quarta-feira, 31 de outubro de 2012

13:32:00

O treinamento da respiração no Nado Borboleta


A primeira parte do estilo que eu trabalho com nadadores mais jovens é a respiração. A posição da cabeça é muito importante não só no borboleta, mas como em todos os estilos tornando-os mais econômicos e eficientes. A posição da cabeça precisa ser neutra durante toda a ação do nado. Quando a inspiração é feita, o levantamento da cabeça deve ser o mínimo possível.

Denomino como a pressão do corpo para frente e para baixo. O termo pressão do T, é exatamente a forma que descreve a posição dos ombros e peito na hora da entrada. Uma linha desenhada desde o ombro do lado direito até o esquerdo e do pescoço até a coluna descreve o T. Quanto mais a frente o nadador coloca o T, menos para baixo, mais alinhado será o corpo. Quando a inspiração é feita, a mesma amplitude deve ser alcançada, com os olhos visualizando a frente num ângulo de 45 graus ou menos.
Um educativo para desenvolver esta posição do corpo é realizar treinamento com pés de pato e snorkels.

O nadador deve se movimentar pela água em movimentos de ondulação aumentando a sua velocidade e sentindo o T se movimentando para a frente e levemente para baixo.
Quando os nadadores atingirem a posição ideal do corpo, o snorkel deve ser colocado de lado e a prática deve ser feita com a respiração sendo executada na posição mais baixa possível.

A respiração deve ser feita a cada 4 pernadas e o movimento de levantamento da cabeça deve ser feito procurando não afetar a postura do corpo na água.

Com a progressão do nadador nestes educativos, os braços podem ser incorporados no movimento a cada 4 pernadas.Gradualmente trabalhando até se chegar ao estilo normal e completo. O passo final para o nado será borboleta com pés de pato e concentrando na execução do T repirando a cada dois ciclos de braçada.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

10:03:00

Artigo: Futebol de 5 na reabilitação do cego

O objetivo desse artigo é ampliar e orientar o futebol de 5 na reabilitação do cego e sua inclusão na sociedade através do desporto.

    Na sociedade moderna em que vivemos, onde recebemos estímulos visuais a todo instante, a pessoa com deficiência visual além de encontrar-se em desvantagem, ainda sofre com muitas dificuldades nos seus aspectos motor, social e emocional (JUNIOR & SANTOS, 2007). A inclusão social é o principal papel e fundamental na reabilitação do cego. Não é porque o sujeito é cego que está fadado a não ter sucesso na vida. Através da prática do esporte, o deficiente visual sente que pode se dedicar, ser bom e ter sucesso na vida e ver seus sentidos e valências melhorados, tanto quanto quem enxerga.
O esporte é igual para todos e assim torna-se ferramenta indispensável para que a sociedade perceba o potencial do deficiente. Como trabalhar com materiais alternativos e locais impróprios.

    Capacitar os profissionais de educação física a trabalhar com futebol de 5 nas escolas clubes aonde for possível trazendo atividades e informações sobre a modalidade.

1.     Deficiente

    Muitos consideram que a palavra 'deficiente' tem um significado muito forte, carregado de valores morais, contrapondo-se a 'eficiente'. Levaria a supor que a pessoa deficiente não é capaz; e, sendo assim, então é preguiçosa, incompetente e sem inteligência. A ênfase recai no que falta, na limitação, no 'defeito', gerando sentimentos como desprezo, indiferença, chacota, piedade ou pena.

    Esses sentimentos, por sua vez, provocam atitudes carregadas de paternalismo e de assistencialismo, voltadas para uma pessoa considerada incapaz de estudar, de se relacionar com os demais, de trabalhar e de constituir família. No entanto, à medida que vamos conhecendo uma pessoa com deficiência, e convivendo com ela, constatamos que ela não é incapaz. Pode ter dificuldades para realizar algumas atividades mas, por outro lado, em geral tem extrema habilidade em outras. Exatamente como todos nós. Todos nós temos habilidades e talentos característicos; nas pessoas com deficiência, essas manifestações são apenas mais visíveis e mais acentuadas. Diante disso, hoje em dia se recomenda o uso do termo 'pessoa portadora de deficiência', referindo-se, em primeiro lugar, a uma pessoa, um ser humano, que possui entre suas características (magra, morena, brasileira etc.) uma deficiência – mental, física (ou de locomoção), auditiva ou visual.

2.     Deficientes visuais

    No entanto, convém, em primeiro lugar, compreender o significado de deficiência visual ou de cegueira. O termo deficiente poderia induzir à idéia de que se trata de uma pessoa não eficiente, cujas capacidades são limitadas. Isso não é verdade: a convivência com essas pessoas, que apresentam características diferentes de grande parcela da população, rompe com esse tipo de preconceito ao mostrar que são pessoas tão ou mais inteligentes do que as outras e tão ou mais esforçadas do que as outras. As deficiências de cunho visual cobrem um grande leque de possíveis distúrbios da visão, podendo atingir à cegueira total. No que se refere às atividades cotidianas, há um mito que de essas pessoas não podem fazer as mesmas atividades que todas as outras. A própria prática do futebol para cegos é um exemplo desse mito.

2.1.     Conseqüências

    A cegueira adquirida ocasiona perda de identidade. Segundo Thomas J. Carroll ocorrem: Perdas básicas em relação à segurança psicológica; Perdas nas habilidades básicas (mobilidade e técnicas da vida diária); Perdas na comunicação; Perdas na apreciação (percepção visual do belo); Perdas relacionadas à ocupação e situação financeira; Perdas que implicam na personalidade como um todo (autoestima, adequação social, independência pessoal, etc.).

2.2.     Mitos

    Educação especial e a reabilitação possibilitam a superação de muitas de suas dificuldades. Não sinta pena dela. Ela não necessita Procure não encarar a cegueira como desgraça, nem pensar que a pessoa cega seja inútil e incapaz. Saiba que a de piedade, mas, sim, de oportunidades.

    Cegueira não pega, algumas pessoas hesitam em tocar o cego, com medo de serem contagiadas pela "doença". A cegueira é uma deficiência sensorial, não é uma enfermidade. E deficiência não passa de uma pessoa para outra. Você já viu alguém "pegar" surdez?

    O famoso sexto sentido. Não pense que os cegos têm um sexto sentido ou que a natureza os compensou pela falta da visão. O que há de tão "surpreendente" nos cegos, é o simples desenvolvimento de recursos latentes em todos nós. Você, com o mesmo treinamento, serão tão "extraordinários" quanto eles!

3.     Histórico do Futebol de 5

    Existem relatos que no Brasil na década de 50, cegos jogavam futebol com latas ou garrafas, mais tarde, com bolas envolvidas em sacolas plásticas, nas instituições de ensino e de apoio a estes indivíduos, como o Instituto Benjamin Constant, no Rio de Janeiro, Instituto Padre Chico, em São Paulo, Instituto São Rafael, em Belo Horizonte. Em 1978, nas Olimpíadas das APAEs, em Natal, aconteceu o primeiro campeonato de futebol com jogadores deficientes visuais no Brasil. A primeira Copa Brasil foi em 1984, na capital paulista. Contudo, o IPC - Comitê Paraolímpico Internacional reconhece como primeiro campeonato entre clubes, o acontecido na Espanha, em 1986.

    Na América do Sul, apesar da realização de alguns torneios anteriores, o primeiro reconhecido e organizado pela IBSA foi a Copa América de Assunção, em 1997, onde o Brasil foi o grande campeão. Participaram quatro seleções: Brasil, Argentina, Colômbia e Paraguai. O primeiro mundial aconteceu no Brasil, em 1998, em Paulínia, São Paulo. O Brasil foi o primeiro campeão mundial, vencendo a Argentina na final. A participação do futebol de 5 nos Jogos Paraolímpicos aconteceu, pela primeira vez, em Atenas, 2004. Também, neste evento, o Brasil foi o campeão, ao superar, nos pênaltis, os argentinos por 3 a 2.

4.     O jogo 

4.1.     Regras

     As regras são, de modo geral, as mesmas utilizadas no futebol de salão convencional. Algumas daquelas que diferem são: dois tempos de 25 minutos, sendo os dois últimos de cada tempo cronometrados e um intervalo de 10 minutos; uma pequena área de onde o goleiro não pode sair para realizar defesa nem pegar na bola de cinco por 2 metros; após a terceira falta, é cobrado um tiro livre da linha de 8 metros ou do local onde foi sofrida a falta.

4.2.     Equipe

    Cada time é formado por cinco jogadores: um goleiro, que tem visão total e quatro na linha, totalmente cegos e que usam uma venda nos olhos para deixá-los todos em iguais condições, já que alguns atletas possuem um resíduo visual (vulto) que dão, nesta modalidade, alguma vantagem a estes.

4.3.     Quadra

    O futebol de cinco é exclusivo para cegos. As partidas normalmente são em uma quadra de futsal adaptada com uma banda lateral (barreira feita de placas de madeira que se prolonga de uma linha de fundo a outra, com 1metro e meio de altura, em ambos os lados da quadra, evitando que a bola saia em lateral, a não ser que seja por cima desta), mas desde os Jogos Paraolímpicos de Atenas também vem sendo praticado em campos de grama sintética, com as mesmas medidas e regras do futebol de salão.

4.4.     Terço

    Este terço é determinado por uma fita que é colocada na banda lateral, dividindo a quadra em três partes: o terço da defesa, onde o goleiro tem a responsabilidade de orientar; o terço central, onde a responsabilidade é do técnico e o terço de ataque, onde a responsabilidade da orientação é do chamador.

4.5.     Chamador

    Há ainda um guia, o Chamador, que fica atrás do goal, orientando o ataque de seu time, dando a seus atletas a direção do goal, a quantidade de marcadores, a posição da defesa adversária, as possibilidades de jogada e demais informações úteis. É o chamador que bate nas traves, normalmente com uma base de metal, quando vai ser cobrada uma falta, um pênalti ou um tiro livre. Contudo, o chamador não pode falar em qualquer ponto da quadra, e sim, quando seu atleta estiver no terço de ataque.

4.6.     Bola

    A bola possui guizos, necessários para a orientação dos jogadores dentro de quadra. Daí a necessidade do silêncio durante o andamento da partida. Através do som emitido pelos guizos, os jogadores podem identificar onde ela está de onde ela está vindo e podem conduzi-la.

4.7.     Torcida

    A modalidade, ao contrário do futebol convencional, deve ser praticada em um ambiente silencioso. A torcida, bastante desejada nesta modalidade, deve se manifestar somente quando a bola estiver fora do jogo: na hora do goal, em faltas, linha de fundo, lateral, tempo técnico ou qualquer outra paralização da partida.

4.8.     Voy

    Ao contrário do que se imagina, a modalidade tem muitas jogadas plásticas, com jogadas de efeito inclusive. Muitos toques e chutes a goal. Os jogadores são obrigados a falar a palavra espanhola Voy (vou em português), sempre que se deslocarem em direção a bola, na tentativa de se evitar choques. Quando o juiz não ouvir, ele marca falta contra a equipe cujo jogador não disse o Voy.

4.9.     Divisões dos atletas do futebol de 5

    Os atletas são divididos em três classes que começam sempre com a letra B (blind, cego em inglês).

  • B1 – Cego total: de nenhuma percepção luminosa em ambos os olhos até a percepção de luz, mas com incapacidade de reconhecer o formato de uma mão a qualquer distância ou direção.

  • B2 – Jogadores já têm a percepção de vultos. Da capacidade em reconhecer a forma de uma mão até a acuidade visual de 2/60 e/ou campo visual inferior a 5 graus.

  • B3 – Os jogadores já conseguem definir imagens. Da acuidade visual de 2/60 a acuidade visual de 6/60 e/ou campo visual de mais de 5 graus e menos de 20 graus.

5.     Orientações ao se ministrar aulas de Futebol de 5

    O desenvolvimento de um programa de Futebol de 5 para indivíduos com deficiência visual, deve levar em conta algumas características que esse aluno possui como conseqüência de sua limitação.

    Problemas posturais, na marcha, na coordenação motora, na movimentação, na socialização etc., são algumas dessas conseqüências. Mas o que é mais prejudicial no processo de desenvolvimento motor de uma criança deficiência visual é a restrição de oportunidades (FILHO et al, 2006). Restrição essa causada pela superproteção da família, professor e estranhos, que acham que o deficiente visual não é capaz de realizar coisas, e acabam reduzindo as oportunidades desses indivíduos em explorar o ambiente, e acabam ensinando-os que são incapazes e totalmente dependentes, o que certamente gera atrasos em suas capacidades de percepção, de cognição e de movimentos (WINNICK, 2004).

    O Futebol de 5 servirá justamente como um campo de estimulação, buscando compensar esses déficits, de forma que esses alunos possam adquirir mais autoconfiança, através do conhecimento de seu próprio corpo, como diz Cutsforth (1969), citado por Junior e Santos (2007), que para a criança que possui visão normal se desenvolver, ela precisa de um campo de estimulação cada vez maior, e já criança deficiência visual, deve buscar esse campo de estimulação no seu próprio corpo. A partir daí ela começa a descobrir seu meio ambiente, descobrindo em si mesma o que as outras crianças de visão normal encontram no ambiente: a motivação e o estímulo para realizar qualquer tipo de ação.

    Como o deficiente visual passa a utilizar mais da sua habilidade de percepção, ele precisa adquirir mais habilidade motora, tanto para sua locomoção quanto para manipulação.

    Esse tipo de deficiência gera comprometimentos e problemas psicomotores, levando também a descontroles no lado psicológico. Isso o faz se sentir mais dependente, inseguro, com medo de situações que não sejam conhecidas, isolamento social, sensação de incapacidade diante de atividades motoras, o que o tornará diferente do grupo. Diante disso, mais do que incentivos para superar as dificuldades é necessário que seja estabelecido métodos e ações para se trabalhar com esse público (JUNIOR & SANTOS, 2007).

    Para atender a um planejamento que realmente tenha utilidade na prática das aulas, e realizar um trabalho efetivo com alunos deficiência visual, segundo Caderno Texto do Curso de Capacitação de Professores Multiplicadores em Educação Física Adaptada (2002, p.78): "É importante que o professor de Educação Física, juntamente com outros profissionais da escola, saiba identificar os distúrbios de comportamentos (...), de percepção e de motricidade apresentados pela criança para poder direcionar seu planejamento de ensino às suas necessidades".

    Para Diehl (2006), geralmente as crianças deficiência visual por possuírem uma educação geral não muito adequada e pouca estimulação, apresentam um desempenho inferior na parte motora, cognitiva e social-afetiva, comparando-se com aquelas que não possuem essa deficiência. E devido a ela, aparecem algumas defasagens psicomotoras, como: esquema e imagem corporal, mobilidade, marcha, locomoção, expressão facial e corporal, coordenação motora, direcionalidade, lateralidade, maneirismos, dificuldade de relaxamento etc. Vale ressaltar que as dificuldades a nível cognitivo é uma situação conjuntural e não estrutural. Isso porque há limitação na captação de estímulos, nas experiências práticas, e na falta de relação entre o objeto percebido visualmente e a palavra.

    Como forma de compensação, a percepção auditiva e tátil se torna mais apurada. E para atividades motoras se faz necessário estímulos através de informações sonoras e táteis, percebidas através do sentido sinestésico, do toque.

    Uma atenção especial a ser desenvolvida na aula de Futebol de 5 é um trabalho de orientação e mobilidade, já que a locomoção é uma tarefa complicada para muitos deficientes visuais. A orientação refere-se ao uso dos sentidos remanescentes para estabelecer a posição do corpo relacionando-o com o ambiente e seus objetos; e mobilidade refere-se à resposta através do movimento a estímulos internos e externos.

    Distúrbios de ordem motores, perceptivos e comportamentais se referem a movimentos inquietos, movimentos limitados, movimentos retardados, rígidos e sem energia, falta de equilíbrio, distúrbios de concentração. Os perceptivos referem-se à falta e orientação espaço-temporal, no esquema corporal, falta de percepção de formas e estruturas, e comportamentais como medo, agressividade, indiferença e grande necessidade de contato físico.

    Estar atento a esses sintomas irá permitir ao professor elaborar melhor seu trabalho, fazendo sempre que necessárias avaliações para poder melhorar sua prática e atender melhor o seu grupo.

    Ao realizar um trabalho com alunos PNEE, o professor deve ser paciente, não acumulando muita expectativa em obter resultados imediatos, pois ele deve levar em conta se esse aluno possui ou não alguma experiência no seu repertório motor, para que também não o coloque numa situação em que ele se sinta frustrado por não conseguir realizar o que tenha sido proposto. E também incentivar, dar apoio a cada atividade que ele consiga realizar, para que haja progressos no seu trabalho nas aulas de Futebol de 5.

    O sentimento de competência que surge dos subseqüentes microêxitos constrói as condições das quais decorrerá o êxito final de um desempenho prolongado. O sentimento de incompetência surgido de pequenos fracassos, ao contrário, tende a originar estados de ansiedade e de depressão dos quais decorrem alterações (...) corroendo o rendimento e a eficácia do desempenho (FONSECA, 2004, p.140).

    É necessário estar atento ao ambiente que será oferecido a esse aluno, para que ele se sinta mais seguro, permitindo também ao professor evitar riscos durante as aulas. Cidade e Freitas (2002, p.2) enfatizam que:

    No caso de deficiência visual, o professor deverá assegurar-se de que o aluno esteja familiarizado com o espaço físico, percursos, inclinações do terreno e diferenças de piso. Estas informações são úteis, pois previnem acidentes, lesões e quedas. É importante que toda instrução seja verbalizada, dando possibilidade para que o aluno com deficiência visual entenda a atividade proposta.

    É importante que se tenha atenção à alguns cuidados nas aulas com aluno deficiência visual para que se evitem possíveis problemas com no andamento da aula. O professor deve estar ciente de que o comando verbal é o primeiro contato para boa relação com o aluno e aluno-aluno; explicar de forma clara e objetiva; não mudar o local da atividade, para que o aluno não perca a direção da origem da informação; quando o comando verbal não for suficiente, passar as informações através do tato; incentivar autonomia, orientando sobre o espaço físico onde estão os materiais da quadra, para que organize seu mapa mental (DIEHL, 2006).

    Incluir o aluno deficiência visual nas atividades é considerar o seu potencial e limitações, mesmo que seja necessário reestruturar os conteúdos. Em se tratando do próprio corpo, numa visão de que ele é autônomo, mas que também depende do outro, deve significar para o aluno que ele não apenas tem um corpo, mas que é um corpo, e que esse corpo se integra ao meio, ou seja, ao ambiente e as pessoas, relacionando-se com o meio físico, social e cultural (DARIDO E RANGEL, 2005).

6.     Um Modelo de aula de Futebol de 5

    Com essa aula o aluno poderá aprender um pouco mais sobre o "futebol de cinco", modalidade para-olímpica para deficientes visuais, semelhante ao futsal. Além disso, irá vivenciar atividades que estimulam a sensibilização e a consciência corporal, pois estimulam o aluno a utilizar outros sentidos, que não a visão, para se orientar no espaço e para orientar sua ação com a bola. Outro objetivo é possibilitar o toque, o respeito e o cuidado com o outro.

    Duração das atividades duas aulas de 50 minutos Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno, não são necessários.

Estratégias e recursos da aula

Atividade I: 25 minutos

    Em uma sala com recurso para reprodução de vídeo, os alunos receberão vendas e serão provocados a prestar atenção no vídeo, estando de olhos vendados. O vídeo possui o recurso do áudio descrição, desenvolvido para facilitar a compreensão de deficientes visuais. Em seguida, eles poderão observar o mesmo vídeo, utilizando também a visão. É importante que os alunos comentem sobre esta experiência, suas emoções e sensações.

Atividade II: 25 minutos

    Na quadra, pedir que os alunos façam duplas A cada rodada, uma pessoa da dupla é vendada e conduzida através do espaço por seu par, buscando reconhecer os sons e as sensações do ambiente. É muito importante ressaltar nesse momento a necessidade de confiança no colega e a responsabilidade de quem esta guiando, pois seu (a) parceiro (a) pode se machucar caso esbarre em alguém, em algum objeto ou tropece em algo. Cada um deve ter a oportunidade de reconhecer as distâncias da quadra os sons produzidos pelas traves.

Atividade III: 25 minutos

    Nesse momento, cada dupla receberá uma bola embrulhada em uma sacola plástica, para que o seu som seja melhor percebido. Uma pessoa da dupla ficará vendada e deverá lançar a bola rasteira para o seu colega, seguindo as orientações do mesmo. . Depois, a mesma pessoa vendada deverá lançar a bola com os pés a uma curta distância para o seu colega. Na seqüência, a pessoa vendada deverá tentar acertar o passe para o colega comum lançamento mais longo, ou ainda, tentar conduzir a bola por uma curta distância até chegar perto do colega. Como último desafio, as duplas deverão tentar trocar passes a uma curta distância, estando ambos de olhos vendados.

Atividade IV: 20 minutos

    Na última atividade, a turma será dividida em quatro equipes e será realizado um mini torneio de pênaltis, onde somente os goleiros estarão sem vendas.

Avaliação: 10 minutos

    A avaliação deverá ser construída em uma discussão final do grupo e poderá ser desenvolvida seguindo a linha das atividades propostas, ou seja, em uma assembléia onde todos estejam vendados e com uma calma música instrumental ao fundo.

7.     Reabilitação, inclusão e sociedade

    Os alunos com deficiência aprendem: melhor e mais rapidamente, pois encontram modelos positivos nos colegas; que podem contar com a ajuda e também podem ajudar os colegas; a lidar com suas dificuldades e a conviver com as demais crianças.

    A acessibilidade e inclusão são inseparáveis. Garantir o acesso é fundamental para o profissional que trabalha em educação. Propiciar acesso ao aprendizado através de estratégias de ensino e de conteúdos adequados ao nível cognitivo dos deficientes. Propiciar acesso às atividades físicas, de esporte e lazer através de políticas públicas é basilar para o processo inclusivo.

    Ribeiro (2001) explica que a inclusão proporciona a participação de pessoas com deficiência em ambientes que eram considerados exclusivos, sob este aspecto é interessante que o professor de educação física possa compreender o processo pelo qual a inclusão ocorre. O esporte pode viabilizar uma ação inclusiva. Ribeiro (2001) reforça que as atividades esportivas fizeram e ainda fazem parte do processo de construção do homem no seu meio cultural. A inclusão através da prática da atividade esportiva pode ser efetivada a partir da compreensão de possibilidades de jogar e menos na busca do movimento técnico.

8.     Como o esporte ajuda na reabilitação do portador de deficiência

    De várias formas. Nos aspectos físicos e motores, o esporte melhora a condição cardiovascular dos praticantes, aprimora a força, a agilidade, a coordenação motora, o equilíbrio e o repertório motor. No aspecto social, o esporte proporciona a oportunidade de sociabilização com pessoas portadoras e não portadoras de deficiências, torna o indivíduo mais independente para a realização de suas atividades diárias e faz com que a sociedade conheça melhor as potencialidades dessas pessoas especiais. No aspecto psicológico, o esporte melhora a autoconfiança e a autoestima das pessoas portadoras de deficiência, tornando-as mais otimistas e seguras para alcançarem seus objetivos.

    Diversos autores como Guttman (1976b), Seaman (1982), Lianza (1985), Sherrill (1986), Rosadas (1989), Souza (1994), Schutz (1994) e Give it a go (2001), e ressaltam que os objetivos estabelecidos para as atividades físicas ou esportivas para portadores deficiência, seja esta física mental, auditiva ou individual devem considerar e respeitar as limitações e potencialidades individuais do aluno, adequando as atividades propostas a estes fatores, bem como englobar objetivos, dentre outros:

  • Melhoria e desenvolvimento de autoestima, autovalorização e autoimagem;

  • O estímulo à independência e autonomia;

  • A socialização com outros grupos;

  • A experiência com suas possibilidades, potencialidades e limitações;

  • A vivência de situações de sucesso e superação de situações de frustração;

  • A melhoria das condições organo-funcional (aparelhos circulatório, respiratório, digestivo, reprodutor e excretor);

  • Melhoria na força e resistência muscular global;

  • Ganho de velocidade;

  • Aprimoramento da coordenação motora global e ritmo;

  • Melhora no equilíbrio estático e dinâmico;

  • A possibilidade de acesso à prática do esporte como lazer, reabilitação e competição;

  • Prevenção de deficiências secundárias;

  • Promover e encorajar o movimento;

  • Motivação para atividades futuras;

  • Manutenção e promoção da saúde e condição física

  • Desenvolvimento de habilidades motoras e funcionais para melhor realização das atividades de vida diária

  • Desenvolvimento da capacidade de resolução de problemas.

    Souza (1994), enfatiza que o esporte adaptado deve ser considerado como uma alternativa lúdica e mais prazerosa, sendo este parte do processo de reabilitação das pessoas portadoras de deficiências físicas.

    A ACMS (1997), relata que um programa de atividades físicas para os portadores de deficiência física devem observar a princípio se a adaptação dos esportes ou atividades mantendo os mesmos objetivos e vantagens da atividade e dos esportes convencionais, ou seja, aumentar a resistência cardiorrespiratória, a força, a resistência muscular, a flexibilidade, etc. Posteriormente, observar se esta atividade possui um caráter terapêutico, auxiliando efetivamente no processo de reabilitação destas pessoas.

    Outro ponto a considerar na elaboração de atividades para os portadores de necessidades educativas especiais, em destaque aqui o portador de deficiência visual, é a necessidade de adaptação dos materiais e equipamento, bem como a adaptação do local onde esta atividade será realizada.

    A redefinição dos objetivos do jogo, do esporte ou da atividade se faz necessário, para melhor adequar estes objetivos às necessidades do processo de reabilitação. Assim como reduzir ou aumentar o tempo de duração das atividades, mas sempre com a preocupação de manter os objetivos iniciais atingíveis.

    A realização de atividades físicas, esportivas e de lazer com deficientes, tem que respeitar todas as normas de segurança, evitando novos acidentes, deve-se estar atento a todos os tipos de movimentos a serem realizados, auxiliar o deficiente sempre que necessário, e estimular sempre o desenvolvimento da sua potencialidade.

Conclusão e comentários

    À vista da situação acima descrita sobre o futebol de 5 e reabilitação, procurou-se adaptar algumas literaturas técnicas e pedagógicas, mesclando-a com observações retidas da longa atuação profissional nas condições as mais diversas, quer com referência ao elemento humano, quer com relação às condições ambientais - físicas e culturais.

    Colocar o futebol de 5 ao alcance de todos que se interessem pelo assunto e militam nessa área, informações e procedimentos que facilitem o trabalho diário de ministrar treinamento de locomotividade às pessoas deficientes visuais.

    A situação social do deficiente visual no Brasil em sua maioria são portadores de cegueira congênita ou adquirida ainda na primeira infância. Isto retrata uma situação socioeconômica desprivilegiada tanto em relação às condições natais e de nutrição, quanto com referência às facilidades de acesso ao tratamento médico adequado e oportuno. Por isso, o significado social da cegueira, no Brasil, é altamente negativo tanto para o público quanto para o seu portador. Assim sendo, o instrutor de locomotividade para deficientes visuais deverá levar em consideração tais aspectos ao planejar suas aulas, reservando espaço de tempo e ensejando numerosas oportunidades para o relacionamento social da pessoa cega com o público em geral, antes de considerá-la apta e dispensada de orientação neste sentido.

    Atualmente, são inexpressivas as oportunidades face à necessidade de treinamento de pessoal técnico para atuar nesta área. Os profissionais existentes se encontram absorvidos pela demanda da prestação de serviço, tanto a nível institucional, quanto pelo atendimento particular. Em conseqüência disso, não tem sido produzido material técnico baseado na nossa realidade social que em nada se assemelha àquela dos países desenvolvidos.

    Assim orienta para que seja feito mais pesquisas para que os professores possuam maior conhecimento para aplicação e difusão do futebol de 5 e todos os esportes adaptadas, para que a qualidade do esporte em nosso pais evolua e cresça mais.

Referências

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  • Souza, P.A. (1994) O esporte na paraplégica e tetraplegia. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan S.A.

  • Tinoco D.F.; Oliveira F.F. A inclusão do portador de deficiência visual nas aulas de Educação Física, EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires, Nº 138, 2009. http://www.efdeportes.com/efd138/portador-de-deficiencia-visual-nas-aulas-de-educacao-fisica.htm

  • Toledo, M. C. Deficiência Visual. Secretaria de Meio Ambiente. Inclusão e Acessibilidade. Disponível em: http://www.ambiente.sp.gov.br/ea/cursos/ciclo_palestras/visita_monitorada/Visual-ProfaMCecilia.pdf, Acesso em: 22 set. 2011.

  • Winnick, J. P. Educação Física e esportes adaptados. 3. ed. São Paulo: Manole, 2004.

  • Fonte

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

09:51:00

Artigo: Efeito da aplicação de vibração mecânica sobre a impulsão vertical.



Resumo

Vários estudos apontam que o treinamento com vibrações pode contribuir no desenvolvimento da força muscular e do desempenho esportivo. O objetivo deste estudo foi verificar o efeito da vibração mecânica aplicada na direção da resultante das forças musculares sobre a impulsão vertical. A amostra foi composta por 18 voluntários que realizaram o teste de salto vertical antes e após 20 segundos de vibração mecânica, 20 Hz de frequência e 6 mm de amplitude, aplicada na direção da resultante das forças musculares. Os mesmos voluntários foram utilizados como controle e, para isto, realizaram pré e pós-teste sem treinamento com vibração. Houve um aumento significativo de 8,5% na altura de salto vertical após o treinamento com vibração. O procedimento controle não gerou alterações significativas. Estes resultados sugerem que a aplicação de vibração mecânica na direção da resultante das forças musculares de membros inferiores foi capaz de gerar aumentos agudos na impulsão vertical.

Palavras-chave: Vibração. Treinamento. Força muscular.

Texto completo: PDF

Autores:
Bruno Pena Couto, Guilherme Augusto Silva da Costa, Marcos Pinotti Barbosa, Mauro Heleno Chagas, Leszek Antoni Szmuchrowski

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

09:35:00

Treinamento no Salto Ornamental


Pular de um trampolim com a técnica, a plástica e a elasticidade necessárias é o sonho de todo atleta do salto ornamental. São anos de treinamento para fazer movimentos perfeitos. Mas poucos sabem que o diferencial para o competidor é controlar as atividades cerebrais

O salto ornamental é um esporte em que consiste em um atleta pular de uma plataforma ou trampolim em direção a água, executando manobras plásticas junto com uma capacidade comum do ser humano, que é o ato de saltar. É um esporte extremamente técnico, já que o que ele realmente procura, é a perfeição nos movimentos humanos, sendo que todo movimento é analisado por uma banca de jurados especiais.

Para se efetuar uma boa série de treinamentos nesse esporte, são necessários uma série de fatores e uma boa preparação é fundamental para um trabalho bem feito.

Instruções

  1. Primeiramente, deve haver alguns horários estipulados para os treinos, lembrando que para um atleta alcançar um elevado nível, é importante que haja ao menos 4 dias de treino durante a semana, com uma carga horária de no mínimo doze horas no total.
    A alimentação é um quesito importante para o atleta, é papel do treinador estipular o que o atleta pode comer e quando, lembrando que carboidratos são essenciais antes do treino, mas nada em excesso.
    Preparação física é um quesito que deve ser levado em consideração também, já que para o atleta conseguir mostrar seu máximo potencial, é importante que ele tenha um físico apto para tal. Academia é importante, frisando partes especificas do corpo como pernas e braços, que são largamente utilizados.
  2. Assim como a parte física, a mental é extremamente cobrada, já que existe muita pressão nesse esporte por parte dos jurados, sendo assim, é importante que o atleta consulte um psicólogo caso seja necessário ao menos uma vez ao mês.
    Os treinos são importantíssimos, mas assim como a parte psicológica, é necessário fazer o atleta entender que sua vida não é apenas o esporte, e é importante fazer com que ele não abandone sua vida social por causa da prática.
    Para um treinador, é importante que ele mostre que o atleta é capaz, por isso, a motivação é algo que deve ser expressa em cada frase, mantendo a confiança intacta.
    Um treinador não deve abusar do limite físico do atleta, mas para ele não abusar, ele deve conhecer o atleta ao máximo, sendo assim, entra mais um quesito que o conhecimento do atleta para que, junto com o treinador, ambos alcancem seus reais objetivos.
  3. O Treinador é o principal motivador do atleta, lembrando disso, é também papel dele colocar um objetivo na cabeça do atleta, para que ele tenha algo para se buscar.
    É importante que o treinador tenha um plano de treino, abusando em cada parte do período, uma parte que o atleta precise melhorar, e sucessivamente, aumentar a intensidade dos treinos, para que a cada passar de datas, o atleta progrida e sucessivamente seja um atleta mais completo.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

09:19:00

Musculação previne diabetes tipo 2


O desenvolvimento do diabetes tipo 2 está associado principalmente ao excesso de peso e ao cultivo de maus hábitos alimentares. Por isso, a prevenção do problema deve incluir uma dieta balanceada e a prática regular de exercícios. Agora, um estudo publicado no Archives of Internal Medicine Journal revelou que um treino com pesos pode ser mais um aliado nessa luta. A descoberta foi feita por especialistas da Harvard School of Public Health, nos Estados Unidos, e da University of Southern Denmark, na Dinamarca.

Para essa conclusão, os pesquisadores acompanharam 32 mil homens por um período de 18 anos e, neste período, 2.300 desenvolveram o diabetes tipo 2. Os exercícios aeróbicos são famosos por, comprovadamente ajudar na prevenção da doença, a novidade dos especialistas foi descobrir que praticar atividades com pesos também pode ser uma alternativa para quem não quer ou não pode fazer um treino com muita movimentação, como a corrida.

Os resultados mostraram que 30 minutos de musculação cinco vezes por semana reduzem em até 34% o risco da doença. Mas mesmo um treino bem menos regular, com vinte minutos diários, em média, apresentava algum impacto, diminuindo o risco em 12%.

Ainda assim, exercícios aeróbicos foram considerados a melhor atividade para quem deseja se prevenir do diabetes, reduzindo o risco da doença em até 50%. Melhor ainda, se as duas atividades forem combinadas, nessa situação risco de sofrer com algum tipo de descontrole na glicemia cai em até 59%.

Previna-se do diabetes tipo 2

De acordo com dados do Ministério da Saúde, o diabetes afeta cerca de 246 milhões de pessoas no mundo. Por esse motivo, diversos estudos são feitos para descobrir novos métodos de prevenção. Confira alguns deles:

Tome café da manhã diariamente
Uma pesquisa apresentada na reunião anual da American Diabetes Association descobriu que pular o café da manhã aumenta o risco de desenvolver diabetes tipo 2. Eles contaram com a participação de mais de cinco mil homens e mulheres. Nenhum deles apresentava a doença no início do estudo. Em comparação aos que tomavam café três vezes ou menos por semana, aqueles que tomavam café diariamente tinham um risco 34% menor de desenvolver diabetes.

Faça mudanças no seu estilo de vida
Fazer mudanças no estilo de vida pode diminuir as chances de diabetes do tipo 2, diz um estudo publicado no Annals of Internal Medicine. Participaram da análise mais de 200 mil pessoas diagnosticadas com diabetes ou doença cardíacas. Os autores da pesquisa dividiram os participantes em dieta, peso, atividade física, tabagismo e consumo de álcool. Eles descobriram que as pessoas ocupadas em controlar pelo menos um dos fatores de risco tiveram uma diminuição do risco de diabetes de até 31%. Os indivíduos que controlaram todos os cinco fatores tiveram uma proteção de até 81%.

Controle o estresse
Homens que passam por altos níveis de estresse podem aumentar o risco de desenvolver diabetes tipo 2. A informação é resultado de uma pesquisa feita na Suécia e publicada pela revista científica Diabetic Medicine. A avaliação de 2.127 homens durante dez anos mostrou que aqueles que sofriam mais com o estresse apresentavam um risco 2,2 vezes maior de ter a doença.

Consuma maçãs
Um estudo realizado pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos afirma que consumir maçãs regularmente pode ajudar a reduzir o risco de diabetes tipo 2. A descoberta foi feita após o monitoramento de cerca de 200 mil homens. Depois de considerar fatores como peso corporal, tabagismo e histórico familiar de diabetes, os autores descobriram que as pessoas que ingeriram cinco ou mais maçãs por semana tiveram um risco 23% menor de desenvolver diabetes tipo 2 em comparação com aqueles que não comiam a fruta.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

08:54:00

Pliometria em membros superiores

Flexão de braço com pulos


Animação via Sports Fitness Advisor

Versão explosiva da clássica flexão de braço . Assuma a posição inicial de uma flexão de braço , mãos afastadas sobre os ombros e pés juntos. Mergulhe para fazer a flexão porém desta vez, rapidamente inverta o sentido , dando um impulso empurrando-se para cima de modo que as mãos saiam do chão. Então volte a posição incial.





Wall-ups:



Tal como acontece com todos os exercícios, e especificamente este, se você tiver algum tipo de lesão no ombro, por favor, não faça este exercício. Faça uma parada de mão , descansando os pés sobre uma parede, as mãos estão levemente mais largas que os ombros . Dobre os cotovelos e rapidamente exploda dando um impulso. empurrando seus pés fora da parede. Então volte a posição inicial.

Flexão de braço em Profundidade:


Imagem de brianmac.co.uk


Para executar esta broca, você precisará de dois tapetes ou caixas, colocadas na largura dos ombros e uma caixa de  para elevar os pés acima de seus ombros quando der o impulso. Com os pés na caixa, assuma a posição desta vez você terá que dar o impulso e projetar suas mãos para as caixas , em seguida dar um impulso e voltar ao chão na posição inicial.

Lançamento sob a cabeça:
Para o exercício seguinte, você vai precisar de uma medicine ball , não muito pesada . Se não tiver uma bola de basquete ou queimada , pode ser um bom substituto.



Animação via Sports Fitness Advisor

Fique de frente para um muro - de preferência, sem janelas ou outros elementos frágeis - com os pés na largura dos quadris, um pé ligeiramente à frente do outro. Coloque a bola atrás da cabeça e, em seguida, jogá-lo com força na parede. A ideía é que ela rebata no chão e possa vir em sua direção para colocar novamente em cima da cabeça .



Lançamento Vertical



Fique de frente, os pés ligeiramente maior que a largura dos ombros e apontados para frente. Agarre a bola , faça um agachamento de modo a colocar a bola entre seus joelhos , atire a bola com força para cima , olhe em sua direção e espere-a pingar no chão para repetir.

Lançamento lateral


Animação via Sports Fitness Advisor

Fiquem em pé , de lado para a parede , pés afastados na largura dos quadris  o pé mais perto da parede estará um pouco a frente do outro pé .Segure a bola com ambas as mãos , braços levemente dobrados. Leve a bola o mais distante e com força jogue em direção da parede . Para força máxima , exija de seu tronco a estabilidade e força para jogar e pegar a bola quando rebater .

Lançamento ao chão



Os pés na largura dos ombros e joelhos levemente flexionados . Leve a Bola atrás de sua cabeça e jogue com força ao chão. Acompanhe o movimento da bola , usando suas pernas para descer com ela, aproveitando o rebote quando ela saia do chão e pegar ela novamente. ATENÇÃO: Este deve ser feito com Medicine ball, devido ao rebote ser baixo, caso queira fazer com bola de basquete ou outra bola, tenha cuidado para ela não voltar em seu rosto.

Soco com medicine ball


Fique em uma posição de combate. A mão que está atrás irá segurar uma medicine ball, onde fará o movimento de um soco em linha reta atingindo a medicine ball na parede Com as costas da mão segurando uma esfera de medicina jogar um pequeno soco explosivo em linha reta. Pegar a bola e repetir.

Lançamento sob a cabeça



Imagem de NSCA.com

Este lançamento se assemelha ao lançamento vertical . Porém desta vez, pule ao final do movimento. Tente Fazer o movimento mais fluido ou seja, saia da posição em pé, agache e pule. Se mantendo na posição o mínimo possível.

Retirei aqui

sábado, 20 de outubro de 2012

13:11:00

Lanchinhos que ajudam a turbinar o treino


A falta de carboidrato e açúcar no sangue podem comprometer a performance no esporte. Baixos níveis de açúcar no sangue causam fraqueza e até alterações no humor. A dica é comer o alimento certo antes do treino.

Conheça os alimentos que turbinam o corpo para a prática de atividade física.

Banana

Fruta de fácil digestão ajuda a prevenir cãibras por ser rica em potássio. A banana também é rica em vitaminas do complexo B que geram energia ao corpo.

Açaí

Fonte de antioxidantes, combate os radicais livres e se for combinada ao morango, fica enriquecida com vitamina C.

Laranja

A fruta fornece mais de 100% das necessidades diárias de vitamina C. Por ter apenas 60 calorias, ajuda a enganar a fome sem encher o estômago durante a corrida.

Damasco seco

O açúcar natural concentrado nela tem alta concentração de carboidrato. Uma unidade do damasco supre as necessidades diárias de que o corpo necessita.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

09:43:00

Artigo: Treinamento integrado: futebol x futsal para categoria sub-17

1.     Introdução

    A formação de novos jogadores dentro dos clubes de futebol é uma preocupação cada vez maior das equipes no Brasil. A preparação integral dos jogadores das categorias de base dos clubes formadores, visão um bom desempenho nas competições, bem como, uma rápida projeção para as equipes profissionais, com objetivo de futuramente serem vendidos para clubes do exterior, desta forma sustentando e pagamento as dívidas, acumuladas durante anos pelos clubes. Alguns fatores exercem influência sobre isso, como a qualificação dos profissionais que atuam nesta área, os técnicos, os auxiliares e os preparadores físicos. Mas o quanto estes profissionais estão qualificados? Será que os métodos por eles utilizados satisfazem os objetivos dos clubes? Assim sendo, é preciso direcionar o trabalho de forma a adequar os conteúdos e os objetivos às necessidades dos atletas, atendendo ao enriquecimento das atividades e sem desviar-se dos elementos essenciais do jogo e de seus componentes, o que pode contribuir decisivamente para o sucesso do jovem como atleta profissional de alto rendimento (GARGANTA e PINTO, 1995). Dependendo da abordagem metodológica de ensino - aprendizagem - treinamento que se adota nesse trabalho de revelação de jogadores, isso pode possibilitar aos jovens uma incorporação mais rápida do conceito de atleta, habituando-se a uma vida regrada e disciplinada, com treinos em horário integral e preparações específicas, sem contar com o aprimoramento dos aspectos técnicos e consolidação das noções táticas. Além disso, segundo Freire (1998), faz-se necessário proceder de forma a levar o atleta a compreender suas ações dentro de jogo, visto que a vivência e repetição de experiências no esporte podem ser tomadas como um exercício mental para a compreensão da dinamicidade do futebol. Neste sentido, faz-se necessário um programa de treinamento apropriado para as faixas etárias e que correspondam aos objetivos que se pretende alcançar.

2.     Tática individual

    Tática é a capacidade baseada em processos cognitivos de recepção, transmissão, análise de informações, elaboração de resposta e execução da ação motora, concretizada com uso de uma técnica específica, implicando em tomadas de decisões, a qual reflete o nível da capacidade de jogo e experiência motora do atleta (BAYER, 1986). De acordo com Benda e Greco (1998), as capacidades táticas estão em relação de interdependência e em interação com as capacidades cognitivas. Nesse contexto, segundo os autores, o conjunto de ações a qual os jogadores devem recorrer nos jogos esportivos coletivos (JEC) relacionam-se com as ações do jogador na situação de ataque ou defesa determinada pela posse ou não da bola e as características das ações que estes realizam (ações do tipo individual, de grupo e coletiva). Tática individual é a ação isolada do jogador através das capacidades físicas, técnicas, táticas, teóricas, psicológicas e capacidade de percepção da situação de jogo visando atingir um determinado objetivo. As ações individuais ocorrem no ataque e na defesa e se encontram divididas em duas partes: com e sem a posse da bola (GOMES e SOUZA, 2008). No ataque com a posse da bola tem que protegê-la, realizar algumas fintas múltiplas, ultrapassar o adversário, chutar e passar. Já quando ele está sem a posse da bola o atleta tem que se desmarcar, tentar se infiltrar, sair com a bola e conduzir em direção à meta. Já na defesa, quando o jogador estiver sem a bola deve marcar e interceptar, quando o atacante vem com a bola deve-se roubar a bola, desarmar e tentar manter a superioridade numérica para dificultar o ataque. Os processos de tomada de decisão são conduzidos pelo atleta em relação à situação do jogo percebida e emocionalmente avaliada, conforme sua própria responsabilidade e reflete seu nível de capacidade tática individual (BIANCO,1999). É na ação do jogo que se justifica a importância do comportamento tático do jogador para o rendimento esportivo, salientada num conjunto de métodos ou procedimentos de capacidades específicas para uma organização situacional (BENDA e GRECO, 1998). Os princípios táticos fundamentais da fase ofensiva de jogo contribuem para que os jogadores, tanto os mais distantes como os mais envolvidos diretamente no "centro de jogo", orientem suas atitudes e seus comportamentos tático-técnicos em prol dos objetivos da equipe, ou seja, conduzam a bola para as áreas vitais do campo de jogo e marquem gol (CASTELO, 2004). Os princípios ofensivos para Arruda e Bolaños (2010) são: controle da bola (posse de bola, cobertura ofensiva e virada de jogo), amplitude (jogar pelos lados do campo), mobilidade (desmarcação, apoio, mudança de ritmo e de direção), penetração (tabelas, paredes, ocupação de espaços, progressão e superioridade numérica) e improvisação (adaptar-se a novas situações e ações durante o jogo). Já para Garganta e Pinto (1995) os princípios operacionais de ataque são: conservar a bola, construir as ações ofensivas, progredir sobre o campo adversário, criar situações de finalização e finalizar. Para Garganta e Pinto (1995) os princípios fundamentais de ataque são: penetração, cobertura ofensiva, mobilidade, espaço e unidade ofensiva. No contexto da tática individual defensiva Arruda e Bolaños (2010) descrevem como princípios as seguintes ações: cobertura, permuta, desarme, antecipação, interceptação, carga (aproximação e abordagem), dobras, redução de espaço e flutuação. Para Garganta e Pinto (1995), os princípios operacionais de defesa são: impedir a progressão do adversário, reduzir o espaço de jogo, proteger a trave, anular as ações de finalização e recuperar a bola. Já os princípios fundamentais de defesa são: contenção, cobertura defensiva, equilíbrio, concentração e unidade defensiva.

3.     Modelo de jogo

    O modelo de jogo é o referencial que deve regular o trabalho desde o início da temporada até o final, sendo irracional planejar e organizar uma equipe sem pensar e/ou criar essa referência fundamental para atingir os objetivos propostos no modelo de jogo (FARIA, 1999). O modelo de jogo deve abranger princípios, sub-princípios e sub-sub-princípios racionais e coerentes para o "treinar-jogar" da equipe (OLIVEIRA, 2006). Neste sentido, o modelo de jogo orienta e permite a regulação do processo de treino-competição, possibilitando ao treinador e aos jogadores conceber o planejamento que devem seguir, em função dos objetivos formulados (GARGANTA, 1997). Levando em consideração a definição de modelo de jogo, a forma como o treinador pensa o desporto é um aspecto determinante na organização de uma equipe de futebol. Se o treinador souber claramente como quer que a equipe jogue e quais os comportamentos que deseja dos seus jogadores, tanto no plano individual como no coletivo, o processo de treino e de jogo será mais facilmente estruturado, organizado, realizado e controlado. (OLIVEIRA, 2006). Esse modelo assume uma característica pré-determinada, mas estará sempre aberto a novos acréscimos tanto no plano individual como no coletivo, desta forma, ele estará sempre em construção. O modelo final é sempre inatingível, porque está sempre em reconstrução, em constante evolução (OLIVEIRA, 2006). Para Mourinho (2001), Oliveira (2006), Faria (1999), para a elaboração de um modelo de jogo é importante conhecer: estruturas e objetivos do clube; a equipe e o respectivo nível de jogo; o nível e as características individuais dos jogadores; o calendário competitivo; idéias de jogo do treinador; cultura do país e clube; os momentos do jogo; os princípios e sub-princípios do jogo e as organizações estruturais. Os momentos do jogo são essências para a estruturação de uma equipe. São eles: a organização defensiva, a transição defesa-ataque, a organização ofensiva e a transição ataque-defesa. A organização defensiva tem o objetivo de condicionar, direcionar e pressionar a equipe adversária com o propósito de provocar o erro e ganhar a posse de bola. A transição defesa-ataque tem a finalidade de tirar a bola da zona de pressão aproveitando a desorganização defensiva da equipe adversária para dar profundidade em segurança ou para iniciar uma organização ofensiva. A organização ofensiva tem o alvo de desorganizar e desequilibrar a estrutura defensiva do adversário, com a finalidade de aproveitar essa desorganização para marcar gols. A transição ataque-defesa tem o desígnio de aproveitar a desorganização "ofensiva" do adversário para ganhar a posse de bola ou para nos organizarmos defensivamente. Para os autores acima é necessário construir o hábito nos jogadores durante os treinos, para que estes automatizem as diversas ações de ataque e defesa durante os diferentes momentos do jogo. Para que isto aconteça é importante que se treine em especificidade (OLIVEIRA, 2006). A especificidade no treino é outro fator importantíssimo, pois este é um princípio básico do treinamento esportivo. O que ocorre é que em alguns trabalhos de equipes de Futebol, a especificidade é esquecida desde o início (pré-temporada). Nessa época os trabalhos são somente físicos, indo na contra partida da realidade do jogo de futebol. O trabalho em especificidade deve estar desde o primeiro dia de treinamento, com o objetivo imediato do desenvolvimento da forma de jogar da equipe, alternando as intensidades através de conceitos como: tempo, densidade, pausa, continuidade, intensidade de concentração, buscando que o treinamento se aproxime da realidade o jogo (Mourinho, 2001). Então a importância de um Modelo está em formalizar o jogo de uma equipe para que esta esteja habituada as futuras possíveis situações reais da partida. Na faixa etária dos 17 anos, os jogadores já possuem experiência e conhecimento do futebol, para trabalhar em especificidade e pode-se criar um modelo de jogo característico para faixa etária.

4.     Características da categoria sub 17 no futebol e futsal

    Características da faixa etária segundo Coimbra (2001) e Beltran (1991): escolha do desporto definitivo; força e explosão muscular; ênfase no preparo físico com excelente capacidade cardíaca e pulmonar; desenvolvimento das funções intelectuais; personalidade começa a acomodar-se; adolescente é um adulto sexualmente; importante o enriquecimento do trabalho tático e técnico; boa experiência em competições; obtenção da resistência mental; os adolescentes esperam gozar dos privilégios dos adultos e as atividades devem envolver grande acervo orgânico.

As características das equipes sub 17 no futebol e futsal

Características da categoria 

sub 17 aplicada ao futebol

Características da categoria

 sub 17 aplicada ao futsal

- Treino 5 a 6 vezes por semana;

- Domínio total do futebol;

- Atletas jogam há bastante tempo juntos;

- Treino físico levado a sério;

- Execução de diferentes esquemas táticos defensivos e ofensivos;

- Onde começa trabalho de scouts;

- Variação nos tipos de marcação;

- Sistema 4.4.2 de ataque com movimentações e variações;

- Bola parada com treino mais específico.

 

- Treinos de 4 a 5 vezes por semana com 1h30 min.;

- Domínio total do futsal;

- Trabalho com ênfase no aspecto físico;

- Os jogadores estão aptos ao trabalho organizado e sistemático;

- Execução de diferentes sistemas de ataque e defesa;

- Ênfase nas produções individuais e coletivas;

- Estratégias preparadas para defesas que vai se enfrentar;

- Variações com mais de um tempo nas bolas paradas;

- Sistema de ataque utilizado 3.1 com muitas movimentações.

 

Posições e a tática individual para treinar no futebol e futsal na categoria sub17

Posições e capacidades 

táticas específicas no futebol

Posições e capacidades 

táticas específicas no futsal

Goleiros

- Último defensor; aconselhar e dirigir seus companheiros em situações de bola em jogo e parada; fazer leitura do jogo para que em situações de emergência possa sair com os pés; primeiro atacante; sua posição facilita a observação e orientação dos companheiros em campo.

Zagueiros

- Sua missão principal é marcar de maneira ativa e vigorosa o adversário mais adiantado da equipe adversária, sem dar tempo de efetuar algumas ações técnico-táticas; alternar as ações de marcação individual com o outro defensor central; coordenar a última linha defensiva, com o propósito de diminuir a profundidade do adversário e procurar deixar o adversário em impedimento; subir ao meio campo durante o processo ofensivo, diminuindo os espaços da equipe; participar das situações de bola parada.

Laterais

- Desempenham um amplo papel no jogo atual. Formam a última linha defensiva. Devem se desdobrar de acordo com situações momentâneas do jogo; taticamente sua tarefa individual fundamental é defender seu setor, vigiando e marcando agressivamente os atacantes que ali estão; após a recuperação da posse de bola, deve imediatamente deslocar-se para linha lateral, possibilitando uma opção de passe; apoiar o ataque através de seu corredor desequilibrando e criando situações de superioridade numérica.

Meio campo (volantes)

- Taticamente, os centros campistas deverão ter um grande equilíbrio nas funções ofensivas e defensivas; devem marcar os meias adversários, acompanhando quando eles entrem na zona de finalização; taticamente, os centros campistas deverão dar ritmo ao jogo; apoiar constantemente as ações e muitas vezes têm a função de organizar o jogo.

Meio campo (meias)

- Ocupar seu setor de jogo, prestando ajuda ao seu companheiro de defesa lateral e volante; movimentar-se para o centro do campo quando a bola estiver no lado oposto ao seu (linha de cobertura); sua função principal é criar situações iminentes de arremate utilizando sua velocidade e sua capacidade para driblar; sua mobilidade deve ser constante procurando os espaços vazios, arrastando contigo um ou mais marcadores.

Atacantes

- Do ponto de vista defensivo, é considerado o primeiro defensor; devem dificultar a saída de bola posicionando-se na linha de passe; pressiona os defensores centrais adversários e dificulta a circulação dos volantes; sua principal função: marcar gol; deve-se colocar de maneira que aumente a profundidade de sua equipe; atrair seus oponentes para posições falsas, facilitando a penetração de seus companheiros.

Goleiros

- Inicialmente deverá saber "defender bem", ter o domínio do seu espaço, agilidade, reflexo e orientar os colegas.

- Necessita também saber jogar com os pés (passe e chute).

- Precisa atuar como "líbero" em algumas situações.

Fixos ou Beques

- Fixos que consigam marcar pivôs de referência (cravado).

- Fixos que tenham mobilidade em quadra e possuam passe de qualidade.

- Fixos com bom sentido de cobertura, desarme e recuperação.

- Assumam um papel importante na organização do processo ofensivo.

- O início dos esquemas tácticos ofensivos deve ser iniciado por este jogador, através de comunicação verbal ou gestual.

- A capacidade de antecipação, capacidade de decisão elevada e rápida, são capacidades importantes nesta função.

Alas

- Alas de movimentação e marcação de retorno.

- Alas com boa conclusão ao gol.

- Alas de marcação com bom sentido de cobertura e recuperação.

- Sempre prontos para criar situações de superioridade numérica.

- Capacidade de pressão defensiva.

- Alas com drible, para produção do jogo de 1 contra 1.

 

Pivôs ou Frentes

- Pivô de movimentação.

- Girar dos dois lados e trabalhar bola de tempo, passe e condução da bola.

- Deverá ser capaz de manter a posse de bola em zonas próximas da baliza, de maneira a servir os colegas que realizam desmarcações de apoio para finalizar.

- Pivôs com bom controle de bola e visão de jogo.

- Habilidade para levar vantagem no jogo de 1 contra 1.

 

Tática coletiva de ataque e defesa para treinar no futebol e futsal na categoria sub 17

Tática de ataque e defesa no futebol

Tática de ataque e defesa no futsal

DEFESA

- A compactação e a aproximação dos setores pelos jogadores.

- A distribuição correta nos setores e lados.

- Envolver todos os jogadores no treinamento de uma ação tática defensiva, no qual cada um terá uma função e movimentação, independente do setor ou lado que estiver se desenvolvendo a ação.

ATAQUE

- A prioridade é passar a bola para o jogador mais próximo, evitando passes longos.

- Proporcionar um amplo repertório de ações, pois no futebol, por mais que se treine uma determinada ação, durante o jogo, a probabilidade de acontecer é pequena.

- Sentido de triangulação - ajuda mútua.

- Enfatizar e conscientizar sobre o "padrão" e não a jogada.

DEFESA

- Aperfeiçoamento de cobertura (cobertura nos setores vulneráveis).
- Saber que as linhas se alteram constantemente, de acordo com o ataque adversário, e que se deve sempre buscar o equilíbrio para desarmar o adversário, nos diferentes espaços de quadra. 

ATAQUE

- São reconhecidos pela sua qualidade em determinada posição. Mas reúnem informações para identificar o básico de todas elas. Por exemplo:  pivô quando na posição de beque, sabe alguns conceitos que ajudam a não comprometer a defesa.

- Sistemas de ataque e defesa mais complexos.

- Conhecimento dos diferentes tempos de ataque, que estará de acordo com a defesa adversária. 
- Ler e entender o jogo, principalmente o do adversário.

 

Sistemas estruturais de ataque e defesa no futebol e futsal para categoria sub 17

Futebol

Futsal

Sistema 4.4.2

Características:

DEFESA – 2 Laterais e 2 Zagueiros

MEIO CAMPO – 2 Volantes e 2 Meias

ATAQUE – 1 Atacante e 1 Centroavante

Vantagens:

- - Bloqueio no meio campo;

- - Auxilio dos volantes na marcação defensiva;

- - Auxilio no ataque pelos meias.

Desvantagens:

- - Desgaste dos laterais;

- - Falta de jogadas pelos lados;

- - Dificuldade de marcar as jogadas laterais.

Variações na Formação do meio campo no 4.4.2:

- 2 meias e 2 volantes;

- 3 volantes e 1 meia;

- 1 volante e 3 meias;

- 2 linhas de quatro.

 

 

Sistema 3.1 com pivô de movimentação

Características:

- Muita movimentação;

- 1 jogador na defesa que faz a função de fixo e ala;

- 2 jogadores na armação que também jogam como pivô e alas;

- 1 jogador no ataque que joga como pivô e ala;

Vantagens:

- Possibilita as movimentações de todos os jogadores na quadra;

- Facilita a rotação dos jogadores que estão atrás para infiltrar no ataque e do jogador da frente recuando para armação;

- Jogo para quadra de dimensões média ou grande;

- Bom sistema quando a defesa adversária marca mais na frente;

- Jogo com passes em infiltrações.

Tipos de Padrões 3.1 com movimentação:

- Padrão de Diagonal;

- Padrão Redondo ou Circular;

- Padrão com trocas de alas com pivô e fixo com pivô.

    Segundo Garganta e Pinto (1995) o Modelo de Jogo que caracteriza esta fase dos 17 anos de idade é o ESTRUTURADO. Com um jogo dinâmico, orientado, jogadores centrados sobre a finalização. Este modelo possui as seguintes características: agressividade ofensiva; alternância do jogo em largura e profundidade; a bola avança relativamente bem no jogo de ataque (jogadores atrás da linha da bola); ações são organizadas em função dos alvos; as ações são encadeadas e predomínio da comunicação motora.

5.     Programa de treinamento integrado de futebol e futsal para atletas de futebol na categoria sub 17

    Os Autores que colaboram com o arcabouço de jogos, para a proposta do programa, são: BALZANO (2007 e 2010), LUXBACHER (1999), LEÃES (2003), MUTTI (2003), OCAÑA (s/d), SANZ e TORRELLES (2003), SEGURA (2003), MAYER (1996), FERRETTI (2010), FALK e PEREIRA (2010), OLIVEIRA (2005), LOPES (2009), DRUBSCKY (2003) e ANDRIATTI (2009). O programa de treinamento integrado consiste em seis treinos por semana e um jogo. Na segunda feira o treino é de duas horas de futsal com três jogos com ênfase na marcação, velocidade nas ações e sistema 3.1 com movimentação. Na terça feira o trabalho acontece no espaço de ¼ de campo através de três jogos com destaque para os fundamentos técnicos e as funções específicas. Na quarta feira o treinamento ocorre em um espaço de 1/2 campo com dois jogos condicionados técnico/táticos que evidenciam o treinamento das ações de ataque e defesa. Na quinta feira o treinamento sucede em campo inteiro com dois jogos táticos destacando o sistema tático e a marcação coletiva. Na sexta feira o trabalho reproduz a dinâmica da quarta feira, mas com destaque para os problemas da equipe e do adversário. No sábado o treinamento acontece em campo inteiro com jogo tático, treino coletivo, treino de dois toques ou recreativo. Neste dia também ocorre o treino de bola parada ofensiva e defensiva.

Exemplo de Mesociclo para categoria sub 17 com jogos condicionados

SEGUNDA

Futsal

TERÇA

Futebol

1/4

QUARTA

Futebol

1/2

QUINTA

Futebol

1/1

SEXTA

Futebol

1/2

SABADO

Futebol

1/1 e bola parada

DOMINGO

 

1- Jogo do pivô com duas bolas

2-Jogo da quadra de vôlei – UFC

3-Jogo dos quadrantes – Ferretti

1-Futevôlei

2-5x5perna ruim

3-Passe de direita o próximo de esquerda

13- Jogo 7x7 com impedimento

14- Obrigado sair o cruzamento pelas alas livres

1- 21- Jogo Tite - entrar na área conduzindo bola

22- Jogo Tite - entra a bola primeiro

29- Trave no meio 4 lados, levar a bola até a zona para construir o ataque

30- Jogo do contra ataque com dois apoios com a bola no ataque

37- Tirar a bola no campo de defesa

Treino de duas jogadas de escanteio e marcação de escanteio

JOGO

4- Jogo da quadra em X

5-Jogo PV recebe de costas

6-Bola na mão do PV contra ataque

4- 2x2x2

5-3x3x3

6-Sempre 3x2

15- Cinco passes e ataca em qualquer trave

16- Ao sinal troca o lado de ataque

23- Jogo dos meias na zona

24-Entrar na área só na bola parada

31- Final do jogo – 3 passes bola na área

32- Jogo da regra de basquete

38- Tirar a bola nos 2/3 do campo

Treino de duas jogadas de faltas centrais e marcação de faltas centrais

  

7-Zona livre para o PV

8-Tempo para finalizar e não repete o rematador

9-Jogo defende duas traves

7-Posse de bola com finalização

8-Contra ataque Ulbra

9-1x1, 2x1, 2x2, 3x2, 3x3, 4x3 e 4x4

17- Jogo Mano Menezes

18- Jogo das 3 equipes uma ataca nos dois lados do campo

1- 25- Não pode receber a bola no mesmo quadrante

26- 4 zonas jogar para frente

33- Obrigado jogar para frente

34- Erra o passe saí do jogo

39- Número de passes no meio para atacar

Treino de duas jogadas de faltas laterais e marcação de faltas laterais

  

10- 4 traves gol nos 4 lados

11- Só tira a bola na quadra de defesa

12- No sinal ataca do outro lado.

10- Passes atravessados

11- 3 passes por setor para finalizar

12- 3x2 contra 3x2 no setor

19- Ataque com passe nos 4 cantos

20- Jogo dos dois toques finaliza de primeira

27- Times

11 x 10 e

11 x 9

28-Times

13 x 11 e

12 x 10

35- Jogo das seis traves grandes

36- Traves viradas

40- Campo 3 zonas na horizontal número de passes por setor

Treino de duas jogadas de laterais e marcação de laterais

  

Jogos do Programa de Treinamento Integrado Futsal e Futebol sub 17

FUTSAL

 

FUTEBOL

¼ de Campo

 

½ Campo

 

Campo Inteiro

 

½ Campo

 

Campo Inteiro

6.     Considerações finais

    A proposta de um programa de treinamento integrado de futsal e futebol para categoria sub 17 anos, encerra o ciclo de treinamentos com os dois desportos. A partir da categoria sub 20 no futebol, os atletas já estão com seus objetivos de vida bem definidos. Quando os jogadores ingressam na categoria sub 20 dificilmente, se não derem certo, irão tentar uma nova possibilidade em outro esporte. Esta passagem da categoria sub 17 para sub 20 é crucial no futebol. Caso o atleta não consiga continuar no futebol com 17 anos, ainda existe a possibilidade de ingressar no futsal. Pois ainda existem três anos para o seu aperfeiçoamento neste desporto. Se o atleta participou em outras categorias do programa integrado, quando ingressar no futsal já possuirá uma boa base tática para este esporte. Este trabalho tem o intuito, de auxiliar os profissionais do futebol e futsal, em suas atividades diárias, buscando através de uma nova perspectiva metodológica contribuir com o desenvolvimento dos desportos e o aperfeiçoamento técnico/tático dos atletas.

Referências

  • ANDRIATTI, P. E. Futebol: treinamento global em forma de jogos reduzidos. Jundiaí, SP; Fontoura, 2009.

  • ARRUDA, M. e BOLAÑOS M. A. C. Treinamento para jovens futebolistas. São Paulo: Phorte, 2010.

  • BALZANO, O. N. Metodologia dos jogos Condicionados para o Futsal e Educação Física Escolar. Edição do Autor. Porto Alegre, 2007.

  • _______________. Programa de treinamento tático ofensivo no futsal através de jogos condicionados. Parte I. EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires - Año 15 - Nº 147 - Agosto de 2010. http://www.efdeportes.com/efd147/treinamento-tatico-ofensivo-no-futsal-i.htm

  • _______________. Programa de treinamento tático defensivo no futsal através de jogos condicionados. Parte II. EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires, Año 15, Nº 148, Setembro de 2010. http://www.efdeportes.com/efd148/treinamento-tatico-defensivo-no-futsal-ii.htm

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  • BIANCO, M. A. Importância da capacidade cognitiva no comportamento tático nos esportes coletivos: uma abordagem no basquetebol. In: I Prêmio de Literatura Esportiva. INDD. Brasília, 1999.

  • CASTELO, J. Futebol: Organização dinâmica do jogo. Lisboa: FMH Edições, 2004.

  • COIMBRA, E. A. Método sensorial no futebol: da infância à fase adulta. Rio de Janeiro: Mauad, 2001.

  • DRUBSCKY, R. O universo tático do futebol: Escola brasileira. Belo Horizonte: Editora Health, 2003.

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  • FERRETTI, F. Treze jogos táticos e cognição para futsal. DVD - IX Curso de técnica e tática de Futsal. – FCFS – Fortaleza, 2010.

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  • OLIVEIRA, B. et al. Mourinho: Porquê Tantas Vitórias? Lisboa. Gradiva, 2006.

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  • RÉ, A. N. Características do futebol e do futsal: implicações para o treinamento de adolescentes e adultos jovens. EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires, Año 13 - Nº 127 - Diciembre de 2008. http://www.efdeportes.com/efd127/caracteristicas-do-futebol-e-do-futsal.htm

  • REZER, R. & SAAD, M.A. Futebol e Futsal: possibilidades e limitações da prática pedagógica em escolinha. Chapecó: Argos, 2005.

  • SANTANA, W. C. Futsal: Apontamentos pedagógicos na iniciação e na especialização. Campinas: Autores Associados, 2004.

  • SANZ, T. A. e ALCARAZ, C. F. Escolas de Futebol: Manual para organização e treinamento. 3ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2003.

  • SEGURA, J. R. Futebol: exercícios e jogos. 8ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2003.

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