terça-feira, 22 de janeiro de 2013

18:23:00

Para onde vai o ácido lático do organismo?

Processado no organismo, existem quatro destinos possíveis para o ácido lático:

1) Eliminação pelo suor e pela urina durante a recuperação após um exercício;

2) Conversão em glicose e/ou glicogênio. Responsável por apenas uma pequena fração do total removido;

3) Conversão em proteína. Também apenas uma quantidade relativamente pequena é eliminada desta forma;

4)Oxidação/conversão em CO2 e H2O. O uso do ácido lático como combustível metabólico para o sistema aeróbico é responsável pela maior parte do total removido durante a recuperação.

Como bem se vê, embora possa contribuir para a fadiga muscular, o ácido lático não é apenas um produto inútil do metabolismo. Serve também como fonte de energia, como forma de eliminação de carboidrato dietético e como base para a formação de glicose do sangue e de glicogênio no fígado.

É importante lembrar que a concentração de um metabólico como o ácido lático, que entra e sai do sangue rápida e continuamente, é tão somente o resultado da diferença entre os índices de entrada e de saída no sangue. Portanto, um aumento da concentração não significa necessariamente que sua produção tenha aumentado - a diminuição na velocidade de eliminação também pode fazer subir a concentração no organismo.

Seja como for, sabe-se hoje que o ácido lático é metabolizado muito velozmente, e que sua quantidade no sangue ou no músculo, a qualquer instante, é extremamente menor em comparação com a grande quantidade que é continuamente produzida e eliminada.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

14:35:00

Fatores motivacionais de jovens atletas de vôlei


Resultado de imagem para voleibol



INTRODUÇÃO

O esporte moderno, com sua organização estrutural, investimentos milionários e publicidade globalizada, alcançou uma dimensão extraordinária, fazendo-se presente na vida de milhões de pessoas em todas as regiões do planeta. O apelo à prática da atividade desportiva encontra especial ressonância entre as camadas mais jovens das populações, seja pela sua crucial importância nos processos de educação e de desenvolvimento físico, psicológico e social infantil e juvenil, seja pelo intensivo direcionamento da mídia, face à expressão da parcela de mercado que tais faixas de idade representam.

Weiberg e Gould (2001) estimam em aproximadamente 25 milhões o número de crianças praticantes de pelo menos uma atividade desportiva. Há de se considerar, nesse quadro, que a prática de esportes, em suas diferentes modalidades, exige de crianças e adolescentes, para a permanência no processo de preparação e competição desportiva, um elevado nível de desenvolvimento de suas funções, qualidades e estados psíquicos (BENCK; CASAL, 2006).

A prática da atividade desportiva é, essencialmente, dirigida para a aplicação do sentido e da intensidade dos esforços com vistas ao alcance de metas específicas. Essa ação decorre de um motivo, um impulso, uma intenção, que leva o indivíduo a agir de determinada forma (MAGILL, 1984). Davidoff (2001) refere-se a motivo ou motivação como um estado interno que resulta de uma necessidade que ativa ou desperta um comportamento usualmente dirigido ao cumprimento da necessidade ativante.

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Motivação é um termo que alcança qualquer comportamento que se dirija a um objetivo; inicia-se com um motivo e provoca uma ação focada para a realização de metas específicas. Para Samulski (2002), o estudo da motivação tenta compreender porque um indivíduo, num certo tempo, escolhe uma forma de comportamento e a realiza com determinada intensidade e persistência, uma vez que a motivação para a prática desportiva depende da interação entre a personalidade (expectativas, interesses, motivos, necessidades) e fatores do meio ambiente, como facilidade, tarefas atraentes, desafios e influências sociais. A motivação, nesse sentido, é o resultado de um somatório de fatores pessoais e ambientais, em um processo intencional e interior ao indivíduo. A interação dos fatores forma uma decisão que impulsiona o indivíduo a alcançar a necessidade ativante, podendo não ser motivado de forma semelhante em outras situações (KNIJNIK; GREGUOL; SANTOS, 2001). É devido ao nível de motivação para determinada meta que os indivíduos escolhem uma tarefa específica, executando-a com maior empenho do que se estivessem fazendo tarefa distinta (SAMULSKI, 2002).

Conhecer os motivos que impulsionam as crianças e adolescentes à prática de uma modalidade de desporto pode vir a aperfeiçoar as atividades a serem desenvolvidas durante o treinamento, levando-as a melhorarem o seu desempenho e, com isso, sentirem-se mais motivadas. A motivação por sua vez pode gerar melhora de desempenho, num círculo virtuoso absolutamente desejável. Mourouço (2007) descreve que a motivação é responsável pela direção, intensidade e persistência dos indivíduos numa determinada modalidade esportiva e manisfesta-se como principal fonte de êxito esportivo, devendo ser mantida permanentemente. O estudo sobre como os fatores motivacionais impulsionam crianças e adolescentes a se envolverem na prática de esportes pode ser ferramenta de grande utilidade para a elaboração de treinos estratégicos, auxiliando o processo de ensino-aprendizagem. Para Berleze, Vieira e Krebs (2002) que o conhecimento sobre elementos motivadores ajuda em planejamentos mais direcionados ao interesse do praticante, aumentando a probabilidade de permanência na prática da atividade desportiva. Alvarez (2006), ao estudar o abandono do esporte por jovens atletas, acrescenta ainda que as atividades fora do esporte também são importante no planejamento da carreira esportiva desses meninos e meninas.

Em face da relevância do tema, este estudo tem o objetivo de identificar quanto os fatores motivacionais influenciam crianças e adolescentes a permanecerem praticando o voleibol de alto nível. Pretende-se, ainda, estabelecer comparações entre as categorias e sexo para verificar eventuais particularidades que possam influenciar na motivação dos jovens atletas.

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MATERIAIS E MÉTODOS

A amostra deste estudo é composta por 96 atletas (46 meninas e 50 meninos) de um clube de grande porte, localizado na zona sul da cidade do Rio de Janeiro, que costuma revelar atletas para as seleções estaduais e brasileiras. Esta agremiação participa em todas as categorias de base dos campeonatos promovidos pela Federação de Vôlei do Rio de Janeiro, além de participar de torneios nacionais entre clubes.

Como critério para inclusão no estudo, todos os voluntários deveriam ser vinculados obrigatoriamente à Federação de Vôlei do Rio de Janeiro, pertencendo, em 2009, ao clube onde os dados foram coletados.

Com o intuito de estudar as diferenças motivacionais entre os atletas segundo o sexo e a categoria (mirim, infantil, infanto ou juvenil), a amostra foi dividida em 8 grupos, conforme é demonstrado na Tabela 1.









Cabe destacar que ao comparar os atletas segundo a categoria, está sendo comparada também a faixa etária, já que o ano de nascimento é o que determina a qual categoria esses atletas pertencem (Quadro 1).









A coleta de dados foi realizada através de um questionário, onde havia campos específicos para que os participantes informassem sua categoria e seu sexo. Os dados relativos aos fatores motivacionais foram coletados através da Escala de Motivos para a Prática Esportiva (EMPE), versão traduzida e validada para o Brasil por Barroso (2007) do Participation Motivation Questionnaire (PMQ) de Gill, Gross e Huddleston (1993). Este questionário é composto por 33 perguntas, que devidamente agrupadas identificam sete fatores de motivação para a prática esportiva: Status, Condicionamento Físico, Liberação de Energia, Contexto, Aperfeiçoamento Técnico, Afiliação e Saúde. Os voluntários atribuem um valor de zero a 10 (escala Likert de 11 pontos) para cada pergunta de acordo com o quanto este fator o motiva a continuar praticando o vôlei de quadra competitivo.

A análise exploratória dos dados se deu através do calculo da Mediana, Média, Desvio Padrão, Valor Mínimo e Valor Máximo, das sete categorias de motivação. Os testes utilizados foram não-paramétricos devido às características das variáveis do estudo.

O teste U de Mann-Whitney foi utilizado para comparação dos fatores motivacionais segundo sexo, uma vez que os participantes do estudo foram divididos em dois grupos. Para a comparação destes fatores segundo a categoria foi utilizado o teste de Krustal-Wallis, pelo fato dos participantes estarem divididos em mais de dois grupos (mirim, infantil, infanto e juvenil).

As análises estatísticas foram realizadas no software SPSS 13.0. O nível de significância adotado foi de 5% (p<0,05).

Os procedimentos empregados na pesquisa estão de acordo com os critérios éticos estabelecidos nos termos da Resolução 196/96 e 251/97 do Conselho Nacional de Saúde.



RESULTADOS

Os fatores que, segundo a média, mais motivaram os atletas foram, pela ordem: Aperfeiçoamento Técnico (9,25±1,42), Saúde (8,67±2,27), Afiliação (8,0±1,82), Condicionamento Físico (7,67±1,43), Status (7,86±1,90), Liberação de Energia (7,17±2,04) e Contexto (7,00±2,27), conforme pode ser observado na Tabela 2.









Ao comparar meninos e meninas foi constatado que, conforme é mostrado na Tabela 3, há diferença estatística significativa entre os grupos para os fatores motivacionais Condicionamento Físico, Liberação de Energia, Aperfeiçoamento Técnico, Afiliação e Contexto. Os fatores Saúde e Status foram os únicos itens que motivam da mesma forma os atletas, independentemente do sexo.









Ao comprar os sete fatores motivacionais em relação à categoria foi observado que seis destes fatores (Status, Condicionamento Físico, Liberação de Energia, Aperfeiçoamento Técnico, Saúde e Contexto) motivam da mesma forma os atletas independentemente da categoria a que pertencem. Apenas o fator Afiliação apresentou diferença estatística significativa entre as categorias mirim X infanto e mirim X juvenil (Tabela 4).









Foi possível ainda constatar que independentemente da categoria ou gênero, o fator motivacional Aperfeiçoamento Técnico foi considerado o mais importante em todos os casos (Tabelas 3 e 4).

A Tabela 5 revela que, levando em consideração apenas atletas do sexo feminino, também não há diferença estatística significativa ao comparar os sete fatores motivacionais segundo a categoria.









Ao comparar somente atletas do sexo masculino segundo a categoria (Tabela 6), apenas no item condicionamento físico existe diferença estatística significativa entre as categorias, observada entre mirim X infantil, infantil X infanto, infantil X juvenil.









Ao comparar apenas atletas da categoria mirim segundo o gênero o fator afiliação apresentou diferença estatística, revelando ser as meninas mais motivadas por este fator que os meninos (Tabela 7).









Em relação aos atletas da categoria infantil, em todos os fatores, as meninas são mais motivadas quando comparadas aos meninos (Tabela 8).









Comparando atletas da categoria infanto segundo o sexo, as atletas se mostraram mais motivadas em relação ao fator Afiliação do que os atletas (Tabela 9).









Todos os fatores motivam da mesma forma os atletas da categoria juvenil, independentemente de serem do gênero masculino ou feminino (Tabela 10).









DISCUSSÃO

Os sete fatores motivacionais propostos por Barroso (2007), dependendo da média obtida pelas respostas das perguntas que compõem um mesmo fator motivacional, podem ser classificados em nada importante (0 a 0,99), pouco importante (1 a 3,99), importante (4 a 6,99), muito importante (7 a 9,99) e totalmente importante (10). Os participantes do estudo atribuíram o conceito "muito importante" para todos os fatores motivacionais (Tabela 2). Este resultado indica que os atletas pesquisados eram altamente motivados para a prática do vôlei de quadra competitivo. Lizieiro (2008), estudando adolescentes federados da modalidade futebol, na cidade de Campo Grande/MS, constatou que seus participantes também atribuiram conceito "muito importante" para todos estes fatores.

O fator considerado de maior motivação entre os atletas, independentemente da categoria ou gênero, foi aperfeiçoamento técnico, de acordo com as Tabelas 2, 3 e 4. Este resultado tem ligação com o fato de todos os participantes da pesquisa estarem envolvidos com o esporte na perspectiva de competição/rendimento. Esse resultado corrobora com os achados de Gaya e Cardoso (1998), que ao pesquisar os fatores motivacionais de crianças e adolescentes em clubes esportivos encontraram os motivos relacionados à competência desportiva os mais importantes nestes locais de prática. Estudos de Paim (2001) e de Gürbüz et al. (2007) ao analisarem especificamente fatores motivacionais em adolescentes praticantes de futebol também verificaram competência desportiva como fator determinante para a prática desse esporte. O estudo de Barroso (2007) com atletas universitários das modalidades de basquete, futsal, handebol e voleibol, também corrobora com esse entendimento, apresentando o aperfeiçoamento técnico como fator de maior motivação.

Em contrapartida, estudos de Paim e Pereira (2004) e Interdonato et al. (2008) determinaram ser saúde o principal fator motivacional. Esses autores afirmam que a difusão da prática de atividades físicas como agente propiciador de saúde, influenciando a melhora da qualidade de vida, contribui para os índices motivacionais encontrados neste fator. No presente estudo, este item foi o segundo na ordem de importância entre os sete fatores analisados, mostrando também ter grande relevância para os atletas. Rosolen (2006), ao estudar atletas universitárias de futsal feminino, encontrou a seguinte ordem de motivação para os fatores motivacionais: jogar em equipe; diversão; aprimoramento das habilidades; obter forma física; liberar energia; status; situacionais/outros e, finalmente, fazer amigos. É relevante ressaltar que, diferentemente do presente estudo, em que o aperfeiçoamento técnico é o mais motivante, o fator análogo aprimoramento das habilidades só foi identificado como o terceiro fator motivacional.

Na comparação dos fatores motivacionais dos participantes segundo gênero, detectou-se haver diferença estatística significativa em todos os fatores analisados, exceto nos itens Saúde e Status. É de grande valia ressaltar que em todos os itens em que há diferença entre os grupos, as atletas se sentem mais motivadas por esses fatores do que os atletas (Tabela 3). Entretanto, os resultados apresentados por Belmonte (2002) mostram uma tendência dos meninos a valorizarem mais as questões referentes ao fator "aspirações esportivas" do que as meninas.

Os resultados da comparação dos fatores motivacionais segundo categoria demonstraram que atletas mirins, infantis, infantos ou juvenis se motivam da mesma forma. A única exceção foi no item afiliação, em que atletas mirins se motivam mais que os da categoria infanto ou juvenil. O item afiliação engloba questões relacionadas a estar com amigos/ pertencer a uma equipe. Gallahue e Ozmun (2003) afirmam que a necessidade de pertencer a um grupo é muito forte na adolescência, podendo ser um dos fatores primordiais para que jovens se envolvam com o esporte. Sendo a mirim a primeira categoria, aquela em que as crianças se conhecem e passam a formar um grupo, esse sentimento de pertencer a uma equipe parece ser mais significativo para motivar os atletas mirins que os das categorias infanto e juvenil.

Conforme foi constatado anteriormente, a categoria tem pouca influência em como os sete fatores motivacionais analisados influenciam os participantes. Ao comparar somente atletas do gênero feminino segundo categoria (Tabela 5) não houve diferença estatística significativa em nenhum fator. Entre atletas do sexo masculino (Tabela 6) houve diferença somente quando comparada a categoria infantil com as outras: mirim, infanto e juvenil. Destaca-se que apenas a categoria infantil masculino apresentou valor mais baixo atribuído a esse item, demonstrando ser uma peculiaridade desta categoria o fator condicionamento físico não ser tão motivante quanto é para as demais categorias.

Ainda é importante ressaltar que ao comparar os fatores segundo o gênero, levando em consideração somente a categoria mirim (Tabela 7) e a categoria infanto (Tabela 9), as meninas são diferentes dos meninos apenas no item afiliação, sugerindo que nessas categorias, estar entre amigos/pertencer a um grupo motiva mais as meninas do que os meninos a continuarem a praticar o vôlei competitivo.

Ao comparar os resultados da categoria infantil segundo o gênero (Tabela 8), constata-se que as meninas são mais motivadas em todos os fatores que os meninos. Já na categoria juvenil (Tabela 10) esses fatores influenciam da mesma forma os atletas, independentemente do sexo.



CONCLUSÃO

O estudo demonstrou que os atletas pesquisados estavam altamente motivados para a prática do vôlei de quadra competitivo, tendo em vista que foi atribuída classificação muito importante a todos os fatores motivacionais analisados.

Aperfeiçoamento técnico foi indicado pelos atletas como o fator de maior motivação, independentemente de sexo ou categoria.

Houve diferença estatística significativa em todos os fatores analisados, exceto nos itens Saúde e Status, ao comparar os fatores motivacionais segundo gênero. Em todos os itens em que há diferença entre os grupos, as atletas se sentem mais motivadas por esses fatores do que os atletas.

Ao comparar os fatores motivacionais segundo categoria, verificou-se que não há diferenças estatísticas significativas. A única exceção foi no item afiliação, em que atletas mirins se motivam mais que os das categorias infanto e juvenil.

Recomenda-se que estudos futuros ampliem o público pesquisado para possibilitar novos estudos estatísticos que investiguem: 1) a possibilidade de haver diferenças entre os sexos, sugerindo maior motivação das jovens atletas quando comparadas aos jovens atletas e 2) a possibilidade da categoria à qual o atleta pertence ter pouca influência na intensidade em que os sete fatores analisados os motivam.



REFERÊNCIAS

ALVAREZ, E. et al. Dropout reasons in young Spanish athletes: relationship to gender, type of sport and level of competition. Journal of Sport Behaviour, Mobile, v. 29, p. 255-270, 2006. [ Links ]

BARROSO, M. Validação do Participation Motivation Questionnaire adaptado para determinar motivos de prática esportiva de adultos jovens brasileiros. 2007. 130f. Dissertação (Mestrado em Ciência do Movimento Humano) - Centro de Ciências da Saúde e do Esporte, Universidade do Estado de Santa Catarina, Florianópolis, 2007. [ Links ]

BARROSO, M. et al. Motivos de prática de esportes coletivos universitário em Santa Catarina. In: FÓRUM INTERNACIONAIS DE ESPORTES, 6., 2007, Florianópolis. Anais... Florianópolis: Uneposrtes, 2007. p. 11.1-11.9 Disponível em: <http://www.unesporte.org.br/forum2007/apresentacao_oral /11_mario_luiz_barroso.pdf>. Acesso em: 19 mar. 2009. [ Links ]

BELMONTE, C. Fatores motivacionais para prática desportiva e suas relações com o gênero sexual. In: SALÃO DE INICIATIVA CIENTÍFICA, 2002, Porto Alegre. Anais... Porto Alegre: UFRGS, 2002. p. 508. [ Links ]

BENCK, R.; CASAL, H. Atribuições de causalidade para o sucesso e fracasso em diferentes modalidades esportivas. Lecturas: Educación Física Y Deportes, Buenos Aires, v. 10, n. 92, 2006. Disponível em: <http://www.efdesportes.com/efd92/atrib.htm>. Acesso em: 19 maio 2009. [ Links ]

BERLEZE, A.; VIEIRA, L. F.; KREBS, R. J. Motivos que levam crianças para a prática de atividades motoras na escola. Revista da Educação Física/UEM, Maringá, v. 13, n. 1, p. 99-107, 2002. Disponível em: <http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/RevEducFis/article/view/3747>. Acesso em: 04 abr. 2009. [ Links ]

DAVIDOFF, L. L. Introdução à psicologia. 3. ed. São Paulo: Makron Books, 2001. [ Links ]

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GÜRBÜZ, B; ALTINTAS, A.; ASCI, F. Participation motives of 9-15 years old Turkish soccer players. Journal of Sports Science and Medicine, Antalya/Turquia. v. 6, s. 10, p. 89-90, 2007. Disponível em: <http://www.jssm.org/suppls/10/Suppl.10.p88-91.pdf>. Acesso em: 19 mar. 2009. [ Links ]

INTERDONATO, G. C. et al. Fatores motivacionais de atletas para a prática esportiva. Motriz, Rio Claro, v. 14, n.1, p. 63-66, Jan./Mar. 2008. Disponível em: <http://cecemca.rc.unesp.br/ojs/index.php/motriz/article/viewFile/1290/1589 >. Acesso em: 19 mar. 2009. [ Links ]

JONES, G. W.; MACKAY, K, S.; PETERS, D. M. Participation motivation in martial artists in the west midlands region of England. Journal of Sports Science and Medicine, Worcester/UK, n. 5, p. 28-34, 2006. [ Links ]

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LIZIERO, L. Fatores Motivacionais de Adolescentes praticantes de futebol em Clubes Campo Grande/MS. 2008. Monografia - Departamento de Educação Física, Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, Campo Grande, 2008. [ Links ]

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PAIM, M. Motivos que levam os adolescentes a praticar o futebol. Lecturas Educación Física y Deportes, Buenos Aires, v. 7, n. 43, Dez. 2001. Disponível em: <http://www.efdeportes.com/efd43/motivo.htm>. Acesso em: 27 mai. .2009. [ Links ]

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ROSOLEN, M.; VOSER, R. C.; HERNANDEZ, J.A. E. A motivação para o esporte em atletas universitárias de futsal feminino. Futsal Brasil: O Portal do Futsal Mundial. Porto Alegre. Disponível em: <http://www.futsalbrasil.com.br/artigos/artigo.php?cd_artigo=143>. Acesso em 14 jul. 2009. [ Links ]

SAMULSKI, D. M. Psicologia do Esporte: manual para a Educação Física, Psicologia e Fisioterapia. São Paulo: Manole, 2002. [ Links ]

WEINBERG. R.; GOULD, B. Foundations of sport and exercise psychologist. Champaign: Human Kinetics Publishers, 2001. [ Links ]




AUTORES:

Esp. Lívia Tavares da Silva CamposI; Dra. Patrícia dos Santos VigárioII; Dra. Sílvia Maria Agatti LürdofIII

IEspecialista em Treinamento Desportivo (EEFD - UFRJ) (Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil). Email: liviafla@gmail.com
IILaboratório de Fisiologia do Exercício (LABOFISE); Setor de Cineantropometria e Ergoespirometria (EEFD/UFRJ). Doutorado em Endocrinologia da Faculdade de Medicina (UFRJ) (Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil). E-mail: patriciavigario@yahoo.com.br
IIIProfessora Assistente (UFRJ) Coordenadora do Núcleo de Estudos Sociocorporais e Pedagógicos em EF e Esportes (NESPEFE/EEFD - UFRJ). Doutorado em Educação (UFRJ) (Rio de Janeiro - Rio de Janeiro -Brasil). E-mail: sagatti.rlk@terra.com.br

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

08:44:00

Fisiologia aplicada ao rendimento esportivo: bases científicas do treinamento de alta performance



A performance esportiva: equipe técnica e atletas na busca da otimização dos resultados

    A fisiologia do exercício pode ser definida como uma área que procura investigar como as estruturas e funções de nosso organismo se alteram quando realizamos o exercício agudo ou crônico, enquanto que a aplicação destes conhecimentos ao esporte, denomina-se fisiologia do esporte, uma subárea da fisiologia do exercício (WILMORE; COSTILL, 2001).

    Embora a publicação do primeiro livro de fisiologia do exercício intitulado Physiology of Bodily Exercise por Fernand LaGrange tenha ocorrido em 1889, somente no início do século XX foram feitas observações mais concretas a respeito da fisiologia do exercício, como por exemplo a relação entre produção de lactato e a contração muscular feita por Fletcher e Hopkins em 1907 (WILMORE; COSTILL, 2001). Outra contribuição relevante na década de 20 foi à determinação do consumo máximo de oxigênio (VO2max) por Hill e Lupton (1923), que passou a constituir um índice de referência da capacidade aeróbia.

    É difícil identificar a data em que o treinamento esportivo começou a ser estudado de forma científica. No entanto, na literatura atual há um consenso de que foi a partir dos estudos do método intervalado pelo fisiologista Reidell e o treinador Gerschller, na década de 50, que o treinamento esportivo passou a ter uma concepção científica (COSTA, 1968; BILLAT, 2001). Desde então, muitos pesquisadores têm dedicado sua vida profissional estudando o comportamento e a influência das diversas variáveis fisiológicas durante a performance esportiva (POWERS; HOWLEY, 2000).

    A partir dos anos 60 começou a ocorrer um avanço científico promissor com o aumento do número de laboratórios de fisiologia do exercício pelo mundo. Wasserman e Macllory (1964), baseados em um estudo utilizando indivíduos com patologias cardiovasculares, criaram a concepção de limiar anaeróbio, fenômeno estudado até hoje através de protocolos e metodologias distintas. Fisiologistas como Reidell e seus colaboradores, primeiros a descreverem o método de treinamento intervalado em um periódico científico em 1962, Per-Orlof Ástrand e o grupo de pesquisadores americanos liderados por Fox tiveram destaque na área (BILLAT, 2001). Segundo Wilmore e Costill, (2001), também se destacaram os pesquisadores escandinavos, como Bergstron, que introduziu a biopsia muscular e os americanos Holloszy e Tipton, que começaram a utilizar ratos em estudos bioquímicos, além de Edgerton e Gollinick que passaram a estudar as características das fibras musculares também com ratos.

    Atualmente, muitos parâmetros têm sido utilizados na avaliação, prescrição e determinação dos efeitos do treinamento aeróbio. Dentre os parâmetros que utilizam métodos diretos, destacam-se o limiar anaeróbio (Lan) e o consumo máximo de oxigênio (VO2max). O Lan ganhou destaque na área de treinamento esportivo devido, principalmente, ao rápido ajuste desse parâmetro frente a modificações do treinamento e à baixa correlação encontrada entre a quantificação do VO2max e a predição de performance aeróbia em competições (COSTILL et al., 1973; HAGBERG; COYLE, 1983). Além disso, é um método mais fidedigno em relação à validade ecológica do teste e que apresenta menor custo operacional, quando comparado ao VO2max. Apesar de ser invasivo, tanto o volume de sangue coletado (25 µl por amostra), como a utilização de procedimentos simples de higiene e assepsia, excluem do teste pela lactacidemia qualquer risco à saúde de avaliadores e avaliados, o que normalmente conduz à aceitação de comitês de ética em pesquisa (DENADAI, 2000).

    Uma tendência atual é a utilização dos parâmetros de avaliação, principalmente do Lan, para quantificar as cargas durante o treinamento, classificando o esforço em diferentes faixas de intensidade: aeróbia, que corresponde ao exercício prolongado de baixa intensidade, em estado estável; aeróbia-anaeróbia, que seria no limite do estado estável, tendendo ao débito de oxigênio; e em débito de oxigênio, com exercício realizado e ritmo intenso. Esta idéia é sem dúvida um grande avanço para quantificar melhor a intensidade para realização do exercício, tanto contínuo como intermitente.

    Atualmente, as informações acerca do estudo da fisiologia aplicada ao rendimento esportivo podem ser obtidas com extrema facilidade em bases de dados da internet. A criatividade e acima de tudo a tecnologia disponível nos centros de excelência de pesquisa em performance atlética permitem que os estudiosos da área desenvolvam equipamentos sofisticados capazes de simular uma competição e então verificar as respostas do corpo humano frente a uma situação de estresse que exige desempenho máximo. Contudo, existe uma diferença considerável entre o que se pesquisa e o que pode ser aplicável à prática.

    Apesar deste longo período de pesquisas e avanços científicos na área de treinamento, os profissionais que trabalham no âmbito esportivo ainda enfrentam dificuldades para maximizar as capacidades físicas, técnicas e táticas dos seus atletas.

    Dentre os tópicos estudados na fisiologia aplicada ao desempenho atlético, destacam-se os procedimentos fisiológicos, físicos, táticos, técnicos, nutricionais (ergogênicos), biomecânicos, psicológicos e farmacológicos, que utilizados de forma separada ou em conjunto, são capazes de aprimorar a capacidade de realizar trabalho físico.

    Porém, a aplicação desses recursos não garante resultados positivos a todos os atletas, já que estes apresentam características fisiológicas, habilidades técnicas, comportamentos psicológicos e históricos de vidas diferentes. Mesmo sendo possível selecionar uma população de mesmo sexo, idade e aptidão física, e ainda, impor uniformidade de treinamento, moradia e dieta, numa tentativa de aproximar as características e eliminar ao máximo as diferenças individuais, ainda não seria possível, encontrarmos indivíduos com características genéticas e psicológicas idênticas.

    Embora, atualmente se conheça muito a respeito da importância da individualização da prescrição do treinamento para atletas de alto nível, devido à heterogeneidade intra-indivíduos, faz-se necessário uma reflexão crítica a respeito dos inúmeros estudos publicados e empregados em treinamento esportivo. Treinamento esportivo de alta performance: conhecimento científico e prático auxiliando o desempenho do atleta.

    Hopkins et al., (1999), preocupados com o número excessivo de estudos relacionados ao desempenho físico de atletas de alto nível, atentam para os cuidados com este tipo de população. Por exemplo, segundo os autores, é necessário que se aprofundem os conhecimentos em relação à utilização dos inúmeros testes empregados na avaliação esportiva. Muitas vezes os testes utilizados são questionáveis, pois a performance obtida durante o teste no laboratório não condiz com a obtida durante o evento competitivo. Outrora, os atletas selecionados para as pesquisas possuem características fisiológicas extremamente distintas de atletas de alta performance.

    Desse modo, os autores aconselham que as pesquisas sejam realizadas da forma mais fidedigna possível, ou seja, que se aproximem ao máximo do cotidiano de treinamento e competitivo dos atletas em questão. Assim, os resultados adquiridos nos estudos poderão ser utilizados com confiabilidade pelos interessados no assunto.

     Não existe um consenso quanto qual dieta, avaliação e programa de treinamento devem ser utilizados. Porém, quando se trata de performance esportiva, todas as informações científicas disponíveis quanto à modalidade em questão devem ser analisadas, contudo, é necessário conhecê-las e entender que estas podem se apresentar diferentemente sob condições alteradas (como por exemplo, durante a competição, estádio lotado, risco de perda e rebaixamento da equipe em um campeonato) e determinadas circunstâncias (como por exemplo, após instrução prévia do técnico, diferença de piso ou temperatura). Entretanto, se utilizadas de forma correta, elas são de extrema importância e atuam como diferencial entre os atletas que conquistarão recordes e aqueles que apenas participarão da competição.

    A formação da comissão técnica de uma equipe depende muito da modalidade, contudo, se torna imprescindível à presença de um treinador, um preparador físico e um psicólogo do esporte. Com relação à forma de trabalho dos treinadores ou da comissão técnica, tudo depende do equilíbrio entre conhecimento e infra-estrutura, não adianta uma equipe possuir a melhor tecnologia se não possui mão de obra capacitada para utilizá-la, o contrário também é verdadeiro, aquele treinador que obtém sucesso apenas com a disponibilidade de equipamentos sofisticados não interessará a uma equipe com infra-estrutura inferior.

    Assim sendo, se torna imprescindível a qualquer profissional que atua no âmbito esportivo, conhecer as perspectivas e novidades existentes nesta área, e posteriormente, obter uma opinião crítica no que diz respeito à otimização do rendimento esportivo, bem como de sua interface com outras áreas de conhecimento.

     Uma das questões mais relevantes quando tratamos de estratégia de programa de treinamento está no conhecimento do esporte no qual se pretende trabalhar. Independente de ser individual ou coletivo, a determinação das características fisiológicas do esporte é fundamental para a padronização de um tipo de treinamento que abranja à demanda energética exigida na modalidade ou competição (TUMILTY, 1993; REILLY, 1996; SMEKAL et al., 2001; STEPTO et al., 2001; BILLAT et al., 2003).

    Os mesmos autores citados acima enfatizam a necessidade de um bom preparo físico, e não descartam a importância da habilidade individual, como condição fundamental na performance, principalmente nos esportes individuais. Por isso, deve existir uma preocupação tanto com o preparo físico, como com a técnica de movimento.

    Outro detalhe importante quando se trata de alcançar os melhores resultados é conhecer as características de uma competição antecipadamente. Estudar a equipe adversária, as características climáticas e ambientais da prova (terreno, clima, altitude, etc.), traçar a melhor estratégia a ser utilizada no dia do evento são algumas alternativas que podem ser utilizadas para melhoria da performance. Atualmente, tanto no esporte individual quanto no coletivo, existe a preocupação de avaliar o histórico do desempenho competitivo dos adversários através de análises de vídeos. A utilização da filmagem permite analisar os movimentos realizados durante a partida e quantificar melhor as ações dos atletas seja para prescrever treinamento ou tática de jogo para neutralizar o adversário. A utilização da informática no voleibol, por exemplo, permite analisar a estratégia e as principais jogadas do adversário e utilizá-las ainda durante o jogo.

    Outro aspecto relevante é a escolha dos testes laboratoriais, que na maioria das vezes não representam a situação real de uma partida ou de um evento competitivo. As condições ambientais muitas vezes são imprevisíveis, contudo, é importante que as condições destas variáveis durante a avaliação reflitam ao máximo o que ocorre durante a competição. O fator psicológico é outra variável que dificilmente pode ser avaliada fidedignamente em laboratório, e durante um evento pode fazer grande diferença.

    Estudos de Westom et al. (2001) e Chapman et al. (1998) são alguns exemplos de pesquisas com a preocupação da aclimatação dos atletas antes da competição. Ambos se preocuparam em estudar qual seria a melhor estratégia para competir em um evento com diferenças de altitude. Segundo estes autores, a escolha do dia da chegada para competir interfere consideravelmente na performance. Devido a isso, muitos testes têm sido conduzidos em câmaras hipobáricas para simular as condições de provas realizadas em grandes altitudes, ou então, um período da preparação física do atleta é realizada nas condições de altitude da prova.

     Conhecer em detalhes a modalidade esportiva é dever do treinador que objetiva trabalhar com performance. Hausswirth et al. (2001) analisando o efeito de duas modalidades de drafting (continuous drafting e alternate drafiting cada 500m) no ciclismo, popularmente conhecido como vácuo, durante uma prova de triathlon verificaram maior performance na corrida para o ciclista que realizou o continuous drafting. Esse resultado demonstra que a montagem de uma estratégia de corrida pelo treinador, na qual um dos atletas possa realizar o drafting durante o evento, pode determinar a diferença entre o vencedor e os outros participantes.

    A biomecânica é outra área que tem colaborado, seja pela escolha dos melhores ângulos das articulações para a realização dos movimentos ou pela análise dos mesmos durante a competição para auxiliar na prescrição do treinamento. Papoti et al. (2003) desenvolveram um protocolo específico, com a utilização de células de carga, capaz de determinar a performance anaeróbia de nadadores.

    O avanço na nutrição esportiva, através da elaboração de recursos ergogênicos, também tem colaborado com o avanço da performance esportiva (BRUCE, 2000; BELL et al., 2002; IZQUIERDO et al., 2002; UTTER et al., 2002). Contudo, alguns cuidados quanto o manuseio, preparo, armazenamento e consumo destas substâncias se tornam necessários para atingir otimização e não oferecer riscos à saúde do seu atleta. Além disso, o conhecimento adequado das dosagens permitidas, assim como das substâncias permitidas pelo Comitê Olímpico Internacional são extremamente importantes.

    Outro fato ligado ao alto rendimento é o marketing esportivo. Como sabemos, muitas empresas investem milhões em campanhas publicitárias que têm como garotos propaganda nomes consagrados do esporte mundial. Nesse contexto, em que o esporte é sinônimo de business, a criação de centros de treinamentos especializados e a contratação não só de um único profissional, mas sim, de uma equipe de especialistas se tornou necessária para as equipes de ponta.

    A incorporação de uma equipe multidisciplinar é evidente quando se lida com indivíduos que almejam o lugar mais alto no pódio. Nesse aspecto, independente da categoria de esporte, a presença de pessoas especializadas se torna necessária. Fazendo parte dessa equipe multidisciplinar estão diversos profissionais, muitas vezes trabalhando em empresas responsáveis pela criação de material esportivo.

    Com isso, materiais e equipamentos vêm sendo elaborados por especialistas (biomecânicos, fisiologistas, entre outros) e estudados em situações laboratoriais e em competições reais com o objetivo de melhorar a performance. O trabalho de Roberts et al. (2003) é um dos estudos atuais que avalia a eficiência do uso de diferentes trajes aquáticos na performance de natação. A roupa de pele de tubarão tem ajudado nadadores a melhorarem suas marcas. A utilização da fibra de carbono permitiu a melhora do rendimento nas provas de ciclismo, no salto em altura e no lançamento de dardo no atletismo. O uso da radiotelemetria, para monitorar a freqüência cardíaca e o consumo de oxigênio a distancia favorece a obtenção de índices fisiológicos que facilitam a preparação física do atleta. Este mercado esta cada vez mais emergente, já que as empresas preocupadas em estampar sua logomarca nos melhores atletas investem pesado em tecnologia e mão de obra especializada. Este fator tem auxiliado na obtenção de novos recordes.

    Entretanto, a cobrança de melhores resultados pela equipe e por parte dos investidores faz do treinamento e da competição, condições não existentes na vida humana normal e, dificilmente podem ser exploradas de forma idêntica em condições laboratoriais. Sendo assim, é importante a presença de um profissional da psicologia do esporte, para trabalhar junto aos atletas e comissão técnica, simulando e entendendo situações que possam intervir no comportamento como, por exemplo, estresse, emoção, sucesso, derrota, entre outras pertinentes ao contexto esportivo (WEINBERG; GOULD, 2001).

    Apesar das longas horas de treinamento com grande desgaste orgânico, visando aprimorar o condicionamento físico, técnico e tático da performance, os resultados de todo o trabalho dependem muito e diretamente da condição psicológica dos atletas. Um planejamento adequado para o aspecto psicológico otimiza a relação atleta-esporte e, conseqüentemente, a mobilização de todo o potencial físico-mental-emocional dos atletas para competição.

    Com todo este suporte científico, a cada ano, observa-se progresso no desempenho em quase todas as atividades atléticas. Esses progressos em geral são atribuídos a uma série de fatores já citados acima: melhor dieta, melhor equipamento atlético e abordagens científicas mais sistemáticas e especializadas ao treinamento atlético e ao condicionamento físico. Por isso, é fundamental que o treinador possa ter acesso às fontes científicas para se manter atualizado, principalmente nas modalidades individuais em que milésimos de segundos podem separar o primeiro do último colocado.

    Quanto aos testes para determinação de intensidades ótimas de treinamento utilizados em várias esferas esportivas, podendo ser identificadas através de inúmeras metodologias. Dentre as quais, podemos citar a avaliação por parâmetros sanguíneos ou ventilatórios, aplicados de forma indireta ou direta, e ainda, realizados em campo ou em laboratório. Dessa forma, mesmo podendo existir controvérsias com relação a um número grande de protocolos e metodologias aplicadas, é importante o conhecimento científico e prático, visando selecionar o melhor teste na avaliação de atletas.

    Acredita-se que o melhor treinador ou comissão técnica é aquele que se adapta as condições de trabalho. Contudo, existem certas atitudes que podem ser desenvolvidas em qualquer ambiente. O trabalho deve ser o mais individualizado possível. Dessa forma, se não há possibilidades em prescrever e avaliar o treinamento pelo método mais sensível, que seja realizado ao menos a partir de um teste não invasivo validado. Nem toda a equipe, não importa a modalidade, dispõe de um analisador de gases para verificar o consumo máximo de oxigênio (VO2max), de um lactímetro para verificar a resposta do lactato frente ao exercício ou até de um monitor cardíaco.

    No entanto, qualquer treinador tem condição de possuir uma fita métrica, cones e cronômetro podendo realizar testes indiretos e não invasivos para mensurar, por exemplo, a resistência aeróbia e anaeróbia (teste de Cooper, Potência Crítica), força (teste de flexão e abdominal), capacidade de saltar (teste de salto vertical e horizontal); entre outros. Além disso, principalmente nos esportes coletivos, é importante que os treinos sejam diferenciados de acordo com a função que o atleta desempenha durante uma partida.

    Uma alternativa inteligente para os clubes localizados próximos às universidades que tenham o curso de Educação Física ou afins seriam os convênios, ou seja, os atletas dos clubes podem ser avaliados como participantes para pesquisas da universidade, enquanto que a comissão técnica obtém dados científicos e fidedignos que auxiliam na preparação de seus atletas. O grande problema quanto a esta prática é que existe, principalmente por parte dos treinadores, preparador físico e dirigente, um receio de que os pesquisadores possam prejudicar os seus trabalhos ou até se interessarem por seus cargos. Esse conflito, na grande maioria dos casos, desaparece assim que se estabelecem os objetivos comuns, exigência da parceria.

    Dessa maneira, a otimização do rendimento esportivo de qualquer atleta depende da capacidade do treinador se adaptar a sua realidade de trabalho e utilizar, da melhor maneira, os recursos disponíveis. Não podemos negar que existe uma relação diretamente proporcional entre o nível competitivo do atleta e os recursos de treinamento, ou seja, quanto mais treinado for o atleta maior será a necessidade de utilizar ferramentas sensíveis de avaliação e prescrição do treinamento.

    Pelo exposto não é estranho que tenhamos dificuldade para traçar um programa ideal de treinamento. Mas obter o conhecimento de variáveis que podem interferir ou auxiliar no rendimento do atleta pode ajudar na escolha de protocolos de avaliação e a determinar a melhor estratégia de treinamento para seu atleta.

    Assim, ao bom treinador é essencial o conhecimento científico e prático da modalidade esportiva que se deseja trabalhar. A estratégia a ser utilizada, dependerá muito dos recursos que a equipe ou treinador tem no momento. A utilização de equipamentos sofisticados para fazer as avaliações não faz parte da realidade de muitos treinadores. Mas a aplicação de um treinamento individualizado se torna importante tanto para os esportes coletivos como para os individuais, na medida que existem diferenças individuais em resposta a um mesmo treinamento. Por isso, a otimização do treinamento não dependerá de apenas um fator. A dedicação do treinador, do atleta, e de uma equipe multidisciplinar auxiliando nas diversas áreas relacionadas ao esporte deve ser a chave para se obter melhores e crescentes rendimentos.

Apoio Financeiro: Fapesp (processo número 04/15241-4) e Capes.


Referências

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BILLAT V; PIERRE-MARIE L; ANNE-MARIE H; MILLE-HAMARD L; DRAI S; KORALSZTEIN J.P. Training and bioenergetic characteristics in elite male and female kenyan runners. Medicine and Science in Sports and Exercise, 35, 297-304, 2003.

BILLAT L.V. Interval training for performance: a scientific and empirical practice: special recommendations for middle and long-distance running. Part 1: aerobic interval training. Sports Medicine, 31, 13-31, 2001.

BRUCE C.R; ANDERSON M.E. FRASER S.F; STEPTO N.K; KLEIN R; HOPKINS W.G; HAWLEY J.A. Enhancement of 2000-m rowing performance after caffeine ingestion. Medicine and Science in Sports and Exercise, 32, 1958-1963, 2000.

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WESTON, A.R.; MACKENZIE, G.; TUFTS, M.A.; MARS, M.; Optimal time of arrival for performance at moderate altitude (1700m). Medicine and Science in Sports and Exercise, 33, 298-302, 2001.

WILMORE J.H; COSTILL D.L. Fisiologia do esporte e do exercício. São Paulo. Manole. P.709, 2001.

WEINBERG, R.S; GOULD, D. Fundamentos da psicologia do esporte e do exercício. 2ºed; Porto Alegre: Artmed, 2001.

Autor: Adelino Sanchez Ramos da Silva*
José Rodrigo Pauli**
Cláudio Alexandre Gobatto*
adelinosanchez@hotmail.com
(Brasil)
 

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

20:33:00

Potencializando a Hipertrofia Muscular



Para que o processo de aumento da massa muscular ocorra com eficiência não basta oferecer o estímulo do treinamento físico. Também é necessário manter o organismo em situação metabólica favorável. Esta situação é a predominância do anabolismo sobre o catabolismo ou seja, das reações de síntese sobre as reações de degradação de matéria. Quando ocorre mais anabolismo do que catabolismo o balanço nitrogenado torna-se positivo, com retenção de nitrogênio e aumento da massa muscular. O nitrogênio é utilizado nessa situação como um marcador na proteína, e quando o seu balanço está positivo, indica que está havendo incorporação de proteína alimentar em tecido orgânico, na sua maior parte, músculo esquelético. As drogas anabolizantes agem positivando o balanço nitrogenado, explicando o seu efeito sobre a massa muscular. Devido aos inconvenientes de seu uso, é importante que sejam divulgadas outras formas de estimular o anabolismo e reduzir o catabolismo.

Os mais importantes hormônios anabolizantes do organismo são a testosterona (hormônio sexual masculino), produzido pelos testículos, o GH (hormônio do crescimento), produzido pela hipófise, e a insulina, produzida pelo pâncreas. A testosterona é estimulada pelos exercícios, principalmente pelos exercícios de força, e pela ingestão adequada de gorduras, visto que este hormônio é sintetizado a partir do colesterol. O GH é um hormônio sintetizado a partir de aminoácidos, sendo estimulado pela proteína alimentar, e também pelo treinamento, em particular pelos exercícios de força. Durante o sono também ocorre liberação de GH, sendo assim importante o descanso adormecido para o esportista. A insulina também é sintetizada a partir de aminoácidos e é estimulada pela ingestão de carboidratos. Recentemente se demonstrou que a maior produção de insulina decorrente da ingestão freqüente de carboidratos ao longo do dia consegue aumentar a síntese protéica, aumentando a positividade do balanço nitrogenado.

Assim sendo, para estimular ao máximo o anabolismo devemos treinar com pesos, descansar o mais possível, ingerir proteínas em quantidades adequadas (cerca de 2 gramas por quilo por dia), não restringir totalmente as gorduras da alimentação, e ingerir carboidratos várias vezes por dia. Pode ser oportuno lembrar que nas duas horas após os exercícios a ingestão de carboidratos é particularmente importante devido à facilitação metabólica para a síntese de glicogênio.

O catabolismo muscular ocorre em toda situação de estresse orgânico ou emocional devido ao aumento da produção de cortisol, hormônio da glândula supra-renal. As pessoas tensas e angustiadas produzem maiores quantidades de cortisol durante todo o dia. Durante os exercícios também ocorre grande aumento na produção de cortisol. Também contribuem para a degradação de tecido muscular a desidratação dos músculos durante os exercícios, e o aumento da concentração de amônia decorrente das reações químicas que liberam energia a partir da molécula de ATP.

Para reduzir o catabolismo devemos procurar manter as emoções sob controle e realizar treinos curtos. Dessa forma a desidratação e a produção de cortisol e de amônia não serão excessivas. Recentemente foi verificado que a creatina é uma substância que pode favorecer o aumento de massa muscular. Entre as hipóteses para explicar esse efeito estão o já documentado efeito ergogênico dessa substância (imagina-se que treinos mais pesados devem estimular mais hipertrofia), o aumento da hidratação dos músculos, e a redução de amônia devido à maior disponibilidade de ATP. Outra substância que talvez favoreça a redução do catabolismo é a glutamina, devido ao seu efeito de neutralizar quimicamente a amônia, e por também estimular a hidratação dos músculos. No entanto, apesar da situação promissora, a utilização de creatina e glutamina com o objetivo de estimular a massa muscular ainda está em fase experimental, e as doses e esquemas de administração atuais são totalmente empíricos. Um esquema coerente com a fisiologia, embora de eficácia ainda não estabelecida, é a utilização antes do treino de duas ou três gramas de creatina e a mesma quantidade de glutamina; após o treino, duas gramas de glutamina, e mais duas tomadas de uma grama de glutamina a cada 3 ou 4 horas.

Considerando todos os aspectos anteriormente abordados podemos verificar que existem muitas atitudes a nível de treinamento, alimentação e suplementação que podem e devem ser tentadas para maximizar o aumento da massa muscular. A compreensão e dedicação à essas condutas talvez possam trazer muito progresso em termos de massa muscular, e mesmo para os mais ambiciosos atletas, podem ser alternativas seguras para as perigosas drogas anabolizantes.

Dr. José Maria Santarem

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

15:28:00

Como preparar um treinamento de salto ornamental


O salto ornamental é um esporte em que consiste em um atleta pular de uma plataforma ou trampolim em direção a água, executando manobras plásticas junto com uma capacidade comum do ser humano, que é o ato de saltar. É um esporte extremamente técnico, já que o que ele realmente procura, é a perfeição nos movimentos humanos, sendo que todo movimento é analisado por uma banca de jurados especiais.
Para se efetuar uma boa série de treinamentos nesse esporte, são necessários uma série de fatores e uma boa preparação é fundamental para um trabalho bem feito.

Instruções

1 Primeiramente, deve haver alguns horários estipulados para os treinos, lembrando que para um atleta alcançar um elevado nível, é importante que haja ao menos 4 dias de treino durante a semana, com uma carga horária de no mínimo doze horas no total.

A alimentação é um quesito importante para o atleta, é papel do treinador estipular o que o atleta pode comer e quando, lembrando que carboidratos são essenciais antes do treino, mas nada em excesso.

Preparação física é um quesito que deve ser levado em consideração também, já que para o atleta conseguir mostrar seu máximo potencial, é importante que ele tenha um físico apto para tal. Academia é importante, frisando partes especificas do corpo como pernas e braços, que são largamente utilizados.

2 Assim como a parte física, a mental é extremamente cobrada, já que existe muita pressão nesse esporte por parte dos jurados, sendo assim, é importante que o atleta consulte um psicólogo caso seja necessário ao menos uma vez ao mês.

Os treinos são importantíssimos, mas assim como a parte psicológica, é necessário fazer o atleta entender que sua vida não é apenas o esporte, e é importante fazer com que ele não abandone sua vida social por causa da prática.

Para um treinador, é importante que ele mostre que o atleta é capaz, por isso, a motivação é algo que deve ser expressa em cada frase, mantendo a confiança intacta.
Um treinador não deve abusar do limite físico do atleta, mas para ele não abusar, ele deve conhecer o atleta ao máximo, sendo assim, entra mais um quesito que o conhecimento do atleta para que, junto com o treinador, ambos alcancem seus reais objetivos.

3 O Treinador é o principal motivador do atleta, lembrando disso, é também papel dele colocar um objetivo na cabeça do atleta, para que ele tenha algo para se buscar.
É importante que o treinador tenha um plano de treino, abusando em cada parte do período, uma parte que o atleta precise melhorar, e sucessivamente, aumentar a intensidade dos treinos, para que a cada passar de datas, o atleta progrida e sucessivamente seja um atleta mais completo.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

10:13:00

Treinos de corrida iniciante, intermediário e avançado


Treinos de corrida iniciante intermediário e avanç

Ela também oferece uma variedade enorme de percursos com subidas e descidas que ajudam a adaptar o seu treino ao seu nível de condicionamento físico.

Mas correr na rua também oferece alguns riscos como tomar cuidado com o trânsito, faróis, poluição dos carros, terreno em desnível e com possíveis buracos.

Muitas pessoas optam por correr em parques onde não há movimento de carros, mas em termos de poluição, sabemos que as árvores liberam a noite, todo o gás carbônico sugado durante o dia. De qualquer forma ainda é melhor correr em parques do que em ruas com grande movimentação.

Tome sempre cuidado com a hidratação, aquecimento, alongamento e roupas apropriadas para a atividade.

Não se exceda. Respeite o seu limite e faça um treino bem orientado e de acordo com a sua condição física.

Veja abaixo algumas sugestões de treinos: Iniciante, Intermediário e Avançado.

Iniciante:

3x por semana em dias alternados

2 semanas, sendo:

2 minutos caminhando, 1 minuto correndo alternadamente por 30 minutos.

2 semanas, sendo:

2 minutos caminhando 2 minutos correndo por 40 minutos.

2 semanas, sendo:

5 minutos caminhando, 5 minutos correndo por 40 minutos.

2 semanas, sendo:

1 minuto caminhando, 5 minutos correndo por 36 minutos.

2 semanas, sendo:

5 minutos caminhando 10 minutos correndo por 45 minutos.

2 semanas, sendo:

5 minutos caminhando 20 minutos correndo.

2 semanas, sendo:

30 minutos correndo em terreno plano.

30 minutos correndo em terreno variado.

Intermediário:

4x por semana em dias alternados

2 semanas, sendo:

30 minutos (primeiro dia), 40 minutos (segundo dia da semana), 40 minutos (terceiro dia da semana), 50 minutos no plano (quarto dia da semana).

2 semanas, sendo:

30 minutos, 40 minutos, 40 minutos, 50 minutos em terreno variado.

2 semanas, alternando o ritmo: trote, moderado e forte por 30 minutos.

2 semanas, alternando o ritmo por 40 minutos.

2 semanas alternando plano e ladeira por 40 minutos.

Avançado:

4x por semana em dias alternados

2 semanas, sendo:

40 minutos, 50 minutos, 50 minutos, 10 km.

2 semanas, sendo:

50 minutos no plano, 50 minutos em terreno variado, 60 minutos no plano, 10 km.

2 semanas, sendo:

40 minutos em ladeira, 50 minutos alternando o ritmo, 10 x 400 m (tiros) velocidade alta e recuperação na volta, 12 km.

2 semanas, sendo:

40 minutos em ladeira, 50 minutos alternando o ritmo, 10 x 800 m (tiros) velocidade alta e recuperação na volta, 12 km.

2 semanas, sendo:

60 minutos em terreno variado, 40 minutos em ladeira, 10x 1100(tiros), 12 km.

Faça um trabalho de fortalecimento muscular com musculação 3x por semana e muito alongamento antes e depois dos exercícios. Se possível, faça aulas de alongamento 2x por semana.

Por:
Valéria Alvin Igayara de Souza
CREF 7075/ GSP - Especialista em treinamento.


quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

10:04:00

Treinamento do Nado Peito

Nado Peito é um dos quatro estilos competitivos. É também um valioso estilo de sobrevivência. Ao nadar o nado peito, o nadador está de frente na água e as ações de braço e perna são simétricas. O nadador inspira no início de cada braçada.
 
Nado Peito é o único estilo competitivo em que o retorno do braço é condusido sob a água e em que uma grande quantia de resistência frontal é experimentada. A ação do braço é um movimento para fora, movimento para baixo e movimento para cima com retorno em uma posição alongada.
 
A batida de perna do nado peito é provavelmente a mais difícil de todas as pernadas para os nadadores dominarem e pode levar algum tempo. A ação da perna é simultânea e às vezes é descrita como "chicotada". Além da respiração, a sincronia correta dos braços e pernas é muito importante.
 
Nadadores são estimulados a desenvolverem boas habilidades de alongamento ao realizarem o estilo peito e viradas e chegadas corretas precisam ser reforçadas. O ensino de uma "braçada parcial" nas etapas de início e virada da natação é muito importante.
 

Ensinando Nado Peito — Batida de Perna

Pratique a batida de perna do nado peito no deque da piscina
 
Pontos de Ensino
  1. Nadador fica com o rosto para baixo no deque da piscina.
  2. As pernas estão totalmente alongadas e tornozelos juntos, dedos apontados.
  3. Puxe os calcanhares para cima em direção aos glúteos.
  4. Vire os dedos do pé para fora.
  5. Mantenha os calcanhares mais ou menos ma mesma direção dos quadris.
  6. Chute para trás.
  7. Finalize com os dedos apontados.
 
 
Pratique a batida de perna do nado peito na borda da piscina
 
Pontos de Ensino
  1. Faça o nadador sentar na borda da piscina com as pernas juntas, calcanhares na parede.
  2. Nadador vira o pé para fora, fazendo um formato em "V" — dorsi-flexionado.
  3. Mantendo os joelhos juntos, mova os calcanhares pela parede.
  4. Faça os nadadores baterem as pernas — "chicotar" — até ambos os pés estarem alongados na frente, dedos apontados para cima.
  5. Retorne os calcanhares para a parede.
 
Dicas de treinamento
  • Quando o nadador estiver sobre sua barriga no deque da piscina, isto evitará que os joelhos subam sob a barriga.
  • Inicialmente, você pode ter que segurar os pés para que os dedos fiquem flexionados; traga os calcanhares até os glúteos.
  • Ajude o nadador a manter um ângulo de 90 graus nos joelhos.
 
 
Pratique a batida de perna de nado peito enquanto está na água
 
Pontos de Ensino
  1. Em pé com água na altura do peito, agarre a lateral da piscina, no nível da água se possível.
  2. Segurando na lateral da piscina, alongue o corpo para a posição frontal.
  3. As pernas estão alongadas, joelhos e pés juntos.
 
 
 
  1. Leve os calcanhares até os glúteos.
  2. Vire os pés para fora, com calcanhares quase da mesma altura dos quadris.
 
 
  1. Chute para trás, mantendo os calcanhares próximos à superfície da água.
 
 
08:08:00

Fazendo o treinamento de velocidade



É genético, não tenha dúvidas. A pessoa nasce rápida, veloz,  é primariamente determinado pelo seu DNA. Agradeça seu pai e mãe pelo presente de Fibras Rápidas (TIPO II) ou a falta delas. Isso significa que aqueles quem não foram assim tão favorecidos geneticamente devam desistir? De fato não. Apesar da genética ser o fator primário no desempenho de velocidade, ainda existem diversos outros fatores que podem aumentar seu potencial de velocidade. Técnica, tempo de reação, taxa de desenvolvimento de força, aceleração, força e potência muscular são variáveis que elevam a velocidade ao máximo.

A não ser no esporte, ser rápido não tem tanta importância. Claro que velocistas como Michael Johnson devem ser rápidos para vencer. Mas Michael Jordan também deve correr rápido para ganhar. Não nos esqueçamos dos jogadores de futebol americano, baseball, futebol,… Escolha um esporte, e eu aposto na velocidade como fator determinante. Como esses atletas treinam de maneira diferente das tradicionais séries de musculação que encontramos em diversas revistas e publicações da mídia? Pense em especificidade. Especificando, pense em utilizar movimentos no treino que estão em proximidade com a corrida, e execute esses movimentos de maneira que atinja as demandas energéticas apropriadas para seu esporte. Focalize o treino nas suas fibras rápidas e deixe as fibras lentas pra lá! Seja específico a velocidade.

Correr na esteira ou pedalar na bicicleta de spinning são excelentes atividades físicas, mas não te acrescentam em nada em melhorar sua velocidade de corrida. Se você quer correr rápido, então corra rápido. Utilize o movimento que mais se assemelha a sua atividade que queira melhorar. Outras atividades como pedalar não tem tanta transferência para a velocidade da corrida como correr propriamente. Na academia isso significa sair do banco de supino e ir pro rack de agachamento. Correr é primeiramente extensão do quadril. Agachamento é primeiramente extensão do quadril. Para ser mais específico você pode agachar uma perna por vez. O melhor jeito de fazer isso é segurando um par de halteres nas mãos e subindo num step ou banco. O afundo também pode ser usado como exercício para a corrida, mas costuma ser menos explosivo. Para imitar a ação explosiva da extensão do quadril da corrida, tente exercícios como o arremeso do levantamento olímpico saindo com a barra do solo. Faça uso do levantamento Stiff para os músculos posteriores e exercícios de abdominal para força e estabilidade do tronco. é disso que se trata a especificidade mecânica.

A especificidade metabólica é o próximo passo para maximizar o desenvolvimento da sua velocidade durante os treinos. Seu corpo tem 03 fontes de produção de enegia: sistem ATP-CP, metabolismo glicolítico e o oxidativo. O sistema ATP-CP fornece energia rapidamente e predominantemente em atividades de até 10s de duração. Por que um atleta querendo desenvolver a velocidade em modalidades que tenham corridas intensas e mudanças de direção (como futebol, basquete, baseball…) faz corridas extensas ′aeróbicas′ como correr 10 km? Não deveria. Isso vai contra a especificidade metabólica. Treine o sistema energético específico do seu esporte. A maior distância a ser percorrida no futebol é 100m, que deve durar menos de 15s. Quando treinando pra melhora a velocidade ou aceleração, utilize distâncias e tempos iguais ou menores ao seu esporte. A tabela 01 abaixo explica isso.

O terceiro modo de melhorar sua velocidade é treinar focalizado na suas fibras rápidas. Essas fibras são estimuladas por atividades de alta intensidade e curta duração. Treinamentos com pesos de alta intensidade e repetições de sprints curtos irão estimular corretamente essas fibras. Igualmente importante é não estimular as fibras lentas ao mesmo tempo. Essas fibras não ajudam a melhorar a velocidade. Fazendo grandes séries de repetições (15 ou mais) ou correndo grandes distâncias corre-se o risco de converter as fibras rápidas intermediárias em lentas. Sendo isso um modo de diminuir sua velocidade.

As tabelas a seguir são um exemplo de um programa de 6 semanas para aumentar a velocidade. Pra cada modalidade deve-se variar as distâncias percorridas. Nesse exemplo utilizei uma distância intermediária (50m) como distância objetivo. Faça um teste antes e após e veja o quão rápido você ficou.

Com ajuda daqui

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

15:36:00

Futsal como formador de atletas de futebol

Para Fonseca (2007), cada vez mais o Futsal tem sido apontado como importante fator de contribuição nos trabalhos de formação de jogadores de futebol. Para autora o Futsal é um diferencial na aquisição e no desenvolvimento das habilidades motoras, na tomada de decisão, nas movimentações de curta e rápida mudança de direção. Neste sentido foi adaptado de (MULLER ET AL, 1996; FREIRE E SCAGLIA, 2003), as estruturas funcionais dos jogos coletivos para demonstrar a contribuição do futsal para o futebol.

O Regulamento – No futsal o contato corporal é limitado pelo número de faltas, pois a partir da sexta falta coletiva, a equipe sofre um tiro livre direto da linha dos dez metros (SANTANA, 2004). Neste sentido os atletas de futsal têm que realizar a marcação com maior prudência, não realizando faltas desnecessárias e procurando sempre desarmar na bola o adversário. Já no futebol por não existir este regulamento, observamos muitas vezes, faltas desnecessárias perto da área (DRUBSCKY, 2003).

A Técnica – No futsal o adversário fica muito perto, os espaços são pequenos, os atletas devem utilizar-se da habilidade para desvencilhar-se com êxito das situações problema (NAVARRO; ALMEIDA, 2008). Os fundamentos técnicos também são utilizados constantemente nas tomadas de decisões, e os gestos motores são de grande velocidade e intensidade (BALZANO, 2007). No futebol a utilização da técnica esta interligada ao piso irregular e a bola mais leve. A velocidade e a intensidade do gesto motor são mais lentas neste esporte (LEÃES, 2003).


O Espaço – No futsal são dez jogadores e um espaço pequeno, a muita intensidade nas mudanças de ataque e defesa (jogador universal) e o piso deixa o jogo mais rápido em relação ao futebol. Neste sentido o atleta de futsal deve estar mais atento às ações do jogo, percebendo e antecipando os lances com mais frequência e velocidade (SAAD, 2002). Aproveitando-se também das mudanças de direção (fintas) da corrida para ganhar espaço. Mudanças de direção (fintas), observadas no futebol de campo apenas nas bolas paradas (PAOLI, 2005).


O Tempo – No futsal o atleta deve cobrar lances de bola parada e controlar a bola na sua área de meta em quatro segundos (NAVARRO; ALMEIDA, 2008). Desta forma o jogador de futsal deve tomar decisões, antecipar os lances, perceber as ações dos adversários e ler o jogo, com mais velocidade. Outro aspecto importante no futsal é a penalização pelo jogo passivo (não atacar), no futebol a posse de bola pela equipe que está ganhando é muito importante, pois desta maneira o adversário não recupera a posse de bola para tentar um novo ataque (MAYER, 1996). Neste sentido o atleta de futsal condicionado a jogar rápido, pode levar vantagem na movimentação e na troca de passes para manter a posse de bola no futebol.

A Comunicação motora – O futsal sendo um jogo tático de mudanças constantes de ataque e defesa faz com que o jogador conviva nos treinos e jogos, com sinais, gestos, símbolos com muita frequência, aprimorando a leitura motora e visual dos adversários e colegas (SAMPEDRO, 1997). Desta forma, o atleta de futsal pode chegar com um conhecimento tático que pode contribuir na sua adaptação ao futebol.

A Estratégia/tática – O futsal é um desporto com ênfase no sentido estratégico e com mais ações táticas individuais, grupais e coletivas entorno da bola e quadra (LOZANO CID, 1995). Seus atletas estão habituados com processo tático, desde as categorias de base (FONSECA, 2007). Neste sentido, a bagagem tática dos jogadores de futsal pode ser muito relevante e útil na condução do jogo de futebol. Pois segundo Luxbacher (1999), o treino de futebol não é tão exigente neste quesito, principalmente nas categorias amadoras.

Retirado daqui

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