segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

14:17:00

Como fazer a avaliação física inicial para Treinamento em Esportes


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A avaliação física para começar qualquer tipo de treinamento em esportes é importantíssimo. Trata-se de uma bateria de exames que irá fazer uma espécie de raio-X do seu condicionamento físico e detectar características importantes como frequência cardíaca, resistência física, condicionamento muscular e quantidade de gordura, entre outros aspectos. Os testes são fundamentais para proteger a saúde do aluno e apoiar o trabalho do treinador. Quanto maior o número de informações, mais personalizada será a planilha de treinos.

Com os dados em mãos, os exercícios podem ser prescritos de acordo com a capacidade individual de cada um, fazendo com que a evolução e os efeitos do treino sejam monitorados com segurança e eficiência. A avaliação física pode ser feita tanto na própria academia, por um profissional especializado, em laboratórios clínicos ou com o seu médico. Veja abaixo, os procedimentos que vão fazê-lo render muito mais e colher os resultados esperados.

Anamnese
É o momento do bate-papo com o treinador ou com o médico. Um bom teste deve começar com uma boa anamnese, que é um questionário de perguntas chaves feito para rastrear o estilo de vida e ficha médica do aluno, como hábitos alimentares, doenças hereditárias, alergias, peso, altura, medicamentos que toma e cirurgias que já fez. Ele serve como instrumento de triagem para a indicação da realização do tipo de avaliação física a ser aplicada. Se há hipertensos na família, provavelmente será pedido um exame mais detalhado de frequencia cardíaca.

Bioimpedância
O exame vai fazer um levantamento da quantidade de gordura e água no seu organismo a partir de eletrodos grudados em pontos estratégicos do corpo. Outra alternativa ao método é o teste chamado de dobras cutâneas, que usa um adipômetro, uma espécie de pinça gigante. Com o aparelho em mãos, o médico ou o professor de educação física belisca sua pele, descobrindo quanto existe de gordura em cada região do corpo (pernas, braços, costas e abdômen, por exemplo). Com esses números, podemos saber onde focar o treino e onde há mais necessidade de perda de gordura e ganho de músculos. O ideal é contar com o instrumento a partir dos 17 anos de idade antes disso, o corpo ainda está em formação e as medidas variam muito.

Teste neuromuscular ou Resistência Muscular Localizada (RML)
A partir dele, seu treinador vai identificar a resistência física de grandes grupos musculares. Exercícios, como flexões, abdominais e agachamentos, são repetidos em máxima velocidade durante 1 minuto.

Avaliação postural
Através de fotografias ou de um raio-X, feitos por um ortopedista, verifica-se a existência de anomalias na estrutura do esqueleto, como problemas na coluna ou até desvios nos joelhos e pés. Sua principal função é evitar a sobrecarga óssea e possíveis fraturas.

Teste de flexibilidade
Sentado, com as pernas esticadas, você irá estender seus braços o máximo que puder até alcançar uma espécie de régua, conhecida como tábua de Wells, na marca limite que irá testar a flexibilidade de seu corpo. Se estiver muito enferrujado, são indicadas doses extras de aulas de alongamento, pilates e ioga que esticam os músculos. O teste também pode ser feito em pé, usando um banco no lugar da tábua.

Ergoespirometria
É usada uma máscara, que abrange boca e nariz, para medir a quantidade de oxigênio que é absorvida pelo nosso organismo durante os exercícios físicos e definir o limiar anaeróbio (índice que demonstra a quantidade de ácido lático nos músculos). Quanto maior for à resistência cardiorrespiratória, melhor será o desempenho do aluno em exercícios como andar, correr, pedalar e nadar, por exemplo.

Teste de eletrocardiografia
É indicado, principalmente, para pessoas com vida sedentária, que estão acima do peso e que têm histórico de doenças, como o diabetes e hipertensão, na família. Executado por um cardiologista, o eletrocardiograma permite conhecer o esforço que o coração consegue atingir, sem chegar a uma sobrecarga. A análise é fundamental para que o professor defina a intensidade dos exercícios e respeite os limites do aluno.

 Vale ressaltar que uma rotina de exercícios eficaz é aquela que é combinada corretamente com a duração e intensidade dos esforços que a atividade exige, levando em consideração as condições e necessidades de cada um diagnosticadas na avaliação

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

16:16:00

Dicas para um melhor rendimento físico no basquete

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O basquete é um jogo dinâmico, que jogado sem substituições, precisa de um grande esforço do praticante,

Por isso, é essencial ter um bom preparo físico. Complemente o treino de basquete com um treino aeróbico (corrida, esteira ou bicicleta na academia, entre outros) para ficar com bastante fôlego na hora do jogo ou do treino.

O treinamento de musculação deve ser feito da seguinte forma: treinamento de força, para os membros superiores como bíceps, tríceps, peitorais e ombros. E treinamento para maximizar a resistência e a potência muscular dos membros inferiores, como glúteos, panturrilhas e músculos das coxas.

Lembre-se de que o jogador de basquete precisa ter muita impulsão na hora do jogo, portanto a manutenção do peso é muito importante. Um atleta acima do peso ideal terá sua impulsão e seu rendimento bastante prejudicados durante o jogo. Por isso, mantenha uma dieta equilibrada e balanceada.
16:16:00

Valências físicas no Futebol

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Em equipes não profissionais a preparação física e muito difícil de ser treinada, pois não existe período entre treinos e os atletas não têm responsabilidade alguma em questão do treinar.

No treinamento físico do futebol são treinadas diversas valências que são utilizadas no jogo em si:

Resistência: É a qualidade física que permite ao corpo suportar um esforço de determinada intensidade durante um certo tempo. A resistência apresenta-se de três formas:

Resistência Aeróbia: É aquela cuja principal característica e apresentar uma intensidade pequena e um volume grande, ou seja, um longo tempo na execução da atividade. É de manifestação global no organismo.

Resistência Anaeróbia: É aquela observada na realização de exercícios de alta intensidade e, por conseqüência de pequena duração. Ocorre também de forma sistêmica.

Resistência Muscular Localizada (RML): Observa-se ao nível muscular ou de grupo muscular e refere-se a capacidade deste grupo ou músculo de suportar repetidas contrações.

Força Dinâmica: Tipo de qualidade na qual a força muscular se diferencia da resistência, produzindo movimento.

Força Estática: Ocorre quando a força muscular se igual a resistência, não havendo, Por tanto, movimento.

Força de Explosão (ou Potencia): É a conjugação de força e velocidade; pode-se apresentar como predominância de força, ou com predominância de velocidade. Não e classificada como qualidade física derivada, por apresentar especificidade na metodologia de treinamento. Tem uma participação tão importante nos desportos que habilita a ser considerada dentre as qualidades de forma física.

Velocidade de Reação: Observada entre um estimulo e resposta correspondente (Exemplo: tiro e partida).

Velocidade de Movimento: Expressa pela rapidez da execução de uma contração muscular.

Equilíbrio Dinâmico: Aquele que é mantido durante o movimento

Equilíbrio Estático: É observado em repouso

Equilíbrio Recuperado: É o que se situa no ponto em que ocorre a transição entre o repouso e o movimento, ou movimento e repouso.

Descontração Total: Quando o relaxamento da musculatura esquelética acontece de forma global.

Descontração Diferencial: Quando o relaxamento da musculatura ocorre durante o movimento. Nesta situação pode-se observar o músculo agonista realizando um trabalho, ao passo que o antagônico se encontra descontraído. Essa qualidade física é, basicamente, fruto de uma conscientização motórica.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

12:21:00

Treinar significa também descansar

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Hoje falaremos sobre a importancia do descanso para quem algum tipo de treinamento esportivo/atividade física. Existe um fator muito importante que, por muitas vezes, atletas e praticantes de atividade física em geral ignoram que seja tão relevante. Trata-se do descanso. É preciso ressaltar que não é o quanto mais treinamos que se expressa em melhores resultados e, sim, o quanto melhor treinamos (organizamos a rotina da prática de atividade física). E isso está diretamente relacionado à pausa.

A superação é o ponto de partida para obtermos resultados significativos. No entanto, vale a pena alertar, já que muitas pessoas não sabem: os ganhos reais ocorrem no descanso, e não nos treinos. Com a parada adequada, em combinação com uma boa série de treinamentos e uma alimentação regrada, você otimiza seus esforços produzindo resultados excelentes.

Isso não significa que você deve ficar dormindo e parar tudo, mas que deve achar o equilíbrio na sua rotina de treinamento, incluindo o descanso necessário em sua lista de tarefas. O foco deve ser na qualidade, e não na quantidade.

Não se sinta culpado. Descansar e se recuperar não são sinônimos de falta de treinos. Se você se exercitar no limite de sua aptidão, todos os dias, corre grande risco de entrar em over training. Isso pode fazer com que sua energia diminua consideravelmente, que você se sinta cansado e até agravar o risco de lesões. Se você quer aumentar a produtividade de seu treino, inclua o descanso ideal na rotina de suas atividades.

Para quem pratica atividade física todos os dias, independentemente de qual seja, procure reservar ao menos um dia de descanso total em cada semana. E é muito relevante para a saúde física e mental. Não devemos deixar de enfatizar que é importante variar os exercícios da sua rotina de treinos de tempos em tempos. Isso fará com que você não sobrecarregue as mesmas regiões.

Converse com o seu professor e veja se o tempo de pausa nas atividades está adequado com o seu treinamento.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

16:20:00

Considerações sobre o treinamento físico no Voleibol


http://imguol.com/2012/07/26/o-levantador-bruninho-faz-treino-fisico-nesta-quinta-feira-26-na-preparacao-da-selecao-masculina-de-volei-para-londres-2012-1343309334309_1920x1080.jpg

O voleibol é um esporte de ritmo extremamente rápido, no qual a bola permanece em jogo por períodos muito curtos de tempo, demorando apenas alguns segundos para cair na quadra, dependendo do gabarito, idade, sexo e homogeneidade dos jogadores. Da mesma forma, o intervalo de descanso entre cada jogada é geralmente muito curto, embora haja as pausas entre os sets somem intervalos de descanso periódico mais longos (9).

A execução de habilidades específicas, como a cortada, apóia-se quase que exclusivamente no metabolismo do fosfagênio devido seu período de duração extremamente curto e de intensidade muito alta. Enquanto, a movimentação geral do voleibol numa jogada utiliza uma combinação tanto do metabolismo aeróbico quanto do anaeróbico, dependendo da duração e intensidade do movimento. O desenvolvimento da força e potência musculares em velocidade de movimento extremamente rápidas e explosivas também são fundamentais para a boa execução de voleibol.

O desenvolvimento da força nas fibras musculares de contração rápida parece de particular importância à execução devido à velocidade rápida do movimento dos agrupamentos musculares das extremidades tanto inferiores como superiores. Além do mais, uma aceleração aprimorada também reduzirá o tempo de movimentação e, portanto, aumentaria à potência da cortada. A aceleração, por sua vez, pode ser aprimorada através de aumento de capacidade de produção de força e/ou redução da massa corporal. Finalmente, um aquecimento adequado pode reduzir o tempo de movimentação através da diminuição dos tempos de contração e de reflexo.

A composição corporal e a flexibilidade são dois outros importantes fatores fisiológicos fundamentais para a boa execução das diversas jogadas do voleibol. Os níveis ótimos de peso corporal sem-gordura (massa muscular), assim como do peso total (com gordura) são essenciais ao desempenho no voleibol. A hipertrofia da massa muscular através do treinamento de força aumentará as capacidades de produção de força do jogador e, conseqüentemente, aprimorará tanto a aceleração quanto a potência de suas jogadas 

Assim sendo, parece importante que os programas de condicionamento para jogadores de voleibol sejam elaborados e cuidadosamente monitorados para desenvolver níveis ótimos tanto de peso corporal sem gordura, através da hipertrofia muscular, quanto da força e potência musculares. Finalmente, os níveis de flexibilidade também aprimorarão o desempenho das jogadas, pois aumentos no percurso de movimento através da qual a força é aplicada vão aumentar a velocidade das jogadas. Acrescentam-se os exercícios de alongamento que melhorarão a flexibilidade servindo para prevenir as lesões musculares durante o desempenho do esportista.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

11:37:00

A fisiologia aplicada ao esporte e sua aplicação prática

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A formação da comissão técnica de uma equipe depende muito da modalidade, contudo, se torna imprescindível à presença de um treinador, um preparador físico e um psicólogo do esporte. Com relação à forma de trabalho dos treinadores ou da comissão técnica, tudo depende do equilíbrio entre conhecimento e infra-estrutura, não adianta uma equipe possuir a melhor tecnologia se não possui mão de obra capacitada para utilizá-la, o contrário também é verdadeiro, aquele treinador que obtém sucesso apenas com a disponibilidade de equipamentos sofisticados não interessará a uma equipe com infra-estrutura inferior.

Assim sendo, se torna imprescindível a qualquer profissional que atua no âmbito esportivo, conhecer as perspectivas e novidades existentes nesta área, e posteriormente, obter uma opinião crítica no que diz respeito à otimização do rendimento esportivo, bem como de sua interface com outras áreas de conhecimento.

Conhecer em detalhes a modalidade esportiva é dever do treinador que objetiva trabalhar com performance. A fisiologia do exercício pode ser definida como uma área que procura investigar como as estruturas e funções de nosso organismo se alteram quando realizamos o exercício agudo ou crônico, enquanto que a aplicação destes conhecimentos ao esporte, denomina-se fisiologia do esporte, uma subárea da fisiologia do exercício.

Uma das questões mais relevantes quando tratamos de estratégia de programa de treinamento está no conhecimento do esporte no qual se pretende trabalhar. Independente de ser individual ou coletivo, a determinação das características fisiológicas do esporte é fundamental para a padronização de um tipo de treinamento que abranja à demanda energética exigida na modalidade ou competição .

Atualmente, muitos parâmetros têm sido utilizados na avaliação, prescrição e determinação dos efeitos do treinamento aeróbio. Dentre os parâmetros que utilizam métodos diretos, destacam-se o limiar anaeróbio (Lan) e o consumo máximo de oxigênio (VO2max). O Lan ganhou destaque na área de treinamento esportivo devido, principalmente, ao rápido ajuste desse parâmetro frente a modificações do treinamento e à baixa correlação encontrada entre a quantificação do VO2max e a predição de performance aeróbia em competições.  Além disso, é um método mais fidedigno em relação à validade ecológica do teste e que apresenta menor custo operacional, quando comparado ao VO2max. Apesar de ser invasivo, tanto o volume de sangue coletado (25 µl por amostra), como a utilização de procedimentos simples de higiene e assepsia, excluem do teste pela lactacidemia qualquer risco à saúde de avaliadores e avaliados, o que normalmente conduz à aceitação de comitês de ética em pesquisa.

Uma tendência atual é a utilização dos parâmetros de avaliação, principalmente do Lan, para quantificar as cargas durante o treinamento, classificando o esforço em diferentes faixas de intensidade: aeróbia, que corresponde ao exercício prolongado de baixa intensidade, em estado estável; aeróbia-anaeróbia, que seria no limite do estado estável, tendendo ao débito de oxigênio; e em débito de oxigênio, com exercício realizado e ritmo intenso. Esta idéia é sem dúvida um grande avanço para quantificar melhor a intensidade para realização do exercício, tanto contínuo como intermitente.

, as informações acerca do estudo da fisiologia aplicada ao rendimento esportivo podem ser obtidas com extrema facilidade em bases de dados da internet. A criatividade e acima de tudo a tecnologia disponível nos centros de excelência de pesquisa em performance atlética permitem que os estudiosos da área desenvolvam equipamentos sofisticados capazes de simular uma competição e então verificar as respostas do corpo humano frente a uma situação de estresse que exige desempenho máximo. Contudo, existe uma diferença considerável entre o que se pesquisa e o que pode ser aplicável à prática.

    Apesar deste longo período de pesquisas e avanços científicos na área de treinamento, os profissionais que trabalham no âmbito esportivo ainda enfrentam dificuldades para maximizar as capacidades físicas, técnicas e táticas dos seus atletas.

Dentre os tópicos estudados na fisiologia aplicada ao desempenho atlético, destacam-se os procedimentos fisiológicos, físicos, táticos, técnicos, nutricionais (ergogênicos), biomecânicos, psicológicos e farmacológicos, que utilizados de forma separada ou em conjunto, são capazes de aprimorar a capacidade de realizar trabalho físico.

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Porém, a aplicação desses recursos não garante resultados positivos a todos os atletas, já que estes apresentam características fisiológicas, habilidades técnicas, comportamentos psicológicos e históricos de vidas diferentes. Mesmo sendo possível selecionar uma população de mesmo sexo, idade e aptidão física, e ainda, impor uniformidade de treinamento, moradia e dieta, numa tentativa de aproximar as características e eliminar ao máximo as diferenças individuais, ainda não seria possível, encontrarmos indivíduos com características genéticas e psicológicas idênticas.

 Embora, atualmente se conheça muito a respeito da importância da individualização da prescrição do treinamento para atletas de alto nível, devido à heterogeneidade intra-indivíduos, faz-se necessário uma reflexão crítica a respeito dos inúmeros estudos publicados e empregados em treinamento esportivo.

Com ajuda daqui


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