terça-feira, 20 de março de 2012

Número de lesões no cérebro aumenta em atletas jovens





O número de lesões cerebrais traumáticas aumentou 60% entre jovens esportistas na última década, diz um levantamento feito pela National Center for Injury Prevention, nos Estados Unidos. Essa instituição foi criada para analisar as lesões que mais cometem os esportistas e encontrar um meio de preveni-las. As lesões cerebrais traumáticas são danos que atingem o cérebro causadas por impactos no crânio sem proteção.

O estudo analisou o relatório médico de vários hospitais nos Estados Unidos, desde o começo de 2001. Eles observaram que o número de danos chamados lesões cerebrais traumáticas, causados por impacto no crânio sem proteção, foi de 248.500 lesões, 60% a mais do que na década passada. De acordo com o estudo, os esportistas mais afetados são os ciclistas, jogadores de futebol e basquete.  

De acordo com os pesquisadores, isso é um problema, já que muitas pessoas sofrem algum tipo de impacto na cabeça durante a prática esportiva, mas não procuram um médico até sentirem sintomas mais sérios, como confusão, problemas de memória, dor de cabeça, visão embaçada e náuseas, que podem se manifestar até três dias depois da lesão. Essa demora pode causar um agravamento no quadro, levando a lesões permanentes no cérebro.

Para prevenir que o problema se torne mais grave, os especialistas aconselham que os parentes e amigos fiquem atentos aos sintomas após uma pancada na cabeça e não demoram a levar o paciente ao médico.  

Acessórios para lesões

Outro erro comum para esportistas que sofrem uma contusão é usar acessórios como tornozeleiras e joelheiras sem antes procurar um médico. De acordo com o fisiologista Paulo Correia, da Unifesp, o acessório tira a sensibilidade do local lesionado, o que gera a falsa sensação ao corpo de que o problema não existe mais. Quando a utilização do acessório é suspensa, qualquer movimento pode causar o retorno ou ainda o agravamento da lesão.

O especialista ainda afirma que é o médico ortopedista que vai dizer ao paciente o momento certo de usar o acessório e as situações em que seu uso é dispensável. "Munhequeiras, por exemplo, nunca devem ser usadas, durante a digitação ou atividade esportiva, pois prendem a circulação. Já os imobilizadores de punho, apenas devem ser usados em casos extremamente agudos e nunca durante a digitação, pois isto causaria o agravamento da lesão", explica.

Um fator determinante para a utilização indiscriminada dos acessórios protetores é o fácil acesso que se tem a eles. Estes produtos são geralmente vendidos nas lojas especializadas em artigos esportivos ou até mesmo em lojas de departamentos. Em geral, as embalagens destes produtos alertam, mesmo que em letras miúdas, para alguns cuidados ao usar os acessórios. O problema é que nem sempre quem usa o produto por sua conta e risco segue as orientações da "bula".  

Entre as principais recomendações dos fabricantes estão: não apertar demais a região machucada, para não comprometer a circulação sanguínea; não utilizar o acessório durante os momentos de repouso, ou ainda, enquanto a pele estiver lesionada ou ferida e também quanto ao uso pós-cirúrgico, que deve ser realizado apenas sob orientação médica. Outro ponto a ser observado é a possibilidade de manifestação de alergias ou irritação da pele devido às propriedades do material.



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