quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Pancada na Cabeça no Esporte






A American Academy of Neurology publicou um guideline (um manual) para orientar o público e os técnicos esportivos em relação a um fato frequente que ocorre nas quadras e campos esportivos:

A perda de sentidos após uma pancada na cabeça. A perda de sentidos, incluindo a cefaléia, tontura ou vertigem, perda de contato com o meio ambiente, naúseas e vômitos fazem parte do quadro do que é denominado de concussão cerebral.

A publicação afirma que deve-se distinguir três graus de gravidade da concussão:

Grau I - perda de consciência e resolução em menos de 15 minutos, quando não deve ser dada nenhuma medicação.

Grau II - não há perda de consciência, mas os sintomas resolvem- se em mais de 15 minutos, esses caso necessitam de observação vigiada

Grau III - são casos mais graves em que há perda de consciência e não há melhora dos sintomas em 15 minutos e quando o jogador deve ser levado, com urgência, para um Pronto Socorro.

As causas desses acidentes são batidas diretas com bola na cabeça, ou quedas, durante a atividade esportiva, machucando a coluna cervical (síndrome do chicote da coluna vertebral cervical tipo whiplash). Especificamente o rugbi é o esporte responsável, nos Estados Unidos, por maior número desse tipo de acidentes esportivos, sendo que o capacete já ajudaria na prevenção.

Os médicos neurologistas chamam a atenção para os perigos das batidas frequentes na cabeça, que acabam resultando em lesões cerebrais (síndrome do segundo impacto). Se essas batidas ocorrem com pequena diferença de tempo (horas ou semanas) pode ser fatal. Se ocorrerem com diferenças de meses e anos podem causar danos cumulativos e déficit cognitivos.

J. S. Delaney e colaboradores, médicos do esporte, da Universidade de McGill, em Montreal (Canadá) enviaram um questionário para os universitários, sendo que eram 328 jogadores de futebol americano(Grupo A) e 201 jogadores do futebol tipo brasileiro (Grupo B), para saber se tinham tido algum tipo de concussão cerebral, no ano anterior, durante a prática esportiva.

Na resposta 70.4%, do Grupo A, e, 62.7%, do Grupo B, tiveram esse tipo de concussão cerebral, pelos sintomas descritos, mas, somente 23.4% (Grupo A) e 19.8%, do Grupo B, se deram conta desse fato. O questionário revelou que 84.6%, do Grupo A e 81.7%, do Grupo B, tiveram mais de um desse tipo de acidente, durante o mesmo ano, com a duração, na segunda vez, dos sintomas, por mais de um dia, em 27.6%, do Grupo A, e 18.8%, do Grupo B, sem tomarem nenhuma providência.

Os danos neurológicos e psicológicos, no comportamento dessas pessoas, devido a esse tipo de pancada na cabeça podem ser referenciados muitos anos depois do fato ter ocorrido e a pessoa, provavelmente, não lembra do acontecido.

Fonte :: Clin J Sport Med 2002 Nov;12(6):331-8


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