quinta-feira, 27 de março de 2014

18:19:00

A transpiração excessiva no Treinamento Físico

http://planetasustentavel.abril.com.br/imagem/suor-agua-potavel-560.jpg

O processo de transpirar é um fenómeno pelo qual a água contida no nosso corpo é eliminada devido a uma elevação da temperatura externa ou interna, e começa a fluir para a superfície do nosso corpo.

Transpirar ocorre na forma de suor sobre a pele, que além de eliminar o calor em excesso de dentro do corpo, ainda arrefece a superfície ao entrar em contacto com o ar.

O suor é promovido por glândulas sudoríparas, e, além da água, elimina minerais e outros compostos nocivos ou desnecessários presentes no sangue.

Transpirar em excesso é designado por hiperidrose. No geral, a hiperidrose local afecta as glândulas das axilas, mãos, pés e rosto e, sobretudo, após a puberdade. Também pode manifestar-se em todo o corpo. Mas, nesse caso, será um sinal de um problema de saúde, como por exemplo, uma infecção ou níveis de glicemia demasiado baixos.

Apesar de ser um problema algo frequente, incide apenas entre 1% e 2% da população, portanto na maioria as razões da sudação em excessos são diferentes.

Não havendo certezas sobre as suas causas, supõe-se que o sistema nervoso autónomo seja excessivamente estimulado por certos factores, tais como o stress, o calor, os esforços físicos ou alguns alimentos (por exemplo, com picante).

Sinais do problema

Os especialistas definem vários critérios para que se possa considerar a existência de hiperidrose local. O indivíduo precisa de sofrer, durante seis meses e sem razão aparente, de transpiração excessiva nas mãos, pés, axilas ou rosto.

Há ainda a juntar dois dos seguintes factores:

- suor abundante de ambos os lados do corpo;

- transpiração excessiva, pelo menos, uma vez por semana;

- início do problema antes dos 25 anos;

- influência da vida quotidiana;

- ausência de transpiração excessiva durante o sono;

- antecedentes familiares.

No desporto, muitas vezes a razão para a sudação abundante é que a temperatura corporal torna-se significativamente elevada pelo aumento da produção de calor metabólico durante o exercício.

Em resposta a uma elevada temperatura corporal, o cérebro envia sinais ao corpo para dissipar o calor em excesso o mais rápido possível. As glândulas sudoríparas são então activadas, o suor é transportado para a pele para que ele possa evaporar e criar um efeito de arrefecimento. O suor escorrendo fora do corpo pode ser também indicativo do facto de que a humidade do ambiente é tão alta que o suor não evapora.

Todos os factores considerados, isto não é uma situação ideal, porque pode significar que o corpo não está a assegurar efectivamente a evaporação.

Por outro lado, a sudação abundante também pode ser um sinal que o indivíduo ser relativamente treinado, já que uma das adaptações ao treino físico consistente é a libertação de mais suor e mais cedo, para que os seus corpos não armazenam calor em excesso.

segunda-feira, 10 de março de 2014

10:43:00

Métodos de treinamento da capacidade aeróbia no Handebol

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O handebol é uma modalidade desportiva caracterizada por esforços intermitentes, de extensão variada e de periodicidade aleatória (SOUZA et al, 2006)

    Segundo Peñas & Graña (2000) os esforços no handebol se caracterizam por um predomínio dos deslocamentos de baixa intensidade (andar, trote, corrida moderada) perante aos de alta intensidade (corrida submáxima, piques).

    O handebol é uma modalidade esportiva em que se percebem, claramente, os momentos de ataque e de defesa em velocidade. O deslocamento no handebol se dá em corrida, em uma área delimitada, envolvendo aceleração e desaceleração, mudanças de direção, paradas bruscas devido às fintas e condução da bola. O jogador se desloca em grande velocidade, geralmente nos contra-ataques individuais e, mais lentamente, na movimentação de defesa na barreira e no ataque organizado, de modo que o tipo de trabalho durante o jogo seja intermitente. Este tipo de trabalho possibilita realizar grande quantidade de exercícios em alta intensidade, devido ao retardo do aparecimento da fadiga, em função da restauração da creatina fosfato (CP) que ocorre nos períodos de recuperação passiva (ELENO & KOKUBUN, 2002)

  A capacidade aeróbia é um componente importante do condicionamento para esportes coletivos e exercício prolongado, sabendo-se que os atletas são mais propensos a cometer erros e, com o surgimento da fadiga e com a diminuição da coordenação de movimentos, a adotar técnicas que podem levar a lesões (ELLIOTT & MESTER, 2000).

    O objetivo do treinamento aeróbio em atividades com características intermitentes são aumentar a velocidade de recuperação após a atividade de alta intensidade, como piques; aumentar a capacidade do sistema cardiovascular em transportar oxigênio aos músculos solicitados durante a partida e aumentar a capacidade dos músculos solicitados em utilizar oxigênio fornecido e oxidar ácidos graxos (BARROS, 2004).

    De acordo com Powers & Howley (2000) existem três métodos para treinamento da capacidade aeróbica: treinamento intervalado, treinamento de longa distância e ritmo lento (baixa intensidade) e exercício contínuo de alta intensidade. Já Bangsbo (1996) apud Elliott & Mester (2000) classifica os treinamentos da capacidade aeróbia em treinamento de endurance, treinamento intervalado ou intermitente, treinamento em circuito com pesos e também a “ginástica aeróbia” e o treinamento combinado e cross-training.

    Através do trabalho intermitente, é possível treinar as três vias metabólicas de produção de energia, uma vez que elas são intimamente ligadas e atuam simultaneamente durante a atividade. Dependendo da intensidade do exercício e da combinação entre esforços e pausas, é possível sobrecarregar mais um mecanismo do que outros (ELENO; BARELA E KOKUBUN, 2002).

    O treinamento com características intermitentes vem sendo muito utilizado para aumentar a capacidade de captação de oxigênio pelos músculos, pois em comparação ao treinamento contínuo, proporciona menor grau de fadiga pela maior via energética do sistema ATP-CP e conseqüentemente, menor produção de ácido lático. Isto se deve aos intervalos de descanso, que após cada exercício interrompido, reabastecem pelo sistema aeróbio as quotas de ATP-CP esgotadas no período dos exercícios, compensando parte do débito de oxigênio colocando novamente o ATP-CP como fonte geradora de energia (FOX et al, 1991)

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