terça-feira, 26 de abril de 2011

Intensidade e modo de exercício




    A intensidade do exercício pode quantificar-se pela percentagem da frequência cardíaca máxima (FC máx.), VO2 máx., e ainda pela quantidade de CE.

    Dependendo da variável independente controlada, vamos encontrar diferentes respostas cardio-respiratórias e metabólicas ao exercício, particularmente quando esta é controlada pela CE.

    O processo de avaliação e prescrição do exercício está igualmente sujeito à influência do modo de exercício. Por exemplo, as diferentes adaptações agudas ao exercício podem variar em função do ergómetro que for utilizado (Powers e Howley, 2000).

    Atualmente existe um conjunto de exercícios cardio-respiratório bastante alargado à disposição de quem pretende realizar exercício físico (Abrantes, 2001). Uma grande variedade de modos estão orientados para testes de exercício e para a realização de programas com o objectivo de manter e aumentar os níveis de aptidão física (Thomas et al., 1989). O grupo de actividades aconselhadas com o objectivo de provocar estímulos capazes de aumentar e/ou manter a aptidão cardio-respiratória centram-se nos seguintes: andar, correr, nadar, pedalar, remar, cross country skiing, ski, subir degraus, skate (ACSM, 1990; DeVries e Housh, 1994; ACSM, 2000).

    A actual proliferação de health clubs surge como resposta ao elevado número de actividades físicas na tentativa de colmatar algumas condicionantes da vida quotidiana que limitam a sua prática regular (e.g., condições climatéricas, escassa disponibilidade de horários de algumas actividades laborais, lesão e pós-operatório) (Abrantes, 2001). Uma das componentes mais representativas do exercício praticado nestes centros é a do exercício cardio-respiratório, com o recurso a diferentes ergómetros (Abrantes, 2001). O uso destes aparelhos (e.g., tapete, bicicleta ergométrica, remo, simulador de ski, stepper, rider) permite levar a cabo grande parte das actividades físicas realizadas habitualmente. De facto, a variedade de ergómetros que estão disponíveis tem aumentado gradualmente, o que aumenta igualmente o conjunto de alternativas possíveis (Abrantes, 2001). Uma das suas maiores vantagens centra-se na facilidade dos seus utentes disporem de uma grande variedade de actividades a praticar com o auxilio de profissionais especializados na prescrição e controlo do exercício físico (ACSM, 2000).

    Este panorama abrangente, apesar de ter a vantagem de atender ao gosto individual e de promover a adesão ao exercício físico dificulta, de forma substancial, o controlo e prescrição do exercício (para refs. ver Abrantes, 2001).

    No que diz respeito às respostas agudas cardio-respiratórias e metabólicas ao exercício físico, verifica-se que os diferentes ergómetros apresentam e provocam padrões individuais de respostas e adaptações periféricas distintas, em função do tipo de esforço máximo ou submáximo; das características específicas dos ergómetros utilizados, tais como, a quantidade de massa muscular solicitada no movimento, o suporte do peso corporal e a posição corporal adoptada (ACSM, 2000; Abrantes, 2001); e da variável controlada: VO2, FC, CE, e LA. Ou seja, os autores pretendem estudar as respostas agudas cardio-respiratórias e metabólicas ao exercício, controlando uma destas variáveis (e.g., exercício realizado à mesma CE).

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