo criança

    Cada vez mais crianças e jovens estão em evidência no esporte competitivo, seja na ginástica artística com meninas de 10 anos ou até mesmo no futebol profissional com garotos de 15-16 anos. Considerando a idade que essas "crianças" estão chegando ao topo do esporte nacional e internacional, levanta-se uma questão muito importante: será que o treinamento aplicado aos jovens atletas está de acordo com sua maturação biológica, sem prejudicar a sua carreira futura?

        Neste estudo procurou-se demonstrar os aspectos do desenvolvimento infantil e as características do treinamento para esses jovens.

    "A criança não é uma miniatura do adulto e sua mentalidade não é só quantitativa, mas também qualitativamente diferente da do adulto, de modo que a criança não é só menor, mas também diferente" (CLAPARÈDE, citado por WEINECK, 1991, p. 246). As crianças não são adultos em miniaturas que podem ser programadas para desempenhar atividades fisiológicas e psicológicas potencialmente tão questionáveis (REILLY; BANGSBO; FRANKS, 2000; GALLAHUE; OZMUN, 2001; BOMPA, 2002). As crianças e adolescentes, em comparação com os adultos, ainda se encontram em fase de crescimento, onde surgem inúmeras alterações físicas, psicológicas e psicossociais, que provocam consequências para a atividade corporal ou esportiva (WEINECK, 1991; ASTRAND, citado por TOURINHO FILHO; TOURINHO, 1998). O treinamento aplicado aos adultos não deve ser transferido aos jovens sem as devidas adaptações (REILLY; BANGSBO; FRANKS, 2000).

        "As crianças são quanto ao seu desenvolvimento imaturas e, por isso, faz-se necessário estruturar experiências motoras significativas apropriadas para seus níveis desenvolvimentistas particulares" (GALLAHUE; OZMUN, 2001, p. 107). Segundo HAUBENSTRICKER e SEEFELDT, citado por GALLAHUE e OZMUN (2001), existe uma melhora sistemática na velocidade de corrida de crianças no período médio e no final dos anos da infância. Essa melhora na velocidade de corrida continua na adolescência. Para WILLIAMS, citado por GALLAHUE e OZMUN (2001), o equilíbrio melhora dos 3 aos 18 anos. Apesar das dificuldades de mensuração, é possível concluir que o equilíbrio melhora com a idade na infância e adolescência. A aptidão relacionada à saúde e ao desempenho do adolescente passa por grandes alterações desde o início do período adolescente até o final da adolescência (de 11 até 21 anos) (GALLAHUE; OZMUN, 2001).

        "O comportamento adolescente é essencialmente exploratório e não deve ser considerado sem importância porque ajuda o indivíduo a encontrar o seu lugar na sociedade" (p. 481). Não se deve esperar que os adolescentes demonstrem uma obediência cega à autoridade. Entretanto, uma liderança adulta sensata, modelos positivos de papéis a desempenhar e uma orientação que desenvolva a coragem são essenciais para um processo psicossocial saudável e produtivo de desenvolvimento desses anos tumultuados (GALLAHUE; OZMUN, 2001). "... alguns comportamentos modelares de mentores respeitados são promissores como técnicas eficientes para inspirar alterações comportamentais em adolescentes" (CARNEGIE REPORTE, citado por GALLAHUE; OZMUN, 2001, p. 484).

        Segundo COAKLEY, citado por GALLAHUE e OZMUN (2001), o esporte pode desenvolver o comportamento moral pelas inúmeras emoções e situações imprevisíveis que surgem. O esporte fornece um ambiente favorável para ensinar os valores de honestidade, lealdade, autocontrole e de justiça (GALLAHUE; OZMUN, 2001).

        De acordo com CLARK, citado por ISAYAMA e GALLARDO (1998), o desenvolvimento motor possui seis estágios: 1 - reflexivo; 2 - pré-adaptativo; 3 - de habilidades motoras fundamentais; 4 - de habilidades motoras específicas do contexto; 5 - habilidosa; 6 - compensatória.

        A progressão de um período para outro vai depender das mudanças nas restrições críticas, em que as habilidades e as experiências adquiridas no período anterior servem como base para a aquisição de habilidades posteriores. No entanto, para esse modelo, as idades dadas para cada período são apenas estimativas; a ordem dos períodos é que é significante, e não a idade proposta.

        "Cada faixa etária tem suas tarefas didáticas especiais, bem como particularidades específicas do desenvolvimento. A oferta de estímulos e aprendizagens deve ser regulada pela fase sensitiva" (p. 263). Deve ser salientado que coordenação (técnica) e condição devem ser sempre desenvolvidas paralelamente, mas com o peso correspondente (WEINECK, 1991).

        Com a queda no aprendizado de novas habilidades coordenativas na pubescência, devido a fatores de crescimento e desenvolvimento, deveria ser dada ênfase no aperfeiçoamento e fixação de sequências motoras já dominadas e técnicas esportivas. Na adolescência ocorre uma estabilização geral da condução de movimentos, uma melhora da capacidade de controle, de adaptação, de reorganização e de combinação (MEINEL, citado por WEINECK, 1991).

        Para WEINECK (1991), a adolescência começa normalmente aos 14/15 anos nos meninos e vai até 18/19 anos. A adolescência forma o fim do desenvolvimento da criança para o adulto, caracterizada pela diminuição de todos os parâmetros de crescimento e desenvolvimento. Ocorre uma harmonização das proporções, o que é favorável em relação a uma melhora das capacidades coordenativas.

        Pode ser treinada nessa fase com máxima intensidade as capacidades condicionais e coordenativas, apresentando uma fase de melhoras elevadas no desempenho motor (WEINECK, 1991). Para o treinamento, essa fase apresenta melhoras, pois ocorre um equilíbrio psicológico. Ele deve ser atribuído à estabilização da regulação hormonal que ainda mostrava turbulentas alterações na fase anterior: os mecanismos de controle neuro-humorais hipotálamo-hipofisários sofrem um acerto definitivo. Ao contrário da fase anterior, agora apenas quantidades grandes de hormônios acionam os receptores do centro de regulação do hipotálamo (DEMETER, citado por WEINECK, 1991). Com as proporções equilibradas, a psique estabilizada, a maior intelectualidade e a melhor capacidade de observação fazem da adolescência a segunda "idade de ouro" da aprendizagem (WEINECK, 1991). Aos 16 anos muitos desses conflitos desaparecem; a necessidade de independência transforma-se num calmo desejo de emancipação. As ideias de desenvolvimento profissional, família, casamento são tangíveis e debatidas nessa fase (SANSTRÖM, 1975).

        "A adolescência deveria ser aproveitada para o aperfeiçoamento das técnicas específicas da modalidade esportiva e para a aquisição da condição específica da modalidade esportiva" (WEINECK, 1991, p. 263).

        No conjunto esta fase apresenta um bom período para a aprendizagem motora - nos jovens do sexo masculino é mais acentuada que nas jovens -, que possibilita um treinamento coordenativo ilimitado em todas as modalidades esportivas (WEINECK, 1991).

        Segundo ROWLAND, citado por VILLAR e DENADAI (2001), na fase pré-pubertária e pubertária, a maturação biológica pode diferir para a mesma idade cronológica.



    Treinamento



        O treinamento tem como principal objetivo causar adaptações biológicas destinadas a aprimorar o desempenho numa tarefa específica (McARDLE; KATCH; KATCH, 1991).

        "A elaboração metodológica tem assentado nas dominantes condicionais do treino desvalorizando-se as vertentes de índole coordenativa" (SANTOS, 1992, p. 105).

        A demonstração facilita o aprendizado, pois instruir e depois demonstrar minimiza instruções mais complexas. A demonstração apresenta particularidades que reduzem a incerteza na execução de uma habilidade motora (TONELLO; PELLEGRINI, 1998). LANDERS, citado por TONELLO e PELLEGRINI (1998) realizou um estudo comprovando que a demonstração deve ser apresentada antes e durante a execução da tarefa.

        TONELLO e PELLEGRINI (1998) afirmam ainda que a informação visual tem uma importância fundamental no comportamento motor humano e, em específico, no processo de ensino-aprendizagem de habilidades motoras. Os atletas aprendem mais a ver e fazer, do que a ouvir (McGOWN, 1991).

    Os treinadores deveriam utilizar dois métodos de ensino: a demonstração e a instrução verbal. Alguns estudos comprovam que a aprendizagem é mais eficiente ao se utilizarem várias demonstrações, mas somente a demonstração não é suficiente, por isso se utiliza a instrução ou palavras-chave. Esse recurso tem quatro funções a desempenhar: concentrar a informação; reduzir o número de palavras, diminuindo a exigência de processamento de informação; focalizar a atenção do praticante no que é importante, e auxiliar a memória. Isso conclui que o ideal é fazer uma perfeita combinação entre a demonstração e a utilização de palavras-chave (McGOWN, 1991).

        O processo de aprendizagem é influenciado por um conjunto de variáveis, sendo a prática do indivíduo uma das mais importantes. Para GODINHO, MENDES e BARREIROS (1995), uma dessas variáveis que tem importância fundamental no aprendizado, além da prática, é o feedback.



    Treinamento Físico



    O treinamento físico é definido por BARBANTI (2003, p. 595) como o "tipo de treinamento cujo objetivo principal é desenvolver as capacidades motoras (condicionais e coordenativas) dos executantes, necessárias para obter rendimentos elevados, e que se faz através dos exercícios corporais". Durante a iniciação geral e os períodos de preparação, deve-se utilizar a preparação física geral (KUNZE, 1987).

        Ao se referir à criança ou adolescente e exercício, faz-se necessária uma classificação pela idade biológica, pois possibilita distinguir, de forma mais clara, as adaptações morfológicas e funcionais resultantes de um programa de treinamento das modificações observadas no organismo, decorrentes do processo de maturação, principalmente intensificado na puberdade (TOURINHO FILHO; TOURINHO, 1998). De acordo com GOLOMAZOV e SHIRVA (1996), a idade cronológica em muitos casos não coincide com a motora. Os ritmos de amadurecimento são muito individuais.

        Segundo BOMPA (2002); BAR-OR, citado por VILLAR e DENADAI (2001), os programas de treinamento devem ser elaborados de acordo com o estágio de maturação da criança e não de acordo com a idade cronológica, pois as exigências e necessidades individuais variam bastante. Crianças de mesma idade cronológica podem diferir em anos com relação à maturação biológica.

    As crianças evoluem de forma diversa. A proporção de crescimento de ossos, músculos, órgãos e sistema nervoso é diferente em cada estágio maturacional, e esses desenvolvimentos determinam a capacidade fisiológica e de desempenho. Portanto, o programa de treinamento precisa levar em consideração essas diferenças individuais e o potencial de treinamento (BOMPA, 2002).

    A avaliação maturacional pode ser usada para identificar períodos de crescimento rápido e para justificar reduções no regime de treinamento em longo prazo. Pode auxiliar na redução de lesões, servindo como base na preparação (GALLAHUE; OZMUN, 2001).

    "A idade biológica refere-se ao desenvolvimento fisiológico dos órgãos e dos sistemas no corpo que ajuda a determinar o potencial fisiológico, tanto no treinamento como na competição, para a obtenção de alto nível de performance". Deve-se levar em consideração a idade biológica na classificação, seleção e treinamento de atletas (BOMPA, 2002, p. 14). "... os programas de treinamento infantis devem considerar a dinâmica de crescimento e desenvolvimento para cada estágio" (BOMPA, 2002, p. 116). O princípio da preparação física implica na utilização de variados métodos e de exercícios físicos para obter um efeito positivo em todos os órgãos do corpo (BOSCO, 1994).

    Estudo realizado por CUNHA (2003) com equipes de futebol da categoria juvenil, compostas de meninos na faixa etária entre 15 e 17 anos, identificou que apenas 43% das equipes estudadas realizam uma avaliação maturacional nos atletas dessa categoria.

    Após a determinação das características biológicas de cada indivíduo, inicia-se o planejamento das atividades. De acordo com BOMPA (2002) as cargas de treinamento devem aumentar gradativamente com a idade e com a progressão dos treinamentos. A duração das sessões de treino pode aumentar do início até o fim da temporada, quando atingirem por volta de noventa minutos; os treinamentos devem ser variados para se evitar um desgaste psicológico e a fadiga prematura. O aumento progressivo da carga inclui um aumento do número e da repetição dos exercícios, porém é importante observar o tempo de descanso após o aumento das repetições. Outro aspecto relevante é o aumento da frequência de treinamento: o ideal é de duas a quatro sessões para cada jogo, pois assim haverá um desenvolvimento maior dos atletas durante os treinamentos do que nos jogos, isso no caso específico do futebol. Ainda conforme o estudo realizado por CUNHA (2003), as equipes de futebol juvenil paulistas realizam cinco ou seis sessões de treino por semana e com relação a preparação física, a sessão de treino dura em média 62 minutos.

        Segundo McARDLE, KATCH e KATCH (1991, p. 284), "ainda não foi identificada uma duração limiar por sessão capaz de induzir aprimoramentos cardiovasculares ideais. Esse limiar depende de muitos fatores, que incluem o trabalho total realizado, a intensidade do exercício, a frequência do treinamento e o nível inicial de aptidão".

        Com relação à frequência do treinamento, alguns investigadores, citados por McARDLE, KATCH e KATCH (1991), relatam que constitui um fator importante capaz de induzir a aprimoramentos cardiovasculares, porém outros afirmam que esse fator é menos importante que a intensidade e a duração do exercício. Treinar menos de dois dias por semana, em geral não produz alterações adequadas na capacidade aeróbia ou anaeróbia e na composição corporal.

    O potencial esportivo de uma criança depende de seu desenvolvimento físico e mental (BOMPA, 2002).

        Para GONCALVES (1998), os principais fatores que devem ser considerados no programa de preparação física para o futebol, são:

    - Aumentar a capacidade do sistema respiratório (aeróbio e anaeróbio);

    - Aumentar o volume de bombeamento sanguíneo pelo coração e o sistema circulatório;

    - Hipertrofiar os músculos necessários;

    - Aumentar a força dos grupos musculares necessários e suas relações com tendões e ligamentos;

    - Diminuir a presença do ácido lático muscular durante e depois da atividade do futebol.



        Treinamentos seletivos para os esportes não são necessários antes da fase pré-púbere de desenvolvimento. A recomendação é não aplicar uma organização formal de atividades no contexto do jogo por diversão, adquirindo assim habilidades motoras (REILLY; BANGSBO; FRANKS, 2000).

    O treinamento individualizado é importante, mas deveria começar após a maturidade completa (DI SALVO; PIGOZZI, 1998), pois após a puberdade inicia a etapa de preparação física intensa e desenvolvimento das capacidades individuais (GOLOMAZOV; SHIRVA, 1996). O período pubertário será o ideal para proporcionar o desenvolvimento da força rápida e da potência. Cuidados devem ser tomados, pois o exercício anaeróbio exige uma elevada solicitação de ossos, articulações e tecidos moles (músculos, tendões etc.). Isso pode ocasionar lesões nos jovens em desenvolvimento (ALMEIDA, 2002).

        A especialização no esporte de alto nível é necessária, mas ela deveria ocorrer o mais tarde possível e com base numa estrutura de treinamento adequada ao desenvolvimento, que propiciará uma aquisição adequada das habilidades e um desenvolvimento harmonioso do jovem (WEINECK, 1991). Relatos de um estudo russo concluíram que a especialização esportiva não deve começar antes da idade de 15 ou 16 anos na maioria dos esportes (BOMPA, 2002).

    O autor afirma ainda que após um desenvolvimento multilateral no início da vida atlética, os jovens atingem o período de treinamento especializado entre 15 e 18 anos, podendo assim atingir o ápice esportivo futuramente. Mesmo durante a etapa de especialização do desenvolvimento, os atletas devem dedicar apenas de 60 a 80% do tempo de treinamento a atividades específicas da modalidade.

    No estágio da especialização (15 - 18 anos), deve-se monitorar o volume e a intensidade do treinamento, para que os jovens evoluam com pequeno risco de lesões. Alguns aspectos são importantes nesta fase (BOMPA, 2002):

    - Aumentar o volume de treinamento para repetições e exercícios específicos a fim de facilitar o aprimoramento do desempenho.

    - Envolver sempre que possível os atletas no processo de tomada de decisões;

    - O desenvolvimento da força deve começar a atingir os objetivos da modalidade específica;

    - Aumentar progressivamente o volume e a intensidade do treinamento anaeróbio;

    - Prática do treinamento mental. Exercícios que desenvolvam concentração, atenção, pensamento positivo, autoregulação, visualização e motivação, a fim de melhorar o desempenho na modalidade.

    Na maioria dos esportes de potência e velocidade, a especialização deve ocorrer no final do período de estirão de crescimento na adolescência (BOMPA, 2002).

    Devido ao grande número de exercícios e ao excessivo número de repetições, a introdução de uma variabilidade de atividades e habilidades no processo de aprendizagem e treinamento não só contribuirá para a prevenção de lesões, como para evitar o tédio e o desgaste psicológico dos jovens (BOMPA, 2002). Cargas intensas e monótonas podem ocasionar um desgaste psicológico, como na utilização acentuada de treinamentos não adequados à idade - grande motivo de desistência do esporte. A falta de formação múltipla do organismo acarretará em prejuízo para a obtenção de habilidades futuras (WEINECK, 1991). Segundo MEDLER, citado por WEINECK (2000), deve-se ter cuidado no treinamento ministrado para crianças e adolescentes para serem evitados os momentos de monotonia e enfado, assim como os momentos de dor e de sofrimento que se relacionam com o treinamento da resistência aeróbia. A especialização precoce nas categorias menores (infantil e juvenil), apesar de se obterem bons resultados no princípio, deve ser observada com cuidado, pois poderá levar ao encurtamento da vida profissional do atleta. O uso de cargas específicas antes do momento oportuno gera estresse físico e emocional acentuado, podendo afastar os jovens dos treinamentos e competições (FILIN e VOLKOV, citado por AUGUSTI, 2001). MATVEEV, citado por AUGUSTI (2001) também concorda que a especialização precoce fará que o jovem, ao chegar à fase adulta, não será mais capaz de desenvolver e atingir os bons resultados que obteve durante a infância.

    Para não ocorrer uma especialização prematura, devem ser considerados os aspectos do treinamento adequado à idade e ao desenvolvimento, ou seja, a capacidade da criança suportar carga é limitada, podendo ocorrer desgaste prematuro de cartilagem, ossos, tendões e ligamentos. Superexigência funcional pode acarretar em redução da amplitude da articulação, com respectiva sobrecarga dos segmentos articulares, ocasionando prejuízo no processo de treinamento (WEINECK, 1991).

    A especificidade excessiva no treinamento pode resultar em lesões por overuse. Para ALMEIDA (2002), as lesões por overuse são características de esportes anaeróbios que requerem períodos de atividade de potência máxima ou quase máxima. Outro risco que pode ocorrer na especificidade excessiva, segundo BOMPA (2002), é o desequilíbrio entre os músculos agonistas e antagonistas do movimento específico. A utilização de novos exercícios desenvolverá também a agilidade e a coordenação, auxiliando no processo de aquisição de novas habilidades e evitando lesões por esforços repetitivos.

        Outro aspecto importante na programação esportiva é a nutrição dos atletas. Para GONCALVES (1998), os atletas necessitam de uma dieta balanceada, baseada em nutrientes necessários para a requisição diária do organismo e a performance nas atividades. REILLY (1997) afirma que a nutrição adequada, verificada por meio dos índices iniciais de glicogênio muscular, é um aspecto que pode diminuir a fadiga.



    Conclusão



    Pode-se concluir que o treinamento tanto técnico, como tático ou físico fornecido a crianças e jovens deve ser muito bem estudado, elaborado e conduzido por treinadores e preparadores físicos. As características biológicas e maturacionais devem ser levadas em consideração na programação do treinamento. Um erro muito comum encontrado em treinamentos em equipes de competição relaciona-se ao fornecimento da mesma carga e intensidade para todos os atletas, isso é um erro muito grave que poderá acarretar problemas futuros aos jovens atletas.

    Portanto, não se pode esquecer a afirmação que se encontra logo no início deste artigo: "As crianças não são adultos em miniaturas...".

    Somente a observação criteriosa de todos esses fatores durante o treinamento, poderá obter o máximo rendimento de um jovem desportista, sem prejudicar o seu desenvolvimento físico harmonioso e consequentemente sem prejudicar sua carreira.

    Com isso, procura-se auxiliar os profissionais que ministram e orientam os treinamentos para crianças e jovens há elaborar programas que sejam adequados a cada faixa etária e nível de maturação. Segundo CUNHA (2003) muitos treinadores e preparadores físicos não utilizam métodos mais científicos durante o treinamento devido a problemas estruturais em seus clubes.

    Referências Bibliográficas

    ALMEIDA. M. Os jovens e a performance anaeróbia. Treino Desportivo, Lisboa, n. 20, p. 18-25, out. 2002. (Número Especial).

    AUGUSTI, M. Treinamento de endurance para crianças e adolescentes. In: Revista Digital, Buenos Aires, ano 7, n. 37, jun. 2001. Disponível em: <www.efdeportes.com>. Acesso em: 15 nov. 2001.

    BARBANTI, V. J. Dicionário de Educação Física e Esporte. 2. ed. Barueri: Manole, 2003. 634 p.

    BOMPA, T. O. Treinamento Total para Jovens Campeões. Tradução de Cássia Maria Nasser. Revisão Científica de Aylton J. Figueira Jr. Barueri: Manole, 2002. 248 p.

    BOSCO, C. Aspectos fisiológicos de la preparación física del futbolista. Revisão e Adaptação de Jordi Mateo Vila. 2. ed. Barcelona: Paidotribo, 1994.

    CUNHA, F. A. Estudo do treinamento físico aplicado à categoria juvenil (sub-17) em equipes de futebol do Estado de São Paulo. 2003. 138f. Dissertação (Mestrado) - Universidade Guarulhos, Guarulhos. 2003.

    DI SALVO, V.; PIGOZZI, F. Physical training of football players based on their positional rules in the team. The Journal of Sports Medicine and Physical Fitness, [S.l., s.n.], v. 38, p. 294-297, dez. 1998.

    GALLAHUE, D. L.; OZMUN, J. C. Compreendendo o desenvolvimento motor: bebês, crianças, adolescentes e adultos. Tradução de Maria Aparecida da Silva Pereira Araújo. São Paulo: Phorte, 2001. 641 p.

    GODINHO, M; MENDES, R; BARREIROS, J. Informação de retorno e aprendizagem. Revista Horizonte, Lisboa: [s.n.], v. XI, n. 66, p. 217-220, mar./abr. 1995.

    GOLOMAZOV, S.; SHIRVA, B. Futebol: treino da qualidade do movimento para atletas jovens. Adaptação Técnica e Científica de Antonio Carlos Gomes e Marcelo Mantovani. São Paulo: FMU, 1996.

    GONCALVES, J. T. The Principles of Brazilian Soccer. Spring City: Reedswain, 1998. Cap. 5, p. 63-85.

    ISAYAMA, H. F.; GALLARDO, J. S. P. Desenvolvimento motor: análise dos estudos brasileiros sobre habilidades motoras fundamentais. Revista de Educação Física/UEM, Maringá: UEM/DEF, v. 9, n. 1, p. 75-82, 1998.

    KUNZE, A. Futebol. Tradução de Ana Maria de Oliveira Mendonça. Revisão Científica de Eduardo Vingada. Colecção Desporto n. 10. Lisboa: Estampa, 1987. Cap. 6, p. 129-141. (Condição Física).

    McARDLE, W. D.; KATCH, F. I.; KATCH, V. L. Fisiologia do Exercício: Energia, Nutrição e Desempenho Humano. Tradução de Giuseppe Taranto. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1991. 510 p.

    McGOWN, C. O Ensino da técnica desportiva. Treino Desportivo, Lisboa: [s.n.], II série, n. 22, p. 15-22, dez. 1991.

    REILLY, T. Energetics of high-intensity exercise (soccer) with particular reference to fadigue. Journal of Sports Sciences, [S.l.]: E. & F.N. Spon, v. 15, p. 257-263, 1997.

    REILLY, T.; BANGSBO, J.; FRANKS, A. Anthropometric and physiological predispositions for elite soccer. Journal of Sports Sciences, [S.l.]: Taylor & Francis, v. 18, p. 669-683, 2000.

    SANDSTRÖM, C.I. A Psicologia da Infância e da Adolescência. Tradução de Álvaro Cabral. 5. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1975. 289 p.

    SANTOS, J. A. R. Preparador Físico: Realidade, logro ou utopia? Revista Horizonte, Lisboa: [s.n.], v. IX, n. 51, p. 101-112, set./out. 1992.

    TONELLO, M. G. M.; PELLEGRINI, A. M. A utilização da demonstração para a aprendizagem de habilidades motoras em aulas de Educação Física. Revista Paulista de Educação Física, São Paulo: Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo, v. 12, n. 2, p. 107-114, jul./dez. 1998.

    TOURINHO FILHO, H.; TOURINHO, L. S. P. R. Crianças, adolescentes e atividade física: aspectos maturacionais e funcionais. Revista Paulista de Educação Física, São Paulo: Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo, v. 12, n. 1, p. 71-84, jan./jun. 1998.

    VILLAR, R.; DENADAI, B. S. Efeitos da idade na aptidão física em meninos praticantes de futebol de 9 a 15 anos. Motriz, Rio Claro: Departamento de Educação Física do Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista, v. 7, n. 2, p. 93-98, dez. 2001.

    WEINECK, J. Biologia do Esporte. Tradução de Anita Viviani. Verificação Científica de Valdir Barbanti. São Paulo: Manole, 1991. Cap. 5, p. 245-318.

    ______. Futebol Total: o treinamento físico no futebol. Tradução de Sérgio Roberto Ferreira Batista. Verificação Científica de Francisco Navarro e Reury Frank P. Bacurau. Guarulhos: Phorte, 2000. 555 p.

    Publicado em 14/12/12 e revisado em 18/09/18


    08:36:00

    Como treinar o salto no basquete

    Resultado de imagem para basquete

    Aprender a saltar mais alto no basquete poderia ser a única coisa que o coloca acima de tudo sua concorrência. Por que ir ao tribunal todos os dias e praticar suas habilidades se você não está indo para colocar em algum tempo melhorar o seu salto vertical?

    Muitos caras pensam que se jogar basquete todos os dias eles vão naturalmente aprender a saltar mais alto. Isto é verdade para grau leve e vai ajudar a sua capacidade de saltar um pouco. Mas para realmente separar-se de outros jogadores que você precisa seguir um programa bem organizado de salto. Antes que você vá tornar-se um programa de salto deixe-me dar algumas dicas sobre como criar a melhor possível.

    Jumping é uma combinação de velocidade e força nas pernas, por isso você precisa se certificar de que a sua formação hits ambas as áreas, da mesma forma.

    Primeiro você precisa perceber o que está impedindo o salto maior agora. Você tem as pernas muito forte, mas a falta de velocidade ou o contrário? Talvez suas pernas são fracas em ambas as áreas. De qualquer forma, você pode superar esta treinando as pernas adequadamente.

    Como você sabe se seus pés estão faltando a força necessária?

    A fim de determinar a sua força na perna, você precisa fazer alguns agachamentos. Se você não tiver feito agachamento antes por favor tem alguém analisar o formulário para que você não se machucar. Coloque o seu peso sobre a barra e agachamento é 6 vezes em 6 segundos. Isso deve ser muito fácil de fazer e se não for, você está faltando força nas pernas e precisa se concentrar principalmente na força do pé um pouco antes de fazer o treinamento do salto. Você quer ser capaz de agachamento 1,5 vezes o seu peso 6 vezes em 6 segundos.

    segunda-feira, 17 de setembro de 2018

    14:04:00

    Melhore seu nado de Costas na Natação


    Aprender o nado costas é relativamente simples. A técnica consiste, basicamente, no batimento de pernas constante e na rotação alternada dos braços, que têm uma fase de propulsão dentro da água e outra de recuperação, a fase aérea. Para nadar costas o praticante deve saber flutuar. Este é um exercício que deve ser ensinado durante os primeiros contatos com a água, ou seja, na chamada fase de adaptação.

    Mas para que você melhore a técnica, alguns pontos são essenciais. Primeiro saiba que a sua posição deve ser o mais horizontal possível. Além disso, aposte em exercícios educativos, que desempenham um papel muito importante na natação.

    Veja dicas para melhorar performance seu nado costas:

    • Se as suas pernas se cansarem de muito chutar, faça-o de 4 a 5 vezes por braçada, ao invés de fazê-lo de 4 a 7 vezes; em seguida, ao estar mais descansado, volte ao ritmo normal tão rápido quanto possível.
    • Todos os tipos de nado usam principalmente os músculos anteriores. O nado de costa se concentra no uso dos músculos posteriores. Flexionar as costas, mantê-las arqueadas e empurrar as omoplatas em conjunto e para baixo é essencial no desenvolvimento de um nado eficiente.
    • Se houver bandeiras próximo à extremidade da piscina, conte as braçadas durante a prática para saber quantas serão necessárias delas à borda. Subtraia 2 desse valor e efetue o giro nesse ponto para completar a volta. Exemplo: Eu levo 5 braçadas desde as bandeiras até alcançar a borda e, por isso, na minha terceira eu faço o giro e completo a volta.
    • O nado de costas é um nado de eixo longo. Isso significa que o corpo gira em um eixo imaginário que começa na coroa da cabeça e segue por toda a coluna vertebra.
    • Assegure-se de gerar rotação idêntica em cada um dos lados.
    • Mantenha o pescoço tão relaxado quanto possível. Se ele se tornar tenso e contraído, incline a cabeça levemente para trás para relaxá-lo.
    • Mantenha a cabeça estável. Durante o nado, ela deve estar voltada diretamente para o céu.
    • Toda e qualquer rotação deve começar com o quadril. Use os músculos posteriores do quadril para girar o tronco e os ombros na água.
    • Não permite à cabeça ir para frente e para trás.
    • Gire todo o corpo para trás e para frente como uma unidade. Não permita que os ombros e quadris girem independentemente um do outro.
    • Ao terminar a recuperação, os braços não entram na água diretamente sobre a cabeça. Eles devem entrar em um ângulo de 45 graus em relação ao corpo. Em um relógio analógico, se a sua cabeça está na posição de 12 horas, os braços devem entrar na água às 11 e 13 horas.
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