segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

14:17:00

Como fazer a avaliação física inicial para Treinamento em Esportes


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A avaliação física para começar qualquer tipo de treinamento em esportes é importantíssimo. Trata-se de uma bateria de exames que irá fazer uma espécie de raio-X do seu condicionamento físico e detectar características importantes como frequência cardíaca, resistência física, condicionamento muscular e quantidade de gordura, entre outros aspectos. Os testes são fundamentais para proteger a saúde do aluno e apoiar o trabalho do treinador. Quanto maior o número de informações, mais personalizada será a planilha de treinos.

Com os dados em mãos, os exercícios podem ser prescritos de acordo com a capacidade individual de cada um, fazendo com que a evolução e os efeitos do treino sejam monitorados com segurança e eficiência. A avaliação física pode ser feita tanto na própria academia, por um profissional especializado, em laboratórios clínicos ou com o seu médico. Veja abaixo, os procedimentos que vão fazê-lo render muito mais e colher os resultados esperados.

Anamnese
É o momento do bate-papo com o treinador ou com o médico. Um bom teste deve começar com uma boa anamnese, que é um questionário de perguntas chaves feito para rastrear o estilo de vida e ficha médica do aluno, como hábitos alimentares, doenças hereditárias, alergias, peso, altura, medicamentos que toma e cirurgias que já fez. Ele serve como instrumento de triagem para a indicação da realização do tipo de avaliação física a ser aplicada. Se há hipertensos na família, provavelmente será pedido um exame mais detalhado de frequencia cardíaca.

Bioimpedância
O exame vai fazer um levantamento da quantidade de gordura e água no seu organismo a partir de eletrodos grudados em pontos estratégicos do corpo. Outra alternativa ao método é o teste chamado de dobras cutâneas, que usa um adipômetro, uma espécie de pinça gigante. Com o aparelho em mãos, o médico ou o professor de educação física belisca sua pele, descobrindo quanto existe de gordura em cada região do corpo (pernas, braços, costas e abdômen, por exemplo). Com esses números, podemos saber onde focar o treino e onde há mais necessidade de perda de gordura e ganho de músculos. O ideal é contar com o instrumento a partir dos 17 anos de idade antes disso, o corpo ainda está em formação e as medidas variam muito.

Teste neuromuscular ou Resistência Muscular Localizada (RML)
A partir dele, seu treinador vai identificar a resistência física de grandes grupos musculares. Exercícios, como flexões, abdominais e agachamentos, são repetidos em máxima velocidade durante 1 minuto.

Avaliação postural
Através de fotografias ou de um raio-X, feitos por um ortopedista, verifica-se a existência de anomalias na estrutura do esqueleto, como problemas na coluna ou até desvios nos joelhos e pés. Sua principal função é evitar a sobrecarga óssea e possíveis fraturas.

Teste de flexibilidade
Sentado, com as pernas esticadas, você irá estender seus braços o máximo que puder até alcançar uma espécie de régua, conhecida como tábua de Wells, na marca limite que irá testar a flexibilidade de seu corpo. Se estiver muito enferrujado, são indicadas doses extras de aulas de alongamento, pilates e ioga que esticam os músculos. O teste também pode ser feito em pé, usando um banco no lugar da tábua.

Ergoespirometria
É usada uma máscara, que abrange boca e nariz, para medir a quantidade de oxigênio que é absorvida pelo nosso organismo durante os exercícios físicos e definir o limiar anaeróbio (índice que demonstra a quantidade de ácido lático nos músculos). Quanto maior for à resistência cardiorrespiratória, melhor será o desempenho do aluno em exercícios como andar, correr, pedalar e nadar, por exemplo.

Teste de eletrocardiografia
É indicado, principalmente, para pessoas com vida sedentária, que estão acima do peso e que têm histórico de doenças, como o diabetes e hipertensão, na família. Executado por um cardiologista, o eletrocardiograma permite conhecer o esforço que o coração consegue atingir, sem chegar a uma sobrecarga. A análise é fundamental para que o professor defina a intensidade dos exercícios e respeite os limites do aluno.

 Vale ressaltar que uma rotina de exercícios eficaz é aquela que é combinada corretamente com a duração e intensidade dos esforços que a atividade exige, levando em consideração as condições e necessidades de cada um diagnosticadas na avaliação

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

16:16:00

Dicas para um melhor rendimento físico no basquete

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O basquete é um jogo dinâmico, que jogado sem substituições, precisa de um grande esforço do praticante,

Por isso, é essencial ter um bom preparo físico. Complemente o treino de basquete com um treino aeróbico (corrida, esteira ou bicicleta na academia, entre outros) para ficar com bastante fôlego na hora do jogo ou do treino.

O treinamento de musculação deve ser feito da seguinte forma: treinamento de força, para os membros superiores como bíceps, tríceps, peitorais e ombros. E treinamento para maximizar a resistência e a potência muscular dos membros inferiores, como glúteos, panturrilhas e músculos das coxas.

Lembre-se de que o jogador de basquete precisa ter muita impulsão na hora do jogo, portanto a manutenção do peso é muito importante. Um atleta acima do peso ideal terá sua impulsão e seu rendimento bastante prejudicados durante o jogo. Por isso, mantenha uma dieta equilibrada e balanceada.
16:16:00

Valências físicas no Futebol

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Em equipes não profissionais a preparação física e muito difícil de ser treinada, pois não existe período entre treinos e os atletas não têm responsabilidade alguma em questão do treinar.

No treinamento físico do futebol são treinadas diversas valências que são utilizadas no jogo em si:

Resistência: É a qualidade física que permite ao corpo suportar um esforço de determinada intensidade durante um certo tempo. A resistência apresenta-se de três formas:

Resistência Aeróbia: É aquela cuja principal característica e apresentar uma intensidade pequena e um volume grande, ou seja, um longo tempo na execução da atividade. É de manifestação global no organismo.

Resistência Anaeróbia: É aquela observada na realização de exercícios de alta intensidade e, por conseqüência de pequena duração. Ocorre também de forma sistêmica.

Resistência Muscular Localizada (RML): Observa-se ao nível muscular ou de grupo muscular e refere-se a capacidade deste grupo ou músculo de suportar repetidas contrações.

Força Dinâmica: Tipo de qualidade na qual a força muscular se diferencia da resistência, produzindo movimento.

Força Estática: Ocorre quando a força muscular se igual a resistência, não havendo, Por tanto, movimento.

Força de Explosão (ou Potencia): É a conjugação de força e velocidade; pode-se apresentar como predominância de força, ou com predominância de velocidade. Não e classificada como qualidade física derivada, por apresentar especificidade na metodologia de treinamento. Tem uma participação tão importante nos desportos que habilita a ser considerada dentre as qualidades de forma física.

Velocidade de Reação: Observada entre um estimulo e resposta correspondente (Exemplo: tiro e partida).

Velocidade de Movimento: Expressa pela rapidez da execução de uma contração muscular.

Equilíbrio Dinâmico: Aquele que é mantido durante o movimento

Equilíbrio Estático: É observado em repouso

Equilíbrio Recuperado: É o que se situa no ponto em que ocorre a transição entre o repouso e o movimento, ou movimento e repouso.

Descontração Total: Quando o relaxamento da musculatura esquelética acontece de forma global.

Descontração Diferencial: Quando o relaxamento da musculatura ocorre durante o movimento. Nesta situação pode-se observar o músculo agonista realizando um trabalho, ao passo que o antagônico se encontra descontraído. Essa qualidade física é, basicamente, fruto de uma conscientização motórica.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

12:21:00

Treinar significa também descansar

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Hoje falaremos sobre a importancia do descanso para quem algum tipo de treinamento esportivo/atividade física. Existe um fator muito importante que, por muitas vezes, atletas e praticantes de atividade física em geral ignoram que seja tão relevante. Trata-se do descanso. É preciso ressaltar que não é o quanto mais treinamos que se expressa em melhores resultados e, sim, o quanto melhor treinamos (organizamos a rotina da prática de atividade física). E isso está diretamente relacionado à pausa.

A superação é o ponto de partida para obtermos resultados significativos. No entanto, vale a pena alertar, já que muitas pessoas não sabem: os ganhos reais ocorrem no descanso, e não nos treinos. Com a parada adequada, em combinação com uma boa série de treinamentos e uma alimentação regrada, você otimiza seus esforços produzindo resultados excelentes.

Isso não significa que você deve ficar dormindo e parar tudo, mas que deve achar o equilíbrio na sua rotina de treinamento, incluindo o descanso necessário em sua lista de tarefas. O foco deve ser na qualidade, e não na quantidade.

Não se sinta culpado. Descansar e se recuperar não são sinônimos de falta de treinos. Se você se exercitar no limite de sua aptidão, todos os dias, corre grande risco de entrar em over training. Isso pode fazer com que sua energia diminua consideravelmente, que você se sinta cansado e até agravar o risco de lesões. Se você quer aumentar a produtividade de seu treino, inclua o descanso ideal na rotina de suas atividades.

Para quem pratica atividade física todos os dias, independentemente de qual seja, procure reservar ao menos um dia de descanso total em cada semana. E é muito relevante para a saúde física e mental. Não devemos deixar de enfatizar que é importante variar os exercícios da sua rotina de treinos de tempos em tempos. Isso fará com que você não sobrecarregue as mesmas regiões.

Converse com o seu professor e veja se o tempo de pausa nas atividades está adequado com o seu treinamento.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

16:20:00

Considerações sobre o treinamento físico no Voleibol


http://imguol.com/2012/07/26/o-levantador-bruninho-faz-treino-fisico-nesta-quinta-feira-26-na-preparacao-da-selecao-masculina-de-volei-para-londres-2012-1343309334309_1920x1080.jpg

O voleibol é um esporte de ritmo extremamente rápido, no qual a bola permanece em jogo por períodos muito curtos de tempo, demorando apenas alguns segundos para cair na quadra, dependendo do gabarito, idade, sexo e homogeneidade dos jogadores. Da mesma forma, o intervalo de descanso entre cada jogada é geralmente muito curto, embora haja as pausas entre os sets somem intervalos de descanso periódico mais longos (9).

A execução de habilidades específicas, como a cortada, apóia-se quase que exclusivamente no metabolismo do fosfagênio devido seu período de duração extremamente curto e de intensidade muito alta. Enquanto, a movimentação geral do voleibol numa jogada utiliza uma combinação tanto do metabolismo aeróbico quanto do anaeróbico, dependendo da duração e intensidade do movimento. O desenvolvimento da força e potência musculares em velocidade de movimento extremamente rápidas e explosivas também são fundamentais para a boa execução de voleibol.

O desenvolvimento da força nas fibras musculares de contração rápida parece de particular importância à execução devido à velocidade rápida do movimento dos agrupamentos musculares das extremidades tanto inferiores como superiores. Além do mais, uma aceleração aprimorada também reduzirá o tempo de movimentação e, portanto, aumentaria à potência da cortada. A aceleração, por sua vez, pode ser aprimorada através de aumento de capacidade de produção de força e/ou redução da massa corporal. Finalmente, um aquecimento adequado pode reduzir o tempo de movimentação através da diminuição dos tempos de contração e de reflexo.

A composição corporal e a flexibilidade são dois outros importantes fatores fisiológicos fundamentais para a boa execução das diversas jogadas do voleibol. Os níveis ótimos de peso corporal sem-gordura (massa muscular), assim como do peso total (com gordura) são essenciais ao desempenho no voleibol. A hipertrofia da massa muscular através do treinamento de força aumentará as capacidades de produção de força do jogador e, conseqüentemente, aprimorará tanto a aceleração quanto a potência de suas jogadas 

Assim sendo, parece importante que os programas de condicionamento para jogadores de voleibol sejam elaborados e cuidadosamente monitorados para desenvolver níveis ótimos tanto de peso corporal sem gordura, através da hipertrofia muscular, quanto da força e potência musculares. Finalmente, os níveis de flexibilidade também aprimorarão o desempenho das jogadas, pois aumentos no percurso de movimento através da qual a força é aplicada vão aumentar a velocidade das jogadas. Acrescentam-se os exercícios de alongamento que melhorarão a flexibilidade servindo para prevenir as lesões musculares durante o desempenho do esportista.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

11:37:00

A fisiologia aplicada ao esporte e sua aplicação prática

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A formação da comissão técnica de uma equipe depende muito da modalidade, contudo, se torna imprescindível à presença de um treinador, um preparador físico e um psicólogo do esporte. Com relação à forma de trabalho dos treinadores ou da comissão técnica, tudo depende do equilíbrio entre conhecimento e infra-estrutura, não adianta uma equipe possuir a melhor tecnologia se não possui mão de obra capacitada para utilizá-la, o contrário também é verdadeiro, aquele treinador que obtém sucesso apenas com a disponibilidade de equipamentos sofisticados não interessará a uma equipe com infra-estrutura inferior.

Assim sendo, se torna imprescindível a qualquer profissional que atua no âmbito esportivo, conhecer as perspectivas e novidades existentes nesta área, e posteriormente, obter uma opinião crítica no que diz respeito à otimização do rendimento esportivo, bem como de sua interface com outras áreas de conhecimento.

Conhecer em detalhes a modalidade esportiva é dever do treinador que objetiva trabalhar com performance. A fisiologia do exercício pode ser definida como uma área que procura investigar como as estruturas e funções de nosso organismo se alteram quando realizamos o exercício agudo ou crônico, enquanto que a aplicação destes conhecimentos ao esporte, denomina-se fisiologia do esporte, uma subárea da fisiologia do exercício.

Uma das questões mais relevantes quando tratamos de estratégia de programa de treinamento está no conhecimento do esporte no qual se pretende trabalhar. Independente de ser individual ou coletivo, a determinação das características fisiológicas do esporte é fundamental para a padronização de um tipo de treinamento que abranja à demanda energética exigida na modalidade ou competição .

Atualmente, muitos parâmetros têm sido utilizados na avaliação, prescrição e determinação dos efeitos do treinamento aeróbio. Dentre os parâmetros que utilizam métodos diretos, destacam-se o limiar anaeróbio (Lan) e o consumo máximo de oxigênio (VO2max). O Lan ganhou destaque na área de treinamento esportivo devido, principalmente, ao rápido ajuste desse parâmetro frente a modificações do treinamento e à baixa correlação encontrada entre a quantificação do VO2max e a predição de performance aeróbia em competições.  Além disso, é um método mais fidedigno em relação à validade ecológica do teste e que apresenta menor custo operacional, quando comparado ao VO2max. Apesar de ser invasivo, tanto o volume de sangue coletado (25 µl por amostra), como a utilização de procedimentos simples de higiene e assepsia, excluem do teste pela lactacidemia qualquer risco à saúde de avaliadores e avaliados, o que normalmente conduz à aceitação de comitês de ética em pesquisa.

Uma tendência atual é a utilização dos parâmetros de avaliação, principalmente do Lan, para quantificar as cargas durante o treinamento, classificando o esforço em diferentes faixas de intensidade: aeróbia, que corresponde ao exercício prolongado de baixa intensidade, em estado estável; aeróbia-anaeróbia, que seria no limite do estado estável, tendendo ao débito de oxigênio; e em débito de oxigênio, com exercício realizado e ritmo intenso. Esta idéia é sem dúvida um grande avanço para quantificar melhor a intensidade para realização do exercício, tanto contínuo como intermitente.

, as informações acerca do estudo da fisiologia aplicada ao rendimento esportivo podem ser obtidas com extrema facilidade em bases de dados da internet. A criatividade e acima de tudo a tecnologia disponível nos centros de excelência de pesquisa em performance atlética permitem que os estudiosos da área desenvolvam equipamentos sofisticados capazes de simular uma competição e então verificar as respostas do corpo humano frente a uma situação de estresse que exige desempenho máximo. Contudo, existe uma diferença considerável entre o que se pesquisa e o que pode ser aplicável à prática.

    Apesar deste longo período de pesquisas e avanços científicos na área de treinamento, os profissionais que trabalham no âmbito esportivo ainda enfrentam dificuldades para maximizar as capacidades físicas, técnicas e táticas dos seus atletas.

Dentre os tópicos estudados na fisiologia aplicada ao desempenho atlético, destacam-se os procedimentos fisiológicos, físicos, táticos, técnicos, nutricionais (ergogênicos), biomecânicos, psicológicos e farmacológicos, que utilizados de forma separada ou em conjunto, são capazes de aprimorar a capacidade de realizar trabalho físico.

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Porém, a aplicação desses recursos não garante resultados positivos a todos os atletas, já que estes apresentam características fisiológicas, habilidades técnicas, comportamentos psicológicos e históricos de vidas diferentes. Mesmo sendo possível selecionar uma população de mesmo sexo, idade e aptidão física, e ainda, impor uniformidade de treinamento, moradia e dieta, numa tentativa de aproximar as características e eliminar ao máximo as diferenças individuais, ainda não seria possível, encontrarmos indivíduos com características genéticas e psicológicas idênticas.

 Embora, atualmente se conheça muito a respeito da importância da individualização da prescrição do treinamento para atletas de alto nível, devido à heterogeneidade intra-indivíduos, faz-se necessário uma reflexão crítica a respeito dos inúmeros estudos publicados e empregados em treinamento esportivo.

Com ajuda daqui


quarta-feira, 26 de novembro de 2014

07:58:00

Ciência moderna é capaz de criar superatletas

 
Zico, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e Kaká fazem parte de uma extensa lista de jogadores talentosos transformados em superatletas pela ciência moderna. Neymar é o caso mais recente e levanta uma questão: qualquer atleta pode passar por esse processo de transformação? "O indivíduo pode ser treinado e virar um bom atleta. Se tiver a característica genética ideal, vira um superatleta", diz Bruno Mazziotti, fisioterapeuta do Corinthians que tem no currículo trabalhos reconhecidos com Ronaldo e Pato.

Nos anos 1970, a ciência adicionou força e resistência ao imenso talento de Zico

No futebol brasileiro, o primeiro modelo é Zico, ainda nos anos 1970. Ele chegou ao Flamengo com um enorme potencial, mas aos 15 anos tinha apenas 1,55m e pesava 37 quilos. A ciência surgiu para adicionar força e resistência ao talento do craque. "O desafio foi fazer a intervenção no momento correto, enquanto a natureza ainda permitia. E fizeram isso", analisa Turíbio Leite de Barros, médico fisiologista que criou o Reffis (Núcleo de Reabilitação Esportiva Fisioterápica e Fisiológica) do São Paulo.

Zico passou por correção postural e alongamento para reduzir a pressão dos músculos nos ossos e, com isso, ter o crescimento facilitado. Depois, passou por um ganho de peso controlado, para ficar forte sem perder as a habilidade. Aos 21 anos, o Galinho estava 17 centímetros maior e havia somado quase 30 quilos de massa muscular.

" O desafio foi fazer a intervenção no momento correto, enquanto a natureza ainda permitia"

No começo da carreira no São Paulo, Kaká também passou por uma transformação. Foram 10 quilos de massa muscular em mais em dois anos. "O jogo dele é baseado em arrancada em linha reta, por isso precisava muito do fortalecimento", lembra Turíbio, que acompanhou toda a mudança do meia. Mais forte, ele poderia ganhar potência e ainda se defender melhor e suportar os choques, sobretudo no mais físico futebol europeu.

Agora, neste Brasileirão, um dos jogadores que passa por um processo de transformação visível é Gabriel, do Flamengo. Com trabalho e alimentação, o meia já tem 11 quilos de massa muscular a mais em relação a 2013, quando chegou do Bahia.

O que também é fundamental para que a ciência transforme o craque em um supercraque é a idade. O trabalho deve ser feito, segundo especialistas, no momento da maturação, normalmente na transição da base para a categoria adulta, por volta de 18 anos, podendo durar até os 23 anos. Zico, Kaká, Ronaldo, Gabriel e companhia se encaixam nesse perfil. E esse fator pode dar a impressão de que os jogadores se desenvolvem mais na Europa do que no Brasil. Um erro.

"Os jogadores saem cedo do Brasil nessa fase de desenvolvimento e têm o ganho de massa quando atuam na Europa. Mas aqui acho que o trabalho é feito até com mais critério. Nós formamos os jogadores e os times da Europa vêm buscá-los aqui. Lá eles completam a formação", afirma Carlinhos Neves, preparador físico do Atlético-MG. "É importante desmistificar que só lá fora se desenvolve", completa.

No limite

Há um cuidado dos clubes para não passarem do ponto e deixarem os atletas fortes demais. De que ainda ganhar muita massa, ficar forte e se proteger dos choques, mas perder a habilidade? De acordo com os especialistas, é por isso que Neymar, aos 22 anos, está perto do limite para que o superatleta não vire um problema.
" O Neymar não pode ganhar 10 ou 12 quilos de massa"

"Os 4,5 kg de massa que ele ganhou foram para troncos e membros superiores. É um trabalho de fortalecimento para que ele tenha uma estrutura física com mais resistência", analisa Turíbio. "Mas ele é um jogador que depende demais de agilidade, e para ele não perder essa característica é importante ter um limite. Ele não pode ganhar 10 ou 12 quilos de massa", explica.

Respeitar o limite também ajuda a prevenir lesões, um risco quando há desequilíbrio no trabalho de força. "Se o trabalho se perde em alguma das diretrizes, seja no ganho de força, na fisioterapia ou na alimentação, pode ser que aconteça isso. Mas o ganho de massa e o ganho de força não estão ligados às lesões. Isso é totalmente um mito! Um trabalho bem feito afasta o risco de lesões", diz Mazzioti.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

15:38:00

O 'menos é mais' na preparação no Judô

Felipe Kitadai (BRA) durante as competições de Judô na Arena ExCel nos Jogos Olímpicos de Londres em 28 de Julho de 2012 em Londres, Inglaterra. Foto: Alaor Filho/AGIF/COB

Gosto quando um artigo/texto/post me provoca reflexão. E foi isso o  que esse texto aqui me provocou, sobre o preparação para competição no judô.

O Judô quando é praticado em nível competitivo pode exigir um preparo físico e psicológico enormes. É um dos esportes que mais pode necessitar de um ótimo condicionamento físico do atleta para manter um treinamento adequado visando às competições quer no Shiai ou no Kata.

Os atletas dedicados, constantes e bem orientados que suportarem o treinamento progressivo e bem planejado podem usufruir de muitas vantagens inerentes a essa prática como avanço de nivel e faixas, ttiulos nacionais e internacionais. Para isso, é preciso treinar para ter melhoria do condicionamento cardiovascular, mobilidade, flexibilidade, equilíbrio, velocidade, força isométrica, explosão muscular, resistência muscular aeróbia e anaeróbia, diminuição das taxas de açúcar,colesterol, triglicérides no sangue entre outros marcadores e muitas vezes se beneficiarem do bem estar da realização de um esporte que apreciem,bem como a redução do stress.

Quando o autor do texto falou que a grande sacada do treinamento para competição no Judô Master é: Menos é mais. Ou seja, diminuir o ritmo de treinos e dieta irreias ao tipo de situação é bem-vindo. Nesse período, o índice de lesões pode aumentar. O tempo relativamente curto de luta das competições dos Grand Masters pode ser um aliado, bem como um vilão. A manutenção do trabalho de base através de hipertrofia, isometria e alongamentos, caso a caso, pode prevenir lesões articulares e musculares, bem como proteger as lesões antigas, se houverem, e não deve ser negligenciado. Grandes grupos musculares podem necessitar de maior ênfase assim como antebraço, mãos, pés e panturilhas, pescoço. A adaptação do treinamento às necessidades da competição, nas vertentes de estratégia de luta, desempenho técnico, preparação física e emocional são fundamentais.

Não devemos esquecer que as avaliações médicas, nutricionais, dos professores de Judô, preparadores físicos e fisioterapeutas e psicólogos são de vital importância. Os atletas podem e devem se aproveitar de todas as suas vivências e sabedoria acumuladas ao longo dos vários anos de experiência no Judô, muitas vezes, e também deveriam ter fácil acesso às avaliações sugeridas acima, para treinar  e competir com o melhor desempenho possível associado ao mínimo nível de lesões.

A mudança de visão pode trazer benefícios para os atletas e potencializar os resultados de treinamento. Prestar atenção em fatores que podem ocasionar lesões ou diminuir o rendimento é obrigação do treinador. E acredito que começar a penar no 'menos é mais' no Judô pode ser um bom caminho.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

12:26:00

Organização do treinamento no futebol e no futsal

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  De modo geral, o treinamento do futebol e do futsal na adolescência deve ser organizado em função da disponibilidade de tempo, objetivos, estágio de maturação biológica e nível de desempenho dos praticantes. Em geral, o treinamento físico, técnico e tático para o jogo como forma de lazer, pode ser realizado com a utilização dos jogos formais e jogos reduzidos (regras adaptadas). Todavia, na figura 1, são apresentadas diferentes formas de treinamento em função do estágio de maturação biológica e do nível de desempenho individual.

Figura 1. Representação esquemática da organização do treinamento para indivíduos 

em diferentes estágios de maturação biológica e nível de desempenho na modalidade.

    Caso seja viável, é possível utilizar métodos intervalados de corrida, com intensidade de esforço de 10" a 1' (no caso do futsal) e de 10" a 2' (futebol). Esse método de treinamento tem sem mostrado adequado tanto para a evolução do VO2máx., como do limiar anaeróbio (Gibala et al., 2006; Gormely et al., 2008), promovendo um adequado estímulo para a solicitação anaeróbia e aeróbia presentes nos jogos. O método contínuo de treinamento não é indicado para o futebol e o futsal, uma vez que nos jogos os esforços são de caráter intermitente.

    Quando utilizado os jogos adaptados como meio de treinamento da capacidade física, a mesma condição descrita no treinamento intervalado deve estar presente, ajustando-se as regras para que ocorram deslocamentos constantes e em elevada intensidade. Por exemplo, para que um gol seja validado, todos os jogadores da equipe atacante devem estar à frente da linha da área. Caso algum defensor esteja atrás dessa linha no momento em que todos os atacantes estiverem à frente, seu time perde 1 ponto. Essa regra exige deslocamentos constantes de ambas as equipes para os diferentes lados da área de jogo. Manipulando o tamanho dessas áreas, é possível exigir esforços com diferentes tempos de duração. A maior vantagem desse tipo de treino é que a evolução dos parâmetros fisiológicos ocorre em conjunto com as solicitações técnicas e cognitivas.

    Considerando o treinamento técnico, primeiramente, deve ser reconhecido que sua execução é condição básica para que o jogo tenha condições de ocorrer. Em outras palavras, se os fundamentos não forem dominados, é difícil pensar em um jogo de futebol ou futsal. Sendo assim, caso o praticante não domine os diferentes fundamentos, o treinamento deve ocorrer em situação de pouca ou nenhuma influência externa (ambiente estável) e que permita a repetição constante desse fundamento. Normalmente, esse método de treino tem recebido a denominação de treinamento analítico ou tecnicista. Foge do escopo deste texto as discussões conceituais acerca dessas denominações, mas vale ressaltar que esse tipo de treino não é necessariamente ruim nas fases iniciais de aquisição da técnica. Todavia, deve ser utilizado somente em condições onde a aquisição dos fundamentos seja inviável por meio dos jogos e jogos reduzidos (Williams & Hodges, 2005).

    Caso o praticante já domine os fundamentos (o que é desejável na adolescência), eles podem e devem ser aperfeiçoados nos jogos e jogos adaptados. Portanto, seu treinamento deve ocorrer em situações de elevada interferência contextual (prática aleatória) e elevada variabilidade (prática variada) (Reid, 2007; Williams & Hodges, 2005); esse tipo de prática é conhecida como prática global. Como o próprio nome indica, ela é muito próxima da realidade (global) da modalidade, por isso, muitas vezes é também adequada para o treinamento tático e físico.

    Para finalizar, é importante ressaltar que o texto teve seu foco voltado aos aspectos físicos, técnicos e táticos relacionados ao desempenho no futebol e no futsal. O conhecimento das características individuais de crescimento e desenvolvimento e do nível de familiaridade com a modalidade permite uma melhor organização dos treinos/aulas, favorecendo o envolvimento e a evolução do desempenho. Evidentemente, também devem ser enfatizados os aspectos psicológicos, culturais e sociais presentes em qualquer atividade humana.

Referências

terça-feira, 23 de setembro de 2014

18:16:00

Salto vertical no Voleibol e Musculação

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Uma das maiores dúvidas de praticantes de voleibol é uma forma de melhorar a sua impulsão nas jogadas de redes, tanto no ataque quanto no bloqueio. Para o praticante, é importante treinar a potência na musculação porque é uma das capacidades físicas predominantes no jogo de voleibol. A força máxima dinâmica também merecem ser exercitadas nas sessões de musculação e terão utilidade no jogo de voleibol.

Portanto, a musculação para o atleta de voleibol tem que ser praticada similar ao gesto desportivo da modalidade para proporcionar uma adequada transferência da força aos fundamentos executados pelo voleibolista. Ela auxilia no aumento da impulsão do salto vertical, principalmente o exercício resistivo que é responsável pela melhora do salto vertical.

Esse tipo de exercício vai fazer os atletas saltarem mais porque possuem mais força isométrica nos músculos dos membros inferiores. A força isométrica correlaciona-se significativamente com o salto vertical do desportista. Desportos de velocidade também conseguem boa performance no salto vertical por causa que esses eventos necessitam de potência .

Preconiza-se a pratica da musculação por 4 dias por semana com 8 a 12 repetições e possuindo exercícios para os membros inferiores, ombro, costas e braço, beneficiando o desempenho do salto vertical. Sessões de força isotônica-isométrica melhoram mais o salto vertical do que as de força máxima.

Não é só o número de repetições, séries ou o objetivo da sessão de musculação que aumentam a impulsão do salto vertical, a especificidade é um fator determinante. Portanto, o agachamento com halter pode trazer um resultado melhor que um treino de força na cadeira extensora e abdutora porque ativa à ação excêntrica e concêntrica, similar o movimento muscular do salto vertical com contramovimento.

A potência também propicia uma melhora na impulsão do salto vertical. Sessões de potência devem ter uma duração máxima de 2 meses para mulheres e 4 meses em homens, mais do que este período a força explosiva tende a declinar.

Segundo estudos, há 5 fatores que se melhorados em conjunto beneficiaram a força de potência, eles são: força executada em velocidade lenta com cargas elevadas (força máxima dinâmica), força realizada com máxima velocidade portando pesos leves ou medianos (força de potência), habilidades específicas (ciclo excêntrico-concêntrico e índice de manifestação da força) e coordenação intermuscular.

 A potência torna-se imprescindível para os desportos da atualidade por causa que auxilia no desempenho atlético, como no arremesso, golpe de uma arte marcial e no salto vertical. Peso de musculação que visem à melhora da força de potência possuem um alto risco de lesão, apesar de ser comprovado os seus benefícios para a performance.

A força máxima dinâmica e a força de potência são imprescindíveis para aumentar o salto vertical do atleta de voleibol.

As informações foram retiradas daqui

terça-feira, 9 de setembro de 2014

11:11:00

Treinamento funcional para o Jiu-JItsu

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O treinamento funcional vem ganhando espaço entre os praticantes de jiu jitsu. Para melhoria da performance os atletas gregos desenvolveram equipamentos e métodos de treinamento específicos para superação de resultados. Esta prática, também foi aplicada na Roma Antiga, entre os gladiadores.

Acesse o blog da Educação Fisica

Na atualidade o treinamento funcional, mantém a sua essência como um método de treinamento físico especifico , com a premissa básica de melhoria da aptidão física relacionada à saúde ou melhoria da aptidão física, relacionada a performance esportiva e prevenção de lesão músculo esquelético. Tem como característica realizar a convergência das habilidades biomotoras fundamentais do ser humano, para produção de movimentos mais eficientes.

Paul Chek desenvolveu um sistema de treinamento funcional focado nos movimentos fundamentais do homem primitivo e que são executados também no cotidiano do homem moderno, são eles os movimentos de: agachar, avançar, abaixar, puxar, empurrar, levantar e girar.

Algumas linhas de pesquisa sobre treinamento funcional referem-se ao treinamento com instabilidade e/ou treinamento do core. Podemos entender como treinamento do core um programa de exercícios físicos que visa melhorar a capacidade de controlar a posição e o movimento do tronco sobre a pelve e as pernas para permitir uma ótima produção, transferência e controle da força e movimento , numa cadeia integrada de atividades.

Desta forma o produto do controle motor e da capacidade muscular do complexo lombo-pélvico-quadril é a estabilidade do centro corporal (core).

Para que o treinamento produza aumento da performance é necessário expor o organismo a estímulos maiores do que os realizados normalmente, pois sempre que o estímulo se estabilizar, o organismo também estabilizará sua resposta.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

09:21:00

Capacidades profissionais de um treinador desportivo

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O sucesso do treinador não se mede exclusivamente pelo número de vitórias ou derrotas que experimenta, mas, sobretudo, pelos contributos que, da sua ação, resultam no desenvolvimento do sistema esportivo, das modalidades, dos atletas, dos outros treinadores, dirigentes e de todos os cidadãos em geral.

Planos de aulas para vários esportes 
Para tanto, o treinador, mesmo que intuitivamente,deve estar buscando formas e fases que estão estritamente ligadas com sua especificidade.

Essas etapas são:

1. A busca consciente do assunto (novos assuntos relacionados à sua modalidade).
2. Registros, anotações, documentações relacionadas aos fatos (scouts, filmagens da sua prática, etc.).
3. Formulação de hipóteses para enfrentar seus futuros adversários.
4. Verificação na prática (experimentações nos treinos e jogos).
5. Descrever e discutir suas conclusões com sua comissão técnica e seus atletas (se as experimentações, as estratégias ou os métodos seguidos foram corretos ou não; avaliação constante).
Além disso, há capacidades profissionais que deve-se se aprimorar para dar um maior suportes aos alunos/atletas.

Vamos à elas:

Educador – Formar informando os jovens com os quais trabalha, transmitindo experiências de vida para que essas pessoas desenvolvam suas personalidades de forma correta através do esporte.
Pedagogo – Fazer com que seus seguidores tenham discernimento pedagógico de tudo que é desenvolvido.
Pesquisador – Investigar os fenômenos relacionados à sua atividade.
Metodologista – Esclarecer, explicar, ensinar didaticamente o que foi planejado e noutro momento avaliar.
Fisiologista – Conhecer os estados do metabolismo funcional do organismo relacionados ao esforço específico da sua modalidade durante os treinos e os jogos.
Psicólogo – Saber equilibrar os estados emocionais dos seus atletas e, por que não dizer?, do seu grupo.
Sociólogo – Ter o discernimento das relações psicossociais do seu grupo, valorizando o espírito de equipe.
Dirigente esportivo – Ter o conhecimento de alguns caminhos no que diz respeito a esse participante dentro de uma comissão técnica.
Demonstrante – Saber demonstrar, mas não apenas usar, essa estratégia durante os treinos no processo de ensino- -aprendizagem.

30 aulas para Esporte Educacional 

Ao treinador, não basta ser um bom técnico e um profissional reconhecido, pois, ao representar hoje um dos núcleos centrais da atenção da sociedade esportiva, tem de saber gerir a sua imagem, relacionando-se de modo equilibrado com todos aqueles que o rodeiam, em especial com os órgãos de informação.

Mesmo que os treinadores quisessem, não poderiam organizar a preparação esportiva das crianças e dos adolescentes abstraindo das condições de realidade da atividade escolar, e esta tem mesmo que ter primazia na organização, nas fases de escolaridade. Se essas experiências da prática não se adequarem ao princípio do primado da escola na estruturação das atividades, haverá, então, que encontrar condições mais favoráveis da preparação esportiva que, todavia, não poderá passar nunca pelo abandono da escola.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

08:50:00

Treinamento psicológico e técnicas para a melhora da motivação de atletas

É comum no esporte de hoje em dia, atletas de alto nível técnico não obterem os resultados desejados em suas competições. Acredita-se que isto ocorre por muitos motivos, como: o nivelamento dos atletas, a exigência e pressão por resultados positivos, entre outros, por isso, cada vez mais se busca aprimorar e desenvolver novas técnicas. Dentre elas existe o treinamento psicológico, que vem se mostrando, com o passar dos anos, uma ferramenta muito útil para a obtenção de resultados no esporte. Segundo Becker Jr. (2002), a utilização de técnicas de treinamento psicológico possibilitam aprender, variar e aperfeiçoar as capacidades cognitivas. Dentre elas existe a motivação, um fator chave para o desenvolvimento do interesse e auto-estima do atleta. Segundo Roberts (1995), a motivação tem um papel muito importante na vida das pessoas, mas, lamentavelmente, um fator pouco entendido no meio prático.

    No esporte são exigidas muitas capacidades dos atletas e infelizmente muitos profissionais ainda não têm o interesse em trabalhar o fator psicológico do atleta de uma maneira contínua, a fim de melhorar ainda mais sua performance. Segundo Weinberg e Gould (2001), por muitas vezes o treinamento psicológico é negligenciado por falta de conhecimento, percepção, falta de tempo ou à idéia de que as habilidades psicológicas são inatas ao ser humano e não podem ser treinadas. Becker Jr.(2002) ressalta, que o treinamento psicológico e o treinamento físico deveriam desenvolver-se juntos, até a formação de uma unidade, sendo que os programas de treinamento dos atletas devem levar em conta e integrar ambas as formas de maneira bem distribuída. O presente estudo pretende esclarecer a questão prática da motivação, com o auxilio de técnicas de treinamento psicológico.

Treinamento Psicológico

    A incessante busca por fama, dinheiro e resultados milagrosos, fazem com que algumas pessoas não se beneficiem com os aprendizados de um treinamento psicológico sério. Felizmente o treinamento psicológico vem aos poucos recebendo uma atenção especial da área científica nos últimos anos. Mais, especificamente, a área esportiva está aderindo às mais variadas técnicas de Treinamento Psicológico, tanto para melhorar fatores psicológicos, quanto aperfeiçoar habilidades físicas de atletas. Além dos resultados positivos que alguns estudos trazem, treinadores e psicólogos estão provando para o mundo que, além do treinamento físico, o treinamento psicológico também é imprescindível para a obtenção de resultados no esporte.

Estudos sobre o Treinamento Psicológico

    Em um estudo científico, Scalon et al (2004), concluiu que o treinamento mental (uma das técnicas de treinamento psicológico) é uma variável importante tanto para a melhora da performance, quanto para a aquisição de habilidades motoras. O Treinamento Mental deve, também, ser planificado e bem planejado, respeitando a individualidade biológica e psicológica de cada atleta.

    Segundo Becker Jr. (2002) o treinamento psicológico proporciona ao atleta a aprendizagem, manutenção e aperfeiçoamento psicofísico. Para Perez (1995), o objetivo do treinamento psicológico é melhorar as habilidades psicofísicas que influem no rendimento esportivo, bem como nos protagonistas do meio (esportistas, treinadores e etc.). Essas habilidades são:

  • Organização da carreira esportiva;

  • Automotivação;

  • Confronto de situações estressantes;

  • Controle da tensão;

  • Adaptação às cargas de treinamento e mudanças ambientais.

    Nitsch (apud BECKER JR., 2002 : 14) afirma: "o objetivo e a meta do Treinamento psicológico é a modificação dos processos e estados psíquicos (percepção, pensamento, motivação), ou seja as bases psíquicas da regulação do movimento. Essa modificação será alcançada com a ajuda de procedimentos psicológicos".

    Através de medidas psicológicas de treinamento, os objetivos finais podem ser alcançados. Estes objetivos são (Becker jr.,2002):

  • Auto- regulação da atividade;

  • Influência sobre a habilidade;

  • Manejo da auto-imagem;

  • Recuperação e reabilitação do atleta;

  • Motivação.

    O aumento da motivação se dá a partir de técnicas de preparação psicológicas. Em seus estudos, os autores Bandura, Duncan e Mcauley (apud BECKER JR, 2002), mostram resultados similares ao constatarem que técnicas de visualização incrementam o nível de motivação do atleta. Porém um fator importantíssimo nas sessões de imaginação é o conteúdo das mesmas. Bandura, sugere que a visualização seja positiva, contendo situações de êxito, para que a motivação aumente.

Motivação no esporte

    Que motivos levam o atleta alcançar seu objetivo ou se empenhar mais? Essa é uma questão muito individual e deve ser tratada como tal. Um treinamento psicológico, voltado para a motivação, pode ser a chave para que o atleta se automotive. Este trabalho motivacional só acontece com a boa vontade do atleta e a boa estruturação das sessões de treinamento, de preferência, individualizada. (BECKER JR, 2002).

    Alguns autores ressaltam questões referentes à motivação:

  • Perez, (1995 : 121): "Estar motivado é querer obter um bom rendimento e fazer o máximo possível para consegui-lo."

  • Roberts, (1995 : 31): "...a motivação se refere a aqueles fatores de personalidade, variáveis sociais ou cognitivos que entram em jogo quando uma pessoa realiza uma tarefa a qual está sendo avaliada, entra em competição com outros e tenta expressar um certo nível de exigência."

  • Becker Jr (apud SCALON, 2004 : 23): "...fator muito importante na busca de qualquer objetivo." , "...assim sendo, a motivação é um elemento básico para o atleta seguir as orientações do treinador e praticar diariamente as sessões de treinamento."

  • Heckhausen (apud SCALON, 2004 : 23): Motivação é um processo em busca de melhora ou manutenção da própria capacidade em todas as atividades, nas quais existe uma norma de qualidade (onde se pode medir qualitativamente o próprio empenho) e a execução pode levar ao sucesso ou fracasso.

    A motivação é um dos pontos determinantes para o sucesso ou o fracasso de uma carreira esportiva. O atleta com motivação elevada, treina com mais entusiasmo, obtém melhora nos gestos motores, ganha confiança em si mesmo e, conseqüentemente, tem mais chances do que atletas despreparados física e mentalmente. Ganhando, o atleta volta a se motivar e treina com mais entusiasmo, começando tudo outra vez. A partir deste pensamento, podemos visualizar o seguinte círculo virtuoso:

    

    Para que o círculo virtuoso da motivação não se quebre, o treinamento psicológico contínuo e periódico deve merecer uma atenção especial na vida do atleta, sendo encaixado e bem estruturado na rotina esportiva do mesmo.

Motivação interacional

    Segundo Weinberg e Gould (2001), a motivação interacional é a visão de motivação mais aceita por psicólogos do esporte e do exercício. Ela é composta por dois fatores: fatores pessoais e fatores situacionais. Esta visão estabelece uma relação entre os fatores tratando-os de uma forma conjunta sem isolá-los. Nesta visão os fatores pessoais e situacionais juntos resultam na motivação do atleta. Veja o quadro abaixo (Weinberg e gould, 2001 : 75):

    O treinamento psicológico pode adicionar, melhorar, e/ou treinar os fatores pessoais do indivíduo, porém os fatores situacionais dependem muito mais da vontade e disposição dos envolvidos (treinadores, colegas, etc.), do ambiente (condizente com o desporto) e dos recursos que para ele são oferecidos (materiais, instalações, opções, etc.). Estes fatores integrados pressupõem uma grande chance de manutenção e treinabilidade da motivação de uma maneira duradoura e vitoriosa.

Princípios do Treinamento Psicológico

    Seiler e Stock (apud BECKER, 2002) destacam que antes da aplicação de qualquer técnica de treinamento psicológico, é necessário condições para que o aprendizado ocorra da melhor forma possível e com resultados expressivos; são os chamados Princípios do Treinamento Psicológico :

  • Iniciativa própria: A decisão de participar de um programa de treinamento psicológico é somente dos próprios atletas, não sendo imposta por terceiros.

  • Compreensão: O atleta deve entender todo o processo de seu treinamento. Conhecendo e se acostumando com a técnica, ele se envolve e se empenha, adquirindo uma vontade pessoal em atingir o objetivo.

  • Confiança: A partir da confiança no sentido e objetivo do treinamento psicológico, a chance de êxito é muito maior.

  • Individualidade: As mais diversas técnicas de treinamento psicológico devem respeitar a personalidade, experiências e posicionamentos dos praticantes, por isso deve ser concebida de forma personalizada.

  • Disciplina: Aspectos como, regularidade, continuidade e conseqüência, devem ser incluídos para que o treinamento seja submetido a um sistema organizado e duradouro.

  • Métodos: A partir dos primeiros efeitos do treinamento, ele passa a ser usado permanentemente em competições.

  • Economia: Treinar o mínimo possível com o máximo rendimento.

  • Integração: A integração do treinamento físico junto ao treinamento psicológico de forma bem distribuída.

  • Aconselhamento: Com o tempo os atletas podem usar as técnicas sozinhos, mas é sempre bom um aconselhamento de um profissional habilitado para quando necessário.

  • Sucesso: É um conjunto de fatores que leva ao sucesso. O treinamento psicológico é apenas um dos fatores e não é milagroso. Não adianta o atleta não estar bem fisicamente, por exemplo.

  • Transferência: Assim como o treinamento psicológico influencia numa série de fatores para a melhora esportiva, este serve para outra situações da vida diária, tais como: exames, entrevistas, reuniões, etc.

    À seguir, algumas das técnicas mais utilizadas no meio esportivo para a melhora da motivação.

Auto-motivação

    Segundo Samulski (apud RUBIO et al, 2000 : 80): "Sobre técnicas de motivação compreende todas aquelas medidas que uma pessoa aplica assumindo o controle sobre seu próprio comportamento, para regular seu nível de motivação".

    O treinamento de Auto-motivação se divide em três técnicas: Cognitivas, motoras e emocionais.

    Técnicas Cognitivas (RUBIO et al, 2000 : 80):

    Abrange as funções psíquicas como percepção, imaginação e memória. Por meio de processos avaliativos, determinações de metas pessoais, atribuição de causas e auto-afirmações, os praticantes modulam seu estado motivacional atual.

    Esportistas de alto nível beneficiam-se das técnicas abaixo:

  • Imaginar as capacidades positivas;

  • Imaginação de metas concretas;

  • Estabelecer e modificar metas;

  • Auto-afirmação;

  • Antecipação do reforço externo.

Técnicas Motoras (RUBIO et al, 2000 : 82):

    Alguns atletas atuam contra o desânimo e a falta de motivação utilizando processos de movimentação. Em outros casos, a participação na organização e realização do treinamento também é uma técnica motivadora para alguns.

Técnicas Emocionais (RUBIO et al, 2000 : 82):

    Alguns atletas estimulam-se por meio de emoções positivas durante o exercício e até por estímulos musicais para criar um estado emocional agradável. Existem reações/emoções estudadas como resultados das técnicas emocionais:

  • Flow-feeling (sensação de fluidez): domínio total de seus movimentos durante a partida.

  • Winning-feeling (sensação de vitória): Sensação de sucesso durante a atividade. O atleta sente-se envolvido e completamente focado em seu objetivo.

  • Group-feeling (sensação de união do grupo): Clima emocional positivo e união do grupo em torno de um objetivo e a satisfação dos membros desse grupo.

Monólogo interno

    Ryle (apud BECKER JR, 2002) conceitua a técnica como uma conversa interna do praticante consigo mesmo, objetivando modificar estados emocionais presentes. Van Noord (apud BECKER JR., 2002) complementa: "o monólogo interno vai desde experiências encobertas, silenciosas, até vocalizações com voz baixa, expressões treinadas para mobilizar o potencial psicofísico do atleta".

    Schwartz (apud BECKER JR., 2002) verificou que sujeitos que apresentam problemas emocionais, passam 50% de seu tempo repetindo uma fala interna negativa e que nesses casos é necessária a modificação dessa fala silenciosa e não uma simples adição de palavras positivas.

    Efeitos do Monólogo interno, segundo Becker Jr. (2002 : 81):

  • Bloqueio dos pensamentos negativos;

  • Aumento do número de pensamentos positivos;

  • Aumento da confiança;

  • Modulação da ativação;

  • Melhora das condições para tomada de decisão;

  • Aumento da motivação;

    O monólogo interno focado no aumento da motivação é caracterizado por pensamentos de auto-afirmação, auto-instrução ou pela mentalização positiva do movimento que envolve a ação. Por exemplo, em uma situação de pênalti no futebol, tanto o batedor, quanto o goleiro, devem mentalizar pensamentos de sucesso na definição da jogada. Isso acarretará num incremento de motivação aumentando a chance de êxito.

    Quanto à duração e freqüência das sessões, é muito importante a total consciência do atleta, pois o monólogo interno é praticado individualmente, e portanto, cada atleta aprende a usá-la e controlá-la quando necessário.

Estabelecimento de metas

    Esta técnica consiste em traçar as metas verdadeiras de cada atleta, para que o mesmo tenha sempre em mente seus objetivos, permanecendo focado e motivado nas atividades esportivas por mais tempo. Segundo Perez (1995), além de se traçar os objetivos, o treinador e o atleta poderão direcionar o trabalho para alcançar de maneira mais eficaz as metas almejadas.

    Segundo Weinberg e Gould (2001), as pessoas não tem dificuldade para traçar objetivos, mas, sim, em estabelecer metas efetivas, realistas e criar um programa para atingí-las. Assim sendo, temos três tipos de Metas objetivas:

  • Metas de resultado: Focalizam-se normalmente em resultados competitivos de eventos, bem como vencer um torneio, uma corrida ou ganhar uma medalha. Nesse caso, o resultado não depende só do atleta mas sim, dos adversários e outros fatores externos imprevisíveis.

  • Metas de desempenho: são metas que dizem respeito somente ao atleta sem levarem em consideração outros fatores como, adversários. É a típica comparação do desempenho próprio, onde se compara os resultados anteriores do atleta, por exemplo, em treinamentos.

  • Metas de processo: São ações praticadas durante o desempenho para atuar bem. É como se fosse uma mini-meta, com o fim de alcançar um objetivo maior. Um nadador, por exemplo, pode pensar em manter a propulsão de pernas fortes para ter mais velocidade no nado.

    Existem também as chamadas "Metas Subjetivas", que são as metas globais do indivíduo. Estas metas são muito importantes porque alguns atletas têm muitas aspirações e querem realizar muitas coisas ao mesmo tempo. Porém, traçando metas subjetivas ou globais eles selecionam as prioridades visando o objetivo maior, sem perder tempo com outras metas menos importantes.

Feedback motivacional

    O feedback não é uma técnica de treinamento psicológico propriamente dita, porém ela pode ser direcionada para este fim, além de ser uma alternativa muito eficaz na detecção de várias sensações percebidas pelos atletas nas vivências esportivas. Williams (1991), define feedback como uma ferramenta para obter informações sobre a qualidade da execução da atividade.

    O feedback é muito interessante porque é uma troca de informações dos dois lados, do técnico para o atleta e do atleta para o técnico. Um feedback bem realizado revela emoções, preferências e descontentamentos dos atletas, nos possibilitando detectar seu nível de motivação para posteriormente prestarmos um atendimento mais próximo e mais efetivo. Para Williams (1991), o feedback é o fator mais eficaz para o controle da aprendizagem e, que, sem ele não existe aprendizagem. Quando um feedback mostra uma melhora de rendimento do atleta, mesmo esta sendo pequena, já serve como uma técnica motivadora.

    Weinberg e Gould (2001), definem a importância do chamado "feedback motivacional" destas três maneiras:

  • Serve para dar um referencial de rendimento ótimo;

  • Reforço, estimulando sentimentos dos atletas;

  • Serve como controle de metas, (se elas estão sendo alcançadas).

Conclusão

    Conclui-se que o treinamento psicológico, de uma maneira geral, serve muito para a melhora do rendimento de várias habilidades psicológicas e físicas, porém, desde que sejam levados em consideração vários fatores, como a própria decisão do atleta em participar de um programa de treinamento desse tipo e o bom preparo do profissional que o acompanha.

    Mais especificamente, o treinamento psicológico voltado para a motivação vem trazendo muitos resultados positivos e ajudando muitos atletas a "sobreviverem" neste mundo competitivo, estressante, mas apaixonante, que é o esporte de alto nível. O treinamento psicológico é uma área que precisa ser mais difundida no esporte e mais incentivada no meio científico, para que todos cresçam e se beneficiem de seus vitoriosos resultados.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

21:20:00

5 dicas para potencializar o treinamento desportivo mentalmente

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O Treinamento Desportivo é o conjunto de atividades que tendem a desenvolver as qualidades mentais e físicas com o objetivo de alcançar o máximo de rendimento individual.  Cada dia de esforço e tempo dedicado ao treino determina o retorno do resultado desportivo que o atleta irá alcançar no futuro. Isto acontece porque à medida que o atleta vai acumulando o trabalho dos vários dias de treino, consegue condicionar sua mente e o seu corpo para ter um determinado desempenho com uma postura ou abordagem específica, transformando-se na sua atitude em competição.

A satisfação de alcançar o resultado planejado pode estar diretamente direcionada em desfrutar ao máximo a execução da atividade, por isso,  o treino diário costuma enriquecer sua vida ao ponto de valer a pena todo o esforço e disciplina necessários.

Existem algumas estratégias mentais que são consideradas relevantes na contribuição para o sucesso de atletas nos mais variados desportos:

Trabalhar a atitude- O atleta deverá focar-se a 100% na recompensa do seu treino, e não nos aspectos negativos. Este tipo de atitude irá "condicionar" e "programar" a mente e o corpo de forma implacável face às adversidades e dificuldades até que consiga atingir os resultados pretendidos

Extrair os aspectos positivos- Os bons hábitos diários criam vias poderosas que aumentam a auto-eficácia do atleta e consequentemente o seu sucesso. Por este motivo, o atleta deve propor-se a este exercício mental de extrair os aspectos positivos do seu treino, e associar-lhe uma pista poderosa para poder voltar a utilizar numa próxima sessão de treino e/ou em competição, aumentando-lhe a percepção de auto-eficácia e a confiança e consequentemente a performance.

Evitar o excesso de informação Os atletas possuem a habilidade de focarem naquilo que pretendem. Esta característica mental torna-se preponderante na realização do seu desporto, exercício ou disciplina técnica, mas apenas se conseguirem dirigir a atenção para as "pistas" ou "atalhos" que promovem a boa performance. Igualmente significativo é perceber o que não é relevante para a execução de uma boa performance, e assim, conhecer o motivo de distração e sabotagem de uma boa execução.

Trabalhar a tenacidade mental- Ao desenvolver a sua resistência mental, aumenta largamente a capacidade de dar indicações a si próprio nos momentos difíceis, focando-se com discernimento naquilo que é importante para a obtenção de um bom resultado. Deverá construir uma mentalidade de combate à adversidade, para isso sempre que o treino esteja "difícil" deve usar a visualização e ver-se a fazer aquilo que pretende executar, permitindo automaticamente focar-se no que é importante e não na dor.

Diminuir os efeitos da dor - Uma das maiores habilidades que a mente possui a favor do atleta é a sua capacidade de diminuir a dor. Praticamente todos os atletas têm a noção dos seus limites e das suas capacidades, isto é realmente bom, pois permiti-lhes continuarem a esforçar-se para tentar ultrapassar esses mesmos limites. No entanto, esta percepção de limites torna-se por si incapacitante em algumas situações, dado que o atleta já conhece a sua zona de sofrimento.

Aprender novas habilidades e desenvolver novas capacidades leva tempo. A repetição e aplicação são necessárias nas práticas diárias do treino. Por isso, é muito importante o desenvolvimento da tenacidade mental através do refinamento da capacidade de foco naquilo que o atleta reconhece como sendo as suas pistas para a boa performance.


segunda-feira, 21 de julho de 2014

14:37:00

Efeitos do treinamento no sistema cardiorrespiratório em crianças e adolescentes

Efeitos do treinamento no sistema cardiorrespiratório

    A maioria dos estudos sobre treinamento de endurance, tem como principal objetivo analisar alterações no VO2pico, mesmo não sendo esta a única variável importante para este sistema cardiorrespiratório. O tipo de resultado encontrado nos diferentes trabalhos, depende principalmente das características do treinamento ao qual, crianças e adolescentes são submetidos.

    De uma maneira geral, o treinamento aeróbio melhora o VO2pico por volta de 10% em crianças e adolescentes. Esta porcentagem de melhora é muito menor do que a encontrada em indivíduos adultos1. Tais respostas podem ser parcialmente explicadas pelos maiores valores iniciais encontrados em crianças e adolescentes, o que certamente, reduz o delta de variação, ou seja, quanto mais treinado, menos treinável. Desta forma, parece haver uma diminuição da treinabilidade aeróbia durante o crescimento puberal28.

    Algumas evidências sugerem que os melhores resultados aeróbios são encontrados em indivíduos pós-púberes pela interação dos fatores responsáveis pela aptidão cardiorrespiratória, como: aumento da massa magra, maior capacidade de transportar oxigênio e maior débito cardíaco. Estas alterações estão relacionadas tanto ao processo maturacional quanto aos efeitos do treinamento4.

    A magnitude da melhora do VO2pico depende do tipo de programa de treinamento utilizado. Os programas de treinamentos devem ser estruturados de forma correta, com uma relação perfeita entre: intensidade do exercício, duração e recuperação; duração total do período de treinamento; freqüência das sessões (densidade) e aptidão física inicial29.

    A seguir discutiremos cada um dos pontos mencionados.

Freqüência e duração

    A maioria dos trabalhos utiliza uma freqüência semanal de 3 a 4 sessões de treinamento, porém 2 sessões semanais já podem ser suficientes para promover boas adaptações aeróbias. Importante ressaltar, que, diferentemente do que se observa em adultos, em indivíduos pré e circupumberais, as melhoras no VO2 pico parecem ser dose dependente, ou seja, quanto mais sessões de treinamento, melhores os resultados.

    A duração de cada sessão de treinamento varia muito na literatura específica, podendo alternar de 5 até 90 minutos. Como esperado, a duração de treino mais utilizada é de 30 minutos. Neste sentido, Baquet e colaboradores (2003)30, segurem que 3 ou 4 sessões semanais, com duração aproximada de 30 minutos a 60 minutos, parecem ser a melhor opção para melhorar o VO2 pico. Para a mesma freqüência e duração, as melhoras no VO2 são independente do estágio de maturação.

Período de treinamento

    O período total de treinamento geralmente varia de 4 semanas até 18 meses. Não é claro o efeito do período de treinamento sobre a melhora da capacidade aeróbia31, por exemplo, após 18 meses de treinamento, encontraram uma melhora de 18% no VO2pico, exatamente o mesmo valor encontrado por Docherty e colaboradores29, após apenas 4 semanas. Desta forma, o período total de treinamento não parece ser um fator decisivo na melhora da aptidão cardiorrespiratória.

Intensidade e Modo de Treinamento

    Geralmente, a intensidade de exercício é definida como percentual da freqüência cardíaca máxima (FCMax), está variável está longe de ser a melhor, mais sem dúvida alguma é a mais utilizada, inclusive na literatura especializada. Ao contrário do comportamento observado com relação à freqüência e a duração do treino, para a mesma intensidade relativa de treinamento, crianças circupumberais apresentam maiores alterações no VO2 do que crianças pré-puberais, indiferente do modo de exercício a que são submetidas30.

    Os protocolos de treinamento direcionados a crianças e adolescentes são predominantemente compostos por exercícios contínuos de baixa intensidade, porém é crescente o número de estudos utilizando-se de métodos intermitentes com intensidades superiores às associadas ao VO2pico, e claro, ainda existe a possibilidade de associação entre os protocolos contínuos e intermitentes34.

Treinamento Contínuo

    Apenas 50% dos programas contínuos de treinamento em crianças e adolescentes apresentam alguma melhora aeróbia, quando a intensidade utilizada é maior que 80%FCmax, com intensidades menores que 80%FCmax, este percentual de melhora cai para 20%. Protocolos contínuos de baixa intensidade parecem ser adequados apenas para crianças e adolescentes com baixo nível inicial de aptidão física25.

    Massicotte & Macnab33, em um estudo pioneiro, analisaram crianças que treinaram por 12 minutos, 3 vezes por semana durante 6 semanas em intensidades relativas entre 66-72%, 75-80% e 88-93%FCmax, apenas o grupo que treinou em maior intensidade (+ 90% FCmax) apresentou melhoras significativas no VO2pico, enquanto que na menor intensidade, nenhuma melhora foi observada. A maior parte dos trabalhos encontram resultados positivos com intensidades de trabalho entre 80 -100% FCmax.

    Crianças e adolescentes, treinadas em protocolos contínuos, necessitam de intensidades acima de 80% FCmax para promover melhoras na aptidão aeróbia. Porém, neste tipo de metodologia a maior dificuldade é a aderência à prática, este padrão de baixa aderência pode explicar os péssimos resultados obtidos pela maioria dos profissionais, mesmo quando sessões extras de exercício são adicionadas34.

Treinamento Intervalado

    Assim como no treinamento contínuo, 50% dos trabalhos com treinamento intervalado não são eficientes em melhorar o VO2. Protocolos intermitentes com longos períodos de atividade e intensidade abaixo de 100%FCmax, geralmente não afetam a resposta aeróbia, por exemplo, 3 séries de corridas com 3 minutos de duração e intensidade de 90%FCmax, com 1 minuto de recuperação passiva entre cada série, não elevam a performance aeróbia de jovens atletas. A relativa baixa intensidade associada ao baixo volume de treinamento, provavelmente não são suficientes para incrementar o VO235.

    Crianças realizam somente 5% de suas atividades físicas diárias em alta intensidade (acima do limiar anaeróbio) por curtíssimos períodos de 15 segundos36. Neste sentido, Baquet e colaboradores30 observaram grandes melhoras no VO2pico, em crianças submetidas a curtos estímulos, com duração de 10-20 segundos, em altas intensidades, seguidos por igual período de recuperação. Assim, existem indícios que protocolos de exercício intervalados devem alternar períodos de curta duração (exercício/recuperação), com altíssimas intensidades (próximas ou acima do VO2max).

Fonte

14:35:00

Efeitos negativos do Treinamento Físico


Os efeitos negativos do treinamento físico

O treinamento físico pode ajudar você a obter uma melhor aparência, a se sentir bem e a melhorar sua saúde de um modo geral. Entretanto, existe um número de efeitos negativos associados com ele. Estes efeitos negativos não se aplicam a todos, e a maioria das pessoas pode se exercitar regularmente sem experimentar nenhum deles. No entanto, se exercitar demais, fazer exercícios de forma incorreta ou escolher os exercícios errados pode resultar em efeitos prejudiciais que variam desde uma leve dor até um dano mais sério a longo prazo.


Excesso de treino

Trinta minutos de exercício de média intensidade por dia irão contribuir muito para sua saúde. De fato, se você não possui um histórico de exercícios, isto é provavelmente tudo o que você deve fazer. À medida em que for entrando em forma, você pode aumentar a duração e a intensidade, mas se exagerar, seu condicionamento irá regredir. A boa forma é desenvolvida quando você está descansando, e se não estiver descansando suficientemente em relação ao seus exercícios, você não irá ficar em melhor forma, e terá dificuldade para dormir, ficará irritado e se sentirá pior do que se não tivesse se exercitado.

Aquecimento inadequado

Cada exercício utiliza grupos de músculos, seja um treinamento de levantamento de peso ou um cardiovascular. O aquecimento pode incluir alongamentos ou exercícios de baixa intensidade; eles literalmente aquecem seus músculos com o aumento da circulação sanguínea. Músculos aquecidos se alongam melhor do que quando estão frios, o que reduz suas chances de lesões. Então, se você não se aquece, está correndo um alto risco de se lesionar.

Forma

Se você está levantado peso, precisa ter certeza de que está fazendo isto certo. Ao levantar peso de maneira incorreta, você coloca a tensão nas partes erradas do seu corpo, como as juntas e ossos ao invés dos músculos. Você pode enfraquecer seus ossos e juntas com o tempo ao aplicar pressão sobre sobre eles quando deveria aplicá-la sobre seus músculos.

Lesão por desgaste

Muitas atividades físicas focam em um movimento ou em um grupo de movimentos. Se você repete esse movimento muitas vezes por semana durante meses ou anos, no fim você está correndo risco de sofrer uma lesão por desgaste, como cotovelo de tenista. Diversifique o seu treinamento, assim você consegue evitar dores crônicas causadas por uma lesão por desgaste.

terça-feira, 15 de julho de 2014

13:45:00

Prorrogação no futebol: lesões graves e até desmaios nos jogadores



A Copa do Mundo acabou, mas não há como não comentar o batida de recorde de prorrogações durante uma fase mata-mata. Foram cinco só durante as oitavas de final. Teve prorrogação nas quartas de final, na semifinal e na grande final. A energia necessária para jogar mais 30 minutos pode levar os jogadores ao seu limite físico, muitas vezes ocasionando lesões sérias.

Por mais que os jogadores treinem diariamente para terem um bom desempenho nos jogos, durante as partidas eles acabam correndo uma distância maior e com mais velocidade do que estão acostumados.

Durante uma partida, o atleta chega a correr uma média de 11 a 13 quilômetros. Até os anos 80, essa média era de quatro a sete quilômetros. Além disso, os jogadores também estão mais velozes, dando tiros que, muitas vezes, ultrapassam 30 km/h. Os  jogadores podem apresentar problemas musculares causados pela exaustão dos músculos.

Em um atleta profissional, que passou por uma avaliação física e médica criteriosa e está executando exercícios muito além daqueles que está acostumado, como em uma prorrogação, podem acontecer cãibras, distensões e lesões musculares, entorses ligamentares e até mesmo desmaios.

A grande causa dos problemas é o esgotamento do estoque de energia dos atletas, que faz com que o corpo procure energia em outros locais, como a gordura corporal e os músculos.

A cãibras podem acontecer por três motivos: desidratação pelo excesso de transpiração, perda de uma grande quantidade de Sódio pelo suor e por um mecanismo de aumento excessivo de trabalho muscular. As distensões e lesões musculares podem acontecer por desidratação, por contratura e fadiga muscular.

A recuperação dessas caimbras pode ser rápida e permitir que o jogador continue na partida ou pode exigir um afastamento por um período maior. Porém as distensões e lesões musculares e dos ligamentos impossibilitariam o atleta de continuar jogando. Caso ocorra um desmaio, é obrigatório que o atleta saia de campo para ser atendido por uma equipe médica.

Ao final da partida, para que os jogadores se recuperem para a próxima disputa, o mais indicado é repouso, fisioterapia, hidratação, massagem e alimentação adequada.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

10:26:00

Treinamento aeróbio e anaeróbio no Judô



O judô é um desporto que surgiu em 1882 fundado pelo mestre Jikoro Kano, que passou a ser uma das atividades esportiva mais praticada por atletas de todo o mundo. Mais não é pelo fato do judô ser milenar, que a seção de treinos também deve ser. Um de treino de judô normalmente em academias tem duração de duas horas e é dividida em quatro etapas, sendo: etapa inicial aquecimento (maios ou menos 15 min), segunda etapa o uchi komi (mais ou menos de 30 min), terceira etapa o randori (mais ou menos 60 min), quarta etapa a fase de recuperação (mais ou menos de 15 min). Alguns técnicos de judô ainda hoje simplesmente chegam ao tatame todos os dias e puxam o treino ter um objetivo especifico para aquela sessão de treinamento , isso se ocorre porque muitos desse técnicos não realizam ao começo de uma nova temporada o planejamento dos treinos.

Uma parte desses técnicos não tem formação acadêmica, ou não a põe em prática, com isso acabam realizando uma seção de treino igual a que eles tiverem na época que eram atletas, sem saber se esses treinos que eles tiveram na época de atleta são corretas ou não, simplesmente acham mais fácil realizar o treino do jeito que aprenderam e acham que da resultado pois na época deles era assim que se fazia e dava resultado, mais nem sempre o que da resultado é o melhor a ser feito, ou seja, ta bom mas pode melhorar (e muito).

O treino de judô para atletas de alto rendimento tem de ser planejado a cada começo de temporada visando em primeiro lugar os objetivos dos atletas nas competições mais importantes ao decorrer do ano.

Os treinos de judô podem ser devidos em treinos de características aeróbia e anaeróbias. O treino de característica aeróbia em primeiro lugar tem de diferenciar potência e capacidade aeróbias, a potência aeróbia e medida diretamente pelo vo2 Max ou vo2 de pico, enquanto que a capacidade aeróbia esta relacionada à intensidade de esforço que pode ser mantida por períodos prolongados de tempo (45min a 1h), a potência e capacidade aeróbia são consideradas importantes para o desempenho do judô, pois mantém uma intensidade elevada durante a luta, retardam a fadiga e maior recuperação entre os combates, e isso já é um motivo de fundamental importância para a periodização dos treinos durante o ano. Uma seção de treinamento aeróbio pode ter atividades de caráter continuo ou intervalado e na montagem do treino deve se considerar o nível inicial de condicionamento físico dos atletas e seus objetivos em primeiro lugar. E importante enfatizar que todo o trabalho aeróbio pode e deve ser adaptado para atividades do judô (uchi-komi,nague-komi,movimentação e trabalhos técnicos e táticos), o trabalho aeróbio continuo pode ser feito utilizando o uchi-kome em deslocamento como forma de exercício, quando o atleta for mais bem condicionado aerobicamente deve se realizar um trabalho intervalado que será o principal modo de se obter melhorias nessa capacidade física, o nague-komi ou trabalho de randori intervalado (mudando os oponentes a cada 30 segundos com muita movimentação, por exemplo) podem ser utilizados.

O treinamento anaeróbio tem como principal característica a curta duração, o prolongamento da atividade implica aumento de contribuição aeróbica. Esse tipo de treinamento tem como objetivo melhorar o desempenho, sobre tudo no exercício de alta intensidade, que corresponde à característica do judô.

Na montagem do treino é de fundamental importância levar em conta fatores como intensidade, duração, intervalo e freqüência com que as seções de treinamento são conduzidas. A duração dos execrcicos devem ser de curtas, estímulos de 10 segundos, exercícios de duração intermediaria, estímulos de 15 e 45 segundos, exercícios com duração superior teriam uma grande participação do metabolismo aeróbio e ate mesmo predominância desse sistema bioenergético quando em torno de 65 a 75 segundos e, portanto, não serão abordados na classificação de exercícios anaeróbios. Podem ser trabalhados exercícios em que o individuo realize o maior esforço possível em um período fixo de tempo, com intervalos para a recuperação, nesse tipo de treino é importante manter um padrão de movimento, se durante o treino o atleta começa a perder a qualidade de movimento e diminuir consideravelmente o número de entradas de queda, o treino deve ser encerrado ali, pois treinar em exaustão não funciona, se o atleta treina "morto" ele se prepara para lutar "morto", o que vai fazer ele evoluir e resistir ao treinamento é justamente um planejamento bem elaborado e de forma progressiva, para que ele chegue no dia da competição o melhor possível.

O treino anaeróbio também pode e deve e pode ser adaptado ao judô, como por exemplo realizar quatro series de cinco nague-komi na maior intensidade possível, com intervalos proporcionais ao tempo de estimulo entre as séries. Estudar, pesquisar, evoluir e planejar os treinos é o único caminho para que um técnico se torne um grande profissional para assim, no futuro, formar grandes campeões. A ciência anda ao lado do esporte, e ela é fator determinante no alto rendimento.

Por Itallo Vilardo e Karina Oliveira. Confiram no site Ítallo Villardo

quinta-feira, 10 de julho de 2014

16:33:00

Cinco livros de Treinamento Desportivo e Físico


Para quem trabalha com TREINAMENTO DESPORTIVO precisa ter alguns livros que sirvam de consulta sempre que aparecer uma dúvida. Abaixo, recomendo 5 literaturas que podem ajudar o profissional/praticante no processo de entendimento das alterações provocadas pelo exercício e como potencializar o treinamento.

Se você quiser indicar outro livro, é só recomendar nos comentários!

Treinamento Desportivo: Do Ortodoxo ao Contemporâneo

Livro - Treinamento Desportivo: Do Ortodoxo ao Contemporâneo

Veja mais informações sobre esse livro

Preocupado em atender as necessidades daqueles que trabalham ou se interessam pelo processo do treinamento esportivo, concepções metodológicas e teóricas, a obra de Forteza e Farto, dividida em 5 capítulos, apresenta temas como o Problema Científico do Treinamento Desportivo, a Carga de Treinamento e seus Componentes, os Métodos de Treinamento Esportivo, as Direções Físicas Condicionais, Estrutura e Planejamento do Treinamento Esportivo, entre inúmeros outros que os seguem.
Com o estudo sobre o processo de adaptação biológica durante o sistema de treinamento esportivo, gerados por anos de pesquisas científicas, junto com a atenção devida diante das informações sobre a realidade competitiva, os autores buscam contribuir para a fundamentação do processo do treinamento esportivo no alcance dos melhores rendimentos para seus atletas.

Periodização: Teoria e Metodologia do Treinamento

Livro - Periodização: Teoria e Metodologia do Treinamento

Veja maiores informações sobre esse livro

Guiado pela experiência de Bompa e Haff, você aprenderá como variar a intensidade e o volume do treinamento de modo a otimizar a capacidade do corpo de se recuperar e se reconstruir, resultando em melhor desempenho e menor risco de lesões. Traduzido em nove línguas, este livro se tornou uma das principais fontes sobre periodização para cientistas esportivos, técnicos e atletas de todo o mundo.

Quando se trata de conceber programas ideais de treinamento, a perícia de Tudor Bompa é incomparável. Periodização: Teoria e Metodologia do Treinamento apresenta os últimos avanços à teoria da periodização de Bompa para ajudar você a criar programas de treinamento que aumentam as habilidades esportivas e garantem rendimento máximo no desempenho.

Tratado Geral de Treinamento Desportivo

Livro - Tratado Geral de Treinamento Desportivo

Veja mais informações sobre esse livro

Neste manual, analisamos as condições históricas da formação da teoria de preparação de desportistas, os aspectos básicos da metodologia de formação de conhecimentos na esfera da teoria geral de preparação desportiva e o conjunto de conhecimentos sobre competições. Apresentamos as características dos desportos olímpicos, do sistema de competições ...

Fisiologia do Treinamento Esportivo

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Veja maiores informações sobre esse livro

Este livro apresenta uma abordagem biológica desse processo como um todo, bem como das metodologias de treino e suas respectivas fundamentações. Conteúdos como fisiologia neuromuscular, adaptações e princípios do treinamento; bioenergética; metodologia do treinamento de endurance, força, potência e velocidade nos esportes; periodização; e habilidades psicológicas no esporte são abordados com embasamento científico.

Além da preocupação com a apresentação de um conteúdo cientificamente embasado, preocupou-se com o aprendizado dos leitores. Para tanto, roteiros de estudos foram inseridos ao final de cada capítulo, cujo objetivo foi fazer que os leitores fixem melhor o conteúdo abordado, respondendo a questões específicas.

Fisiologia do Exercício: Teoria e Prática

Livro - Fisiologia do Exercício: Teoria e Prática

Veja mais informações sobre esse livro

Ao contrário dos demais livros da área, que, geralmente, são muito extensos e cansativos, Fisiologia do Exercício | Teoria e Prática conta com uma abordagem objetiva, que visa a integrar os conceitos teóricos às aplicações práticas do cotidiano profissional. Com texto claro e direto, é ideal para os alunos que desejam se tornar personal trainers, especialistas em preparação física, instrutores de fitness, fisioterapeutas, treinadores de atletas e professores de educação física.
Esta obra foi elaborada com o objetivo de conquistar o interesse e o entusiasmo dos leitores, fazendo com que se fascinem pelo modo como o corpo funciona e responde ao exercício. Este texto fará com que o aluno entenda de que modo é possível treinar para melhorar o desempenho, adquira interesse pelos mecanismos fisiológicos básicos e suas funções específicas, compreenda a base fisiológica do desempenho físico e do condicionamento e perceba que o exercício e a atividade física garantem benefícios vitais à saúde de pessoas de todas as idades, inclusive das populações especiais.
15:41:00

Tipos de Fibras Musculares

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Os músculos contém uma combinação de diferentes tipos de fibras ; classificadas como fibras de contração rápida ou lenta.Existem três tipos diferentes de fibras musculares diferentes : Tipo I, Tipo IIA e Tipo IIB .


Cada tipo de fibra possui diferentes propriedades, e a maioria dos músculos esqueléticos contêm uma mistura de todos os três tipos de fibras, com proporção de um tipo maior do que as outras. Fibras do tipo I ou fibras musculares oxidativas de contração lenta, são encontradas em maiores quantidades em músculos posturais do corpo, como os músculos da parte supe-rior das costas e o sóleo .

As fibras são vermelhas devido ao alto conteúdo de mioglobina no músculo, possuem baixo tempo de contração e são adequadas para trabalho prolongado de baixa intensidade. Atletas que exigem alta resistência a fadiga geralmente tem uma quantidade mais alta de fibras de contração lenta .

Fibras de contração rápida (tipo II), são aquelas que se contraem rapidamente, e tem sua energia gerada do metabolismo anaeróbico . Essas fibras são ativadas durante a mudan-ça de ritmo e em atividades envolvendo paradas e partidas que dependem de movimentos poderosos a toda velocidade [4] .

HAMMIL et al, subdivide as fibras do tipo II em : fibras do tipo IIA,oxidativas–glicolíticas e fibras do tipo IIB, glicolíticas .

BRUNNSTROM, relatou que fibras do tipo II A corresponde a músculos vermelhos,conhecida como fibras de contração rápida intermediária, porque pode sustentar atividades por longos períodos ou pode contrair-se com um disparo de força e então fadigam-se. Já a fibra branca, tipo IIB, proporciona rápida produção de força e fadiga-se rapidamente.

O terceiro tipo de fibra, o tipo IIB, é designado oxidativo rápido-glicolítico e é inter-mediário em características tais como número de mitocôndrias, tamanho, velocidade de contração e velocidade de fadiga.

As fibras de contração rápida levam apenas cerca de uma sétima parte do tempo necessário para as fibras de contração lenta alcançam uma tensão máxima, entretanto, em ambas as categorias existe ampla gama de tempo para ser alcançada uma tensão máxima.

Essa diferença de tempo para chegar a uma tensão máxima é atibuída às concentrações mais altas de miosina-ATPase nas fibras de contração rápida. Elas possuem também um maior diâmetro que as fibras de contração lenta, por causa dessas e de outras diferenças, em geral as fibras de contração rápida se fadigam mais rapidamente que as de contração lenta. Apesar de os músculos de contração rápida e lenta intactos gerarem aproximadamente a mesma quantidade de força isométrica máxima por área transversal de músculo, os indivíduos com alta porcentagem de fibras de contração rápida são capazes de gerar magnitudes mais altas de torque e de potência durante o movimento que aqueles com maior número de fibras de contração lenta.

Corredores de velocidade e saltadores, geralmente têm maiores concentrações de fibras de contração rápida, também são encontradas em altas concentrações nos músculos fásicos, como o gastrocnêmio . A maioria dos músculos, se não todos, contém os dois tipos de fibras, um exemplo é o vasto lateral que possui tipicamente metade de suas fibras rápidas e metades lentas.

Os músculos do tronco e dos membros humanos contêm várias proporções de fibras musculares de contração rápida e contração lenta em um músculo particular, variam de indivíduo para indivíduo.

É importante conhecer os tipos de fibras dos músculos, pois o tipo de fibra influi em como o músculo será treinado e desenvolvido, assim como quais técnicas serão mais ade-quadas para os indivíduos com tipos de fibras específica.

Bibliogafia:

HAMILL, J.; KNUTZEN, K. M. Bases biomecânicas do movimento humano. Rio de Janeiro: Manole, 1999.

SMITH, L. K.; WEISS, E. L. LEHMKUHL, L. D. Cinesiologia clínica de Brunnstrom. 5ª ed. São Paulo: Manole, 1997.

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