quarta-feira, 26 de novembro de 2014

07:58:00

Ciência moderna é capaz de criar superatletas

 
Zico, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e Kaká fazem parte de uma extensa lista de jogadores talentosos transformados em superatletas pela ciência moderna. Neymar é o caso mais recente e levanta uma questão: qualquer atleta pode passar por esse processo de transformação? "O indivíduo pode ser treinado e virar um bom atleta. Se tiver a característica genética ideal, vira um superatleta", diz Bruno Mazziotti, fisioterapeuta do Corinthians que tem no currículo trabalhos reconhecidos com Ronaldo e Pato.

Nos anos 1970, a ciência adicionou força e resistência ao imenso talento de Zico

No futebol brasileiro, o primeiro modelo é Zico, ainda nos anos 1970. Ele chegou ao Flamengo com um enorme potencial, mas aos 15 anos tinha apenas 1,55m e pesava 37 quilos. A ciência surgiu para adicionar força e resistência ao talento do craque. "O desafio foi fazer a intervenção no momento correto, enquanto a natureza ainda permitia. E fizeram isso", analisa Turíbio Leite de Barros, médico fisiologista que criou o Reffis (Núcleo de Reabilitação Esportiva Fisioterápica e Fisiológica) do São Paulo.

Zico passou por correção postural e alongamento para reduzir a pressão dos músculos nos ossos e, com isso, ter o crescimento facilitado. Depois, passou por um ganho de peso controlado, para ficar forte sem perder as a habilidade. Aos 21 anos, o Galinho estava 17 centímetros maior e havia somado quase 30 quilos de massa muscular.

" O desafio foi fazer a intervenção no momento correto, enquanto a natureza ainda permitia"

No começo da carreira no São Paulo, Kaká também passou por uma transformação. Foram 10 quilos de massa muscular em mais em dois anos. "O jogo dele é baseado em arrancada em linha reta, por isso precisava muito do fortalecimento", lembra Turíbio, que acompanhou toda a mudança do meia. Mais forte, ele poderia ganhar potência e ainda se defender melhor e suportar os choques, sobretudo no mais físico futebol europeu.

Agora, neste Brasileirão, um dos jogadores que passa por um processo de transformação visível é Gabriel, do Flamengo. Com trabalho e alimentação, o meia já tem 11 quilos de massa muscular a mais em relação a 2013, quando chegou do Bahia.

O que também é fundamental para que a ciência transforme o craque em um supercraque é a idade. O trabalho deve ser feito, segundo especialistas, no momento da maturação, normalmente na transição da base para a categoria adulta, por volta de 18 anos, podendo durar até os 23 anos. Zico, Kaká, Ronaldo, Gabriel e companhia se encaixam nesse perfil. E esse fator pode dar a impressão de que os jogadores se desenvolvem mais na Europa do que no Brasil. Um erro.

"Os jogadores saem cedo do Brasil nessa fase de desenvolvimento e têm o ganho de massa quando atuam na Europa. Mas aqui acho que o trabalho é feito até com mais critério. Nós formamos os jogadores e os times da Europa vêm buscá-los aqui. Lá eles completam a formação", afirma Carlinhos Neves, preparador físico do Atlético-MG. "É importante desmistificar que só lá fora se desenvolve", completa.

No limite

Há um cuidado dos clubes para não passarem do ponto e deixarem os atletas fortes demais. De que ainda ganhar muita massa, ficar forte e se proteger dos choques, mas perder a habilidade? De acordo com os especialistas, é por isso que Neymar, aos 22 anos, está perto do limite para que o superatleta não vire um problema.
" O Neymar não pode ganhar 10 ou 12 quilos de massa"

"Os 4,5 kg de massa que ele ganhou foram para troncos e membros superiores. É um trabalho de fortalecimento para que ele tenha uma estrutura física com mais resistência", analisa Turíbio. "Mas ele é um jogador que depende demais de agilidade, e para ele não perder essa característica é importante ter um limite. Ele não pode ganhar 10 ou 12 quilos de massa", explica.

Respeitar o limite também ajuda a prevenir lesões, um risco quando há desequilíbrio no trabalho de força. "Se o trabalho se perde em alguma das diretrizes, seja no ganho de força, na fisioterapia ou na alimentação, pode ser que aconteça isso. Mas o ganho de massa e o ganho de força não estão ligados às lesões. Isso é totalmente um mito! Um trabalho bem feito afasta o risco de lesões", diz Mazzioti.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

15:38:00

O 'menos é mais' na preparação no Judô

Felipe Kitadai (BRA) durante as competições de Judô na Arena ExCel nos Jogos Olímpicos de Londres em 28 de Julho de 2012 em Londres, Inglaterra. Foto: Alaor Filho/AGIF/COB

Gosto quando um artigo/texto/post me provoca reflexão. E foi isso o  que esse texto aqui me provocou, sobre o preparação para competição no judô.

O Judô quando é praticado em nível competitivo pode exigir um preparo físico e psicológico enormes. É um dos esportes que mais pode necessitar de um ótimo condicionamento físico do atleta para manter um treinamento adequado visando às competições quer no Shiai ou no Kata.

Os atletas dedicados, constantes e bem orientados que suportarem o treinamento progressivo e bem planejado podem usufruir de muitas vantagens inerentes a essa prática como avanço de nivel e faixas, ttiulos nacionais e internacionais. Para isso, é preciso treinar para ter melhoria do condicionamento cardiovascular, mobilidade, flexibilidade, equilíbrio, velocidade, força isométrica, explosão muscular, resistência muscular aeróbia e anaeróbia, diminuição das taxas de açúcar,colesterol, triglicérides no sangue entre outros marcadores e muitas vezes se beneficiarem do bem estar da realização de um esporte que apreciem,bem como a redução do stress.

Quando o autor do texto falou que a grande sacada do treinamento para competição no Judô Master é: Menos é mais. Ou seja, diminuir o ritmo de treinos e dieta irreias ao tipo de situação é bem-vindo. Nesse período, o índice de lesões pode aumentar. O tempo relativamente curto de luta das competições dos Grand Masters pode ser um aliado, bem como um vilão. A manutenção do trabalho de base através de hipertrofia, isometria e alongamentos, caso a caso, pode prevenir lesões articulares e musculares, bem como proteger as lesões antigas, se houverem, e não deve ser negligenciado. Grandes grupos musculares podem necessitar de maior ênfase assim como antebraço, mãos, pés e panturilhas, pescoço. A adaptação do treinamento às necessidades da competição, nas vertentes de estratégia de luta, desempenho técnico, preparação física e emocional são fundamentais.

Não devemos esquecer que as avaliações médicas, nutricionais, dos professores de Judô, preparadores físicos e fisioterapeutas e psicólogos são de vital importância. Os atletas podem e devem se aproveitar de todas as suas vivências e sabedoria acumuladas ao longo dos vários anos de experiência no Judô, muitas vezes, e também deveriam ter fácil acesso às avaliações sugeridas acima, para treinar  e competir com o melhor desempenho possível associado ao mínimo nível de lesões.

A mudança de visão pode trazer benefícios para os atletas e potencializar os resultados de treinamento. Prestar atenção em fatores que podem ocasionar lesões ou diminuir o rendimento é obrigação do treinador. E acredito que começar a penar no 'menos é mais' no Judô pode ser um bom caminho.

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