quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Cansaço físico e sobretreinamento





O cansaço físico é compreendido como um fenômeno que ocorre no organismo, provocado por agentes estressantes dos programas de treinamento aplicado. Pode apresentar-se como:

Cansaço físico geral: resultado de um trabalho intenso e prolongado (geralmente conseqüência de esforços aeróbios e anaeróbios intensos). O cansaço físico geral,a tinge vários grupos musculares utilizados no esforço.

As principais causas são:

Diminuição dos níveis de glicogênio muscular e hepático
Desidratação
Microtraumatismos das miofibrilas, responsáveis pelo mecanismo de contração das fibras musculares.

Cansaço físico local: ocorre em grupos musculares isolados e definidos. Geralmente causados pela falta ou insuficiência de resistência muscular localizada e desequilíbrio de força entre os músculos agonistas e antagonistas.

A incidência deste tipo de cansaço deve ser levado em consideração pelo fato de a musculatura apresentar fatores que, se negligenciados, levarão a lesões musculares.

Os níveis de cansaço físicos dependem:

Do volume de treinamento
Da duração do esforço
Da intensidade do esforço
Da duração dos intervalos de esforço 
Da freqüência dos esforços
Do estagio de treinamento dos atletas.

O cansaço físico acentuado pode levar o atleta a uma condição de exaustão, conhecida como Sobretreinamento ou Strain Físico. Esta situação quando ocorre, produz no atleta um estado indesejável de rendimento.

Principais causas:

 - Aumento muito acentuado do volume (quantidade) e intensidade (qualidade) dos esforços
 - Instrução técnica exaustiva
 - Aplicação excessiva de métodos e meios de treinamento exclusivo, sem variedade dos mesmos
 - Acúmulo de treinamento e competições em curto espaço de tempo
 - Não respeito aos fatores temporais de recuperação e supercompensação física.

Em principio, distingue-se o sobretreinamento em:

a)    Sobretreinamento Simpaticotônico: caracterizado por um aumento de excitação e uma vivacidade física. Essa forma de strain físico é fácil de ser percebida, uma vez que o atleta apresenta um grande número de sinais e sintomas como: fadiga fácil, excitabilidade exagerada, insônia, perda de apetite, perda de peso corporal, tendência à sudorese exagerada, termorregulação anormal, olheiras, tendência à cefaléia, palpitações, palidez, pulso acelerado, aumento do  metabolismo basal, temperatura corporal ligeiramente elevada, restabelecimento retardado da freqüência cardíaca ao estado de repouso após o esforço, pressão sangüínea atípica, hiperpnéia anormal sob condições de esforço, hipersensibilidade sensorial (principalmente auditiva), desenvolvimento motor pouco coordenado, tempo de reação abreviado, recuperação geral retardada, agitação e ansiedade aumentadas, irritabilidade e depressão.

b)    Sobretreinamento Parassimpaticotônico: caracterizado por uma preponderância das funções inibitórias, da fraqueza corporal e da falta de ânimo. O atleta sente-se inapto para mobilizar a energia necessária para o treinamento ou competição. Esta forma de manifestação é de difícil diagnóstico, uma vez que não apresenta nenhuma perturbação em condição de repouso e seu inicio é insidioso.
Quando diagnosticado a condição de sobretreinamento, deve-se, entre outros aspectos: 
 - Reduzir o volume e a intensidade dos esforços 
 - Utilizar massagens e outras formas ativas de recuperação (sauna, hidroterapia etc.) 
 - Utilizar atividades recreativas e exercícios de descontração e relaxamento 
 - Utilizar alimentação rica em substratos energéticos, correspondentes ao gasto energético 
 -  Utilizar-se da psicoterapia.

Portanto, o controle dos métodos de aplicação de esforços quando negligenciado pode desenvolver síndromes de sobrecargas de aspectos diversos, tanto físico como psíquico. Sendo assim, o sobretreinamento é entendido como um acúmulo excessivo de estímulos.

Escrito por: Luiz Carlos Brollo 



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