terça-feira, 20 de março de 2012

Estrutura de treinamento para as modalidades coletivas




Segundo SILVA (1995), a teoria de Bompa sobre os níveis da forma esportiva são utilizadas como fundamento para a estruturação de modelos de treino para os esportes com calendário de competição extenso, notadamente os esportes coletivos.

Na abordagem apresentada por BOMPA (1994), o autor considera a forma esportiva como um processo no qual se sobrepõem, em seqüência, três diferentes estágios de prontidão esportiva: forma geral, alta forma e ótima forma.

O primeiro estágio - forma geral - representa um nível bastante elevado no plano das capacidades físicas e das habilidades motoras necessárias à prática de uma determinada modalidade (BOMPA, 1994). Constitui-se num estágio de treino bastante elevado e representa uma pré-condição para aqueles que pretendem a obtenção de resultados de altíssimo nível (SILVA, 1995).

O nível denominado de alta forma esportiva ou forma atlética está baseado no nível de treinamento anterior (forma geral) e se mantém mais ou menos estável durante um período de tempo relativamente longo (período competitivo), constituindo-se, dessa forma, no nível de prontidão esportiva dos atletas das modalidades coletivas com período competitivo extenso (BOMPA, 1994; SILVA, 1995).

O último nível, denominado ótima forma, representa a prontidão do atleta para a obtenção ou superação do seu melhor resultado e deve acontecer a partir do nível da forma anterior, ou seja, da alta forma, podendo ter várias manifestações (duas a quatro) em períodos curtos (sete a dez dias) da temporada de treino (SILVA, 1995).

Assim, tendo como base nos níveis de forma esportiva proposto por Bompa, a estruturação do treinamento para os esportes com calendário esportivo extenso apresenta as seguintes características:

  • redução dos trabalhos de natureza geral, com elevadas concentrações no volume das cargas em benefício da especialização do treino;

  • definição de modelos estruturais de treino em função das características e das exigências competitivas de cada modalidade; a dinâmica das cargas assume características muito particulares – no período preparatório, as cargas de treino sofrem aumentos diferenciados no volume e na intensidade de acordo com a modalidade considerada; a partir do momento em que se atinge a fase competitiva, as cargas tendem a uma estabilização relativa, em termos de grandes ondas, para sofrerem alterações freqüentes de volume e intensidade em um nível das microestruturas de treino;

  • o procedimento cíclico centrado nas microestruturas de treino, em razão da incompatibilidade entre grandes ondas de treino e da freqüência das competições consideradas importantes.



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