segunda-feira, 20 de agosto de 2018

09:00:00

Quais são as lesões mais comuns em atletas de alto rendimento?

 


Luxação, entorse e rupturas, são a mesma coisa? Não são a mesma coisa. Os problemas atingem todos os tipos de pessoas, mas principalmente, atletas de alta performance, já que estão mais expostos aos limites do corpo durante treinos e competições.

As principais causas de lesões esportivas costumam estar associada à fadiga pela sobrecarga muscular em treinamentos, alta frequência de jogos, como em uma competição curta como o mundial, e quando há lesões não tratadas adequadamente. É importante que o atleta conheça seus limites e tenha um acompanhamento médico e de um profissional de educação física para realizar suas atividades. Assim, ele evita lesões desnecessárias e se recupera melhor quando for o caso.

Para entender os diferentes tipos de lesões e quais são as mais comuns em atletas, listamos abaixo os danos que o corpo pode sofrer com as lesões. Confira!

Contusões: São as lesões mais comuns entre os atletas, principalmente em esportes de contato físico. São lesões geralmente leves, de fácil tratamento e rápida recuperação, normalmente sem sequelas. Porém, em casos de trauma de maior energia, que são mais graves, podem causar rupturas dos músculos da região atingida, como na coxa por exemplo, e levar o atleta a um período maior de recuperação. Na gíria do futebol são as "paulistinhas" ou o "tostão".

Entorses: São as lesões com ruptura de ligamento de uma articulação em consequência de um trauma torcional como quando o pé está apoiado no chão e a perna sofre uma rotação brusca e, por exemplo, causa a lesão no ligamento do joelho que foi "forçado". Existe também a possibilidade do comprometimento do ligamento tornar-se crônico. O tratamento indicado depende do ligamento que se rompeu. Pode ser necessária a reconstrução cirúrgica, especialmente em atletas. Os entorses de tornozelo são os mais frequentes.

Fraturas: Normalmente, a fratura ocorre por trauma direto ou indireto como nas quedas, golpes diretos e indiretos aplicados de maneira indevida. As fraturas podem ser geradas pelo estresse que acontece em casos de estímulo sucessivo e repetitivo sem o tempo adequado de recuperação. Por conta disso, o osso lenta e progressivamente apresenta uma fratura pela quebra prevalecer sobre a reconstrução. Por serem de diagnóstico mais difícil pela presença tardia de sintomas, essas fraturas são, por vezes, até mais complicadas de serem tratadas. Além disso, as recidivas são frequentes.

Luxação: É consequência do rompimento de ligamentos que mantêm a relação que existe entre os ossos de uma articulação. Quando ocorre a lesão, é como se houvesse um "desligamento" da articulação com perda total da função. As luxações são graves e precisam de atendimento médico imediato. A articulação deve ser restabelecida prontamente para minimizar os possíveis danos que podem ser irreversíveis, no caso de demora do atendimento.

Estiramento ou ruptura muscular: Os estiramentos dos músculos são caracterizados pelo rompimento das suas fibras durante a execução errada de um movimento nos esportes. Podem ser leves ou graves, dependendo da energia que a causou. Se leve, a dor pode permitir que o esforço continue e a lesão aumentar. As mais graves são incapacitantes e obrigam o atleta a parar.

Quer saber mais sobre Fisioterapia no Esporte? Acesse o blog de Fisioterapia Desportiva do Faça Fisioterapia.

quinta-feira, 26 de julho de 2018

15:48:00

Treinamento de Natação para Crianças




A prática da natação aliada à estimulação de habilidades, respeitando as fases sensíveis da formação, a individualidade de cada um e o ensino adequado e programado, proporciona o desenvolvimento multilateral da criança, contribuindo para sua formação geral bem como para o aprendizado de uma modalidade esportiva que ele poderá praticar no decorrer da vida, seja para o esporte ou para outras finalidades

Antes de iniciar um treinamento especializado infantil é de fundamental importância que algumas orientações sejam seguidas a fim de que o trabalho seja desenvolvido adequadamente, de modo que não venha prejudicar a saúde da criança.

Portanto, os técnicos de natação e consequentemente os clubes devem ser responsáveis por considerar os aspectos científicos na preparação de treinamentos para crianças.

A frequência semanal dos treinos, bem como a aplicação do volume e da intensidade dos treinamentos, são pontos a serem considerados a fim de se evitar um desenvolvimento antecipado do potencial atlético de crianças. Neste sentido, TERRA (1990) defende que se o estímulo dado à criança for adequado, considerando suas limitações físicas, emocionais, sociais e intelectuais, a natação irá sem dúvida lhe proporcionar um desenvolvimento harmonioso.

O tempo livre da criança não deve ser de todo absorvido pelos treinamentos e competições; ela deve dispor de tempo suficiente para outros domínios da vida como escola, família e amigos. E importam situações que permitam a criança usufruir de contatos sociais variados, além daqueles estabelecidos no treino e nas competições, evitando um eventual isolamento. Igualmente, deve ser garantido um espaço suficiente para que o tempo livre seja usado no cultivo de outros interesses além do esporte.

Sendo muito importante que o técnico de natação obtenha conhecimentos de pedagogia e psicologia, conduzindo de forma satisfatória seus nadadores, e sabendo retê-los, permitindo que estes, de vez em quando, faltem ao treinamento para que possam ir ao cinema ou mesmo se reunirem com os amigos.

O fator idade interfere na aprendizagem e no nível de desempenho das crianças, sendo, portanto, importante considerá-la ao se iniciar a prática desportiva.

O único esporte que não há limite de idade para o aprendizado é a natação. No entanto, o treinamento da natação envolvendo crianças, requer considerações relevantes ao processo de crescimento e desenvolvimento, para que o treinamento seja eficaz este deve ser fundamentado em dados do desenvolvimento biológico e antropométrico, muito mais do que a idade cronológica.

São os principais fundamentos da natação, a flutuação, a propulsão e a respiração do nadador (inspiração e expiração), devendo haver muito cuidado e atenção ao ensino dessas etapas aos alunos em fase de aprendizagem. Visto que em todo o programa de iniciação devemos encontrar uma hábil dose de exercícios de flutuação, respiração e propulsão, sem a qual o estudo seria certamente enfadonho.

As atividades motoras de aperfeiçoamento dos movimentos são agrupadas por áreas e compõem um repertório a ser utilizado pelo professor de natação do clube.

Foram trazidas 12 (doze) sugestões de brincadeiras envolvendo a ludicidade para iniciação da natação para crianças entre 03 e 06 anos.

O treinamento de base deve responder as seguintes regras:

·   Formação básica polivalente com aprendizagem e domínio das quatro técnicas de nado;

·   Aquisição de habilidades técnicas básicas, estabelecendo uma ampla base motora;

·   Métodos e treinamentos múltiplos de formação geral.

O objetivo é a aprendizagem gradual do nado, com ganho de velocidade enquanto se aperfeiçoa a técnica e se desenvolve o conceito de ritmo, alcançando o máximo de rendimento na idade adequada.

O ideal e é organização dos períodos de modo a respeitar os tempos de recessão escolar, sendo a organização do treinamento pautada em períodos breves, garantindo fases suficientes de recuperação e restauração no organismo das crianças.

Em infantis do grupo A é conveniente treinar ao máximo 6 (seis) sessões semanais no inverno, e adicionar no máximo duas sessões a mais no verão, com alto conteúdo técnico. Em infantis do grupo B, o ideal é treinar 6 (seis) sessões no inverno e adicionar de 3 (três) a 4 (quatro) no verão. Já os juvenis do grupo A, 8 (oito) sessões no inverno, adequando as possibilidades, e de 10 (dez) a 11 (onze) no verão.

As competências permitem um controle contínuo do efeito das formas e métodos de treinamento, proporcionando uma direção no processo. Servem, sobretudo, para diversificar o treinamento e suas exigências, bem como, para manter a motivação. Não devendo perturbar o processo de treinamento em longo prazo por uma preparação especial.

Os pais têm papel importante no desenvolvimento dos atletas que se destacam em atividades esportivas e atingem o alto nível de desempenho. Este papel pode ser em forma de participação ativa, acompanhamento de atividades, suporte social e financeiro, mudança na rotina e nas prioridades da família, entre outras formas. Porém, faz-se necessário que estes sejam orientados a respeitarem as fases de desenvolvimento e maturação pelas quais seus filhos passam a acreditarem que o mais importante na prática de um esporte, como a natação, é a formação para uma vida saudável e equilibrada, enquanto o sucesso seria apenas um fator secundário.

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segunda-feira, 9 de julho de 2018

09:31:00

Como melhorar a força do arremesso?


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Há certas modalidades em que é fundamental ter um bom arremesso de maneira a marcar a diferença. Por exemplo, na modalidade de arremesso de peso é importante um atleta ter força e aceleração no braço. Mas estas qualidades não são exclusivas de praticantes de arremesso de peso. Os jogadores de andebol, de pólo aquático e de basebol, por exemplo, também necessitam de possuir estas qualidades.
Sendo assim, em modalidades ou desportos em que é importante ter um bom arremesso, quais as características importantes a desenvolver? Que região do nosso corpo devemos trabalhar mais?

  Resumindo, como melhorar a força do arremesso?

Um estudo recente realizado com 38 praticantes de modalidades de arremesso iluminou esta questão [*1]. Os voluntários tiveram de executar os exercícios de supino e de meio agachamento. Foram avaliados os parâmetros da força e velocidade na execução dos exercícios. Também foi retirada informação sobre a rigidez dos membros inferiores durante o maior salto executado pelos voluntários.
Os investigadores descobriram que os melhores desempenhos destes atletas durante a época estava correlacionada com os melhores registos no supino e no meio agachamento a nível da força máxima aplicada. Concluíram, portanto, que a força e a rigidez dos membros inferiores e a força e velocidade dos membros superiores pode estar associada à performance de arremesso dos atletas.

Como desenvolver a força muscular e melhorar o arremesso?

Visto isto, existe alguma forma de desenvolver a força dos músculos dos membros inferiores e superiores, para além do trabalho de ginásio? Um recente estudo responde "sim": através do uso de pesos ajustáveis como parte do aquecimento.

Dez jovens praticantes de arremesso de peso foram divididos em 3 grupos: o grupo sem peso extra, o grupo com acessórios de peso de 1,37kg e o grupo cujos acessórios de peso era de 2,27kg. Os resultados foram prometedores: os atletas que integraram acessórios de peso de 1,37kg no seu aquecimento aumentaram o seu arremesso em 3,54m. Os atletas que usaram pesos de 2,27kg aumentaram o seu arremesso numa média de 3,15m.

Os cientistas concluíram que incluir pesos ajustáveis durante uma parte ou durante todo o aquecimento é uma boa maneira de aumentar o arremesso na competição.

publicado em 2411/12 e revisado em 09/07/18

quarta-feira, 6 de junho de 2018

12:08:00

Treino físico para uma peneira de Futebol



Peneira de futebol é um mecanismo usado em todo o mundo para filtrar bons jogadores em todas as idades. Comum em clubes brasileiros para descobrir talentos da base, o sucesso nela embala o sonho de muito garoto e pai de garoto pais afora.

É um passo que o pode levar longe na sua carreira esportiva e que o ajudará a atingir as suas metas pessoais. Se for o seu caso e estiver treinando para isso, deve considerar vários fatores, porque é tão importante treinar fisicamente como mentalmente.

Independente da idade, é preciso preparar-se fisicamente.  Jogue muito futebol, mas faça também outros tipos de exercícios diferentes.

Planeje quais exercícios pode fazer para melhorar em aspectos como a resistência, a velocidade ou a força, já que todos são igualmente importantes. Para treinar seu físico pode ir a uma academia e pedir a ajuda dos monitores de lá, ou pode fazer isso em casa, mas lembre-se que precisa de uma rotina que inclua todos os aspectos, por isso pense bem.

Numa peneira, a s valências físicas estão sempre sendo avaliadas pelos profissionais dos clubes. Além de não querer ninguém fora de peso ou que não consegue manter-se bem durante a partida toda, eles precisam escolher e direcionar quem tem o melhor condicionamento físico. Quem estiver aprimorado nos treinamentos e destacar-se nas disputas de força, velocidade, aceleração, troca de direção, terá vantagem.

Dica boa para quem está pensando em treinar para peneiras de futebol:

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segunda-feira, 4 de junho de 2018

14:35:00

Capacidade física na técnica individual do Voleibol


 



O Treinamento Técnico Individual favorece o aperfeiçoamento técnico individual - até os altos níveis internacionais - na medida em que atletas tornam-se aptos/capazes para a execução dos fundamentos da técnica, de todas as maneiras e, sobretudo, sem limitações.

A seguir, como exemplo, enumeramos fundamentos da técnica individual e citamos valências físicas funcionais que contribuem para suas corretas execuções.

Saque

- Velocidade de Deslocamento, por ocasião das passadas que precedem a impulsão.

- Força Explosiva da musculatura dos membros inferiores, para obter boa impulsão e, com isso, executá-lo com maior alcance.

- Força Explosiva da musculatura dos membros superiores, tendo em vista golpear a bola com maior impacto e, assim, imprimir maior velocidade possível à trajetória da mesma.

- Velocidade dos Movimentos do tronco e dos braços, para golpear a bola com a maior potência possível.

- Flexibilidade de Movimentos da coluna vertebral e dos ombro, propiciam maior amplitude dos movimentos e, consequentemente, contribuem para melhorar a potência do golpe.
  
Toque

- Velocidade de Deslocamento - de todas as maneiras e em diferentes distâncias -, a fim de colocar-se corretamente em relação à bola.

- Força Explosiva da musculatura dos membros inferiores, para obter boa impulsão e, nos levantamentos, executá-lo com maior alcance.

- Força nos músculos das mãos e dos dedos, a fim de suportar o impacto da bola, por ocasião da defesa e recepção do saque "Viagem". 

Manchete

- Velocidade de Deslocamento - de todas as maneiras e em diferentes distâncias -, a fim de colocar-se corretamente em relação à bola.

- Força em diferentes angulações de flexão da perna, para executá-la sem perda de equilíbrio, por ocasião da recepção do saque e da defesa.

- Flexibilidade de Movimentos das articulações dos tornozelos, joelhos, coxofemoral e coluna vertebral, para executá-la com máximo equilíbrio. 

Bloqueio

- Força Explosiva nos músculos dos membros inferiores, tendo em vista a obtenção da melhor impulsão e do maior alcance possíveis.

- Força na Musculatura abdominal e dorso-lombar, para a obtenção do equilíbrio essencial na execução do fundamento.

- Velocidade dos Movimentos da flexão e extensão das pernas, da elevação e movimentação dos braços. 

Técnicas de Ataque (Cortada e Recursos de Ataque).

- Velocidade de Deslocamento por ocasião da aproximação para o ataque.

- Força Explosiva nos músculos dos membros inferiores, tendo em vista a obtenção da melhor impulsão e alcance possíveis.

- Força Explosiva nos músculos dos membros superiores, tendo em vista golpear a bola com a maior potência possível.

- Força na Musculatura nas musculaturas abdominal e dorso-lombar, para a obtenção do equilíbrio na execução do fundamento. 
 
NOTA 

A Resistência Muscular Localizada é valência essencial para que o atleta suporte a natureza repetitiva - peculiar - do treinamento de todos os fundamentos da técnica individual.

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quarta-feira, 25 de abril de 2018

10:55:00

Treino funcional de atletas do vôlei de praia para fazer na areia


Para aguentarem os saltos, os agachamentos e os tiros (e a dificuldade imposta pela areia fofa), as jogadores de Vôlei de Praia mantêm um condicionamento físico impecável. Não basta saber a técnica do esporte. Se elas não tiverem fôlego, não vão conseguir executar os movimentos da forma correta.

Além da série de musculação na academia, é importante fazer um circuito funcional na praia, onde simula-se situações da partida. A ideia é melhorar a condição cardiorrespiratória para que tivessem velocidade e resistência muscular durante o jogo. Para nós – simples mortais –, o treino ajuda a ganhar tônus e queima até 400 calorias. Ele tem curta duração porque é muito intenso. A areia exige bastante da musculatura profunda, responsável pela nossa estabilidade

A seguir, confira um circuito na areia inspirado nas esportistas do vôlei de praia. A próxima corridinha à beira-mar será moleza!

Funcional na areia

Faça de 2 a 3 ciclos (depende da sua aptidão física) com 1 minuto de descanso entre cada exercício.

1. Deslocamento lateral

treino funcional na praia

a. Comece com os joelhos semiflexionados e as pernas afastadas na largura do quadril.

b. Pise o pé esquerdo ao lado e aproxime o direito, dando um saltinho. Afaste o esquerdo mais uma vez. Agora retorne e faça o mesmo para o outro lado o mais rápido que conseguir (como se fossem dois deslocamentos para cada lado). Faça durante 30 segundos.

Opção de troca: escada de agilidade >> marcação com minicones ou na areia.

2. Salto no caixote

treino funcional na praia

a. Com as pernas afastadas e flexionadas na largura dos ombros, incline levemente o tronco à frente.

b. Salte em cima de um caixote, flexionando os joelhos para amortecer a queda. Retorne à areia, pisando primeiro com a esquerda (alterne as pernas na volta). Faça durante 30 segundos.

Opção de troca: caixote >> banco.

3. Arremesso de bola medicinal

treino funcional na praia

a. Segure uma bola medicinal acima da cabeça, com os braços semiflexionados.

b. Desça o tronco em um movimento rápido, arremessando a bola na areia. Pegue a bola e retorne de forma controlada. Faça com 3 kg durante 30 segundos.

Opção de troca: bola medicinal >> halter.

4. Corrida em velocidade

Dê tiros o mais rápido que conseguir.

Faça 4 x 20 m (como se fossem 20 passos) e 30 segundos de descanso entre as séries.

5. Burpee

treino funcional na praia

a. Fique em pé.

b. Agache-se, apoiando as mãos, afastadas na largura dos ombros, no solo.

c. Jogue as pernas para trás e toque o peitoral no chão, flexionando os cotovelos. Retorne à posição b, fazendo força nos braços, levante-se e salte com os braços e as pernas estendidos. Faça durante 15 segundos.

6. Escada de agilidade

treino funcional na praia

a. Comece com os dois pés dentro do primeiro quadrado da escada.

b. Salte para abrir as pernas e pise fora da escada. Agora, salte e junte os pés no quadrado da frente. Faça durante 30 segundos.

7. Abdominal na fita de suspensão

treino funcional na praia

a. Prenda a fita em um poste ou em uma trave de futebol. Apoie o peito dos pés na alça e fique na posição de flexão.

b. Flexione os joelhos, trazendo-os em direção ao peitoral. O core deve ficar contraído o tempo todo para controlar o movimento. Faça 3 x 15 repetições com 30 segundos de descanso entre as séries.

Opção de troca: fita >> prancha lateral na areia fofa. Faça durante 30 segundos (cada lado).

8. Afundo no disco

treino funcional na praia

a. Pise com o pé esquerdo no disco e posicione o pé direito, flexionado, atrás.

b. Dobre os joelhos para descer até formar 90° com as pernas. Não deixe que o joelho esquerdo ultrapasse os dedos do pé. Faça 2 x 10 repetições (cada perna)

Opção de troca: disco >> areia fofa.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

15:51:00

Fisiologia da Pliometria



A premissa por trás do uso do exercício pliométrico de melhorar a capacidade de reação e a força vem do que se chama de 'ciclo estiramento-encurtamento'. Esse termo refere-se à mudança pela qual passa o músculo quando ele é carregado excentricamente e depois contraído concentricamente.

O que está na verdade sendo treinado durante a pliometria é o período curtíssimo entre as fases excêntrica (estiramento) e concêntrica (encurtamento) desta contração muscular.



A pliometria possui uma característica na produção de força conhecido como CAE( Ciclo Encurtamento-Alongamento).

O reflexo de estiramento provoca a contração do músculo quando este é excessivamente alongado e inibe a ação da musculatura antagonista. Por exemplo, quando o músculo quadríceps é alongado, os órgãos proprioceptores presentes na estruturada muscular (fuso muscular e órgãos tedinosos de golgi) são ativados. Esses proprioceptores são sensíveis tanto ao grau de alongamento da musculatura quanto à velocidade com que esse alongamento ocorre. Uma junção sináptica envia um sinal aferente de que o quadríceps está sendo alongado para a coluna vertebral. Isso provoca a reação do motoneurônio alfa presente na coluna, que responde enviando um sinal eferente à musculatura. De forma a proteger o músculo do alongamento excessivo, a resposta do motoneurônio provoca a contração do quadríceps e a inibição da musculatura antagonista (neste caso os isquiotibiais).

O reflexo de estiramento é utilizado frequentemente na prática esportiva, pois a  maioria dos gestos esportivos envolve duas fases de ação muscular. Uma fase excêntrica, onde o músculo exerce tensão para alongar, seguida de uma ação concêntrica onde o músculo é encurtado. O pre-estiramento da musculatura
(ação excêntrica) permite acumular energia na mesma, como acontece quando se estica um elástico. Essa energia potencial elástica acumulada pode ser usada pra aumentar a força da ação concêntrica seqüente. A ação concêntrica deve acontecer imediatamente após a excêntrica ou a energia elástica acumulada se dissipa da musculatura como o calor. Por exemplo, o contra-movimento que precede o salto vertical, permite que o quadríceps acumule energia para uma ação concêntrica mais forte, aumentando a altura do salto. A quantidade de energia acumulada depende da velocidade e do grau de estiramento da musculatura. Explorar a elasticidade muscular e o reflexo de estiramento é a base do treinamento pliométrico. Os estudos mostram que quanto mais rápido a musculatura for alongada, maior será a força na ação concêntrica.

Os exercícios pliométricos podem ser divididos em: saltos no lugar, saltos em progressão, saltos em profundidade e exercícios para os membros superiores. A intensidade pode ser modificada através da altura do salto, tipo de salto e altura de queda. Dentro destas quatro categorias existe uma variedade de exercícios que podem ser utilizados. É importante frisar que a pliometria não deve ser usada para se 'entrar em forma'", fazendo-se necessário uma fase adaptativa de força antes de adicioná-la ao programa de treinamento, principalmente para a realização de movimentos mais avançados.

O treinamento utilizando diversas modalidades de saltos já foi comprovado como eficiente para o aumento da potência dos membros inferiores.  A pliometria é muito aproveitada por atletas para melhorar o desempenho, isto é, permitir que a musculatura e demais estruturas atuantes estejam mais preparadas para alterações repentinas de deslocamento ou otimizar os saltos, entre outros benefícios.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

10:47:00

4 ebooks para facilitar o ensino do Voleibol

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O Voleibol é um esporte muito praticado em quadras espalhadas por todo o país. Por ser um esportes que tem fundamentos mais dificeis de se executar d que o Futebol ou o Handebol é preciso que o professor foque na boa execução da machete, toque, saque e cortada para que o jogo tenha um bom andamento.

Para ter um bom ensinamento desse esportes os professores precisam ter material para facilitar sua vida. Exercícios prontos (que já funcionaram com outros professores) para desenvolver na quadra, de acordo com nível da turma, vão fazer o aprendizado ser facilitado.

Então vou indicar 4 ebooks para facilitar esse caminho para os professores:

+ de 300 Exercícios de Voleibol
100 Atividades para Voleibol Escolar
Voleibol: Como Montar Treinos Passo a Passo e + de 170 exercícios
Voleibol para iniciantes

Espero que facilite a sua vida, como facilita a vida de professores que usam esses guias.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

15:00:00

Cansaço físico e sobretreinamento


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O cansaço físico é compreendido como um fenômeno que ocorre no organismo, provocado por agentes estressantes dos programas de treinamento aplicado. Pode apresentar-se como:

Cansaço físico geral: resultado de um trabalho intenso e prolongado (geralmente conseqüência de esforços aeróbios e anaeróbios intensos). O cansaço físico geral,a tinge vários grupos musculares utilizados no esforço.

As principais causas são:

Diminuição dos níveis de glicogênio muscular e hepático
Desidratação
Microtraumatismos das miofibrilas, responsáveis pelo mecanismo de contração das fibras musculares.

Cansaço físico local: ocorre em grupos musculares isolados e definidos. Geralmente causados pela falta ou insuficiência de resistência muscular localizada e desequilíbrio de força entre os músculos agonistas e antagonistas.

A incidência deste tipo de cansaço deve ser levado em consideração pelo fato de a musculatura apresentar fatores que, se negligenciados, levarão a lesões musculares.

Os níveis de cansaço físicos dependem:

Do volume de treinamento
Da duração do esforço
Da intensidade do esforço
Da duração dos intervalos de esforço 
Da freqüência dos esforços
Do estagio de treinamento dos atletas.

O cansaço físico acentuado pode levar o atleta a uma condição de exaustão, conhecida como Sobretreinamento ou Strain Físico. Esta situação quando ocorre, produz no atleta um estado indesejável de rendimento.

Principais causas:

- Aumento muito acentuado do volume (quantidade) e intensidade (qualidade) dos esforços
- Instrução técnica exaustiva
- Aplicação excessiva de métodos e meios de treinamento exclusivo, sem variedade dos mesmos
- Acúmulo de treinamento e competições em curto espaço de tempo
- Não respeito aos fatores temporais de recuperação e supercompensação física.

Em principio, distingue-se o sobretreinamento em:

a)    Sobretreinamento Simpaticotônico: caracterizado por um aumento de excitação e uma vivacidade física. Essa forma de strain físico é fácil de ser percebida, uma vez que o atleta apresenta um grande número de sinais e sintomas como: fadiga fácil, excitabilidade exagerada, insônia, perda de apetite, perda de peso corporal, tendência à sudorese exagerada, termorregulação anormal, olheiras, tendência à cefaléia, palpitações, palidez, pulso acelerado, aumento do  metabolismo basal, temperatura corporal ligeiramente elevada, restabelecimento retardado da freqüência cardíaca ao estado de repouso após o esforço, pressão sangüínea atípica, hiperpnéia anormal sob condições de esforço, hipersensibilidade sensorial (principalmente auditiva), desenvolvimento motor pouco coordenado, tempo de reação abreviado, recuperação geral retardada, agitação e ansiedade aumentadas, irritabilidade e depressão.

b)    Sobretreinamento Parassimpaticotônico: caracterizado por uma preponderância das funções inibitórias, da fraqueza corporal e da falta de ânimo. O atleta sente-se inapto para mobilizar a energia necessária para o treinamento ou competição. Esta forma de manifestação é de difícil diagnóstico, uma vez que não apresenta nenhuma perturbação em condição de repouso e seu inicio é insidioso.
Quando diagnosticado a condição de sobretreinamento, deve-se, entre outros aspectos:
- Reduzir o volume e a intensidade dos esforços
- Utilizar massagens e outras formas ativas de recuperação (sauna, hidroterapia etc.)
- Utilizar atividades recreativas e exercícios de descontração e relaxamento
- Utilizar alimentação rica em substratos energéticos, correspondentes ao gasto energético
-  Utilizar-se da psicoterapia.

Portanto, o controle dos métodos de aplicação de esforços quando negligenciado pode desenvolver síndromes de sobrecargas de aspectos diversos, tanto físico como psíquico. Sendo assim, o sobretreinamento é entendido como um acúmulo excessivo de estímulos.

Escrito por: Luiz Carlos Brollo 

Publicado em 14/11/12 e revisado em 10/01/18

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