quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

10:34:00

Conteúdos para várias áreas do Esporte

 


Fechamos uma parceria com o site de conteúdo Cds Universitários.  Eles disponibilizam conteúdo em forma de Cd sobre vários assuntos dentro dos Esportes, como Fisioterapia, Treinamento, Nutrição, Psicologia...

Acesse e saiba mais sobre os temas: http://treinamentoemesportes.cdsuniversitarios.net/


O mais legal desta parceria é aberta para qualquer área. Se você tiver  uma página/grupo/blog/perfil e quiser fazer uma parceria com eles, veja mais detalhes aqui

sábado, 12 de dezembro de 2015

18:25:00

Princípio da adaptação e os tipos de estímulos



O Princípio da Adaptação ocorre quando os tecidos são estimulados, produzindo tanto adaptações metabólicas quanto fisiológicas. Este princípio deve ser aplicado com uma frequência gradativa, tendo em vista que se o treinamento utilizador deste princípio não for realizado regularmente, os benefícios serão perdidos.

Nosso organismo depende de uma situação conhecida como homeostase (estado de equilíbrio dinâmico), onde todas as funções metabólicas, fisiológicas, hormonais e termorreguladoras estão equilibradas. Durante o treinamento, quebramos este equilíbrio onde geramos no nosso corpo uma reação de alarme onde ocorrerá uma série de adaptações a curto e longo prazo que chamamos de sepercompensação, que tem a função de levar o organismo a atingir uma aptidão física superior, preparando-o para novo estímulo de maior intensidade.
Existem três tipos de estímulos:

Estímulo fraco; só aguça e não quebra a homeostase, por isso não tem efeito.

Estímulo correto; quebra a homeostase e permite a supercompensação. Resulta em adaptação, ganhos e é a mais correta relação entre estímulo e repouso.

Estímulo muito forte; quebra a homeostase e não permite adaptação, podendo levar a síndrome de overtraining, que se configura com o excesso de treinamento.

Um programa de exercícios bem elaborado respeitando seus princípios descritos faz com que o programa ganhe muita eficiência e qualidade para se atingir os objetivos estabelecidos com sucesso!

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

11:44:00

Objetivos do Core Training

 http://shastaathleticclub.com/wp-content/uploads/2013/11/1368192097.jpg

O objetivo de um programa de treinamento é a manutenção ou melhoria do condicionamento físico ou do desempenho atlético. Entretanto, os programas de atividades físicas convencionais tendem a focar apenas o condicionamento cardíaco e/ou o fortalecimento de um número reduzido de músculos específicos e, geralmente, superficiais.

O Core Training possui uma proposta diferenciada dos programas de treinamento convencionais. A aplicação do método está focado em estabilizar músculos do Core e preparar a postura do indivíduo para enfrentar as atividades diárias e práticas esportivas. Ou seja, um dos fundamentos dessa prática reside no treinamento de grupos musculares do complexo lombo-pélvico para algumas finalidades específicas.

O Core funciona como uma unidade para estabilização do corpo e da coluna vertebral, com e sem os movimentos dos membros permitindo a criação e coordenação de movimentos de maneira que o mesmo absorva, gere e transmita força para todo o corpo, e tem a função de um "espartilho" muscular. Por isso, a musculatura dessa região tem sido referida como a força motriz de todos os movimentos realizados pelos membros. Quando todo esse sistema realiza suas ações eficientemente, tem-se como resultado a distribuição adequada das forças que proporciona controle ótimo e eficiente dos movimentos. O fortalecimento do core – região que engloba os músculos abdominais, dorsais e estabilizadores da coluna – dá condições da pessoa fazer o que gosta por mais tempo, sem se contundir.

Além disso, a função da musculatura do núcleo é fornecer um mecanismo de proteção para a coluna como, por exemplo, de forças indesejáveis que fazem parte de Movimentos Funcionais.

Os Movimentos Funcionais estão presentes em nossas atividades da vida diária. São os movimentos utilizados durante a execução de uma tarefa qualquer como caminhar, subir escadas, carregar sacolas de compras, levantar de uma cadeira entre outras.

Portanto, independentemente do movimento ou ação motora realizada pelo indivíduo, a musculatura central do corpo é responsável por proteger, por processar e pelo resultado motriz conquistado na taref

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

09:22:00

Saiba mais sobre o Supertreinamento

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     Antes de comentarmos o supertreinamento, é importante reforçar que devemos diferenciá-lo claramente dos estados de fadiga aguda, crises de adaptação ou super solicitação. Por exemplo, é inevitável, para quem se afastou por pouco tempo ou para quem nunca fez musculação, sentir dores musculares nas primeiras semanas de prática.

     As dores são, como já foi dito, a defesa do organismo como consequência da falta de costume do corpo em relação a uma atividade já um pouco esquecida. Alguns sintomas do supertreinamento podem ser sentidos normalmente no processo de treinamento, sem ser considerado overtraining. Para se saber o que está acontecendo, é aconselhável procurar um médico desportivo para se obter um diagnóstico exato.

     Há dois tipos de supertreinamento, cada um com seus sintomas e evoluções diferentes. Há o supertreinamento denominado simpático-tônico, que se caracteriza pelo predomínio do sistema nervoso simpático vegetativo. Os sintomas estão relacionados com os processos de superexcitação, como:
  • pulsações em repouso aumentadas
  • problemas de sono
  • perda de peso
  • fadiga fácil
  • elevação ligeira da temperatura
  • dores de cabeça
  • perda de apetite
  • recuperação da frequência cardíaca retardada
  • palpitações
  • descoordenação
  • irritação
  • depressão
     Neste caso, a pessoa se sente enferma, se cansa facilmente, perde peso, não consegue dormir, nota palidez e ligeira elevação da temperatura corporal. Na mulher, podem surgir outras alterações. Além disso, o atleta tem dificuldades para respirar durante o treino, perde o apetite, aumenta a sensação de sede, a pulsação se acelera e aparecem palpitações que antes não existiam. A recuperação da frequência cardíaca após o esforço é lenta e a pressão arterial elevada. E não fica por aí. O cansaço também, é claro, é psíquico: irritação em situações banais, angústia, depressão, etc...

     Este tipo de supertreinamento é fácil de ser diagnosticado, porque os sintomas aparecem e são facilmente identificados: o atleta sente-se mal, realmente enfermo, podre!!!

     O outro tipo de supertreinamento se inicia com sintomas que não indicam enfermidades. O atleta não se sente mal, mas também não rende. É denominado supertreinamento parassimpático-tônico. Nele há o predomínio do sistema parassimpático vegetativo, por que os sintomas são de debilidade física e falta de estímulo.

     Alguns sintomas que ajudam a detectá-lo são: falta de rendimento, com fácil fadiga, suores noturnos e, também, elevação da pressão arterial, tanto em esforço como em repouso. A capacidade e a velocidade de reação é tardia e sente-se uma descoordenação.

     Mesmo assim, o atleta tem boa recuperação, não perdendo peso, alimentando-se e dormindo normalmente. O humor da pessoa não se altera.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

16:10:00

Comportamento do técnico no erro do atleta

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O desempenho do atleta na competição pode ser diferente dos treinamentos. Além dos inúmeros fatores que pode influir no rendimento, a reação do treinador em relação a isso é importante para o desenvolvimento futuro de um atleta e m formação.

A ansiedade do treinador para que os alunos aprendam algo rapidamente ou na própria vitória, faz com que certas vezes, o profissional menospreze ou ridicularize o jovem mesmo sem uma velada intenção. Uma palavra ou gesto impensado (ou não) pode gerar constrangimentos com muitas repercussões negativas tanto no âmbito esportivo (desempenho) como pessoal (tristeza e angústia, por exemplo).

O erro é algo que deve ser aceito como parte do processo esportivo e um desafio a ser ultrapassado, com calma, respeito e muita paciência. É fundamental lembrar que muitos atletas gloriosos falharam antes de obter sucesso e permanecem convivendo com novos erros e tentativas de corrigi-los constantemente. A harmonia entre treinadores e atletas no esporte começa na aceitação dos erros como parte do processo esportivo e através da constante iniciativa de tentar superá-los.

O treinador deve tomar muito cuidado e se policiar para que suas reações não prejudique o rendimento geral do aluno/atleta.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

14:52:00

Recuperação muscular é essencial para o sucesso do seu treino

Divulgação

Quando praticamos uma atividade física temos uma mudança na nossa estrutura muscular. São estímulos provocados pela intensidade do exercício que nos faz causar essas mudanças, o que leva à melhora do condicionamento físico, hipertrofia muscular, resistência muscular.

Acesse o blog da Educação Física

Esses estímulos são stress, causado durante o treinamento pelas sobrecargas metabólicas e tensionais, provocando microlesões nos músculos envolvidos que caracterizam a estimulação.

Na recuperação ocorre a reparação dessas microlesões como também o restabelecimento energético em um patamar superior ao anterior. Esta fase de recuperação é fundamental para o desenvolvimento muscular afim de se preparar para estímulos subsequentes mais intensos.

Se o praticante do exercício (musculação, corrida, qualquer modalidade esportiva) não estiver completamente recuperado e houver fornecimento de nova sobrecarga, a musculatura responderá de maneira negativa desfavorecendo o desenvolvimento muscular.

Em se tratando do treinamento de hipertrofia muscular, acredita-se que a recuperação ocorra entre 48 e 72 horas, considerando uma alimentação adequada e outros fatores, tais como o descanso. Em modalidades aeróbias a recuperação ocorre em 24 a 48 horas, o que dependerá do tipo de treinamento, objetivos e planejamento de treinos.

Uma boa recuperação muscular levará a um processo de fortalecimento, crescimento e adaptação muscular, portanto, ocorre em sua maior parte não durante o treinamento e sim no período de descanso.

Logo após o exercício, mais ou menos uma a duas horas após do treino, os músculos que estavam ativos se preparam para restabelecer a energia gasta e maximizar a entrada de nutrientes. Este é o estado em que o corpo se encontra mais receptivo à absorção e armazenamento de energia.

Os dias e horas ideais para uma boa recuperação muscular dependerá do seu objetivo e tipo de treinamento que está realizando, por isso a importância da orientação de um profissional de Educação Física na programação de seus treinos. Esse planejamento deverá conter os exercícios apropriados e o descanso necessário para um bom resultado.

Muitos estudos demonstram que uma dieta adequada em carboidratos e proteínas cria uma resposta insulínica mais eficiente na recuperação do glicogênio muscular e para o anabolismo. Dada a importância dos carboidratos para a performance de exercícios aeróbios de longa duração, recomenda-se que indivíduos que se exercitam regularmente devam consumir uma dieta entre 55%- 70% de seu total calórico na forma de carboidratos.

Uma bela noite de sono também contribui muito para a recuperação muscular. Durante o sono, ocorre a secreção do hormônio HGH (Hormônio do Crescimento), que estimula o crescimento e a recuperação muscular, a construção óssea e a queima de gordura, auxiliando na recuperação de treinos fortes e melhorando a resposta fisiológica. Estudos mostram que quando um indivíduo não dorme adequadamente, a produção desse hormônio diminui.

Lembrem sempre de incluir no seu Planejamento de Treinos: bons exercícios, regularidade nos treinos, uma boa noite de sono, um bom descanso muscular e uma alimentação adequada.
(com informações do site Minha Vida)

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

11:09:00

Objetivos no treinamento especifico do zagueiro no Futebol



O zagueiro ocupa a região da grande área defensiva. A maioria dos zagueiros costumam ser altos, o que lhe permite cabecear as bolas alçadas contra a área. Nesta posição, costuma-se ver jogadores com grande força e resistência, já que a sua função é primariamente a de bloquear as proximidades da grande área.

Os treinamentos desenvolvidos individualmente para zagueiros para a sua melhora tanto na parte técnica, tática e física.

Objetivos Técnicos:

- Rebatida
- Interceptações
- Cabeceios
- Passes.

Objetivos Táticos

- Marcação(Desarme)
- Coberturas
- Trocas
- Temporizações
- Profundidade Defensiva
- Balanço Defensivo.


Objetivos Físicos

Coordenação:Geral,Oclo Cefálica,Oclo Podal
- Agilidade-
- Velocidade
- Potência
- Força Especifica(contextualizada).

terça-feira, 18 de agosto de 2015

15:49:00

Saiba mais sobre o Treinamento Desportivo

O treinamento desportivo apresenta-se como uma atividade física de longa duração, graduada de forma progressiva, individualizada, atuando especificamente nas funções humanas, fisiológicas e psicológicas, com objetivos de superar tarefas mais exigentes que as habituais. É assim que Bompa (1983) define treinamento desportivo. Ele, como muitos outros autores, apresenta definições baseadas em inúmeros estudos científicos sobre o tema.

O treinamento desportivo, quando aplicado adequadamente, provoca no organismo humano, adaptações morfológicas e funcionais, elevando assim o nível de forma física do indivíduo. Para tanto, alguns princípios devem ser seguidos para que a aplicação desse treinamento seja eficaz.

Vamos tratar daqueles considerados fundamentais em qualquer processo de treinamento:

  • Individualidade Biológica: a aplicação de cargas de treinamento respeitando a individualidade biológica de cada indivíduo é uma regra. Encontramos atletas que recebem a mesma sobrecarga de trabalho e reagem, sofrem adaptações, completamente diferentes. Neste caso, até as recuperações são diferentes. Para atletas jovens, é importante considerar as fases de crescimento e desenvolvimento em que se encontram. Para todos, o estilo de vida também conta;
  • Sobrecarga: o primeiro passo para acertarmos na determinação da sobrecarga são os testes de avaliação. Eles nos indicam em que patamar de forma o atleta se encontra e como poderemos estabelecer o volume e a intensidade da sobrecarga aplicada. Conforme os objetivos do atleta e seu nível de forma, devemos programar as cargas quanto aos aspectos de qualidade (intensidade) e quantidade (volume) de forma gradual e crescente;
  • Densidade: em todo treinamento existem dois parâmetros - a carga ou estímulo e a pausa ou recuperação. Como já mencionado, a carga produz um desajuste dos sistemas e durante a recuperação, por meio da reação do organismo, ocorre a adaptação e supercompensação. Essa recuperação demanda um tempo de repouso, ou diminuição da carga, para produzir todos os efeitos regenerativos e supercompensatórios. Essa relação temporal entre a aplicação da carga e a recuperação denomina-se densidade. A correta utilização dessa relação determina a eficácia do treinamento.
  • Especificidade: outra regra bastante clara: se aplicarmos cargas de resistência, o atleta melhora a resistência. Neste caso, considerando as características próprias do esporte trabalhado, o planejamento deve conter elementos específicos (objetivos, métodos, meios, etc) para desenvolvimento das capacidades deste esporte;
  • Reversibilidade: a interrupção do processo de treinamento provoca reversão dos efeitos obtidos ao longo do tempo. Essa perda apresenta um ritmo mais rápido para os treinamentos baseados em resistência e resistência de força, e mais lento para os treinamentos baseados em força explosiva e força máxima.

A orientação do planejamento do treinamento por estes princípios nos leva a estabelecer uma aproximação enorme do treinamento chamado científico e nos afasta, por outro lado, do empirismo que muitas vezes põe em risco a saúde de indivíduos sãos.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

11:59:00

A falta de motivação no Esporte


http://www.thesptimes.com.br/sp/wp-content/uploads/2014/01/depressao.jpg

Na Psicologia moderna, o termo motivação é utilizado para indicar a intensidade do esforço e a direção do comportamento humano, que designa a finalidade deste comportamento, e porque as pessoas se orientam a um ou outro objetivo. Sem a motivação não conseguiríamos dirigir e prosseguir em nossas ações, o que nos tornaria seres apáticos.

Na atividade física e no esporte, a motivação é produto de um conjunto de variáveis sociais, ambientais e individuais que determina a eleição de uma modalidade física ou esportiva e a intensidade da prática dessa modalidade, que determinará o rendimento.

No esporte e na atividade física a motivação tem forte relevância, tanto quando se questiona rendimento, na influência no bem-estar dos atletas, quanto quando se fala em aderência e abandono. Sem a motivação, um esportista não desempenhará ou desempenhará mal sua tarefa.

Numa visão ampla, o termo motivação denota fatores e processos que levam as pessoas à ação ou à inércia em situações diversas. A essa inércia, chamamos "estado de apatia". No estado de apatia, intervém reações como apatia mental, estado de mau humor, aversão à competição, descontentamento e intensidade diminuída de percepção, pensamento e concentração.

O estado de apatia também pode ser considerado estado de falta de motivação. As causas dessa falta de motivação no esporte estão relacionadas, principalmente, às dificuldades de relacionamento com o técnico, monotonia dos treinamentos, falta de habilidades esportivas, pequena participação nas competições, decepção das expectativas iniciais com os resultados finais obtidos, ausência ou reduzida vida pessoal fora do esporte, falta de apoio de familiares e amigos, sentimento de isolamento diante da equipe técnica, carência de reforços positivos pelos resultados conseguidos, estresse competitivo, falta de diversão, esgotamento, falta de companheirismo, excessivo tempo de dedicação e lesões. Esses mesmos motivos podem levar ao abandono do esporte.

O entusiasmo, a paixão, o estímulo, o suporte emocional e a orientação para vencer os desafios e os obstáculos de forma efetiva, combinados com o estilo de comunicação e a compatibilidade psicológica do treinador com seus atletas, têm uma correlação significativa com o rendimento desportivo e fazem com que os atletas tenham uma alta ou baixa motivação para o rendimento. Além do mais, estas condutas dos técnicos influem no desenvolvimento da coesão grupal e esta, por sua vez, determina a percepção da eficiência coletiva e de satisfação dos atletas.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

15:17:00

Teste psicológico específico ajuda no desempenho de atletas

 

Os testes psicológicos e de personalidade são ferramentas úteis para dar suporte à equipe técnica no desenvolvimento dos treinos e acompanhamento da performance de atletas. Porém, no Brasil, ainda não existem testes elaborados exclusivamente para esses profissionais. Em sua tese de doutorado pela Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP, o psicólogo e professor Ivan Rabelo avaliou se um teste direcionado para a população em geral poderia também ser aplicado em atletas. Os resultados mostraram que o teste se mostrou satisfatório na avaliação da maior parte dos fatores, mas não em todos. Por isso, Rabelo sugere o desenvolvimento de um instrumento de avaliação específico para esportistas.

O pesquisador conta que se o atleta estiver com ansiedade, tanto o psicólogo como a equipe técnica podem aplicar o teste com o intuito de ajudá-lo. "O teste também pode auxiliar o atleta a se conhecer melhor e a buscar o equilíbrio nas características importantes para a modalidade esportiva na qual atua. Além disso, muitas características encontradas em atletas diferem de outras populações, como por exemplo, a questão da dor", justifica o psicólogo sobre a importância de haver testes específicos.

No exterior, conta Rabelo, já existem testes dirigidos a esportistas, como o SIP (The Sports Inventory for Pain), um inventário de dor para o esporte e que avalia também traços de personalidade.

Em sua pesquisa, Rabelo avaliou se o teste Bateria Fatorial de Personalidade (BFP), desenvolvido pelos psicólogos Carlos Nunes e Cláudio Hutz, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e voltado para a população em geral, poderia ser também aplicado em atletas. O BFP é um instrumento psicológico construído para a avaliação da personalidade a partir do modelo dos Cinco Grandes Fatores (Big Five). O teste avalia 16 facetas da personalidade a partir de cinco fatores: extroversão, socialização, neuroticismo (estabilidade emocional); realização; e abertura a novas experiências.

O teste, com 156 questões, foi aplicado em 726 atletas profissionais com idades entre 13 e 85 anos, sendo 85% de homens, de todo o Brasil, com maior concentração daqueles que residiam no estado de São Paulo. Esses atletas pertencem a grupos olímpicos, paraolímpicos e não olímpicos, de esportes como tênis de mesa, rugbi, atletismo, futebol de base e futebol profissional. "Nós realizamos o treinamento dos psicólogos dos clubes para que eles pudessem aplicar o teste no local onde atuam", diz. No teste, a pessoa avaliada deve dizer o quanto concorda ou discorda de determinadas características de personalidade.

Resultados

De acordo com o psicólogo, os achados não foram suficientes para afirmar que existe um perfil único de atleta; porém, de acordo com a modalidade, há uma variação das características predominantes da personalidade. "O Big Five foi satisfatório na avaliação da maior parte dos fatores, mas não em todos: no caso do fator "depressão", o teste é irrelevante quando aplicado em atletas, pois não houve diferenciação nos resultados encontrados na população em geral", diz.

Como conclusões, Rabelo verificou que os atletas apresentaram maior controle de seu estado emocional, em comparação com a população em geral. Os esportistas demonstraram menor preocupação em serem orgulhosos ou se mostrarem superiores aos outros. "Isso ocorre pois eles sabem o quanto o concorrente pode superá-los e acabam se considerando tão importantes quanto os oponentes", explica. Também foi verificada uma elevada extroversão, pela necessidade de maior interação com a sociedade. Os avaliados também apresentaram médias mais elevadas do que a população em geral nos aspectos ligados a competência, empenho e realização. "As atividades de esporte, em geral, tendem a fazer com que essas pessoas apresentem essas características", explica.

Outra constatação interessante é que as modalidades de esportes individuais exigem um nível de comunicação mais elevado do que as coletivas. "Apesar de sempre haver uma equipe técnica, os atletas de modalidades individuais precisam se responsabilizar sozinhos pelo seu desempenho no esporte, por isso a necessidade de comunicação", finaliza.

A pesquisa Investigação de traços de personalidade em atletas brasileiros: análise da adequação de uma ferramenta de avaliação psicológica foi defendida na EEFE no dia 17 de dezembro, sob a orientação da professora Katia Rubio.

15:12:00

Estratégia de corrida influencia na performance dos atletas

 
 

Em provas de fundo no Atletismo, os corredores que adotaram a estratégia da saída lenta obtiveram melhores tempos e apresentaram menores valores de frequência cardíaca e percepção subjetiva de esforço nos trechos analisados. Isso foi comprovado pela pesquisa realizada na Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP pelo mestre em Educação Física na área de Estudos do Esporte, Marcelo da Silva Pacheco.

O estudo teve como objetivo explicar como a utilização de diferentes estratégias de prova poderiam influenciar ou não o desempenho de atletas especialistas em corrida de 5.000 metros em pistas de atletismo. Os resultados poderiam auxiliar atletas, técnicos e preparadores físicos, tendo em vista a melhora da performance dos corredores.

As estratégias de corrida podem ser variadas, de acordo com o pacingritmo ou maneira como o atleta regula sua velocidade durante a prova — do corredor. Nesta pesquisa, os atletas foram divididos em dois grupos, que deveriam executar dois tipos diferentes de pacing, previamente determinados pelo pesquisador. Um grupo foi escolhido para executar a saída lenta e o outro a saída rápida.

Testes
"Para executar a saída lenta, os atletas regularam a velocidade de corrida nos primeiros 1.000 metros em 10% abaixo de suas médias de prova", explica o pesquisador. No grupo de saída rápida, a velocidade dos corredores é regulada, no primeiro quilometro de prova, em 10% acima de suas médias de prova. O estudo envolveu 12 atletas, todos do sexo masculino, especialistas em corridas de longa distância e filiados a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt). Também era exigido dos corredores experiência mínima de 3 anos sucessivos em competições esportivas e nenhuma restrição médica.

No laboratório, em esteira ergométrica, os atletas realizaram avaliação das medidas antropométricas, que é o teste de esforço progressivo máximo para medidas de consumo máximo de oxigênio. Foi verificada a velocidade de corrida associada ao consumo de oxigênio, velocidade máxima alcançada e mantida durante teste de esforço progressivo máximo.

Na pista de atletismo foi verificada a estratégia de prova com medidas de velocidades de corrida a cada trecho de 200 metros. Em ambos os grupos foi mensurada a frequência cardíaca e a percepção subjetiva de esforço.

"Observou-se que os atletas que adotaram estratégia de saída lenta obtiveram os melhores tempos na prova simulada de corrida de 5.000 metros em pista. Estes corredores também apresentaram menores valores de frequência cardíaca e de percepção subjetiva de esforço a cada trecho monitorado. Por exemplo, 5 dos 6 atletas com melhor tempo de prova, foram aqueles que adotaram a saída lenta nos primeiros quilômetros da prova", conta Pacheco.

A pesquisa Análise da estratégia de corrida e suas relações com variáveis de desempenho de atletas foi orientada pela professora Maria Augusta Pedutti Dal Molin Kiss. "É uma colaboração com a organização do processo de treinamento físico e esportivo para atletas de alto nível competitivo", explica o pesquisador.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

15:52:00

A dermatoglifia nos esportes

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/15/Fingerprint_detail_on_male_finger.jpg/1280px-Fingerprint_detail_on_male_finger.jpg

Há pessoas que acredita, há pessoas que não acreditam. O fato é que cada vez mais a dermatoglifia está sendo usada em esportes de alto rendimento para descoberta de características físicas dos praticantes.  A dermatoglifia é o estudo científico das impressões digitais, pelo qual é possível analisar o potencial genético do indivíduo

Uma vez que a impressão digital é resultante de uma combinação de fatores relacionados ao código genético e ao desenvolvimento embrionário é possível, a partir da observação desta marca genética, a identificação das potencialidades que um individuo tem.

A dermatoglifia vem sendo bastante utilizada na área do desporto, pois através dessa é possível analisar as qualidades físicas de um atleta através das digitais. Dessa forma, é possível direcionar o atleta para a área ou posição que ele tem maior aptidão, entre outros.

Os Cds Universitários tem um CD que ensina a fazer essa análise. Clique aqui!

Para o desporto, os desenhos das digitais têm os seguintes significados:

- Arco: muita força, porém baixo nível de coordenação motora.

- Presilhas: velocidade e explosão.

- Verticilo (rodamoinho): força, velocidade e resistência.


A dermatoglifia antecipa a utilização das tendências genéticas de um indivíduo e, aliada à atuação do meio ambiente, pode contribuir, não exclusivamente para a determinação do talento, mas para potencializar o seu desenvolvimento, podendo ser utilizada na orientação e montagens de treinamento com diferentes finalidades, indo de melhora da aptidão física até a performance.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

15:06:00

Planejamento do treinamento para uma temporada

http://blogrubensmenin.com.br/wp-content/uploads/2013/12/esportes-1.jpg

A periodização de treinamento é o planejamento de tudo que será realizado durante uma temporada, ou seja, deve-se dividir o tempo disponível ao treinamento para realizar todos os fundamentos para a prática de esporte: preparo físico, técnica, força, resistência e explosão. Durante a periodização você saberá distinguir pontos fracos e fortes que são fundamentais para atingir o resultado.

A periodização é dividida em quatro fases:
  1. Transição
  2. Base
  3. Pré-competição
  4. Competição.

Transição: Duração de 2 a 3 semanas

É o período de férias do atleta. Nessa fase não há preocupação com a atividade física nem alimentação, o que pode causar ganho de peso indesejado. Festas de fim de ano possuem um cardápio tentador e difícil de resistir. Aproveite; mas, com cautela. A alimentação precisa ser equilibrada, evitando excessos.  É aconselhável ingerir bastante proteína, animal ou vegetal; dê preferência às carnes brancas, principalmente os peixes, que são fontes de proteína, ômega 3 e 6, cálcio e iodo. A melhor fonte de proteína digerível pelo nosso metabolismo é o ovo, com 94% de aproveitamento.  Nesse período é aconselhável praticar outros esportes que não seja o ciclismo, como por exemplo: natação, corrida, caminhada, musculação. Nada exagerado, somente para não perder o costume de se exercitar.  Durante a fase de transição a recuperação é extremamente importante, tanto física como psicológica.

Base: Duração de 8 a 10 semanas

Este período é fundamental para o treinamento, é o alicerce do atleta, desenvolve muito o trabalho de resistência e força muscular localizada

Uma dica muito importante antes de realizar o treinamento de base é  consultar um médico e realizar exames clínicos gerais, para começar a temporada confiante e com a saúde em dia.

Os treinos de base são diretamente relacionados com tempo e velocidade e frequência cardíaca, por isso é fundamental possuir equipamento para monitoramento cardíaco. Isso ajudará a melhorar sua performance durante o treinamento.

A musculação é muito importante nesta fase, principalmente com orientação de um profissional que determinará o conteúdo da carga e frequência nos treinos e a pratica correta dos exercícios.

Muito cuidado com over training, isso é, excesso de treinamento físico, pois é um ciclo vicioso que pode ter conseqüências danosas ao seu organismo.

Pré-Competição : Duração de 6 a 8 semanas.

É o trabalho especifico dentro de sua modalidade  Nesse período o atleta enfatiza o trabalho anaeróbico e começa o trabalhar a velocidade.

Na fase de Pré-Competição é essencial o uso da bicicleta de treino, mais pesada que a de corrida, aproximadamente 3kg; porém, com a mesma geometria para que não ou tenha problemas relacionas a postura e conseqüentemente sinta desconforto, dores ou lesões mais graves.

Competição: Duração de 3 a 4 semanas.

Nessa fase deve-se diminuir o volume de treinamento gradativamente e intensificar mais ainda o treinamento de velocidade,  melhorando a qualidade no trabalho especifico para aquela determinada prova que está focando.  É nessa fase que o atleta atinge o ápice da sua forma física.

Mantenha a concentração e não deixe os problemas pessoais, familiares, financeiros atrapalharem seus planos. Você se dedicou muito e chegou a hora de colocar todo o treinamento em prática. Respeite seu treinador, obedeça ao seu médico, e visualize toda a trajetória para chegar onde está.

Se puder conhecer o circuito da competição ates da prova isso ajudará e será um diferencial na hora da competição. "Gosto de conhecer o percurso da corrida antes do dia da competição. No caso do Campeonato Brasileiro, chego bem antes pra fazer o reconhecimento, me familiarizar com a pista e não ter surpresas em relação ao traçado".

Nessa fase, a alimentação equilibrada é bem rigorosa, ingira carboidrato pois é a principal fonte de energia que será consumida durante a competição Evite alimentos gordurosos, fritos e doces em geral. Na véspera da corrida não coma carne vermelha, pois demora a ser digerida.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

16:54:00

Como funciona o Fartlek

Método para emagrecimento Fartlek

Fartlek é um método de treinamento que alterna distâncias, intensidades e tipo de terreno de acordo com a disposição do atleta e pode ser definido como jogo de corridas. A tradução vem do sueco fartlöpning (correr) e lek (brincar).

A base dos exercícios são as mudanças na intensidade com que eles são feitos. O melhor de tudo é que o Fartlek é bastante versátil podendo ser treinado em pistas de atletismo, esteira ou em qualquer outro lugar que você queira. É muito utilizado na preparação de atletas das mais variadas modalidades

O ideal é seguir alguns passos básicos:

  • Como em qualquer outro treino, deve haver aquecimento;
  • Trote leve por 5 minutos;
  • A partir de agora começa o treino gradativo:
    • 3 tiros de 30 segundos cada com intervalos de 1 minuto com descanso dinâmico;
    • 3 tiros de 1 minuto com descanso ativo;
    • 3 tiros de 1 minuto e 30 segundos com descanso ativo;
    • 3 tiros de 2 minutos com descanso ativo;

Para finalizar o ideal é que nos 5 minutos finais você vá reduzindo a velocidade gradativamente até parar por completo. Saia da corrida indo para o trote leve e fechando com a caminhada.

Esse treino com base no tempo é só um exemplo e que pode ser tomado como base para outros. Por exemplo, se você está em uma esteira ou tem um aparelho para medir as distâncias pode fazer os tiros por metros. Começando com 50 metros e 100 de descanso, mais 3 tiros de 100 metros e 50 de descanso dinâmico e por aí vai.

A principal característica do fartlek original é a realização de um treino livre, sem controle. O que prevalece é a vontade e disposição do corredor que tem a liberdade de variar a velocidade sem planejamento prévio, regras ou sistematizações, além de variar também o tipo de terreno (asfalto, grama, areia, terra batida) e o tipo de plano como aclives e declives. Tudo isso feito sem controle ou rotina.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

09:11:00

Considerações sobre a agilidade no Basquete

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Treino é algo que não pode ser pensado sem o conceito de esporte e que não tem significado se não for treino para uma atividade.

A boa performance em basquetebol não é só associada  às habilidades técnicas adequadamente utilizadas nas diferentes situações táticas de jogo, mas também aos aspectos da força, da velocidade, da agilidade e da capacidade de resistir ao esforço intermitente e continuado no tempo. Dentre outras capacidades coordenativas e condicionais destaca-se a agilidade. Aliás, um aumento dos níveis de agilidade é um dos objetivos principais de um programa geral de condicionamento em basquetebol.

A agilidade aplicada ao basquetebol é definida como a capacidade de rapidamente mudar de direção. Uma das formas de se treinar essa agilidade é desenvolver a velocidade máxima em um espaço de, no máximo, 30 metros tendo em vista as características da quadra e a especificidade do jogo de basquetebol, portanto, trata-se de desenvolver a maior velocidade para tais distâncias tendo o cuidado de não utilizar métodos de treinamento de velocidade de outras modalidades esportivas, por exemplo, o atletismo.

O treinamento de velocidade se divide em três etapas que são: velocidade cíclica, velocidade acíclica e velocidade de reação.  A velocidade de reação ou tempo de reação é desenvolvida para que possibilite ao jogador de basquetebol reagir ao estímulo provocado pelo jogo no menor tempo possível.  O tempo de reação é uma situação que não se consegue antecipar, não se pode saber quando vem o estímulo (± 180ms), porém é algo treinável, mas depende do número de escolhas a que se deve reagir. O tempo de resposta é a somatória do tempo de reação e do tempo do movimento.

O tempo de reação é influenciado por alguns fatores com, por exemplo: número de alternativas, compatibilidade entre estímulo e resposta, quanto à prática e a tentativa de antecipação. A velocidade cíclica é a capacidade de realização motora com a máxima intensidade e tempo mínimo. Ela pode ser treinada com corridas em linha reta, sem obstáculos, com máxima rapidez, com ou sem bola.

A agilidade aplicada ao basquetebol é definida como a capacidade de rapidamente mudar de direção. Então, a associação com exercícios para treino da velocidade é essencial para que essa agilidade seja desenvolvida

terça-feira, 23 de junho de 2015

10:22:00

10 principais benefícios fisiológicos da prática do golfe

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O golfe é um desporto muito versátil. Frequentemente, podemos assistir diferentes gerações a jogar a mesma partida, sem preocupação com a idade ou condição física.

Seguem 10 benefícios fisiológicos associados a esta modalidade:

Endorfinas

Jogar golfe não é só fisicamente saudável, é também uma potente e natural forma de promover a produção de hormonas que nos dão prazer, na nossa corrente sanguínea. Estas hormonas dão-nos prazer. Esta produção acontece quando jogamos uma volta de golfe descontraída, na companhia de amigos, de preferência com uma temperatura amena e o sol a brilhar.

Exercício Físico

Para a maioria dos golfistas o jogo faz-se a andar o que, jogando uma vez por semana, representa cumprir entre 5 a 7 km, em 4 a 5h. As últimas recomendações para obter benefícios na saúde apontam para um volume de actividade física moderada, na ordem dos 150 a 300 min/semana. Estes benefícios passam pela promoção do sistema cardiovascular, a diminuição do colesterol "mau", facilitar a perda de peso e aumentar o metabolismo basal. Um jogo de golfe num indivíduo com um peso médio de 75 kg, tem um gasto calórico entre 300 a 400 Kcal/h, se carregar os tacos.

Saúde dos ossos

Exercícios que suportem o peso do corpo são excelentes para a saúde dos ossos. Sabe-se que este tipo de exercício regular ajuda a promover a manutenção da massa isenta de gordura (músculos), que ajuda a suportar um esqueleto forte. Este tipo de exercício físico ajuda, também, a prevenir a degeneração da massa óssea, incluindo a osteoporose. Para beneficiar ao máximo da gravidade, é fundamental carregar os tacos às costas.

Redução do stress e do colesterol

O golfe também reduz o stress e o colesterol. Um único jogo pode queimar mais do que 1000 Kcal, o que é uma boa maneira de ficar em forma, assim como usar o excesso de gordura corporal. Um jogo promove a frequência cardíaca, aumenta a circulação sanguínea, transformando este desporto numa boa actividade cardiovascular. Uma boa condição cardiovascular, por sua vez, está associada a uma diminuição do stress e do "mau" colesterol.

"Brain Power"

Fazer um jogo de golfe pode ajudar a promover a eficiência cerebral. Alguns estudos demonstraram que são criadas novas células cerebrais e mais sangue é bombeado para o cérebro, quando um indivíduo é activo em determinados tipos de exercício aeróbio. Estimular o cérebro, associado a uma alimentação saudável e à prática de exercício físico pensa-se que pode ajudar a prevenir Alzheimer, já que é estimulada a circulação sanguínea, assim como a promoção das ligações nervosas. O golfe está constantemente a desafiar a mente em termos de coordenação, concentração, visualização e estratégia, na preparação de cada tacada. Assim como todas as acções não verbais que ocorrem enquanto se espera pela vez de jogar: como por exemplo, o ritmo de jogo, a selecção de tacos dos outros jogadores, o sucesso ou insucesso.

Social

O golfe é um desporto que pode ser jogado em vários locais do país. A actividade social deste desporto torna-o especial, promovendo o bem estar físico e mental, já que é realizado em interacção com a natureza, como atestam vários estudos realizados.

Vitamina D

Esta vitamina é essencial para a saúde dos ossos e regula a quantidade de cálcio e fósforo no sangue. Ajuda, também, a regular o crescimento das células da pele. Enquanto se pode ingerir alimentos ricos em vitamina D, o corpo pode produzi-la, bastando apanhar algum raios de sol, como acontece ao jogar golfe ao ar livre.

Sono

A ciência tem mostrado como a prática de exercício regular promove tudo de bom que o sono nos traz. Adormecer mais rapidamente e ficar num sono profundo durante mais tempo, pode ser melhorado com a prática regular de golfe, melhorando a recuperação e reparação muscular.

Auto confiança, concentração

A natureza deste desporto requer que se treine a mente para a concentração e todos os sucessos promovem a auto-confiança. Quer seja um jogador profissional ou "weekend putter walking in the nature", os sucessos são sempre experiencias positivas e construtivas.

Emocional

Como em todos os desportos, a emoção traz experiências enriquecedoras. O golfe não é excepção. Este jogo de eleição, praticado ao ar livre e num ambiente de descontração, pode trazer emoção a cada tacada, a cada buraco e a cada jogo.

Artigo escrito por José Pedro Almeida ao abrigo da parceria entre a ZPPT Golfe Performance com o Jornal SOL.

 

terça-feira, 16 de junho de 2015

15:33:00

Treinamento físico moderado e sistema imunológico


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O exercício físico pode ser classificado de acordo com a intensidade do esforço como: leve, moderado e intenso. Essa classificação toma como base a realização de alguns testes de esforço máximo para avaliar a concentração de lactato no sangue, o consumo máximo de oxigênio (O2max), e/ou a freqüência cardíaca máxima (FCmax).

O efeito de um exercício físico agudo (carga súbita de esforço físico) sobre as células do sistema imunológico já está bem estabelecido(6,9,37-39). Diferentes tipos e cargas de esforço podem ter repercussões distintas no sistema imunológico. O exercício moderado parece melhorar os mecanismos de defesa do organismo, enquanto que o exercício intenso parece enfraquecê-los(9-10,37).

Essa queda da imunidade ocorre porque ela diminui nos músculos a glutamina, um aminoácido não essencial que tem um fluxo direto e contínuo dos músculos para o fígado, intestino, rins e sistema imunológico. Como o sistema imunológico necessita de muita glutamina para a manutenção de suas funções, e o exercício físico induz o aumento da atividade dessas células

Em resposta a um exercício físico intenso ocorre neutrofilia, linfopenia e monocitose(7). A redistribuição destas células no compartimento vascular em resposta ao exercício parece ser mediada pela adrenalina, e em menor grau pela noradrenalina(29,33,40-41). A expressão de b-receptores nas diferentes células imunes pode fornecer a base molecular para ação das catecolaminas(11). Contudo, a densidade de receptores adrenérgicos e a eficiência do sistema de transdução AMPc diferem nos vários tipos de células imunocompetentes(42-43). Os neutrófilos e as células NK parecem apresentar maior número de receptores, sendo seguidos, por ordem decrescente, pelos linfócitos TCD8+, pelos linfócitos B e, finalmente, pelos linfócitos TCD4+(22,42,44).

O exercício físico intenso pode induzir inibição de muitos aspectos da defesa do organismo, incluindo a atividade das células NK, a resposta proliferativa dos linfócitos e a produção de anticorpos pelos plasmócitos(3,7,18,45). Estas alterações comprometem a defesa do organismo contra agentes infecciosos e oncogênicos, assim como nos processos alérgicos e na auto-imunidade(10,31). Gillis et al.(46) observaram inibição na produção do fator de crescimento de linfócitos T induzida pelo aumento de glicocorticóides. Woods et al.(47) verificaram diminuição na produção de superóxido por macrófagos peritoneais de ratos em resposta a uma carga intensa de exercício físico. Estes estudos suportam o conceito de imunossupressão induzida pelo estresse, pois, conforme referido acima, os linfócitos e os macrófagos atuam, de forma determinante, contra a carcinogênese e a auto-imunidade.

Por outro lado, o exercício físico moderado parece estar associado ao aumento da função de leucócitos. Muitos pesquisadores verificaram que o exercício físico moderado auxilia a quimiotaxia, desgranulação, fagocitose e atividade oxidativa dos neutrófilos uma hora após exercício físico a 60% O2máx(6,48-50). Woods et al.(47) verificaram aumento da aderência, a produção de ânion superóxido, a taxa de metabolismo do nitrogênio, a atividade citotóxica e a capacidade fagocítica de macrófagos. Pedersen e Tvede(51) estudaram a resposta das populações de linfócitos em ciclistas dinamarqueses durante uma hora de exercício físico e verificaram aumento na atividade citolítica de células NK e da linfocina ativadora de células NK (LAK). Recentes estudos relatam que não ocorre alteração na concentração salivar de IgA e de IgE, no soro, durante um exercício moderado(42,52-54). De fato, já é bem estabelecido que o exercício físico moderado está associado ao aumento da função imunológica e a diminuição da suscetibilidade às doenças(55). Diante de tais evidências, é plausível estabelecer um elo entre o treinamento físico de intensidade moderada e as alterações ocorridas no sistema imunológico.

Ao contrário da grande quantidade de estudos realizados com exercício físico agudo, os relatos sobre a relação entre o treinamento físico e o sistema imune são poucos. É difícil controlar variáveis intervenientes como a dieta dos atletas, o período de competição, as viagens e o estresse psicológico, que podem, de forma independente, influenciar a função do sistema imune.

O texto completo, com todas as referências, estão nesse link.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

09:05:00

O treino diário contribuindo para o sucesso do atleta

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Treinamento Desportivo é o conjunto de atividades que tendem a desenvolver as qualidades mentais e físicas com o objetivo de alcançar o máximo de rendimento individual. Esse aumento do rendimento individual traz vitórias, títulos e, claro, sucesso na modalidade praticada.

Esse sucesso é construído a cada dia de esforço e tempo dedicado ao treino. Não há segredos em relação a isso. É MUITO difícil uma pessoa que não treina, não se dedica, conseguir o rendimento máximo, seja qual for a modalidade escolhida. O treinamento consegue condicionar sua mente e o seu corpo para ter um determinado desempenho com uma postura ou abordagem específica, transformando-se na sua atitude em competição.

Geralmente, todos os atletas têm a característica de serem comprometidos e buscam estabelecer metas ambiciosas em relação suas limitações. A satisfação de alcançar o resultado planejado pode estar diretamente direcionada em desfrutar ao máximo a execução da atividade, por isso,  o treino diário costuma enriquecer sua vida ao ponto de valer a pena todo o esforço e disciplina necessários.

Existem algumas estratégias mentais que são consideradas relevantes na contribuição para o sucesso de atletas nas mais variadas atividades esportivas:

1) Trabalhar a atitude - O atleta deverá focar-se a 100% na recompensa do seu treino, e não nos aspectos negativos.

2) Trabalhar a tenacidade mental - Ao desenvolver a sua resistência mental, aumenta largamente a capacidade de dar indicações a si próprio nos momentos difíceis, focando-se com discernimento naquilo que é importante para a obtenção de um bom resultado.

3) Extrair os aspectos positivos - Os bons hábitos diários criam vias poderosas que aumentam a auto-eficácia do atleta e consequentemente o seu sucesso. Por este motivo, o atleta deve propor-se a este exercício mental de extrair os aspectos positivos do seu treino, e associar-lhe uma pista poderosa para poder voltar a utilizar numa próxima sessão de treino e/ou em competição, aumentando-lhe a percepção de auto-eficácia e a confiança e consequentemente a performance.

4) Diminuir os efeitos da dor - Uma das maiores habilidades que a mente possui a favor do atleta é a sua capacidade de diminuir a dor. Praticamente todos os atletas têm a noção dos seus limites e das suas capacidades, isto é realmente bom, pois permiti-lhes continuarem a esforçar-se para tentar ultrapassar esses mesmos limites. No entanto, esta percepção de limites torna-se por si incapacitante em algumas situações, dado que o atleta já conhece a sua zona de sofrimento.

5) Evitar o excesso de informação - Os atletas possuem a habilidade de focarem-se naquilo que pretendem. Esta característica mental torna-se preponderante na realização do seu desporto, exercício ou disciplina técnica, mas apenas se conseguirem dirigir a atenção para as "pistas" ou "atalhos" que promovem a boa performance. Igualmente significativo é perceber o que não é relevante para a execução de uma boa performance, e assim, conhecer o motivo de distração e sabotagem de uma boa execução.

A repetição e aplicação são necessárias nas práticas diárias do treino. Por isso, é muito importante o desenvolvimento da tenacidade mental através do refinamento da capacidade de foco naquilo que o atleta reconhece como sendo as suas pistas para a boa performance.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

09:17:00

5 utilidades do monitor cardíaco no treinamento

A corrida é uma atividade com diversos benefícios físicos como queima de gordura, treinamento do sistema cardiovascular proporcionando força para o coração, que realiza menos esforço para bombear a mesma quantidade de sangue para o corpo, traduzido na frequência cardíaca. Além disso, a corrida proporciona ganho de condicionamento físico. Ela é uma das modalidade que o uso do monitor cardíaco se torna necessário.

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O monitor cardíaco ou frequencímetro vem sendo usado há bastante tempo por praticantes e atletas das mais diversas modalidades para acompanhar o desempenho do coração durante o exercício. A frequência cardíaca pode ser usada como medida da intensidade do exercício; também pode ser referência para a criação de zonas-alvo, auxiliando o professor/treinador para adequar as características do treino e melhorar as capacidades físicas do corredor.

O Frequencímetro ou monitor cardíaco tem inúmeras utilidades e podemos citar cinco pontos que acentuam a importância do uso deste aparelho na corrida:

1. Parâmetros de treinamento: é a melhor ferramenta para estabelecer parâmetros de segurança para o exercício. O monitor cardíaco aponta a intensidade do exercício que estamos realizando através da medida da frequência cardiaca que reflete o esforço realizado pelo coração.

2. Intensidade de treinamento: Adequar a intensidade do exercícios aos seus objetivos. Conhecer sua zona de frequência cardíaca (FC) e treinar respeitando esses indicadores assegura que você está se exercitando na intensidade adequada para melhores resultados. Quando medimos a FC durante a atividade, descobrimos a intensidade do exercício. Se a intensidade mostrar-se muito baixa (FC abaixo da zona prescrita pelo professor), não terá todos os benefícios que atividade pode proporcionar ao corpo. E ao contrário, se trabalhar com FCs muito altas, pode não atingir seus objetivos e ainda correr riscos de agravos ao coração e sistema cardiovascular, lesões musculares, articulares e outras mais graves.

3. Cansaço e Recuperação: O monitor também mostra o nível de cansaço e recuperação do corpo. Quando o corredor está mais cansado (seus batimentos se revelam mais altos que o habitual), quando está melhorando seu condicionamento (os batimentos não sobem tanto no esforço e a recuperação é rápida), quando a temperatura ou outros fatores externos estão interferindo no rendimento (no calor, por exemplo, os batimentos aumentam) enfim, ajuda o corredor a conhecer melhor seu corpo e seus limites.

4. Segurança: Muita gente que não tem condição de ter um técnico/personal, então, deveria ter, no mínimo, um monitor cardiaco para minimizar os riscos possíveis do treinamento de corrida e aprender a usá-lo. Claro que antes é aconselhável passar por uma orientação médica específica para definição dos parâmetros seguros de frequência cardíaca, com base em vários fatores, como idade, peso, altura, nível de condicionamento físico e objetivos.

5. Prevenção: Pessoas com problemas de saúde – como hipertensão, diabetes, colesterol elevado – correm sérios riscos ao se exercitarem sem orientação e sem controle de frequência cardíaca. Essas, mais do que ninguém, devem usar um monitor cardíaco.

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Podemos resumir da seguinte forma a orientação do uso de frequencímetros pelos praticantes: iniciantes podem ser dispensados do uso do monitor cardíaco, já que nesta fase de treino, o importante é adequar-se a rotina, realizar exercícios educativos de corrida (ou outra atividade) e tornar a atividade uma rotina nas atividades da vida diária. Já os praticantes profissionais e experientes podem ou não usar este aparelho de acordo com o tipo de treinamento a ser realizado, por exemplo, em treinos intervalados para melhorar a força explosiva e velocidade ou outra característica programada no treino.

O Monitor cardíaco ajuda a manter a zona de treinamento adequada prescrita pelo treinador e principalmente entender a importância e utilidade desta divisão de intensidade baseada na frequência cardíaca  ajuda na melhora e segurança do treino. 

quinta-feira, 21 de maio de 2015

10:47:00

Aspectos para ser um bom treinador esportivo


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O melhor treinador ou comissão técnica é aquele que se adapta as condições de trabalho. Contudo, existem certas atitudes que podem ser desenvolvidas em qualquer ambiente. O trabalho deve ser o mais individualizado possível

A otimização do rendimento esportivo de qualquer atleta depende da capacidade do treinador se adaptar a sua realidade de trabalho e utilizar, da melhor maneira, os recursos disponíveis. Não podemos negar que existe uma relação diretamente proporcional entre o nível competitivo do atleta e os recursos de treinamento, ou seja, quanto mais treinado for o atleta maior será a necessidade de utilizar ferramentas sensíveis de avaliação e prescrição do treinamento.

Ao bom treinador é essencial o conhecimento científico e prático da modalidade esportiva que se deseja trabalhar. A estratégia a ser utilizada, dependerá muito dos recursos que a equipe ou treinador tem no momento. A utilização de equipamentos sofisticados para fazer as avaliações não faz parte da realidade de muitos treinadores. Mas a aplicação de um treinamento individualizado se torna importante tanto para os esportes coletivos como para os individuais, na medida que existem diferenças individuais em resposta a um mesmo treinamento.

Por isso, a otimização do treinamento não dependerá de apenas um fator. A dedicação do treinador, do atleta, e de uma equipe multidisciplinar auxiliando nas diversas áreas relacionadas ao esporte deve ser a chave para se obter melhores e crescentes rendimentos.

terça-feira, 12 de maio de 2015

11:08:00

Cuidado com o destreinamento nas férias

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A velocidade do destreinamento chega a ser três vezes maior do que a de treinamento. Ou seja, uma semana sem treino equivale a duas ou três semanas de treino, dependendo da pessoa. Logo, é muito mais fácil e rápido destruir um condicionamento físico do que construí-lo.

Para quem treina intensamente, um descanso pequeno, de uma semana, pode ser benéfico. Mas para a maioria das pessoas, a falta de treino piora o condicionamento físico.

Não abandone seus hábitos saudáveis. Sair da dieta nas férias não é um crime, basta compensar esses deslizes equilibrando as refeições diárias. Evite ficar longos períodos sem se alimentar e procure atividades que lhe dão prazer, esteja onde estiver. Atividades ao ar livre em contato com a natureza beneficiam não só o condicionamento físico, como também trazem equilíbrio e recarregam as energias.

Mas é preciso tomar cuidado: muita gente se machuca no período de férias por tentar praticar atividades que nunca fez. O ideal é sempre procurar instrução para fazer os exercícios que não estiver acostumado. E não se esqueça de se hidratar.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

09:15:00

A Pliometria no salto vertical no Voleibol


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Pliometria. Pliometria é a palavra chave para praticantes de voleibol que querem melhorar a impulsão. A melhora do salto vertical é fundamental para o bom desempenho de vários fundamentos dentro do jogo.

O salto vertical no voleibol permite que o jogador execute o saque em suspensão (o viagem ao fundo do mar), o bloqueio, a cortada, o levantamento e quando necessário, praticar ações defensivas.
O salto vertical por ser um movimento multiarticular complexo que envolve a interação de diversos músculos e articulações além de fatores biomecânicos e fisiológicos, precisa de uma avaliação ampla de cada um desses componentes. Assim, podemos identificar em qual aspecto do salto nosso atleta é deficiente e corrigir imediatamente.

A força de potência é a mais atuante nos saltos do jogador do voleibol . O excelente salto vertical do voleibolista depende da força e da velocidade dos membros inferiores, a potência. Mas não podemos esquecer que a boa técnica desportiva também otimiza a altura do salto.

O salto vertical é executado numa fração de segundo, portanto seu combustível principal é a via metabólica do ATP–CP (creatina–fosfato) . Desta forma é importante aumentar a capacidade dos músculos em utilizar energia anaerobicamente. Exercícios de alta intensidade e curta duração – coordenativos de salto e exercícios pliométricos assim como exercícios de força com sobrecarga e alta velocidade de execução (próximo tópico) – devem ser explorados como forma de condicionamento. Para grande parte das modalidades esportivas, a resistência de força nos saltos é tão importante quanto a altura atingida no salto em si.

A potência possibilita o atleta saltar mais rápido e alto porque ocorre rápida contração muscular, embora a força isométrica máxima no momento da extensão do quadril e do joelho, e na flexão plantar, correlaciona-se significativamente com o salto vertical do atleta.

Portanto, se você é praticante ou lida com voleibol, use a PLIOMETRIA para melhorar o salto vertical.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

15:20:00

Treinamento intervalado e a perda de gordura

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Intervalos de alta intensidade e curta duração, antes reservados a atletas de alta performance, agora estão sendo prescritos para praticantes das mais variadas modalidades, sejam eles iniciantes ou veteranos, principalmente se um dos objetivos é a perda de gordura.

Os treinos intervalados funcionam tão bem para perda de gordura é que eles exigem que o corpo se adapte metabolicamente. O corpo é obrigado a queimar gordura para sustentar o nível de intensidade necessária para tal atividade. Isto também eleva o consumo de energia por mais de 24 horas pós-exercício, o que apresenta um efeito dramático sobre a perda de gordura abdominal.

O treinamento intervalado é eficiente para perda de gordura porque estimula diferentes sistemas de produção de energia quando comparado ao exercício aeróbi0, pois os exercícios aeróbios tendem a utilizar primariamente os carboidratos e ativar vias que são degradantes musculares, enquanto os exercícios de alta intensidade tais como o levantamento de peso e as corridas de velocidade, irão queimar uma porcentagem maior das gorduras, aumentar a produção corporal de enzimas que participam no metabolismo da gordura e estimulam o desenvolvimento muscular.

Outra razão pela qual os intervalados anaeróbios são muito superiores para perda de gordura abdominal é porque estimulam o consumo de oxigênio pós-exercício (EPOC). Um estudo de revisão de 2006 demonstrou que protocolos de treinos mais anaeróbios, por natureza, estimulam mais os valores de EPOC quando comparados ao treinamento aeróbio contínuo, porque as células musculares treinadas devem descansar para restabelecer os aspectos fisiológicos dentro da célula, o que se traduz em um maior gasto energético.

Embora treinos longos venham a ser importantes em um programa de treino, treinamento intervalado de curta duração e alta intensidade pode ser uma boa estratégia para otimizar o tempo.


segunda-feira, 20 de abril de 2015

10:14:00

O ritmo, a distância e o intervalo no treinamento intervalado

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Treinamento intervalado é a variedade do trabalho interrompido e repetido, em que a carga necessária à ação escolhida recai sobre uma função a ser treinada, em intervalos regulados de esforço e repouso, regidos por determinadas normas.  Consiste num método de treino caracterizado pela fragmentação do esforço total, com períodos de recuperação, ou seja, você alterna períodos de alta intensidade com períodos de baixa intensidade. O treino intervalado faz parte de qualquer planilha de treinamento.

Quando planejamos uma sessão de treino para um corredor, devemos saber qual será o RITMO adequado, a DISTÂNCIA pretendida e, o INTERVALO entre as repetições. E isto não é ao acaso, não depende se faz chuva ou faz sol! Depende, é claro, do objetivo e da condição atual de cada atleta. Bom, para entendermos melhor tudo isso, vamos imaginar, por exemplo, que o seu objetivo seja melhorar seu Recorde Pessoal na prova dos 10km. Vamos lá...

Ritmo (pace): Usualmente nos referimos ao ritmo em unidades de minuto (min) por quilômetros (km). Mas, qual é o seu ritmo nos 10km? E nos 3km, 5km? Você tem que saber qual é o seu ritmo. E não adianta buscar resultados de 1999. Deve ser atual. Pelo menos, dos últimos 6 meses, NO MÁXIMO! O ideal é que a cada 3 ou 4 meses você "atualize o seu ritmo", realizando um teste, por exemplo, de 3km. Se você não tem referências, você está perdido! Mas, sabendo qual é o seu ritmo real/atual, é possível fazer um bom planejamento. Sem ritmo, sem chance! Digamos que você correu os 10km para 40 minutos. Seu ritmo real/atual é de 4min/km. Bom, já definimos o que é ritmo. Até aqui foi fácil.

Distância: A maior parte de um treinamento é organizada em termos de distância. "Hoje você vai fazer, por exemplo, 6x1km; ou, 20x300m". Mas, ainda faltam informações, certo? Se você já disparou o cronômetro e saiu correndo sem perguntar qual o intervalo... Pode parar, perdeu o dia de treino!

Intervalo: É o tempo de descanso entre as repetições. Serve para recuperar parcialmente o nosso corpo antes de iniciar a próxima repetição. Via de regra, o intervalo ativo é mais adequado. Ou seja, mantenha um trote leve durante o intervalo. Mas, treinador, qual o intervalo? Bom, para quem vai fazer 8x1km será de 30 segundos, e para aqueles que vão fazer 15x400m, o intervalo será de 1 minuto. Isto é apenas um exemplo! Se por acaso o intervalo daquele dia de treino é de 1 minuto e você fez 30 segundos, por estar se sentindo bem; não fique feliz, você acaba de estragar o treino, melhor nem contar para o seu treinador... Por quê?

Organizar RITMO, DISTÂNCIA e INTERVALO no treino, é o grande "X1" da questão. Cada dia de treino tem um objetivo específico e você deve saber qual é. Se começar a correr sem saber... Melhor parar! Vamos à prática!

Com ajuda daqui

terça-feira, 7 de abril de 2015

09:35:00

Limiar anaeróbio: um indicador importante no alto rendimento


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É o percentual do VO2máx utilizável durante um período prolongado. Esse limiar é superado quando se trabalha a uma intensidade superior, que resulta em rápido acúmulo de ácido láctico e na perda do limiar anaeróbio. O limiar também pode ser superado quando o tempo de trabalho é muito longo, esgotando as reservas energéticas.  O acúmulo de lactato no músculo é um mecanismo indutor de fadiga.


O LA é o ponto de intensidade em que o lactato começa a se acumular, sendo sua concentração de aproximadamente 3 e 4 mmol/L. Esse limiar define duas zonas, uma inferior e outra superior. É um indicador importante de eficiência no esporte de alto rendimento, até superior ao VO2máx/kg.


Trabalhar em uma intensidade elevada no LA do percentual do VO2máx garante uma velocidade maior, sem o acúmulo de lactato e com demora no aparecimento de fadiga.


O estado estável pode ser encontrado dentro do LA.


O limite inferior desse limiar é o limiar aeróbio, com valores aproximados entre 1,5 e 2,9 mmol/L.


O LA de uma pessoa saudável e ativa encontra-se entre 75 e 85% do VO2máx. 


Em um atleta de alto nível de modalidades de resistência pode-se encontrar 90% do VO2máx.

terça-feira, 31 de março de 2015

16:03:00

O Princípio da Saúde no Treinamento Desportivo

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    Segundo Gomes da Costa (1996), esse princípio encontra-se diretamente ligado ao próprio objetivo maior de uma atividade física utilitária que vise à saúde do indivíduo:

    "Assim, não só a Ginástica Localizada em si e suas atividades complementares possuem grande importância. Também os setores de apoio da Academia, como o Departamento Médico, a Avaliação Funcional e o Departamento Nutricional assumem relevante função no sentido de orientar todo o trabalho, visando a aquisição e a manutenção dessa Saúde." (ibidem, 1996, p. 358).

    Baseado na citação acima posso colocar que este princípio está fundamentado na interdisciplinaridade. No entanto, nem sempre o Princípio da Saúde tem sido o principal norteador, ou mesmo um dos princípios norteadores. Em práticas de atividades físicas hodiernas, verificamos não somente aquelas ligadas à aquisição e manutenção da saúde do praticante, mas também aquelas de alta performance, que podem trazer malefícios devido ao compromisso com o alto rendimento e resultados, e ainda, as atividades que não têm compromisso algum com o aspecto saúde. Atualmente pessoas colocam a vida em risco em esportes extremamente radicais, quando tentam ultrapassar os limites físicos. Portanto, cabe perguntar: os treinamentos destas atividades estariam sob o Princípio da Saúde? De certo modo, em relação ao preparo para a execução da atividade sim, pois, é necessário um certo nível de condicionamento e saúde para tais práticas, e também, pelo fato dos praticantes estarem fazendo algo que gostam, que é importante para a vida delas e lhes dá prazer.

    A correlação entre este princípio e outras perspectivas do esporte é um ponto interessante para ampliar os estudos.

Fonte

sexta-feira, 27 de março de 2015

17:35:00

Como diminuir o risco de lesões no treinamento

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No treinamento esportivo, realizamos o malabarismo para determinar o incremento ideal. Imagine uma fita de slackline, e seu organismo tentando se equilibrar em cima dela. Se puxarmos (o organismo) de um lado com pouca carga de treinamento o atleta não melhora (ou melhora muito pouco, ou leva mais tempo para atingir a mesma melhora), por outro lado, se exageramos no carga de treinamento, o atleta se machuca, e igualmente não atinge os resultados almejados.

O desafio dos treinadores é equilibrar o treinamento de forma a promover resultados satisfatórios, sem que provoquem lesões aos atletas (ou provocando o menor número possível de lesões).

Algumas dicas para você diminuir o risco de lesões:

  • Não negligencie o aquecimento, comece o treino devagar, e dê tempo para o seu corpo se aquecer. Em dias frios ou em treinos muito fortes, o aquecimento deve ser mais prolongado.
  • Fale mais com o seu treinador. Se estiver achando suas planilhas muito pesadas, informe-o.
  • Não vire escravo de sua planilha. A planilha de treinamento é apenas uma referência. Num dia de treino forte, se não estiver disposto, é prudente reajustar o ritmo do treino para baixo ou considerar tirar o dia de folga. Nada de se arrastar no treino apenas para cumprir a planilha.
  • Dores musculares, são um aviso do corpo de que o organismo não está recuperado. Ficar dolorida depois de uma sessão de treino mais forte, tudo bem. Mas se as dores musculares persistirem por muitos dias, pode ser sinal de que o treino está puxado demais pra você.
  • Capriche na prevenção de lesões.  

quarta-feira, 25 de março de 2015

17:16:00

10 lesões mais comuns no Esporte


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Praticar atividade física e/ou esportes pode até ser saudável, pode ate trazer a melhora a qualidade de vida e faz-nos sentir bem no cotidiano. No entanto, as lesões fazem parte da sua prática, infelizmente. E, se há algumas lesões que são evitáveis através de uma boa preparação e aquecimento, outras outras que, seja por contato com outro atleta ou por uma queda, não há como evitar!

Habitualmente, uma lesão causada no esporte pode ser por execução errada, problemas estruturais que forçam mais partes do corpo  do que outras e fraqueza dos músculos, tendões e ligamentos. O desgaste crônico é a causa de muitas destas lesões, que são resultado de movimentos repentinos que afetam os tecidos mais fracos. Felizmente o corpo humano tem uma excelente capacidade de se recuperar, o que pode ser solucionado por um simples descanso, tornando a recuperação mais rápida e eficaz.

O corpo, em muitos casos, emite sinais de que qualquer coisa não está bem, por isso esteja atento e não ignore os sinais. O repouso é sem dúvida, para as 10 lesões mais comuns do desporto, um dos melhores remédios no caminho da recuperação.

1. Cãibras
A cãibra é uma contração parcialmente involuntária e dolorosa dos músculos que ocorre em função do desequilíbrio hidroeletrolítico da área onde a dor aparece. Ou seja, é muito comum a cãibra surgir durante ou após a prática de exercícios físicos dando sinais de que é preciso repor os níveis de água e sais minerais, como o potássio e o sódio. Outra das causas da cãibra é a acumulação de ácido láctico no tecido, devido a degradação da glicose na ausência de oxigênio no músculo.

Comer alimentos ricos em potássio, como banana e batata não-descascada, podem ajudar a prevenir as cãibras musculares.

2. Estiramento e distensão muscular
Uma distensão é o resultado de uma lesão tanto no músculo como no tendão. A distensão pode ser um simples estiramento, desde uma pequena ruptura de fibras musculares a um rompimento parcial ou completo na junção músculo-tendão. Ocorre resultante de um esforço extremo realizado pelo músculo em questão.

A recomendação para recuperar de uma distensão é a mesma que para um estiramento: repouso, gelo, compressão e elevação. Estes cuidados iniciais devem ser seguidos de uma ida ao médico especialista que o encaminhará a reabilitação e fisioterapia, caso seja necessário.

3. Tendinite
Trata-se da inflamação de um tendão que surge usualmente através do excesso de repetições de um mesmo movimento (LER - Lesão por Esforço Repetitivo). Assim, a inflamação num tendão é chamada de tendinite. Esta condição afecta pessoas que dispendem muito tempo a realizar a mesma tarefa, quer em trabalho quer em lazer. Com a difusão da informática, tornou-se uma importante doença ocupacional.

Jogadores profissionais de ténis e golfe, assim como nadadores estão mais sujeitos a tendinites nos braços e ombros. Jogadores de basket e futebol, corredores e ginastas têm tendência a sofrer de tendinites nas pernas e pés.

Tenha em conta que, se continuar a aplicar força sobre um tendão inflamado, ele pode romper. Se isso acontecer, obriga á imobilização através de talas ou até mesmo cirurgia para corrigir o tendão.

4. Contusão
Uma contusão é o resultado de um forte impacto e que pode causar uma lesão nos tecidos moles da superfície, nos músculos, nos tendões ou ligamentos articulares. Algumas vezes, a lesão é profunda, ficando, então, difícil determinar a sua extensão.

Esta lesão aparece como uma equimose (sangue aglomerado ao redor da lesão que marca a pele). A maioria das contusões não são graves e respondem muito bem a descanso, aplicação de gelo, compressão e elevação a área lesada. Se a lesão for mais séria, deve consultar um ortopedista. Um tratamento precoce efetuado por um fisioterapeuta, pode evitar danos maiores e permanentes ao músculo.

5. Fraturas de stress
A fratura por stress é uma lesão óssea que ocorre quando o osso é sujeito a utilização excessiva. Nesta altura podem ocorrer pequenas fissuras no osso, não havendo uma fratura completa no osso, nem desvio do osso fraturado.

Na maioria dos casos, as fraturas ocorrem devido a uma sobrecarga no osso, provocadas pela mudança de plano de treino, para um treino mais intenso, ou começo da prática desportiva sem a orientação correta, terrenos inapropriados, ou até mesmo pelo calçado impróprio para a prática desportiva.

Os ossos da perna e pé estão particularmente sujeitos a este tipo de fractura. Se é um entusiasta da boa forma ou um atleta, deve prestar muita atenção aos sinais de alerta que o seu corpo lhe transmite. Fadiga e dor são geralmente sinais de que está a forçar muito o seu corpo. Para além disso, as lesões de stress podem ser resultado de um pobre equilíbrio muscular, de falta de flexibilidade ou de fraqueza dos tecidos causada por lesões prévias.

6. Bursite
Uma bursite é a inflamação de uma bolsa sinovial, um saco membranoso revestido por células endoteliais. A bursa é um saco cheio de fluído que se situa entre o osso e o tendão ou músculo, possibilitando que o tendão escorregue suavemente sobre o osso. Ou seja, a função desta bolsa é evitar o atrito entre duas estruturas (por exemplo, tendão e osso ou tendão e músculo) ou proteger as proeminências ósseas.

Uma pancada, pequenas quantidades de pressão repetidas e demasiada utilização podem fazer com que a bursa dos seus ombros, cotovelos, anca, joelhos e tornozelos inchem. A esse inchaço e irritação chama-se bursite e muitas pessoas sofrem dessa lesão juntamente com uma tendinite. As bursites são geralmente aliviadas através de repouso e eventualmente de medicamentos anti-inflamatórios, para além de muita fisioterapia.

7. Entorse e ruptura de ligamento
As entorses são provocadas por uma excessiva distensão dos ligamentos e das restantes estruturas que garantem a estabilidade da articulação, originada por movimentos bruscos, traumatismos, uma má colocação do pé ou um simples tropeçar que force a articulação a um movimento para o qual não está habilitada.

São as lesões mais frequentes da prática desportiva, principalmente as que se verificam no tornozelo (tibiotársica). A seguir à entorse da tibiotársica, a mais comum é a do joelho e, neste caso, a questão que mais importa esclarecer é se os ligamentos cruzados foram ou não afetados, uma vez que a estabilidade desta articulação depende fundamentalmente da integridade destes ligamentos.

8. Luxações e redução articular
Uma luxação é a deslocação de um ou mais ossos de uma articulação. Ocorre quando uma força violenta atua direta ou indiretamente numa articulação, empurrando o osso para uma posição anormal. Em caso de sofrer de uma luxação deve ir imediatamente ao hospital para voltar a colocar o osso no lugar. Repouso e fisioterapia são necessários para que não haja perda da capacidade de locomoção.

9. Lombalgia
Denomina-se de lombalgia (ou lumbago) o conjunto de manifestações dolorosas que acontecem na região lombar, decorrente de alguma anormalidade nessa região. Este é um tipo de dor que a maioria dos praticantes de desporto já sentiu. Conhecida popularmente como dor nas costas, a lombalgia é uma das grandes causas de morbidade e incapacidade funcional. Muitas destas lesões ocorrem ao levantar incorretamente pesos, por trauma, durante o desporto ou até mesmo por dormir numa má posição. Inicia-se repentinamente e caracteriza-se pela intensidade da dor.

10. Traumatismo Craniano
O traumatismo craniano é uma lesão no cérebro que é causada normalmente por uma pancada na cabeça. Os sintomas são desorientação, visão deturpada, dores de cabeça, tonturas, desequilíbrio, náuseas e dificuldade de concentração. São mais comuns em desportos que promovam o contacto como o futebol, boxe, hóquei, rugby e outros. Ainda que muitas pessoas recuperem bem ao fim de umas semanas, outras podem sofrer de danos permanentes. O descanso total é recomendado e, dependendo da gravidade da lesão, pode ter de ficar sem praticar desporto durante alguns meses. Se insistir na sua prática cedo demais, os efeitos são imprevisíveis e potencialmente fatais.


sexta-feira, 20 de março de 2015

08:42:00

Autoconfiança e desempenho esportivo

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Alguns estudos destacam que geralmente quando a técnica, a tática e a preparação física são visivelmente iguais entre os competidores, o que irá prevalecer e diferenciá-los durante a competição é justamente o nível de autoconfiança apresentado.

Os níveis de performance esportiva dos atletas também são relacionados a autoconfiança nos estudos. Williams e Reilly (2000), avaliando talentos no futebol, concluíram que os jogadores considerados mais talentosos possuíam uma maior autoconfiança e uma menor propensão a distúrbios da ansiedade.

No que diz respeito a técnicos e treinadores, o estudo de Simões et al. (2006) verificou que através do desenvolvimento da autoconfiança dos atletas avaliados, os comportamentos e indicativos de amizade, confiança mútua e respeito se fortaleceram na relação técnico-atleta. Através do emprego das técnicas de desenvolvimento da autoconfiança, o técnico tem a oportunidade de conhecer melhor seu atleta possibilitando assim uma relação de respeito, confiança e amizade entre ambos. Sendo assim, presume-se que as técnicas de desenvolvimento da autoconfiança devam ser empregadas nos treinamentos desportivos já que, de acordo com Tubino e Moreira (2003), os treinadores são os responsáveis diretos pelo ajustamento individual dos atletas e pelo ajustamento do grupo.

 A literatura é divergente quando se trata da relação entre modalidades esportivas e níveis de autoconfiança. No entanto, Becker Jr. (2000) explica que nos esportes individuais, os atletas não compartilham a responsabilidade, expondo-se sozinhos a uma avaliação direta dos expectadores. Isso faz com que os atletas de modalidades individuais, apresentem maiores níveis de ansiedade e menores de autoconfiança se comparados aos atletas e modalidades coletivas. Observa-se ainda que a presença dos companheiros de equipe diminui a responsabilidade individual diante dos resultados das competições, o que explicaria o aumento do nível de ansiedade dos atletas em esportes individuais (GONÇALVES e BELO, 2007).

    As diferenças entre homens e mulheres sempre foram e ainda são objeto de estudo das mais diversas áreas do conhecimento e no esporte não é diferente. O estudo de Lavoura, Botura e Machado (2006), verificou que as atletas do sexo feminino apresentaram, em situações pré-competitivas, menores níveis de autoconfiança e maiores níveis de ansiedade se comparadas aos atletas do sexo masculino. Além de que os homens atingiram um desempenho mais satisfatório do que as mulheres no conjunto de atividades propostas pela competição esportiva. Para tanto, Martens (1987) levanta a hipótese de que as mulheres não têm tanta experiência quanto os homens no esporte, sendo assim apresentam maior nível de ansiedade e menor de autoconfiança. No estudo de Cox et al., (1996), com atletas chineses e americanos das modalidades atletismo, basquete, vôlei e natação, foram observados um maior nível de confiança e uma maior motivação entre os atletas homens quando comparados às mulheres.

    Dada a importância da autoconfiança para o desempenho esportivo dos atletas, torna-se essencial que esta seja desenvolvida possibilitando que o atleta atinja o desempenho esportivo esperado na competição.

Retirei daqui

segunda-feira, 16 de março de 2015

09:54:00

Atualize-se em Treinamento nos Esportes


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Na vida corrida que os profissionais de educação física tem, muitas vezes é dificil se manter 'por dentro' do que anda acontecendo no mundo científico. E poupar o seu tempo trazendo conteúdo para o profissional é o objetivo dos Cds Universitários.

Cds Universitários é um site que traz artigos e matérias de várias áreas e dentre essas áreas está o treinamento desportivo. Assim sendo, separei três cds que podem ajudar o profissional que trabalha com treinamento e querem atualização em forma de artigos.

Cd de Treinamento em MMA

Cd de Treinamento Físico

Cd de Treinamento Desportivo

Clique nos links e veja as especificações de cada CD. Para quem trabalha em outras áreas da Educação Física, pode ver os outros temas clicando aqui!



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sexta-feira, 13 de março de 2015

11:06:00

Beneficios do treinamento funcional para goleiros

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O treinamento para goleiros sofreram grandes mudanças, passando de meros chutes e cruzamentos a gol, para treinamentos planejados com embasamento científico, em especial da área física específica do goleiro. O treinamento funcional veio para facilitar todo esse treinamento

Um dos objetivos é preparar o Organismo de maneira íntegra, segura e eficiente através do centro corporal – CORE. O aprimoramento da capacidade funcional do goleiro será importante nas atividades que lhe são próprias e específicas.

O bom treinador de goleiros procurará nos gestos motores incentivo e inspiração para a execução e criação de exercícios funcionais. Dentre os seus benefícios estão:
  • Melhora da Força Muscular;
  • Melhoria da Postura Geral e Durante os Exercícios;
  • Melhoria do Equilíbrio Muscular – Simetria;
  • Diminuição da Incidência de Lesão;
  • Estabilidade Articular – Proteção e Fortalecimento das Articulações;
  • Melhora do equilíbrio estático e dinâmico;
  • Melhora da Flexibilidade;
  • Desenvolvimento da percepção dos movimentos;
  • Melhoria da Eficiência dos Movimentos;
  • Melhora da Performance;

O treino funcional é um ótimo recurso para treinamento de goleiros e não é so de futebol. Encontrar exercícios que melhorem a capacidade do atleta/praticante é o grande desafio do profissional.

terça-feira, 10 de março de 2015

11:55:00

O treinador desportivo e a adaptação a recursos disponíveis

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O melhor treinador ou comissão técnica é aquele que se adapta as condições de trabalho. Contudo, existem certas atitudes que podem ser desenvolvidas em qualquer ambiente. O trabalho deve ser o mais individualizado possível. Dessa forma, se não há possibilidades em prescrever e avaliar o treinamento pelo método mais sensível, que seja realizado ao menos a partir de um teste não invasivo validado. Nem toda a equipe, não importa a modalidade, dispõe de um analisador de gases para verificar o consumo máximo de oxigênio (VO2max), de um lactímetro para verificar a resposta do lactato frente ao exercício ou até de um monitor cardíaco.

No entanto, qualquer treinador tem condição de possuir uma fita métrica, cones e cronômetro podendo realizar testes indiretos e não invasivos para mensurar, por exemplo, a resistência aeróbia e anaeróbia (teste de Cooper, Potência Crítica), força (teste de flexão e abdominal), capacidade de saltar (teste de salto vertical e horizontal); entre outros. Além disso, principalmente nos esportes coletivos, é importante que os treinos sejam diferenciados de acordo com a função que o atleta desempenha durante uma partida.

Uma alternativa inteligente para os clubes localizados próximos às universidades que tenham o curso de Educação Física ou afins seriam os convênios, ou seja, os atletas dos clubes podem ser avaliados como participantes para pesquisas da universidade, enquanto que a comissão técnica obtém dados científicos e fidedignos que auxiliam na preparação de seus atletas. O grande problema quanto a esta prática é que existe, principalmente por parte dos treinadores, preparador físico e dirigente, um receio de que os pesquisadores possam prejudicar os seus trabalhos ou até se interessarem por seus cargos. Esse conflito, na grande maioria dos casos, desaparece assim que se estabelecem os objetivos comuns, exigência da parceria.

 Dessa maneira, a otimização do rendimento esportivo de qualquer atleta depende da capacidade do treinador se adaptar a sua realidade de trabalho e utilizar, da melhor maneira, os recursos disponíveis. Não podemos negar que existe uma relação diretamente proporcional entre o nível competitivo do atleta e os recursos de treinamento, ou seja, quanto mais treinado for o atleta maior será a necessidade de utilizar ferramentas sensíveis de avaliação e prescrição do treinamento.

Pelo exposto não é estranho que tenhamos dificuldade para traçar um programa ideal de treinamento. Mas obter o conhecimento de variáveis que podem interferir ou auxiliar no rendimento do atleta pode ajudar na escolha de protocolos de avaliação e a determinar a melhor estratégia de treinamento para seu atleta.

Assim, ao bom treinador é essencial o conhecimento científico e prático da modalidade esportiva que se deseja trabalhar. A estratégia a ser utilizada, dependerá muito dos recursos que a equipe ou treinador tem no momento. A utilização de equipamentos sofisticados para fazer as avaliações não faz parte da realidade de muitos treinadores. Mas a aplicação de um treinamento individualizado se torna importante tanto para os esportes coletivos como para os individuais, na medida que existem diferenças individuais em resposta a um mesmo treinamento. Por isso, a otimização do treinamento não dependerá de apenas um fator. A dedicação do treinador, do atleta, e de uma equipe multidisciplinar auxiliando nas diversas áreas relacionadas ao esporte deve ser a chave para se obter melhores e crescentes rendimentos.

Até a próxima.

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