quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Métodos de treinamento para flexibilidade






As principais técnicas de alongamento variam em alongamento passivo ou estático, balístico e modalidades que utilizam facilitação neuromuscular proprioceptiva (FNP). Muitos estudos observaram as diferenças entre essas técnicas, mas a maioria deles demonstra vantagem no ganho de amplitude do movimento para as técnicas de alongamento que utilizam FNP (FUNK et al., 2003).


O treinamento da flexibilidade pode ser feito na forma submáxima (alongamento) ou máxima (flexionamento), sendo esta última subdividida em métodos estático, dinâmico ou Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva (FNP) (GALDINO et al., 2005).


Alguns termos são usados no que se refere à flexibilidade, na qual o trabalho pode ser realizado de forma máxima e submáxima, apresentando diferenças em nível conceitual, metodológico e fisiológico. Desta forma alongamento é considerado termo adequado para representar o trabalho submáximo e o neologismo flexionamento para o trabalho máximo (DANTAS, 2005).


Alongamento Estático Submáximo
Alongamento estático submáximo, na forma de estiramento passivo, sustentando a posição por seis segundos, até o ponto de leve desconforto, com intervalo de cinco segundos entre as séries (CÉSAR et al., 2008).


Flexionamento
O estímulo de Flexionamento será aplicado de acordo com o protocolo, na posição de flexão do quadril com joelho em extensão, sendo os movimentos realizados lentamente até o limite normal do arco articular, em seguida aplica-se força suavemente além deste limite, aguardando aproximadamente 6 segundos e realizar novo forçamento, procurando alcançar o maior arco de movimento possível, que deve ser mantido por 10 segundos (DANTAS, 2005) . As rotinas devem são repetidas 3 vezes, com intervalo de aproximadamente 5 segundos entre as séries (GALDINO et al., 2005).


Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva (FNP)
Em geral, os métodos de flexibilidade ultilizando-se da FNP, combinam com a contração e relaxamento alternados dos agonistas e antagonistas (Adler et al.,1999).
A base pôr alongamento FNP e teorizada por haver inibição neurológica, reduzindo atividade reflexa (reflexo miotático), promovendo maior relaxamento e a resistência diminui para alongar (Huntt 1993).
1) Padrão de facilitação neuromuscular proprioceptiva com contração-relaxamento. A parte corporal é movimentada passivamente pelo terapeuta até ser percebida uma limitação. O paciente realiza uma contração isotônica através do padrão agonista (tentando aumentar a amplitude ativamente). O terapeuta aplica um alongamento passivo para o padrão agonista até a limitação.

2) Padrão de facilitação neuromuscular proprioceptiva com manutenção-relaxamento. A parte corporal é movimentada passivamente pelo terapeuta até o limite articular. O paciente realiza uma contração isométrica para o padrão antagonista. O terapeuta aplica um alongamento passivo para o padrão agonista até a nova limitação articular.

3) Contração relaxamento contração agonista. O paciente realiza o alongamento prévio passivo, seguido de uma contração isométrica submáxima do grupo muscular alongado (o companheiro faz a força contraria para torna-lá isométrica). Após esse procedimento o exercitante faz uma contração concêntrica do grupo muscular oposto ao alongado (tentando reduzir a amplitude do movimento ativamente), onde o companheiro inverte o ponto de resistência do alongamento, tornando a contração isometrica. Procede a uma nova amplitude de movimento para permanecer em alongamento.
Alguns movimentos utilizados nas condições de alongamento e FNP para membros inferiores são descritos a seguir:
a) Flexão do quadril (FQ) com o joelho estendido – o indivíduo posiciona-se em decúbito dorsal com as mãos apoiadas lateralmente ao tronco e a perna esquerda estendida. Com a perna direita do testando estendida, o avaliador realiza FQ, apoiando a perna esquerda, evitando assim, a elevação da mesma e, consequentemente, do quadril;
b) Flexão dorsal do tornozelo (FD) – o posicionamento é em decúbito dorsal, com as mãos apoiadas lateralmente ao tronco. Com a perna direita do testando estendida, o avaliador realiza FD;
c) Flexão do joelho (FJ) – o indivíduo posiciona-se em decúbito ventral, com as mãos afastadas lateralmente o tronco e a perna esquerda estendida. Na avaliação é realizada FJ, firmando o quadril, de forma a evitar a elevação do mesmo.


REFERÊNCIAS

DANTAS EHM. ALONGAMENTO E FLEXIONAMENTO. 5ª ed. Rio de Janeiro: Shape; 2005.

GALDINO LAS, NOGUEIRA CJ, CÉSAR EP, FORTES MEP, PERROUT JR, DANTAS EHM. Comparação Entre Níveis de Força Explosiva de Membros Inferiores Antes e Após Flexionamento Passivo. Fit Perf J. 2005; 4(1):11 – 1

FUNK DC, SWANK AM, MIKLA BM, FAGAN TA, FARR BK. Impact of prior exercise on hamstring flexibility: a comparison of proprioceptive neuromuscular facilitation and static stretching. Journal of Strength and Conditioning Research. 2003; 17(3):489-492.

CÉSAR, E. P. et al. Modificações agudas dos níveis séricos de creatina quinase em adultos jovens submetidos ao trabalho de flexionamento estático e de força máxima. Revista de Desporto e Saúde, Santa Maria da Feira, v. 4, n. 3, p. 49-55, 2008.

J.BRENT FELAND, J.W.MYRER AND R.M. MERRILL, Physical Therapy in Sport (2001) 2, 186-193


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