terça-feira, 31 de março de 2015

16:03:00

O Princípio da Saúde no Treinamento Desportivo

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    Segundo Gomes da Costa (1996), esse princípio encontra-se diretamente ligado ao próprio objetivo maior de uma atividade física utilitária que vise à saúde do indivíduo:

    "Assim, não só a Ginástica Localizada em si e suas atividades complementares possuem grande importância. Também os setores de apoio da Academia, como o Departamento Médico, a Avaliação Funcional e o Departamento Nutricional assumem relevante função no sentido de orientar todo o trabalho, visando a aquisição e a manutenção dessa Saúde." (ibidem, 1996, p. 358).

    Baseado na citação acima posso colocar que este princípio está fundamentado na interdisciplinaridade. No entanto, nem sempre o Princípio da Saúde tem sido o principal norteador, ou mesmo um dos princípios norteadores. Em práticas de atividades físicas hodiernas, verificamos não somente aquelas ligadas à aquisição e manutenção da saúde do praticante, mas também aquelas de alta performance, que podem trazer malefícios devido ao compromisso com o alto rendimento e resultados, e ainda, as atividades que não têm compromisso algum com o aspecto saúde. Atualmente pessoas colocam a vida em risco em esportes extremamente radicais, quando tentam ultrapassar os limites físicos. Portanto, cabe perguntar: os treinamentos destas atividades estariam sob o Princípio da Saúde? De certo modo, em relação ao preparo para a execução da atividade sim, pois, é necessário um certo nível de condicionamento e saúde para tais práticas, e também, pelo fato dos praticantes estarem fazendo algo que gostam, que é importante para a vida delas e lhes dá prazer.

    A correlação entre este princípio e outras perspectivas do esporte é um ponto interessante para ampliar os estudos.

Fonte

sexta-feira, 27 de março de 2015

17:35:00

Como diminuir o risco de lesões no treinamento

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No treinamento esportivo, realizamos o malabarismo para determinar o incremento ideal. Imagine uma fita de slackline, e seu organismo tentando se equilibrar em cima dela. Se puxarmos (o organismo) de um lado com pouca carga de treinamento o atleta não melhora (ou melhora muito pouco, ou leva mais tempo para atingir a mesma melhora), por outro lado, se exageramos no carga de treinamento, o atleta se machuca, e igualmente não atinge os resultados almejados.

O desafio dos treinadores é equilibrar o treinamento de forma a promover resultados satisfatórios, sem que provoquem lesões aos atletas (ou provocando o menor número possível de lesões).

Algumas dicas para você diminuir o risco de lesões:

  • Não negligencie o aquecimento, comece o treino devagar, e dê tempo para o seu corpo se aquecer. Em dias frios ou em treinos muito fortes, o aquecimento deve ser mais prolongado.
  • Fale mais com o seu treinador. Se estiver achando suas planilhas muito pesadas, informe-o.
  • Não vire escravo de sua planilha. A planilha de treinamento é apenas uma referência. Num dia de treino forte, se não estiver disposto, é prudente reajustar o ritmo do treino para baixo ou considerar tirar o dia de folga. Nada de se arrastar no treino apenas para cumprir a planilha.
  • Dores musculares, são um aviso do corpo de que o organismo não está recuperado. Ficar dolorida depois de uma sessão de treino mais forte, tudo bem. Mas se as dores musculares persistirem por muitos dias, pode ser sinal de que o treino está puxado demais pra você.
  • Capriche na prevenção de lesões.  

quarta-feira, 25 de março de 2015

17:16:00

10 lesões mais comuns no Esporte


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Praticar atividade física e/ou esportes pode até ser saudável, pode ate trazer a melhora a qualidade de vida e faz-nos sentir bem no cotidiano. No entanto, as lesões fazem parte da sua prática, infelizmente. E, se há algumas lesões que são evitáveis através de uma boa preparação e aquecimento, outras outras que, seja por contato com outro atleta ou por uma queda, não há como evitar!

Habitualmente, uma lesão causada no esporte pode ser por execução errada, problemas estruturais que forçam mais partes do corpo  do que outras e fraqueza dos músculos, tendões e ligamentos. O desgaste crônico é a causa de muitas destas lesões, que são resultado de movimentos repentinos que afetam os tecidos mais fracos. Felizmente o corpo humano tem uma excelente capacidade de se recuperar, o que pode ser solucionado por um simples descanso, tornando a recuperação mais rápida e eficaz.

O corpo, em muitos casos, emite sinais de que qualquer coisa não está bem, por isso esteja atento e não ignore os sinais. O repouso é sem dúvida, para as 10 lesões mais comuns do desporto, um dos melhores remédios no caminho da recuperação.

1. Cãibras
A cãibra é uma contração parcialmente involuntária e dolorosa dos músculos que ocorre em função do desequilíbrio hidroeletrolítico da área onde a dor aparece. Ou seja, é muito comum a cãibra surgir durante ou após a prática de exercícios físicos dando sinais de que é preciso repor os níveis de água e sais minerais, como o potássio e o sódio. Outra das causas da cãibra é a acumulação de ácido láctico no tecido, devido a degradação da glicose na ausência de oxigênio no músculo.

Comer alimentos ricos em potássio, como banana e batata não-descascada, podem ajudar a prevenir as cãibras musculares.

2. Estiramento e distensão muscular
Uma distensão é o resultado de uma lesão tanto no músculo como no tendão. A distensão pode ser um simples estiramento, desde uma pequena ruptura de fibras musculares a um rompimento parcial ou completo na junção músculo-tendão. Ocorre resultante de um esforço extremo realizado pelo músculo em questão.

A recomendação para recuperar de uma distensão é a mesma que para um estiramento: repouso, gelo, compressão e elevação. Estes cuidados iniciais devem ser seguidos de uma ida ao médico especialista que o encaminhará a reabilitação e fisioterapia, caso seja necessário.

3. Tendinite
Trata-se da inflamação de um tendão que surge usualmente através do excesso de repetições de um mesmo movimento (LER - Lesão por Esforço Repetitivo). Assim, a inflamação num tendão é chamada de tendinite. Esta condição afecta pessoas que dispendem muito tempo a realizar a mesma tarefa, quer em trabalho quer em lazer. Com a difusão da informática, tornou-se uma importante doença ocupacional.

Jogadores profissionais de ténis e golfe, assim como nadadores estão mais sujeitos a tendinites nos braços e ombros. Jogadores de basket e futebol, corredores e ginastas têm tendência a sofrer de tendinites nas pernas e pés.

Tenha em conta que, se continuar a aplicar força sobre um tendão inflamado, ele pode romper. Se isso acontecer, obriga á imobilização através de talas ou até mesmo cirurgia para corrigir o tendão.

4. Contusão
Uma contusão é o resultado de um forte impacto e que pode causar uma lesão nos tecidos moles da superfície, nos músculos, nos tendões ou ligamentos articulares. Algumas vezes, a lesão é profunda, ficando, então, difícil determinar a sua extensão.

Esta lesão aparece como uma equimose (sangue aglomerado ao redor da lesão que marca a pele). A maioria das contusões não são graves e respondem muito bem a descanso, aplicação de gelo, compressão e elevação a área lesada. Se a lesão for mais séria, deve consultar um ortopedista. Um tratamento precoce efetuado por um fisioterapeuta, pode evitar danos maiores e permanentes ao músculo.

5. Fraturas de stress
A fratura por stress é uma lesão óssea que ocorre quando o osso é sujeito a utilização excessiva. Nesta altura podem ocorrer pequenas fissuras no osso, não havendo uma fratura completa no osso, nem desvio do osso fraturado.

Na maioria dos casos, as fraturas ocorrem devido a uma sobrecarga no osso, provocadas pela mudança de plano de treino, para um treino mais intenso, ou começo da prática desportiva sem a orientação correta, terrenos inapropriados, ou até mesmo pelo calçado impróprio para a prática desportiva.

Os ossos da perna e pé estão particularmente sujeitos a este tipo de fractura. Se é um entusiasta da boa forma ou um atleta, deve prestar muita atenção aos sinais de alerta que o seu corpo lhe transmite. Fadiga e dor são geralmente sinais de que está a forçar muito o seu corpo. Para além disso, as lesões de stress podem ser resultado de um pobre equilíbrio muscular, de falta de flexibilidade ou de fraqueza dos tecidos causada por lesões prévias.

6. Bursite
Uma bursite é a inflamação de uma bolsa sinovial, um saco membranoso revestido por células endoteliais. A bursa é um saco cheio de fluído que se situa entre o osso e o tendão ou músculo, possibilitando que o tendão escorregue suavemente sobre o osso. Ou seja, a função desta bolsa é evitar o atrito entre duas estruturas (por exemplo, tendão e osso ou tendão e músculo) ou proteger as proeminências ósseas.

Uma pancada, pequenas quantidades de pressão repetidas e demasiada utilização podem fazer com que a bursa dos seus ombros, cotovelos, anca, joelhos e tornozelos inchem. A esse inchaço e irritação chama-se bursite e muitas pessoas sofrem dessa lesão juntamente com uma tendinite. As bursites são geralmente aliviadas através de repouso e eventualmente de medicamentos anti-inflamatórios, para além de muita fisioterapia.

7. Entorse e ruptura de ligamento
As entorses são provocadas por uma excessiva distensão dos ligamentos e das restantes estruturas que garantem a estabilidade da articulação, originada por movimentos bruscos, traumatismos, uma má colocação do pé ou um simples tropeçar que force a articulação a um movimento para o qual não está habilitada.

São as lesões mais frequentes da prática desportiva, principalmente as que se verificam no tornozelo (tibiotársica). A seguir à entorse da tibiotársica, a mais comum é a do joelho e, neste caso, a questão que mais importa esclarecer é se os ligamentos cruzados foram ou não afetados, uma vez que a estabilidade desta articulação depende fundamentalmente da integridade destes ligamentos.

8. Luxações e redução articular
Uma luxação é a deslocação de um ou mais ossos de uma articulação. Ocorre quando uma força violenta atua direta ou indiretamente numa articulação, empurrando o osso para uma posição anormal. Em caso de sofrer de uma luxação deve ir imediatamente ao hospital para voltar a colocar o osso no lugar. Repouso e fisioterapia são necessários para que não haja perda da capacidade de locomoção.

9. Lombalgia
Denomina-se de lombalgia (ou lumbago) o conjunto de manifestações dolorosas que acontecem na região lombar, decorrente de alguma anormalidade nessa região. Este é um tipo de dor que a maioria dos praticantes de desporto já sentiu. Conhecida popularmente como dor nas costas, a lombalgia é uma das grandes causas de morbidade e incapacidade funcional. Muitas destas lesões ocorrem ao levantar incorretamente pesos, por trauma, durante o desporto ou até mesmo por dormir numa má posição. Inicia-se repentinamente e caracteriza-se pela intensidade da dor.

10. Traumatismo Craniano
O traumatismo craniano é uma lesão no cérebro que é causada normalmente por uma pancada na cabeça. Os sintomas são desorientação, visão deturpada, dores de cabeça, tonturas, desequilíbrio, náuseas e dificuldade de concentração. São mais comuns em desportos que promovam o contacto como o futebol, boxe, hóquei, rugby e outros. Ainda que muitas pessoas recuperem bem ao fim de umas semanas, outras podem sofrer de danos permanentes. O descanso total é recomendado e, dependendo da gravidade da lesão, pode ter de ficar sem praticar desporto durante alguns meses. Se insistir na sua prática cedo demais, os efeitos são imprevisíveis e potencialmente fatais.


sexta-feira, 20 de março de 2015

08:42:00

Autoconfiança e desempenho esportivo

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Alguns estudos destacam que geralmente quando a técnica, a tática e a preparação física são visivelmente iguais entre os competidores, o que irá prevalecer e diferenciá-los durante a competição é justamente o nível de autoconfiança apresentado.

Os níveis de performance esportiva dos atletas também são relacionados a autoconfiança nos estudos. Williams e Reilly (2000), avaliando talentos no futebol, concluíram que os jogadores considerados mais talentosos possuíam uma maior autoconfiança e uma menor propensão a distúrbios da ansiedade.

No que diz respeito a técnicos e treinadores, o estudo de Simões et al. (2006) verificou que através do desenvolvimento da autoconfiança dos atletas avaliados, os comportamentos e indicativos de amizade, confiança mútua e respeito se fortaleceram na relação técnico-atleta. Através do emprego das técnicas de desenvolvimento da autoconfiança, o técnico tem a oportunidade de conhecer melhor seu atleta possibilitando assim uma relação de respeito, confiança e amizade entre ambos. Sendo assim, presume-se que as técnicas de desenvolvimento da autoconfiança devam ser empregadas nos treinamentos desportivos já que, de acordo com Tubino e Moreira (2003), os treinadores são os responsáveis diretos pelo ajustamento individual dos atletas e pelo ajustamento do grupo.

 A literatura é divergente quando se trata da relação entre modalidades esportivas e níveis de autoconfiança. No entanto, Becker Jr. (2000) explica que nos esportes individuais, os atletas não compartilham a responsabilidade, expondo-se sozinhos a uma avaliação direta dos expectadores. Isso faz com que os atletas de modalidades individuais, apresentem maiores níveis de ansiedade e menores de autoconfiança se comparados aos atletas e modalidades coletivas. Observa-se ainda que a presença dos companheiros de equipe diminui a responsabilidade individual diante dos resultados das competições, o que explicaria o aumento do nível de ansiedade dos atletas em esportes individuais (GONÇALVES e BELO, 2007).

    As diferenças entre homens e mulheres sempre foram e ainda são objeto de estudo das mais diversas áreas do conhecimento e no esporte não é diferente. O estudo de Lavoura, Botura e Machado (2006), verificou que as atletas do sexo feminino apresentaram, em situações pré-competitivas, menores níveis de autoconfiança e maiores níveis de ansiedade se comparadas aos atletas do sexo masculino. Além de que os homens atingiram um desempenho mais satisfatório do que as mulheres no conjunto de atividades propostas pela competição esportiva. Para tanto, Martens (1987) levanta a hipótese de que as mulheres não têm tanta experiência quanto os homens no esporte, sendo assim apresentam maior nível de ansiedade e menor de autoconfiança. No estudo de Cox et al., (1996), com atletas chineses e americanos das modalidades atletismo, basquete, vôlei e natação, foram observados um maior nível de confiança e uma maior motivação entre os atletas homens quando comparados às mulheres.

    Dada a importância da autoconfiança para o desempenho esportivo dos atletas, torna-se essencial que esta seja desenvolvida possibilitando que o atleta atinja o desempenho esportivo esperado na competição.

Retirei daqui

segunda-feira, 16 de março de 2015

09:54:00

Atualize-se em Treinamento nos Esportes


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Na vida corrida que os profissionais de educação física tem, muitas vezes é dificil se manter 'por dentro' do que anda acontecendo no mundo científico. E poupar o seu tempo trazendo conteúdo para o profissional é o objetivo dos Cds Universitários.

Cds Universitários é um site que traz artigos e matérias de várias áreas e dentre essas áreas está o treinamento desportivo. Assim sendo, separei três cds que podem ajudar o profissional que trabalha com treinamento e querem atualização em forma de artigos.

Cd de Treinamento em MMA

Cd de Treinamento Físico

Cd de Treinamento Desportivo

Clique nos links e veja as especificações de cada CD. Para quem trabalha em outras áreas da Educação Física, pode ver os outros temas clicando aqui!



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sexta-feira, 13 de março de 2015

11:06:00

Beneficios do treinamento funcional para goleiros

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O treinamento para goleiros sofreram grandes mudanças, passando de meros chutes e cruzamentos a gol, para treinamentos planejados com embasamento científico, em especial da área física específica do goleiro. O treinamento funcional veio para facilitar todo esse treinamento

Um dos objetivos é preparar o Organismo de maneira íntegra, segura e eficiente através do centro corporal – CORE. O aprimoramento da capacidade funcional do goleiro será importante nas atividades que lhe são próprias e específicas.

O bom treinador de goleiros procurará nos gestos motores incentivo e inspiração para a execução e criação de exercícios funcionais. Dentre os seus benefícios estão:
  • Melhora da Força Muscular;
  • Melhoria da Postura Geral e Durante os Exercícios;
  • Melhoria do Equilíbrio Muscular – Simetria;
  • Diminuição da Incidência de Lesão;
  • Estabilidade Articular – Proteção e Fortalecimento das Articulações;
  • Melhora do equilíbrio estático e dinâmico;
  • Melhora da Flexibilidade;
  • Desenvolvimento da percepção dos movimentos;
  • Melhoria da Eficiência dos Movimentos;
  • Melhora da Performance;

O treino funcional é um ótimo recurso para treinamento de goleiros e não é so de futebol. Encontrar exercícios que melhorem a capacidade do atleta/praticante é o grande desafio do profissional.

terça-feira, 10 de março de 2015

11:55:00

O treinador desportivo e a adaptação a recursos disponíveis

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O melhor treinador ou comissão técnica é aquele que se adapta as condições de trabalho. Contudo, existem certas atitudes que podem ser desenvolvidas em qualquer ambiente. O trabalho deve ser o mais individualizado possível. Dessa forma, se não há possibilidades em prescrever e avaliar o treinamento pelo método mais sensível, que seja realizado ao menos a partir de um teste não invasivo validado. Nem toda a equipe, não importa a modalidade, dispõe de um analisador de gases para verificar o consumo máximo de oxigênio (VO2max), de um lactímetro para verificar a resposta do lactato frente ao exercício ou até de um monitor cardíaco.

No entanto, qualquer treinador tem condição de possuir uma fita métrica, cones e cronômetro podendo realizar testes indiretos e não invasivos para mensurar, por exemplo, a resistência aeróbia e anaeróbia (teste de Cooper, Potência Crítica), força (teste de flexão e abdominal), capacidade de saltar (teste de salto vertical e horizontal); entre outros. Além disso, principalmente nos esportes coletivos, é importante que os treinos sejam diferenciados de acordo com a função que o atleta desempenha durante uma partida.

Uma alternativa inteligente para os clubes localizados próximos às universidades que tenham o curso de Educação Física ou afins seriam os convênios, ou seja, os atletas dos clubes podem ser avaliados como participantes para pesquisas da universidade, enquanto que a comissão técnica obtém dados científicos e fidedignos que auxiliam na preparação de seus atletas. O grande problema quanto a esta prática é que existe, principalmente por parte dos treinadores, preparador físico e dirigente, um receio de que os pesquisadores possam prejudicar os seus trabalhos ou até se interessarem por seus cargos. Esse conflito, na grande maioria dos casos, desaparece assim que se estabelecem os objetivos comuns, exigência da parceria.

 Dessa maneira, a otimização do rendimento esportivo de qualquer atleta depende da capacidade do treinador se adaptar a sua realidade de trabalho e utilizar, da melhor maneira, os recursos disponíveis. Não podemos negar que existe uma relação diretamente proporcional entre o nível competitivo do atleta e os recursos de treinamento, ou seja, quanto mais treinado for o atleta maior será a necessidade de utilizar ferramentas sensíveis de avaliação e prescrição do treinamento.

Pelo exposto não é estranho que tenhamos dificuldade para traçar um programa ideal de treinamento. Mas obter o conhecimento de variáveis que podem interferir ou auxiliar no rendimento do atleta pode ajudar na escolha de protocolos de avaliação e a determinar a melhor estratégia de treinamento para seu atleta.

Assim, ao bom treinador é essencial o conhecimento científico e prático da modalidade esportiva que se deseja trabalhar. A estratégia a ser utilizada, dependerá muito dos recursos que a equipe ou treinador tem no momento. A utilização de equipamentos sofisticados para fazer as avaliações não faz parte da realidade de muitos treinadores. Mas a aplicação de um treinamento individualizado se torna importante tanto para os esportes coletivos como para os individuais, na medida que existem diferenças individuais em resposta a um mesmo treinamento. Por isso, a otimização do treinamento não dependerá de apenas um fator. A dedicação do treinador, do atleta, e de uma equipe multidisciplinar auxiliando nas diversas áreas relacionadas ao esporte deve ser a chave para se obter melhores e crescentes rendimentos.

Até a próxima.

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