segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

08:38:00

Importância dos Fundamentos nos Esportes



Parece que não é necessário falar mas é sempre importante frisar que cada esporte, por ter sua própria característica, tem os seus próprios fundamentos. Para o profissional que trabalha com esporte, é preciso identificar quais são esses fundamentos, a sua importância na mecânica do jogo, formas de serem potencializados e, claro, a sua aplicação no jogo em si.

30 aulas para Educação Física Escolar

É através do bom desempenho na execução de fundamentos de cada esporte que poderemos ter um bom desempenho na ação do esporte.

Vamos dar o exemplo do basquete. Essa modalidade possui uma série de fundamentos – sete, ao todo – que devem ser respeitados e praticados para se tornar um bom atleta. O manejo da bola e do corpo, o drible, o passe, o arremesso, os fundamentos individuais de defesa e o rebote são aspectos técnicos que devem ser levados em conta pelos iniciantes no esporte. Sem uma boa defesa e ataque a equipe não vai ter um bom rendimento. E para ter um bom ataque, é preciso que o manejo da bola, o drible, o passe e o arremesso tenham uma boa técnica.

Se formos pegar como exemplo o futebol/futsal, não teremos uma equipe com bom desempenho se falhar no passe ou no chute a gol, dois fundamentos que fazem parte desses esportes e devem ser treinados.

Para o profissional que trabalha com esporte, é importante estar atento ao ensino e no desempenho dos seus alunos em cada etapa do ensino/treino de fundamentos. E isso independe do método de ensino escolhido pelo professor.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

08:52:00

Teste para medir e avaliar o VO2max



Existem diversos tipos de testes que são utilizados para medir e avaliar o VO2max, tanto aqueles realizados em um laboratório de fisiologia, como em uma pista de atletismo.

Os testes de laboratório (na esteira ergométrica, por exemplo), apresentam um resultado mais confiável do ponto de vista da precisão da medida e valores obtidos. Já na pista de atletismo, a medida do VO2max será apenas um valor aproximado; entretanto, servirá ao propósito de orientar o corredor para elaborar o seu treinamento.

Independente de qual deles seja o melhor, o objetivo de qualquer teste é trazer informações sobre o estágio em que se encontra o corredor e, a partir disso, proporcionar um modo seguro para determinar o seu rendimento nos treinos e competições.

Assim, com as informações colhidas no teste, o corredor poderá avaliar a sua condição física atual e, com essa base, elaborar o seu treinamento de um modo mais seguro (ritmo da corrida e distância a ser percorrida nos treinos).

O teste que apresentamos aos corredores para medir e avaliar o VO2max é simples, não necessitando das modernas tecnologias (que muito contribuem para a evolução do esporte!). Para realizar o teste, basta uma pista de atletismo ou um local totalmente plano e devidamente demarcado; um cronômetro e uma calculadora, além de muita disposição para enfrentar os seus limites!

Realizando o teste

Após o devido aquecimento, o corredor deverá acionar o cronômetro e percorrer a distância de 2.400 metros (6 voltas na raia 1) no menor tempo possível. Ao finalizar o percurso, trava-se o cronômetro e marca-se o tempo de conclusão, que será utilizado para determinar a medida do VO2max.

No momento da realização do teste, o corredor deve estar em perfeito estado de saúde e, de preferência, acompanhado por um profissional da Educação Física. Não esquecer que as condições climáticas (calor excessivo ou frio intenso), interferem no resultado do teste.

Calculando o VO2max

Para calcular o VO2max, o corredor deverá utilizar a seguinte fórmula:

VO2max = 480 / tempo em min + 3,5

O resultado, ou seja, a medida do VO2max, é expresso em mililitros de oxigênio consumido por quilo corporal do corredor por minuto de exercício realizado (ml.kg.min).

Vamos a um exemplo prático:

O corredor alcança a marca de 12 minutos na distância de 2.400 metros.

Aplicando a fórmula, temos:

VO2max = 480 / 12 + 3,5 ;

VO2max = 40 + 3,5 ;

VO2max = 43,5 ml.kg.min

O resultado encontrado indica, de modo indireto, a medida do consumo máximo de oxigênio obtido pelo corredor no teste. Para classificar o nível do seu condicionamento físico pelo VO2max, o corredor poderá consultar a tabela 1. Na tabela 2, é possível encontrar alguns cálculos já realizados. No caso de se finalizar o teste com tempo "quebrado", basta dividir os segundos por 60. Por exemplo: corredor termina os 2.400 m em 9:22; dividindo-se 22 por 60, chega-se a .36; portanto, deve-se dividir 480 por 9,36 para obter o VO2max.

Como utilizar o VO2max na prática?

Ao calcularmos o VO2max, podemos utilizar essa informação para determinar o ritmo de corrida, conforme sejam os níveis de percepção do esforço físico (confortável, moderado, forte). Para isso, os seguintes percentuais do VO2max serão utilizados:

Menos de 70%: CONFORTÁVEL

70 a 85%: MODERADO

Mais de 85%: FORTE

Definidos os percentuais que serão utilizados no treinamento, o corredor deverá multiplicar esses percentuais (em fração), pelo valor do VO2max encontrado no teste de 2.400 metros, determinando assim o seu VO2t (consumo de oxigênio de treinamento).

VO2t = % do Treinamento x VO2max

Exemplo para um corredor que irá se exercitar a 70% do seu VO2max (43,5 ml.kg.min):

VO2t = 0,7 x 43,5

VO2t = 30,4 ml.kg.min

Esse resultado será utilizado para determinar a distância que será realizada nos treinamentos, conforme a relação existente entre o percentual de intensidade do VO2max e a duração da corrida (tabela 3).

Para calcular a distância a percorrer, aplica-se a seguinte fórmula:

D (distância em metros) = VO2t / 0,2 x T (tempo do treino em minutos)

Vamos a um exemplo prático de como o corredor poderá adotar essa metodologia em seu cotidiano. Corredor quer saber qual distância deve ser percorrida em 40 min em uma intensidade de 75% do VO2max.

Realizando os cálculos, passo a passo, temos:

VO2max = 43, 5 ml.kg.min

VO2t = 0,75 x 43,5

VO2t = 32,6 ml.kg.min

D = VO2t / 0,2 x T

D = 32,6 / 0,2 x 40

D = 163 x 40

D = 6.520 m

Ou seja, o corredor, em 40 minutos, com uma fração de 75% do VO2max percorre a distância aproximada de 6.520 metros.

O teste de VO2max poderá ser realizado a cada 8-10 semanas, sempre com a intenção de verificar o nível de condicionamento aeróbico e a evolução do mesmo durante um período da preparação, além de importante ferramenta para determinar os valores (intensidade e quilometragem) que serão utilizados no treinamento.

Lembramos aos corredores que a execução de qualquer teste, por mais simples que seja, exige cuidados especiais, pois para que o teste seja válido será necessário muito empenho e a mobilização máxima da vontade.

Além disso, o que apresentamos são as condições gerais para a avaliação e o treinamento, necessitando de maiores informações individuais para a personalização do programa de preparação para a competição.

O corredor, em qualquer situação de treinamento, deverá estar com a saúde em dia (exames médicos atualizados) e, se possível, ser orientado por um profissional da Educação Física, que saberá conduzi-lo de modo seguro e eficaz.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

14:15:00

Automatização e refinamento da iniciação esportiva





Nessa fase do processo, o jovem procura, por si só, a prática de uma ou mais modalidades esportivas por gosto, prazer, aplicação voluntária e pelo sucesso obtido nas fases anteriores. Neste sentido, os atributos pessoais parecem ser fundamentais para o aperfeiçoamento das capacidades individuais. A idade e o biótipo, além da motivação, são características determinantes para a opção por uma ou outra modalidade na busca da automatização e refinamento da aprendizagem dos conteúdos das fases anteriores, buscando a fixação em uma só modalidade.

Weineck (1991) reconhece que a seleção dos atletas adolescentes é feita com base nas dimensões corporais e na qualificação técnica, além dos parâmetros fisiológicos e morfológicos. As condições antropométricas, além dos fatores afetivos e sociais, exercem uma influência significativa na detecção de futuros talentos. Desta forma, a preparação das capacidades técnico-táticas recebe uma parte relevante do treinamento, contudo, consideramos o seu desenvolvimento dos atletas aliado a outros fatores, como o desenvolvimento das capacidades físicas. O objetivo é desenvolver, de forma harmônica, todas as capacidades, preparando os adolescentes para a vida e para posteriores práticas especializadas.

Gallahue (1995) pontua que, nessa fase, acontece a passagem do estágio de aplicação para a estabilização, a qual fica para o resto da vida. Nesse contexto, Vieira (1999) afirma que ocorre, nessa fase da aprendizagem, um ensino por sistema parcialmente fechado (prática). Assim, o plano motor que caracteriza o movimento a ser executado, bem como as demais condições da tarefa, já estão prioritariamente definidos, e almeja-se o aperfeiçoamento. Isso significa que, a partir da aprendizagem de múltiplas modalidades, a prática motora é uma atividade específica. Quer dizer, cada modalidade desportiva coletiva, requer dos indivíduos alguns requisitos relacionados à demandas específicas das tarefas solicitadas.

O fenômeno, aqui, é a automatização do movimento, isto é, todas as aquisições que aconteceram de forma consciente e com muito gasto de energia podem, agora, ser executadas no subconsciente, com menor gasto energético, ou seja, de forma automatizada.

Em relação aos conteúdos de ensino, Paes (2001), em sua abordagem escolar, propõe que, além das experiências anteriores, sejam apreendidas pelos atletas, sejam: as situações de jogo, e sistemas ofensivos como também os exercícios sincronizados, cujo principal objetivo é proporcionar aos alunos a execução e a automatização de todos os fundamentos aprendidos, isolando algumas situações de jogo. Com base nesse pensamento, deve-se iniciar as organizações táticas, ofensivas e defensivas sem muitos detalhes. As "situações de jogo" devem ser trabalhadas em 2x1, 2x2, 3x3 e 4x3, possibilitando aos alunos/atletas a oportunidade de praticar os fundamentos aprendidos em situações reais de jogo, com vantagem e desvantagem numérica.

Outro conteúdo específico nessa fase é a "transição", entendida como contra-ataque nos jogos desportivos coletivos. Paes (2001) define essa fase "como a passagem da ação defensiva para a ação ofensiva" (Paes, 2001, p. 113). Constatamos que a evolução técnica e tática e as mudanças na regras do jogo transformaram a transição ou contra-ataque em objeto de estudo de várias escolas esportivas em todo o mundo. Assim, deve-se dar atenção especial aos aspectos fundamentais que envolvem o treinamento da transição ao ensinar esportes para adolescentes, pois estes aspectos, desenvolvidos com vantagem e desvantagem numérica, podem aperfeiçoar em reais situações de jogo a técnica, a tática, o físico e o psicológico dos alunos/atletas na busca da maestria, ou seja, da autonomia e do conhecimento teórico e prático sobre o contexto dos jogos.

Em relação às habilidades motoras, a fase de automatização e refinamento enfatiza a prática do que foi aprendido e acrescenta as situações de jogo, transição (contra-ataque) e sistemas táticos de defesa e ataque, os quais, aliados à técnica, visam ao aperfeiçoamento das condições gerais da formação do atleta, na qual os conteúdos de ensino equilibram-se entre exercícios e jogos com o objetivo de ensinar habilidades "técnicas específicas", que são o modo de fazer aliado à "tática específica", a razão de fazer.

Para uma melhor compreensão sobre a tática, Konzag (1983) a divide em individual e de grupo, tanto no ataque quanto na defesa. Bota e Evulet (2001) acrescentam que a tática de equipe é ações coletivas, indicando os princípios de ações ofensivas que estão nas bases dos sistemas dos jogos desportivos coletivos; posicionamento rápido, contra ataque, ataque e defesa. As ações táticas em grupos entre dois e três atacantes ou defensores com e sem bola são subordinações dos princípios do jogo. As ações individuais com e sem bola são utilizadas somente por jogadas de um só jogador.

O desenvolvimento das capacidades físicas deve acontecer logo que a criança inicia as atividades em forma de brincadeiras nas ruas ou jogos recreativos na pré-escola e na 1.ª à 4.ª série do ensino fundamental, e também a partir do momento que entra na 5.ª e 6.ª séries, nos jogos coletivos desportivos específicos. O próprio jogo coletivo, por meio de seus conteúdos, tem a finalidade de aperfeiçoar a velocidade de reação, a coordenação, a flexibilidade e a capacidade aeróbica dos pré-adolescentes. Isso se torna necessário para um desenvolvimento físico generalizado através de exercícios e jogos.

Na fase de automatização e refinamento dos fundamentos - exercícios sincronizados e sistemas aprendidos - e o desenvolvimento das capacidades físicas, volta-se para o aperfeiçoamento do que já foi conseguido anteriormente, fortalecendo a estrutura física, destacando as capacidades físicas específicas de um determinado esporte; como exemplo, a resistência de velocidade, muito utilizada no basquetebol, futsal, futebol entre outros.

No caso das habilidades (técnicas), como exposto anteriormente, os jogos e as brincadeiras, nas fases de iniciação desportiva I e II, objetivam à aprendizagem da manipulação de bola, passe-recepção, entre outras, e no domínio corporal, a agilidade, mobilidade, ritmo e equilíbrio; dando início à formação tática e ao aperfeiçoamento das capacidades físicas - coordenação, flexibilidade e velocidade - que constituem as bases para a fase de iniciação esportiva III, a qual possui, como conteúdos, a automatização e o refinamento da aprendizagem, preparando os alunos/atletas para a especialização.

Na fase iniciação esportiva III, a automatização e o refinamento da aprendizagem inicial possibilitam ao praticante optar por uma outra modalidade após as experiências vividas e depois da aprendizagem de várias modalidades esportivas. Acreditamos que os movimentos desorganizados aos poucos vão se coordenando, e os jovens, por sua própria natureza e interesse, vão se decidindo em qual modalidade se especializarão.

Nesse período do processo de desenvolvimento, os técnicos de cada modalidade utilizam suas experiências e competência profissional como instrumento de seleção esportiva. Outras possibilidades são necessárias para auxiliar os técnicos, como o apoio dos pais, das prefeituras, dos estados, das instituições, federações e confederações, a fim de promover os talentos (Oliveira, 1997).

Fonte 

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segunda-feira, 14 de novembro de 2016

09:57:00

10 dicas e uma SUPER DICA para melhorar a Hipertrofia Muscular

http://xtrafit.pt/wp-content/uploads/2016/03/build-muscle-and-strength-with-pyramid-training-graphics-3.jpg

Quer saber mais sobre Hipertrofia, né? Então vem comigo!

Pode-se definir a hipertrofia muscular como o aumento das células dos músculos, que é um tecido do corpo humano, assim como a pele. Quando ocorre uma progressão, ele aumenta de tamanho e, assim, a pessoa fica com um aspecto maior.

Muitos aspectos estão envolvidos num treinamento de hipertrofia mas te darei 10 dicas diretas e uma super dica para que você tenha sucesso neste processo.

1 - Dê diversos estímulos aos músculos - Treine com diversas faixas de séries e repetições, para que você não estagne e também para que ofereça diversas surpresas e novidades ao seu corpo.

2 - Durma cedo e bem. O sono é um fator muito importante para o anabolismo;.

3 - Não exagere no aeróbico

4 - Esqueça o seu celular no armário.  Toma tempo de treino, pessoas perdem a noção de intervalo entre as series e dormem nos aparelhos. Treino é treino!

5 - Evite a gordura trans e foque naquelas que podem acrescentar ao seu treino.

6 - Treine com pesos desafiadores com seis a 12 repetições.

7 - Não falte treinos. Faltar os treinos vai prejudicar demais o aparecimento de resultados, por isso evite faltar, tenha consistência para ver os resultados.

8 - Descanse seus músculos! Descansar o músculo treinado por 48 hrs é o mínimo que pode fazer para chegar a um bom anabolismo.

9 - Treine intenso sempre!  Menos carga e movimentos lentos e completos te darão os músculos que tanto deseja!

10 - Mantenha a ingestão de proteínas num nível adequado e não esqueça da hidratação.

Agora, é a vez da SUPER DICA!

A super dica vai para você que quer:

- Aprender a turbinar sua testosterona a nível máximo
- Conhecer a mágica para o rompimento de fibras
- Saber como deixar seu abdomen definitivamente trincado
- Aprender o caminho para o corpo perfeito
- Conhecer os atalhos guardados a sete chaves
- Transformar seu corpo em um potente anabolizante natural

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segunda-feira, 7 de novembro de 2016

08:20:00

Dores no joelho podem prejudicar o Treinamento Físico

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Não tem como negar que os joelhos são muito exigidos na atividade física. Não ter um bom fortalecimento ou fazer movimentos errados pode trazer dores na região.

A gente sabe que o joelho forma uma das maiores e mais complexas articulações do corpo humano, envolvem ossos, cartilagens, ligamentos, tendões e bolsas com líquido para lubrificá-los. Esse conjunto é vulnerável a traumas e frequentemente é recrutado em excesso, tornando a área suscetível a lesões.

Eles apresentam sinais quando estão com problemas. Atente-se à presença de dor sem esforço, de dificuldade para apoiar o peso do corpo ou de movimentá-los, de estalos ou rangidos dolorosos e de inchaço e vermelhidão na articulação.

Esses desconfortos são causados por distintas razões, desde artrite, artrose, bursite, sinovite, lesões de menisco, de ligamentos e da patela, tendinite ou rompimento de tendões, até inflamações em outras regiões adjacentes.

Podem desencadear tais situações: o treinamento excessivo, a execução inadequada de exercícios, o uso de calçados e materiais inapropriados, a falta de condicionamento dos músculos e de flexibilidade, a existência de desequilíbrios musculares (sobretudo entre a musculatura anterior e posterior da coxa), de questões biomecânicas que resultam em tensão sobre os joelhos ou de debilidades em outras articulações.

O diagnóstico correto é fundamental, pois diferentes fatores, estruturas e problemas, muitas vezes, causam os mesmos sintomas. O exame clínico com um especialista possibilitará a avaliação mais precisa.

O tratamento difere conforme o caso, entretanto, habitualmente é realizado com exercícios de fortalecimento muscular (coxa e músculos estabilizadores do quadril), alongamento e adequação, quando preciso, de aspectos do treinamento (frequência de treino, por exemplo). Quadros mais graves demandam o uso de medicamentos ou até mesmo intervenções cirúrgicas.

É preciso tomar cuidado para que essas dores não interfiram no treinamento, seja ele qual for. Atenção aos sinais, prevenção com fortalecimento de musculatura e cuidado na execução de movimentos são os pontos de partida para que dores no joelho não prejudiquem qualquer treinamento.

Até a próxima!

terça-feira, 18 de outubro de 2016

14:02:00

Efeitos da Pliometria no Tênis


O termo pliometria é derivado do vocabulário grego pleytein cujo significado é aumentar, ou plio e metric (maior e medida) (DINTMAN et alii, 1999).

Diferentes metodologias têm sido empregadas para denominar o método pliométrico, entre muitas: treinamento de elasticidade, treinamento reativo, treinamento excêntrico, treinamento de saltos e método de batida(WEINECK, 1991).

Efeitos do treino pliométrico
Algumas pesquisas realizadas em diferentes modalidades têm apresentado os resultados de um trabalho pliométrico sobre outras variáveis que envolvam a força. Existe uma carência de pesquisas cientificas envolvendo pliometria no tênis de campo.

Um conceito muito difundido erroneamente é a idéia de que a pliometria tem como objetivo somente a melhoria da impulsão vertical. Tal observação foi amplamente divulgada, pois, modalidades como o atletismo (saltos), basquete e voleibol foram os pioneiros no emprego de tais métodos. Portanto, neste estudo a pliometria deve ser considerada como uma estratégia de treinamento que visa melhorar e aperfeiçoar a eficiência da qualidade física potência. Do ponto de vista matemático, potência é igual ao produto da força versus a velocidade(potência=força x velocidade). Na concepção de BOMPA (2001) potência representa a capacidade de execução da força máxima no tempo mais curto.

No basquetebol juvenil de Portugal, SANTO et alii (1997) buscaram identificar os efeitos da pliometria sobre o destreinamento e variáveis específicas da força explosiva: a velocidade de 20 metros, agilidade, saltoS (estático e com contra-movimento) e potência mecânica dos membros inferires. O delineamento experimental envolvia três programas de pliometria distintos: saltos no lugar e saltos com deslocamentos (TS), saltos em profundidade (SP) e saltos com cargas adicionais (SCA) com duração de oito semanas. Concluíram que o treino pliométrico proposto garantia a manutenção dos ganhos da força explosiva e permitiam melhorias expressivas nos indicadores de força explosiva testados.

Na equipe de basquetebol júnior da Suécia, MATAVULJ et alii (2001) empregaram três diferentes regimes de pliometria nos atletas. O programa consistia em um grupo realizando saltos de 50cm (EG-50), o segundo grupo com 100cm (EG-100) e um grupo controle. O experimento foi conduzido por um período de seis semanas. Encontraram acréscimos nos valores de impulsão vertical e força dos músculos extensores.

No futebol, DIALLO et alii (2001) averiguaram os efeitos da pliometria durante dez semanas seguidas por um período de oito semanas de redução dos treinos sobre a performance de jogadores pré-adolescentes. Foram empregados vários tipos de exercícios pliométricos. Constataram nos testes envolvidos (impulsão vertical com contra-movimento, saltos por 15 segundos, velocidade de 20, 30, e 40 metros) que um programa de pliometria improvisa a performance, como também se consegue obter um efeito de manutenção durante a fase de redução do treinamento.

Em jogadores russos de voleibol, MASALGIN et alii (1990) estudaram a influencia do método de choque na força explosiva. O procedimento experimental consistia de dois grupos. O grupo submetido ao método de choque treinou durante quatro semanas consecutivas. Em contraste, o grupo controle foi submetido a um programa convencional de pliometria durante doze semanas. Os resultados demonstraram que o método de choque influencia efetivamente para o desenvolvimento da força explosiva propiciando uma rápida mobilização e recrutamento das unidades motoras envolvidas no movimento.

As diferentes metodologias utilizadas nos estudos, assim como, variações de faixa etária, testes empregados, acabam gerando algumas interpretações controversas.

Independente desses fatores, parece evidente supor que um programa de pliometria bem conduzido é o meio mais eficaz para potencializar as valências físicas força explosiva e força rápida.

Referências bibliográficas

ALBERT, M. Treinamento Excêntrico em Esportes e Reabilitação. 2A edição, Manole, São Paulo; 2002.

BOMPA, T.O. Periodização: Teoria e Metodologia do Treinamento. 4a edição, Phorte editora, São Paulo; 2001.

DIALLO, O.; DORE, E.; DUCHE, P.; PRAAGH, E.V. Effects of pliometric traning followed by a reduced training programme on physical performance in prepubescent soccer players. Journal Sports Medicine Physical Fitness, v.41, p.342-348; 2001.

DINTMAN, G.; WARD, B.; TELLEZ, T. Velocidade nos Esportes. 2a edição, Manole, São Paulo; 1999.

HAMMIL, J.; KNUTZEN, K.M. Bases Biomecânicas do Movimento Humano. Manole, São Paulo; 1999.

HARRE, D. & LOTZ, I. O treino de força rápida. Lisboa - Revista Treino Desportivo, (12), p.16-24; 1989.

HEWETT, J.T.; LINDONFELD, T.N.; RICCOBINO, J.N.; NOYES, F.L. The effects of neuromuscular training on the incidence of knee injury in female athletes. American Journal Sports Medicine, v.17, n.06, p.699-706; 1999.

KOMI, P.V. Physiological and biomechanical correlates of muscle function: effects of muscle structure and stretch shortening cycle on force and speed. Exercise Sports Review, v.12, p.81-121; 1984.

MASALGIN, N.A.; VERKHOSHANSKY, Y.V.; GOLOVINA, L.L.; NARALIEV, A.M. The influence of the shock method of training on the eletromiyographic parameters of explosive effort. Soviet Sports Review, v.25, n.01, p.34-36; 1990.

MATAVULJ, D.; KUKOLJ, M.; UGARKOVIC, D.; TIHANYI, J.; JARIC, S. Effects of pliometric training on jumping performance in junior basketball players. Journal Sports Medicine and Physical Fitness, v.42, n.02, p.159-164; 2001.

MIL-HOMENS, P.; SARDINHA, L. O treino pliométrico(3a parte). Lisboa - Revista Treino Desportivo, (16), p.14-23; 1990.

POLIQUIN, C. A importância da variação do treino da força. Lisboa - Revista Treino Desportivo, (20), p.37-43; 1991.

SANTO, E.; JANEIRA, M.A.; MAIA, J.A.R. Efeitos do treino e do destreino específicos na força explosiva: um estudo em jovens basquetebolistas do sexo masculino. Revista Paulista de Educação Física, v.11, n.02, p.116-127; 1997.

UGRINOWITCH, C.; BARBANTI, V.J. O ciclo alongamento e encurtamento e a performance no salto vertical. Revista Paulista de Educação Física, v.12, n.01, p.85-94; 1998.

VERKHOSHANSKY, Y.V. Todo sobre el método pliométrico. Editorial Paidotribo, España; 1999.

WEINECK, J. Biologia do Esporte. Manole, São Paulo; 1991.

WILSON, G.J.; NEWTON R.U.; MURPHY, A.J.; HUMPRIES, B.J. The optimal training load for the development of dynamic athletic performance. Medicine Science Sports Exercise, v.25, n.11, p.1279-1286; 1993.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

13:20:00

Adrenalina e os esportes radicais



Existe uma grande variedade de esportes a nossa disposição, mas o mais interessante são aqueles esportes considerados radicais e recebem este nome por instituir modalidades esportivas com um elevado grau de risco físico, devido às condições extremas de velocidade, altura e outras variantes em que são executados.


O fato de um desportista gostar de um esporte radical, já o rotula como um suicida em potencial, ou uma pessoa que não se compromete com as responsabilidades, digamos que uma pessoa “fria”. Esta é uma imagem errônea, e que sempre está associada aos adeptos destes esportes. A verdade, é que a procura por estas modalidades está no prazer em que seus praticantes sentem, pelo fato delas possuírem domínio sobre o medo dos riscos que estes esportes podem surgir.

A adrenalina sentida pelos adeptos a estes esportes passa a ser um estimulante natural, fazendo com que o corpo permaneça potencializado com a ação.

A adrenalina é um hormônio disparado em nosso organismo como uma forma de defesa a situações de risco. Quando os praticantes de esportes radicais estão em ação, eles continuam a realizar suas atividades porque gostam de sentir os efeitos da adrenalina, porque sabem que o medo pode ser controlado em forma de alerta e euforia, de modo a delinear planos de ação e dos movimentos que precisam realizar.


Sendo assim, podemos esquecer a visão suicida e irresponsável que um atleta de esportes radicais comumente está associado. Porque o mesmo busca aventura, e bem estar físico e principalmente mental. E isso não muda muito para os atletas que praticam futebol, por exemplo. A diferença está na forma como os desportistas de esportes radicais pensa a respeito disso. A aventura e a adrenalina acabam que servindo como uma possível “válvula de escape” para as situações de stress do dia a dia

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

10:08:00

Treinador deve estar atento ao desempenho esportivo



Há varias formas do profissional de Educação Física atuar dentro do Treinamento Desportivo. Além da parte de preparação física, há toda a parte de fundamentos, preparação tática e psicológica que podem ser especificas para determinados esportes.  É obrigação desse profissional estar atento a todo o tipo de desempenho.

Há uma separação no treinamento desportiva de esportes individuais e coletivos. E a pesquisa em cima de resultados, métodos de treinamentos nos dois tipos de esportes é constante. É muito importante a pessoa que lida com esportes estar atento, por exemplo, ao que melhora e piora os desempenhos de quem pratica determinadas atividades.

Essa reunião de artigos e matérias sobre treinamento desportivo tem como objetivo atualizar profissionais com a atuação de métodos e aplicações para melhora da performance em vários tipos de esportes.

O Cd de Treinamento Desportivo traz assuntos em esportes coletivos e individuais e procura fazer um elo entre teoria e pratica, com artigos publicados em várias modalidades.  Há conteúdo sobre a parte técnica, física, psicológica, fisiológica ou um pouco de tática de vários esportes.

Clique aqui e conheça mais sobre esse CD!

É uma tendência que a atuação do profissional de Educação Física dentro do Treinamento Desportivo seja cada vez mais valorizada, justamente por essa procura científica de métodos e processos.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

16:54:00

Artigo: O treinamento desportivo escolar e a revelação de jovens talentos


Principais objetivos

O professor de Educação Física é o responsável pela seleção e treinamento de jovens talentos na escola. Um dos principais objetivos deste profissional ao aplicar o treinamento desportivo escolar é o de capacitar o aluno no reconhecimento de seu nível de aptidão física assim como seu desenvolvimento dentro do desporto treinado, respeitando, sobretudo, seus limites. Desta maneira, possibilitará a este estudante uma situação de autonomia e compreensão dos conhecimentos do dia-a-dia, do treinamento e informações referentes ao próprio desporto. Contudo, deve-se objetivar o rendimento, no sentido do desenvolvimento não só das valências físicas, como também da capacitação técnica da modalidade praticada, além de outros aspectos como o chamado treinamento invisível, que leva em consideração a necessidade de um repouso e uma nutrição adequada, conciliados com o treinamento das valências desportivas.

Seleção de Jovens Talentos na escola

A finalidade principal da escola não é a descoberta de Jovens Talentos, mas sim a possibilidade democrática da atividade física e da prática desportiva regular, de uma forma abrangente e inclusiva, ocorrendo assim uma preocupação menor na descoberta de talentos.

Quando o professor de Educação Física, mesmo não enfocando tal revelação, percebe que um determinado aluno possui aptidões acima das consideradas normais para um estudante que nunca havia treinado tal desporto e, sobretudo, um gosto pela participação e pela competição em jogos, deve convidar este jovem a realizar um treinamento diferenciado, fora do horário de aula, com exercícios voltados para o aprimoramento de suas técnicas.

É muito comum o grave erro da seleção apenas dos jovens mais habilidosos para participarem deste treino diferenciado, como por exemplo, a treinar na equipe da escola. Diversos estudos vêem esta ação como negativa e mostram que ficar de fora do time de futebol da escola, ou o simples fato de não ser escolhido, traz o sentimento de descrédito e episódios de Bullying por parte de seus amigos, chamando-o por apelidos que representam sua suposta falta de habilidade para o desporto em questão. Refletindo sobre estes e outros detalhes, percebemos que esta seleção deve ocorrer naturalmente ao transcorrer das aulas, não havendo uma discriminação ou eliminação dos alunos que pretendem compor essas equipes. O horário de treinamento deve ser diferente do horário de aula e completamente inclusivo, de forma a se apresentar aberto a todos, não somente aos mais habilidosos.

O treinamento e o Overtraining na escola

Dificilmente o estado de Overtraining acontece no treinamento escolar, porém devemos nos atentar à oferta, ao tipo e a intensidade do estímulo, pois se a excitação pós treino for muito débil, provocará apenas uma pequena excitação no organismo, não sendo suficiente para gerar novos níveis de adaptação no corpo e nas valências do desporto. Já um estímulo adequado, gera uma adaptação positiva no desenvolvimento de diversas valências e um incremento fisiológico adequado no corpo do aluno.

O estímulo de intensidade acima do limiar ideal de treinamento agride o praticante de tal forma que pode causar um dano passageiro ou que pode se perpetuar, ou seja, uma lesão aguda ou crônica, ocorrendo o que chamamos de Overtraining. Concomitantemente ao cuidado referente à intensidade de treino, o professor deve se a tentar a doenças adquiridas fora ou dentro do ambiente de treinamento, vide que tal desconformidade pode prejudicar seus exercícios e levá-lo ao estado de Overtraining induzido.

Desta forma, devemos nos preocupar em perceber como o estudante se apresenta em relação a sua saúde, sendo passível de ocorrer, em função de um desequilíbrio momentâneo causado por algum tipo de adoecimento, lesões ou um Overtraining precoce. Por isso, é preciso estar atento à resposta física do aluno e a diversos outros detalhes que fazem seu rendimento diminuir. Tais fatores podem variar desde o abuso sexual até a carência de repouso ou maus hábitos alimentares. Assim, entendemos que é fundamental perceber e ouvir seu aluno durante e fora do horário de treino.

Treinamento Geral e Específico

Quando se pensa num desporto com características voltadas para competição e início do caráter de rendimento, o treinamento escolar deve ser o mais específico possível, ressaltando quais são as valências físicas envolvidas naquele desporto e treinando-as. Ao observarmos a potência muscular de membros inferiores como uma valência alvo, percebemos que esta é importante para um jogador de voleibol, para um jogador de basquetebol ou para um saltador, mas pode não ser importante para um jogador de tênis. Além de identificar quais são as valências mais adequadas ao treinamento, é significante identificar quais as fontes energéticas que demandam aquele desporto, observar as alavancas articulares que estão envolvidas com os principais grupamentos musculares e fortalecê-las para prevenir possíveis lesões. Chamamos este treino de preventivo.

No entanto, é preciso pensar no treinamento de Jovens Talentos como algo alvo de transformações. O estudante pode, mesmo apresentando altos índices de performance, modificar o desporto que estava treinando por algum motivo qualquer. Sendo assim, o treinamento geral também é muito importante. Este pode ser empregado em um período de férias, introduzindo exercícios específicos de diferentes desportos, para assim manter seu aluno em atividade e ao mesmo tempo lhe apresentar novas possibilidades, fugindo da rotina de treino. Isto ajuda numa possível restauração física, psicológica, emocional e cognitiva. Portanto, o treinamento geral pode se oferecer como uma ferramenta atraente, que possibilita a identificação de novas modalidades esportivas.

Avaliação da quantidade de treinamento (QT) escolar

No caso do desporto de competição, o treinamento ocorre de forma intensa e em muitos casos, diariamente. No desporto escolar, isso varia muito de acordo com a vida acadêmica do aluno. Geralmente a quantidade do treinamento ocorre em torno de duas a três vezes por semana. Cada seção varia aproximadamente de 60 a 90 minutos. A intensificação do treinamento normalmente acontece em um período pré-competição onde gradualmente a intensidade do treinamento aumenta e o volume diminui. Durante a competição, o professor deve manter o treino do gesto motor e diminuir a intensidade do treino. A repetição do gesto motor objetiva garantir uma manutenção mínima do aspecto motor e das valências físicas para que não haja uma queda nesses aspectos. A intensidade deve diminuir, devido ao risco de cansaço excessivo durante as competições, o que traria a diminuição do rendimento destes alunos.

Existem diversas limitações quanto ao treino no desporto escolar. A principal existe devido à importância dos estudos de tal aluno. O treinamento não pode atrapalhar o desempenho acadêmico. Assim o professor deve buscar o ponto de equilíbrio entre os estudos e o treinamento, mantendo-os de forma equilibrada. A quantidade dos exercícios deve se situar de acordo com o calendário da escola e das competições.

No retorno das férias, o aluno que faz parte de alguma equipe escolar, deve realizar um treinamento de menor intensidade com aumento progressivo conforme a aquisição de uma melhor condição física. No caso de um treinamento descontrolado e quantificado de forma incorreta, trará possíveis lesões crônicas ou agudas, o que irá diminuir de forma significativa o rendimento deste estudante.

O que se observa no desporto de competição, hoje em dia, é que a intensidade de treinamento está alta, mas o volume erroneamente também permanece alto, isso talvez pelo desejo de uma performance exacerbada característico do alto rendimento. Nota-se um agravamento da saúde do atleta em função deste treinamento imensurável, uma vez que o mesmo está sempre no limiar entre o desempenho e a falta de saúde, ultrapassando muitas vezes, a zona a qual seu organismo suporta, quase sempre se situando em um estado de sobre-treinamento. São justamente estes fatores que devemos evitar ao quantificar o treinamento de Jovens Talentos. O objetivo neste determinado momento, deve ser o de apresentar o desporto ao estudante. Desta forma, é evidente a necessidade da quantidade de treinamento muito abaixo da apresentada no alto rendimento.

Conclusão

Acima de qualquer rendimento, como professores de Educação Física, devemos habilitar nossos alunos a perceberem seu grau de aptidão física, dando-lhes a oportunidade de conhecer seus limites. O esporte deve servir como ferramenta de aquisição da autonomia, buscando empregar-lhes conhecimentos que possibilitem o auto-cuidado e prevenção de não só acidentes, mas também de problemas advindos de sua vida em sociedade. Mostrando assim, que o professor responsável deve buscar o rendimento, porém indo mais além, desenvolvendo não só as valências físicas como as capacidades técnicas e intelectuais, chamado de treinamento invisível.

O descobrimento do Jovem Talento não é um objetivo central da escola, porém o professor de Educação Física deve se atentar a esta possibilidade e encaminhar este ou estes alunos para um treinamento que é extra classe. Nesse momento, deve ocorrer a seleção não somente dos melhores, mas sim dos que tem interesse e amor ao desporto em questão, mantendo o teor de democratização sem excluir qualquer aluno. Assim, o parâmetro de escolha dos alunos é feito pelo interesse em competir e adquirir informações sobre o desporto. Apenas em um segundo instante ocorre a seleção dos alunos mais habilidosos, que serão encaminhados ao profissional que realizará um treinamento voltado ao alto rendimento desportivo.

Em relação ao Overtraining, este dificilmente ocorre no treinamento escolar. A preocupação maior é com a oferta de tipo e quantidade do estímulo, que ao invés de provocarem adaptações positivas ao organismo poderão provocar agressões ao mesmo. Revelando desta maneira, que mesmo subtraindo a possibilidade de alcançar o Overtraining, o professor de Educação Física, deve saber aplicar os conceitos do Treinamento Desportivo para não acarretar desinteresses e agressões negativas ao corpo do aluno.

Outro ponto importantíssimo é a utilização de um treinamento geral conciliado ao treinamento específico de valências desportivas na escola. Esta seria uma forma essencial, seja na escola ou no desporto de alto rendimento, para que outros esportes sejam enquadrados em seus programas de exercícios. O treinamento geral, não busca como essência o aprimoramento de outras valências não específicas, mas sim o desenvolver do senso lúdico e recreativo, de forma a fugir da monotonia do treinamento, atraindo novos praticantes, fazendo com que o treinamento não seja uma hora temida por todos.

Em relação à quantidade ideal do treinamento desportivo escolar para os Jovens Talentos, deve ocorrer em torno de 2 dias na semana, ou seja uma quantidade de treinamento pequena. Embora muitos professores não saibam adequar os treinamentos desportivos escolares à vida social do aluno, estes não devem atrapalhar as atividades paralelas ao desporto como, por exemplo, sua vida acadêmica. Mesmo próximo das competições o treinamento deve ser equilibrado, já que seu corpo não está preparado plenamente para suportar grandes cargas de treinamento.

Referência bibliografica

FERREIRA, Nilda Tevês; COSTA, Vera Lucia de Menezes. Esporte, Jogo e Imaginário Social. Rio de Janeiro: Shape, 2003.

MARQUES, Antônio. Revista Horizonte: Treinamento Desportivo: Área de Formação e Investigação. Número 39. p.97-106.

MCARDLE, Wiliam; KATCH, Frank; KATCH, Victor. Fisiologia do Exercício: Energia, Nutrição e Desempenho Humano. 5.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003.

PEREIRA, Francisco Lemos. Informação verbal, 2008.

SANTOS, Edson Arapiraca dos; NERY, Fábio do Couto; et al. Revista Treinamento Desportivo: As diferenças entre o esporte da escola e o esporte na escola. Volume 7, Número 1. p.21-28, 2006

VALENTE, Jayme Pimenta Filho. Informação verbal, 2008.


Rodrigo Silva Perfeito
rodrigosper@yahoo.com.br

Fisioterapeuta da clínica NucleoFisio
Graduado em Educação Física – Licenciatura – UERJ
Graduando em Educação Física – Bacharelado – UERJ
Graduado em Fisioterapia – FRASCE

(Brasil)

terça-feira, 6 de setembro de 2016

11:04:00

Treino Funcional para Vôlei de Praia


Para aguentarem os saltos, os agachamentos, os tiros e a dificuldade imposta pela areia fofa, os jogadores de volei de praia possuem um condicionamento físico impecável (o que se nota pelos corpos definidos).

Vamos a 7 exemplos de treinamento funcional ara jogadores de volei de praia:

1. DESLOCAMENTO LATERAL
2. SALTO NO CAIXOTE
3. ARREMESSO DE BOLA MEDICINAL
5. BURPEE
6. ESCADA DE AGILIDADE
7. ABDOMINAL NA FITA DE SUSPENSÃO
8. AFUNDO NO DISCO

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

15:17:00

Uso da ventosaterapia no Esporte


Michael Phelps


Você reparou vários atletas nas Olimpiadas com estranhos círculos vermelhos espalhados nos corpos dos atletas - entre eles o nadador Michael Phelps?


Essas marcas não se tratam de tatuagens ou machucados. Tampouco de madrugadas animadas na Vila Olímpica. Os círculos vermelhos são resultado de uma prática conhecida como ventosaterapia, uma forma milenar de medicina alternativa que emprega ventosas.


A técnica, que é uma forma de acupuntura, consiste em acender líquido inflamável dentro de copos redondos de vidro. Uma vez que a chama se apaga, forma-se um vácuo parcial no interior do copo. A diferença entre a pressão interior e exterior acaba por gerar uma força de sucção, estimulando o fluxo sanguíneo e deixando os círculos vermelhos, que desaparecem entre três e quatro dias.


Atletas dizem que recorrem à técnica para reduzir dores e ajudar com a recuperação da fadiga dos treinos e das competições constantes.


Praticantes alegam que a terapia ajuda com problemas musculares, alívio da dor, artrite, insônia, problemas de fertilidade e celulite.


A ideia é ajudar o fluxo de energia - conhecido na medicina tradicional chinesa como "qi" - em torno do corpo, e reequilibrar o seu equilíbrio - "ying e yang".


Quanto mais escura a marca deixada pelo domo, diz, mais pobre é a circulação do sangue naquela parte do corpo. A ventosaterapia teve origem na China cerca de 3 mil anos atrás, mas também se tornou popular no Egito, no Oriente Médio e em todo o mundo. Antes das cúpulas de vidro, outras, de bambu, eram usadas para o mesmo fim. Muitas pessoas nos países ocidentais acham essa variedade "difícil de aceitar", mas explica que ela é vista na medicina chinesa como um tipo de desintoxicação e é muito popular.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

16:08:00

Os efeitos dos Anabolizantes

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Anabolizante é toda substância que leva o organismo para um estado de anabolismo. Existem anabolizantes naturais que levam ao anabolismo sem causar malefícios a saúde. Exemplo de anabolizantes naturais: os aminoácidos e as proteínas de primeira qualidade, suplementos naturais aprovados para uso e que nunca irão causar mal a saúde. Pôr isso não confunda anabolizante natural com anabolizante esteróide.

  Os Anabolizantes Esteróides são hormônios e derivados de hormônios.

EFEITOS

  Os Anabolizantes Esteróides produzem efeitos anabólicos, efeitos androgênicos e efeitos colaterais (reversíveis ou não, dependendo do tempo de uso, da quantidade e do tipo).Não existe anabolizante esteróide 100 % anabólico. Existem anabolizantes esteróides predominantemente anabólicos e outros predominantemente androgênicos.Devido as leis básicas da bioquímica, não foi possível de se conseguir fabricar anabolizantes esteróides que produzissem somente efeitos anabólicos ou esteróides que não causassem efeitos colaterais.

EFEITOS ANABÓLICOS DOS ESTERÓIDES

Os efeitos anabólicos são aqueles que produzem um estado de anabolismo no organismo e são o motivo pelo qual atletas utilizam perigosamente.
   Nenhum dos efeito descritos abaixo foi comprovado em testes cientifico e muitos dos trabalhos sérios sobre a matéria se contradizem. A comunidade cientifica não aceita o fato anabolismo causado pelo uso de esteróide em seres humanos saudáveis ser significativo.
*  Aumento do tamanho e forca muscular.
*  Aumentos das reservas intramusculares de glicogênio.
*  Redução da quebra e perda de proteína muscular causada pelo treinamento pesado.


EFEITOS ANDROGÊNICOS DOS ESTERÓIDES


  Os efeitos androgênicos são aqueles que se interferem com as características masculinas. Todo ser humano possui hormônio masculino. Os homens possuem em seus organismos muito mais do que as mulheres.
  Quando é dada a uma pessoa normal quantidades extras de hormônios (esteróides anabolizantes),seu corpo fica com excesso de hormônios e gradativamente vai parando a produção interna desses hormônios ficando dependente de hormônios externos.
  Isso acarreta resultados devastadores a todo sistema hormonal e os danos, a maioria das vezes, são irreversíveis. Todos os efeitos descritos abaixo são comprovados cientificamente.

* Acne

* Alargamento do clitóris

* Ereções freqüentes

* Calvície

* Hirsutismo (crescimento de pêlos nas mulheres)

* Alargamento da próstata

* Esterilidade

* Atrofia dos testículos

EFEITOS COLATERAIS DOS ESTERÓIDES

Além dos efeitos anabolizantes e androgênicos, os esteróides causam outros efeitos colaterais de grande prejuízo ao organismo. O grande problema em usar os anabolizantes esteróides para uma pessoa normal é justamente esse , o grande número de efeitos colaterais que causam, independente da dosagem e do tempo de uso.

* Câncer no fígado

* Aumento do colesterol

* Retenção de água

* Arritmia cardíaca

* Hepatite  peliótica

* Hemorragia intra abdominal

* Comportamento agressivo

* Dores estomacais e gástricas insuportáveis

* Choque anafilatico

* Ginecomastia (peito de mulher)

* Cefaléia  grave

* Aumento grave da pressão arterial

* Insônia

* Hálito insuportável

* Vômito com sangue

* Morte

quarta-feira, 13 de julho de 2016

08:49:00

A Fisiologia das Fibras Musculares em Movimento

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A prática esportiva na atualidade exige um amplo conhecimento na planificação e periodização do treinamento individual e coletivo por parte dos treinadores e professores. Essa prática deve visar por excelência o desenvolvimento multilateral das capacidades físicas de um atleta ou equipe para que seja possível no futuro a conquista de grandes resultados no âmbito esportivo.

A resistência, força, flexibilidade, coordenação e velocidade são as capacidades básicas responsáveis pela preparação física geral de todos os atletas nas diferentes instâncias do desporto, ou seja, atletas do gênero masculino e feminino, das categorias de base a profissional necessitam de um bom nível de desenvolvimento dessas capacidades para que obtenham bons resultados no esporte envolvido.

Toda grande variedade de movimentos que o ser humano é capaz de realizar é obtida pelo mecanismo de encurtamento das células do tecido muscular, graças à transformação de energia química, obtida das fontes energéticas, em energia mecânica, podendo esta se manifestar em forma de movimento (Fernández, et al. 2002).

 Os músculos esqueléticos são responsáveis por todos os movimentos voluntários sendo estes controlados pelo sistema nervoso somático. O músculo esquelético é composto pelas chamadas fibras musculares, dispostas paralelamente e fixadas por ambos os extremos dos tendões de origem e inserção. A fibra muscular pode ser considerada como uma célula alongada, cilíndrica e multinucleada, recoberta por uma membrana chamada sarcolema. Cada fibra muscular contém uma infinidade de miofibrilas, dentro da qual, encontram-se as mitocôndrias e a circundando existe uma complexa rede de túbulos (Powers e Howley, 2000).

Nesta rede, podemos diferenciar dois sistemas estruturalmente separados. Um é o sistema de túbulos transversais ou túbulos T, que se trata de invaginações do sarcolema que penetram entre as miofibrilas e tem por objetivo transmitir rapidamente o comando de despolarização a todas as miofibrilas. O outro sistema é o retículo sarcoplásmatico que recobre de maneira longitudinal, embora irregular, cada miofibrila, tendo como função movimentar o cálcio e controlar o metabolismo do músculo (Powers e Howley, 2000).

As miofibrilas são compostas, por sua vez de miofilamentos que contêm as proteínas contráteis actina e miosina. A actina forma filamentos delgados que estão sujeitos aos denominados discos Z. A miosina forma filamentos grossos que se intercalam entre os da actina. O espaço situado entre dois discos Z e que contém os filamentos de actina e miosina, denomina-se sarcômero (Powers e Howley, 2000).

Os filamentos de actina e miosina deslizam entre si, e esse deslizamento pode realizar-se em dois sentidos, determinando alongamento (alongamento do sarcômero) ou encurtamento (contração do sarcômero). O encurtamento dos diversos sarcômeros de uma miofibrila determinará sua contração e, com ela, a contração da fibra muscular e do músculo (Powers e Howley, 2000).

Isso se consegue graças às pontes de ligação que se estabelecem entre pontos específicos da miosina e algumas cabeças de actina que têm capacidade de flexão é que determina o deslocamento, produzindo-se uma nova ligação, em um verdadeiro movimento de escalada (Powers e Howley, 2000).

Nem todas as fibras musculares respondem da mesma maneira a um determinado estímulo, desta forma podemos distinguir vários tipos de fibras musculares em termos morfofuncionais. Na realidade, o que determina que uma fibra seja de um tipo ou de outro é sua inervação, este fato condiciona sua configuração e seu funcionamento (Verkhoshanski, 2001).

    Sabendo disto Fernández et al. (2002) destaca que o ser humano possui dois tipos fundamentais de fibras: fibras lentas ou vermelhas, também chamadas de tipo I ou ST (slow twitch) e fibras rápidas ou brancas, também chamadas de tipo II ou FT (fast twitch).

    As fibras lentas ou vermelhas caracterizam-se por serem fibras tônicas, isto é, de contração lenta, de sustentação, além de muito resistentes à fadiga. Sua coloração vermelha se deve ao elevado conteúdo de mioglobina (proteína que contém um pigmento similar ao que possui a hemoglobina, esse pigmento contém ferro e liga oxigênio a hemoglobina). Atletas de meio fundo e fundo possuem elevados percentuais deste tipo de fibra (Powers e Howley, 2000).

    As fibras rápidas ou brancas apresentam um número relativamente pequeno de mitocôndrias, uma menor capacidade de metabolismo aeróbico e são menos resistentes à fadiga do que as fibras lentas. No entanto, essas fibras são ricas em enzimas glicolíticas, as quais lhe garante uma grande capacidade anaeróbica (Verkhoshanski, 2001).

    As fibras rápidas podem ser divididas em dois tipos: fibras tipo IIb e fibras do tipo IIa. O que diferencia estes dois tipos de fibras é o caráter intermediário das fibras tipo IIa, que possuem características bioquímicas e de fadiga que se encontram entre os outros dois tipos de fibras; as fibra Tipo IIb e Tipo I. Por isso, as fibras Tipo IIa são consideradas como uma mistura das características das fibras Tipo IIb e Tipo I, possuindo um alto grau de adaptação (Powers e Howley, 2000).

    Todas as fibras de uma mesma unidade motora são do mesmo tipo, dado que têm a mesma inervação. A porcentagem de uma e outra fibra é determinada geneticamente, variando para cada grupo muscular e diferenciado-se entre indivíduos. Os atletas que possuem um alto conteúdo de fibras rápidas terão maior facilidade para atividades de velocidade ou potência, nas quais a força seja um fator determinante. Um exemplo prático são as corridas de velocidade curta do atletismo como os 100 metros e 200m rasos (Verkhoshanski, 2001).

Fonte e referencias bibliográficas

segunda-feira, 20 de junho de 2016

17:33:00

Musculação no Treinamento de Esportes

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A inclusão da musculação no treinamento de esportes, seja individual ou coletivo tem que ser feita com muito cuidado. Não importa se o seu esporte é praticado na água ou na terra, se precisa de mais habilidade e técnica do que força, se é em grupo ou individual, sua atividade tem movimentos e exige aspectos físicos? Então a musculação vai te ajudar, e muito.

Dentro da musculação não há necessidade de só trabalhar com pesos e máquinas para ganhar massa muscular. O treino pode ser montado, inclusive, com movimentos que são utilizados no esporte de origem.

Curso de Musculação do Iniciante ao Avançado

Por exemplo, seu esporte exige saltos explosivos (basquete, vôlei, handebol), mas seu salto está fraco por falta de potência muscular, portanto ao se realizar exercícios de potência para as pernas e trabalhar os músculos envolvidos em uma situação parecida com a do salto, a tendência desse aspecto físico evoluir é muito maior do que na quadra.

Deixar o esporte o mais parecido possível dentro da sala de musculação é feito para trabalhar a parte muscular exigida no esporte e não a habilidade ou a técnica.

O que deve ser feito para aqueles que são praticantes amadores dos esportes coletivos é, alem de praticar a modalidade, treinar as qualidades físicas do seu esporte, como potência, agilidade e velocidade, capacidades que são de extrema importância para o seu jogo. Elas devem ser realizadas de duas a três vezes por semana, de 25 a 30 minutos.

Além deste trabalho de musculação, o atleta deve ser submetido ao treinamento de flexibilidade e atividades aeróbias diferenciadas para melhoria do seu condicionamento físico e superação de dificuldades e deficiências


quinta-feira, 9 de junho de 2016

08:42:00

4 cursos online para quem trabalha com Esporte


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Há várias áreas que trabalham junto com o esporte para melhorar os rendimentos dos atletas/praticantes.  Abaixo, separamos 4 cursos online para profissionais que trabalham com esporte se aprofundarem nessa área.

Para informações, só clicar na imagem ou no link abaixo>

Curso de Psicologia do Esporte

Curso Psicologia do Esporte

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O curso traz a história da psicologia do esporte e os principais conceitos para a atuação do psicólogo do esporte por meio da compreensão e do estudo da psicologia do exercício e o bem-estar psicológico por meio da prática de exercícios físicos.


Curso de Fisioterapia Desportiva

Curso Fisioterapia Desportiva

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O curso Fisioterapia Desportiva oferece ao profissional de fisioterapia conhecimentos sobre fisiopatologia, lesões, reabilitação, desportiva e muito mais.


Curso online de Suplementação Nutricional para Atletas

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O curso Suplementação Nutricional para Atletas por meio da Educação a Distância oferece ao participante o conhecimento sobre macronutrientes, índice glicêmico dos alimentos, necessidades e gasto energético, suplementos e muito mais.


Curso online de Treinamento Abdominal

Curso Treinamento Abdominal

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O curso Treinamento Abdominal, por meio da Educação a Distância, oferece ao profissional de Educação Física conhecimentos sobre anatomia e cinesiologia, fisiologia do exercício, prescrição de treino para a região abdominal e muito mais.

Clique nas imagens ou nos links abaixo para maiores informações.

terça-feira, 7 de junho de 2016

15:23:00

Treinamento das qualidades físicas na pré-temporada no Futebol


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As características do condicionamento físico do jogador de futebol limitam-se principalmente aos fatores físicos da performance: resistência aeróbia e anaeróbia, força, velocidade e flexibilidade, fato que nos mostra o perfil de exigência dos atletas nos treinamentos.
 
A realização do treinamento  físico  na pré-temporada  e os métodos adequados para aprimorar o condicionamento físico serão discutidos abaixo.

Treinamento Aeróbio e Anaeróbio
 
Para poder realizar grandes volumes de trabalho físico, todo jogador de futebol deve ter coração resistente e bons pulmões que lhe asseguram a alimentação dos músculos com oxigênio.
 
Falando fisiologicamente, a energia utilizada pelo jogador durante a partida é derivada da quebra de um componente químico chamado adenosina fosfato (ATP) e convertida em energia mecânica, de tal forma que o jogador pode realizar atividades táticas, técnicas e físicas. O ATP é produzido por uma reação química sob condições anaeróbias e aeróbias. Anaeróbia, ou energia não-oxidativa, significa que a reação é realizada sem a presença de oxigênio, enquanto aeróbia, ou energia oxidativa, refere-se a uma condição na qual o ar inalado tem tempo de ser transportado para o músculo em atividade para participar do processo de queima de alimentos e, como resultado, produção de energia.
 
Com isso serão analisados a seguir como devem ser realizados os treinamentos aeróbio e anaeróbio do atleta de futebol na pré-temporada para que ele se encontre apto para estar em condições de atuar na primeira partida da temporada fisicamente adequado.
 
Resistência aeróbia para o jogador profissional de futebol
 
No futebol, a resistência aeróbia) é a capacidade de manter um esforço de longa duração com intensidade fraca, realizado sempre na presença de oxigênio, havendo um equilíbrio entre a quantidade consumida e a recebida, fenômeno chamado de "steady-state".
 
Os exercícios de pouca potência aeróbia – exercícios acíclicos que se caracterizam por um câmbio constante e pela instabilidade da atividade motora – são aqueles em que o aporte energético para os músculos atuantes é praticamente exclusivo dos processos oxidativos, consumindo principalmente os lipídios e, em menor grau, os carboidratos (coeficiente respiratório inferior a 0,8).
 
Um grande fator limitante da performance do futebol é a potência de aceleração/desaceleração com mudanças rápidas de direção, sendo que 72% em uma partida o jogador sofre da resistência aeróbia.
 
Assim, entende-se que a resistência aeróbia para o jogador de futebol pode ser de fundamental importância, pois uma partida dura aproximadamente noventa minutos e o trabalho aeróbio serve para o jogador aguentar esta carga de trabalho.
 
Deve-se, então, realizar um treinamento em que o jogador desenvolva este tipo de resistência para a melhora da sua aceleração, desaceleração e mudanças de direção, já que isto é necessário nas partidas de futebol.
 
 Resistência anaeróbia para o jogador profissional de futebol
 
As ações e cargas específicas no futebol para a resistência anaeróbia são cargas curtas e consecutivas em lutas entre dois e muitos sprints sendo caracterizado de caráter muscular. Este vem a ser um tipo de esforço realizado em débito de oxigênio que exige uma grande capacidade de recuperação do atleta devido às altas dívidas de oxigênio que são produzidas e, especificamente no caso do futebol, deve-se trabalhar utilizando-se o treinamento dos intervalos, que é um método determinado pela repetição sistemática de distâncias que variam de cem a quatrocentos metros em intensidade submáxima produzindo uma alta dívida de oxigênio no organismo.
 
A importância do desenvolvimento da força máxima – força dinâmica explosiva – é decisiva no futebol, pois um gol sai somente por predominância anaeróbia como um chute a gol, cabeceio ou um contra-ataque em velocidade e, para desenvolver um trabalho específico nesse sentido, os músculos têm que trabalhar com uma intensidade próxima da máxima, sem relaxamento – quarenta segundos, ou seja, o tempo suficiente para que apareçam os produtos da anaerobios.
  
A capacidade anaeróbia corporal é afetada pelos processos do SNC (sistema nervoso central), que facilitam o trabalho intensivo contínuo ou sob condições de exaustão, o treinamento específico é o melhor método para melhorar a capacidade anaeróbia, entretanto, o treinamento anaeróbio é sempre mais efetivo, com um tempo mais longo de restabelecimento da reserva de energia, se você alterná-lo com o treinamento aeróbio.
 
Para o aumento da capacidade anaeróbia alática deve-se trabalhar com cargas de curta duração de cinco a dez segundos e de intensidade máxima com intervalos de dois a três minutos e para melhorar a potência do processo anaeróbio lático deve-se trabalhar entre trinta e noventa segundos e para aumentar a sua capacidade entre dois e sete minutos.
 
Com isto, sabe-se que em uma partida de futebol o metabolismo anaeróbio é de menor predominância, porém de fundamental importância, pois é o que altera o resultado em uma partida e, para trabalhar os atletas nesta resistência, deve-se elevá-los ao máximo para que melhorem as suas potências e capacidades anaeróbias. Assim, os métodos que devem prevalecer são os de treinamentos mistos trabalhando a resistência aeróbia e anaeróbia (lática e alática) juntos, para que os atletas possam viver uma situação real de jogo.
 
Treinamento de Força Muscular
 
O papel da força no rendimento esportivo é um fator importante, sendo inclusive, em alguns casos, determinante. Esta desempenha um papel decisivo na boa execução da técnica – os grupos musculares intervêm em uma fase concreta do movimento. A velocidade de execução está estreitamente relacionada com a força, pois quanto maior a resistência, maior a relação entre ambas, ou seja, uma maior aplicação de força pode levar a uma melhora de potência, e também, está relacionada com a melhora do rendimento, sempre que o treinamento realizado se ajuste às necessidades de cada especialidade esportiva .
 
No futebol, os atletas correm velozmente, mudam de direção e voltam a correr velozmente e, para Faigenbaum e Westcott (2001, p. 200):
 
… os músculos em grande parte responsáveis por essas acelerações e desacelerações rápidas são os quadríceps, isquiotibiais, glúteos e panturrilha, sendo que os exercícios básicos para fortalecer são os: agachamento com barra, o leg press no aparelho e a flexão plantar e os exercícios de potência, que são importantes para melhorar a velocidade e a rapidez nas extremidades inferiores, são: o agachamento com arremesso e o avanço com arremesso com medicine balls.
 
O jogador de futebol necessita da qualidade física força em três aspectos, sendo eles: para a elevação da performance específica do futebol, como a força de salto, de chute, de lançamento (nos laterais) e capacidade de aceleração; como profilaxia de lesões, uma musculatura bem desenvolvida forma a mais eficiente proteção para o aparelho motor; e no treinamento de força como profilaxia para a musculatura responsável pela manutenção da postura, com isso, consegue-se prevenir a tão típica dor lombar no jogador de futebol.
 
No treinamento neuromuscular, a força, em sua forma pura, não se manifesta no futebol, a força e a velocidade são dois aspectos do mesmo componente e estão intimamente ligados nas ações motoras físicas, técnicas e táticas.
 
Sendo assim, pode-se entender que o treinamento de força no futebol é indispensável para os jogadores, pois além de haver uma melhora de rendimento na resistência aeróbia e anaeróbia, ela também previne lesões. Apesar de o futebol ser um esporte que explora os membros inferiores, é importante também fortalecer os membros superiores devido a este ser um esporte de muito contato e para cobrar laterais de grandes distâncias, já os goleiros, ao contrário dos demais jogadores, necessitam muito da utilização dos braços como fazer uma defesa ou um lançamento com as mãos.

Com ajuda daqui
 

segunda-feira, 30 de maio de 2016

10:27:00

Os erros mais comuns no treinamento n Ciclismo

 http://www.praquempedala.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/05/Treino-ciclismo.jpg

Por falta de conhecimento ou mesmo de atenção, muitas vezes cometemos erros comuns no treinamento que podem prejudicar nosso desenvolvimento na bike. 

Sono difícil

O sono é o momento mais importante na recuperação de um atleta, sendo fundamental para ganho de performance. Por isso, procure dormir o mínimo de horas necessárias para que o seu corpo descanse. E se estiver com dificuldades para dormir, procure um profissional para identificar a causa e corrigir o problema o quanto antes.

Copiar treinos

Imitar o treino de outros ciclistas, principalmente de profissionais, pode ser prejudicial para o desempenho e para a saúde. Isso porque cada atleta tem suas características e histórico particular. Existe um treino específico para cada atleta, para cada fase da temporada e até para cada fase da vida.

Excesso de volume

O treino de volume deve ser aplicado em modalidades que realmente exigem esse estímulo fisiológico. Porém, muitos ciclistas ainda cometem o erro de exagerar nessa área, o que acarreta um desgaste desnecessário.

Exagerar na intensidade

Assim como o volume, a intensidade também deve ser aplicada na hora certa. Abusar desse tipo de estímulo em todos os treinos não só reduz o desempenho como pode causar lesões.

Continuidade

O atleta que treina por um período e depois interrompe a sequência do trabalho terá sua performance comprometida. Também não adianta tentar tirar o atraso treinando muitas horas de uma vez. Nesses casos, só um treinador saberá a melhor solução para o problema. Em caso de treinos perdidos por motivos climáticos, a recomendação é compensá-los com treinamento indoor.

Negligenciar outros treinamentos

Há muitos anos, a utilização de musculação e de exercícios funcionais é uma realidade para ciclistas da elite mundial. Ao negligenciar esses estímulos, dificilmente o atleta chegará à sua máxima performance.

Treinar por conta própria

Não ter um treinador capacitado para organizar sua rotina é bastante comum e a receita ideal para gerar estagnação e perda de desempenho. Por isso, busque sempre ajuda profissional.

O maior erro de todos

É a teimosia, que acaba reunindo todos os erros anteriores. Um dos segredos dos vencedores são o respeito e a confiança em seus treinadores. Apenas a disciplina aliada à confiança, à obediência e ao respeito pelo treinador produz o resultado almejado.

Fonte

terça-feira, 10 de maio de 2016

15:46:00

Fortalecimento muscular através do Kettlebell


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"Descoberto" há alguns verões, o kettlebell é uma excelente estratégia para quem quer vencer o sedentarismo. Dependendo do peso que você utilize, pode usar um kettlebell em qualquer lugar: pode praticar em casa, levar para a academia e até para o escritório. Mas antes de começar a praticar, procure um educador físico apto a te orientar a usar o acessório e opte pelo peso mais leve, aumentando gradualmente de acordo com o ganho de força e condicionamento físico.

Por haver um peso, ele se torna um excelente forma de fortalecimento muscular, global e específico. Há exercícios que recrutam os músculos dos glúteos outros exercícios que fortalecem a musculatura abdominal e lombar - garantindo maior estabilidade para a coluna - ou os braços. Porém,  para realizar cada um desses exercícios específicos o corpo todo entra em movimento. Enquanto o braço eleva o kettlebell o praticante passa da posição agachada para em pé, por exemplo. E mais: para manter a postura firme que este exercício pede todos os músculos se mantêm contraídos. Os resultados aparecem em forma de um fortalecimento por completo.

Os treinos são feitos de forma elaborada, e trabalham de forma intensa e pesada cada tipo de movimento. São denominados como funcionais, pois além de contribuir para a definição ainda queimam calorias e ajudam no metabolismo. Eles são poderosos e ajudam na resistência muscular, após apenas 6 semanas desse treino, sendo realizado durante 3 vezes na semana os resultados já são aparentes e a pessoa consegue um corpo desenvolvido, forte e definido.

O Kettlebell pode ser realizado em aulas de 30 a 60 minutos, e pode chegar a queimar até 500 calorias. Por isso são usados os pesos Kettlebell que possuem um formato de bola com alça, e os movimentos feitos são o swing – que realizam exercícios balanceados na altura do quadril -, clean – exige levantar o peso da altura do quadril para a área do peito -, push dress – seqüência onde o Kettlebell é levado da altura do peito até a elevação total do braço -, snatch – uma seqüência final onde todos os exericicos são realizados, inclusive os agachamentos.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

14:50:00

Como o álcool afeta o fortalecimento muscular?





O dilema entre a relação do álcool com o desempenho na corrida é antigo. Tem os que defendem que tomar uma cervejinha com os amigos, vez ou outra, não faz diferença na performance, assim como tem os que abominam a prática.

É sabido que o álcool sobrecarrega o funcionamento hepático, deixando mais lento o processo de geração de energia, aumentando a fadiga muscular e diminuindo o tempo de resistência para as sessões de treino. Além disso, seu consumo exige do organismo um aumento na produção de antioxidantes, para limpar as toxinas geradas pela bebida, o que pode acelerar o processo de envelhecimento celular.

Outro fator relevante: as bebidas alcoólicas possuem alto valor calórico, fornecendo 7 kcal por grama de álcool. E essas calorias são consideradas “vazias”, pois não fornecem nutrientes para o organismo.

Porém, recente estudo realizado por um grupo de pesquisadores australianos e pulicado na revista PLoS ONE endossa os argumentos do grupo que rejeita o consumo de bebida alcoólica. A pesquisa revelou que, mesmo com a dieta balanceada, o álcool é capaz de suprimir a resposta anabólica no músculo esquelético, prejudicando a recuperação depois da atividade física.

O estudo colocou voluntários em uma rotina de exercícios rigorosos (com musculação, ciclismo e corrida de alta intensidade). Depois de repetir três vezes a série de treinamento, eles eram submetidos a uma alimentação rica em carboidratos e, 2h depois, ingeriam 25g de proteína. Passadas 4h, o grupo se alimentava com mais 25g de proteína. Porém, durante esse intervalo, uma parte do grupo ainda ingeriu um total de 1,5 g de álcool por kg de peso corporal. Mais: uma terceira parcela das pessoas, além do álcool, ingeriu apenas carboidratos.

Com isso, a resposta dos músculos foi analisada caso a caso. E o resultado é que a síntese proteica muscular varia bastante em cada situação. Não surpreendentemente, o valor da síntese em repouso é o mais baixa. O pós-exercício (sem bebida) mostrou o resultado mais favorável, seguido da dieta com álcool e proteína e, por último, pela dieta que combinava álcool e carboidrato. Por isso, se você se exercita e depois se rende ao álcool, saiba que o fortalecimento muscular, tão importante para ganhar rendimento na corrida, é suprimido imediatamente.

(Fontes: Priscila Di Ciero, nutricionista esportiva funcional, e Luís Ricardo de S. Alves, nutricionista esportivo)

quarta-feira, 20 de abril de 2016

14:48:00

Mentalização ajuda no seu treino

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Você sabia que o simples ato de se concentrar na atividade pode contribuir para a melhora do desempenho físico? Pois é, de fato, acontece.
Existem várias técnicas para melhorar a concentração, mas uma que é bastante simples e pode ser facilmente aplicada aos treinamentos é a prática mental (ou ensaio mental). Ela consiste em imaginar (simular mentalmente) a execução de determinado movimento e pode ser praticada isoladamente ou em conjunto com o exercício propriamente dito.
Estudos de uma equipe de pesquisadores holandeses, conduzidos pelo Dr. Zijdewind, observou os efeitos da prática mental – chamada, pelos autores, de treinamentos imaginários – sobre a força muscular. Para isso, a equipe realizou intervenções de sete semanas em três grupos de pessoas:
- Grupo 1: prática mental
- Grupo 2: treinamento de baixa intensidade
- Grupo 3: sem treinamento 
Ao final do período, o grupo que mais aumentou a força muscular foi o que realizou a prática mental. Porém, que esse grupo não realizou exercícios físicos.
Se a prática mental for associada ao treinamento físico, os efeitos podem ser ainda melhores, como mostram os resultados de outro estudo brasileiro, que avaliou os efeitos da prática mental associada ao treinamento físico sobre a força muscular. A intervenção durou quatro semanas e a amostra foi dividida em dois grupos:
- Grupo 1: prática mental + treinamento de força
- Grupo 2: treinamento de força
Ambos os grupos realizaram o mesmo protocolo de treinamento físico, sendo que a única diferença foi a realização da prática mental antes da execução dos exercícios no grupo 1. Mais uma vez, os resultados foram maiores no grupo que realizou a prática mental.
Assim, profissionais do exercício possuem mais uma ferramenta importante a ser agregada aos treinamentos, no intuito de proporcionar benefícios ainda maiores aos seus atletas ou alunos.
Vale lembrar que a concentração no treinamento, além dos benefícios observados, pode proporcionar um momento de “fuga” dos problemas externos, o que torna o exercício ainda mais proveitoso.
Interessou-se pelo assunto? Veja a leitura sugerida:
- Machado SEC, Prati JELR, Carvalho MSGA. Prática mental combinada ao treinamento de força como perspectiva de aumento da força máxima em homens treinados. Revista Brasileira de Fisiologia do Exercício. 6(1): 49-52, 2007.
- Zijdewind I, Toering ST, Bessem B, Van Der Laan ODiercks RL. Effects of imagery motor training on torque production of ankle plantar flexor muscles. Muscle Nerve. 28(2):168-73, 2003. 
Prof. Msd. Cauê La Scala Teixeira

quarta-feira, 13 de abril de 2016

14:43:00

Importância do aquecimento e do desaquecimento no Esporte

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A importância de um programa de exercícios propriamente estruturado pode render e resultar em níveis de preparo mais altos para os atletas, melhorando o desempenho e os resultados nas modalidades esportivas praticadas pelos mesmos, tanto nos treinos quanto nas competições.

Um componente desse programa de exercícios é o aquecimento, extremamente difundido por parte dos treinadores e atletas na rotina diária de treinamento. No entanto, pouco se fala a respeitos dos objetivos, efeitos fisiológicos e prescrição dos exercícios de aquecimento.

Deve-se saber que, fisiologicamente, há um atraso entre o início da atividade e os ajustes corporais necessários para suprir as demandas físicas do corpo, sendo que o objetivo do período de aquecimento é fornecer ajustes necessários antes da atividade física.

O alongamento deve ser realizado de forma gradual e suficiente para ocorrer um aumento da temperatura muscular e central, em média um período de dez minutos, tendo o cuidado para não reduzir as reservas de energia ou mesmo levar o atleta à fadiga. O intervalo ideal entre o final do aquecimento e o inicio da atividade é de 5 a 10 minutos. O efeito do aquecimento perdura de 20 a 30 minutos. Após 45 minutos a temperatura corporal já retomou sua temperatura de repouso.

Pode-se dividir o alongamento em duas categorias, sendo elas:

• Aquecimento geral: tem como principal propósito aquecer o corpo como um todo, utilizando exercícios que exijam ação de grandes grupos musculares, podendo ser realizados por meios de movimentos corporais gerais, alongamento e corrida, entre outros.
• Aquecimento específico: tem como objetivo preparar uma musculatura específica exigida em determinada modalidade, além de proporcionar um treinamento das habilidades que serão utilizadas na atividade pós-aquecimento. Pode-se citar como exemplo, um atleta do boxe que realizaria o aquecimento através de socos e movimentações específicas do esporte em menor intensidade.

Os principais objetivos do aquecimento são:

– Aumentar a temperatura muscular, central e preparar o sistema cardiovascular e pulmonar para a atividade e desempenho esportivo;

– A temperatura muscular mais elevada, aumenta a eficiência da contração muscular, reduzindo a viscosidade do músculo e aumentando a velocidade de condução nervosa;

– Dilatação dos capilares aumentando a emissão de oxigênio para os músculos ativose minimizando o déficit de oxigênio e formação de ácido lático (ácido relacionado a dores musculares e câimbras);

– A prevenção de lesões deve-se também com o aumento da temperatura, pelo qual há uma redução da resistência elástica e da resistência do atrito, portanto as estruturas como músculos, ligamentos e tendões tornam-se mais elásticos e menos susceptíveis a lesões ou rupturas. Também há mudanças nas articulações, apresentando estas com maior produção de líquido sinovial – líquido interno das articulações que lubrifica as mesmas e permite um movimento mais suave e indolor – tornando-se mais resistentes às forças e pressões;

– Também como efeito do aquecimento, a ativação nas estruturas do sistema nervoso central, conseqüentemente melhorando o estado de alerta e de atenção, favorecendo assim, o aprendizado técnico, a capacidade de coordenação e precisão de movimentos, requisitos fundamentais no treinamento de um atleta.

Desaquecimento, resfriamento ou volta à calma

Tão importante quanto o aquecimento, porém pouco utilizado por parte dos treinadores e atletas, encontra-se o período de desaquecimento necessário após os exercícios, com o objetivo de:
– Prevenir o acúmulo de sangue nos membros, continuando a usar os músculos para o retorno venoso;

– Auxiliar na reposição das reservas de energia;

– Evitar desmaios aumentando o retorno do sangue para o coração e cérebro;

– Auxílio no retorno da pressão arterial aos níveis de repouso e auxilia no relaxamento das estruturas envolvidas na atividade anteriormente executada.

As características são semelhantes às do aquecimento, sendo priorizados exercícios corporais totais e com duração média de 5 a 10 minutos.

Por fim, deve-se lembrar que nem todos os indivíduos possuem o mesmo preparo físico, cabendo ao profissional credenciado a progressão adequada e segura dentro da tolerância de cada atleta.

Espero que essas informações colaborem para a melhora do programa de treinamento assim como no desempenho dos atletas, tendo em vista sempre os melhores resultados!

quinta-feira, 7 de abril de 2016

14:53:00

Importância do fortalecimento muscular através do treinamento resistido





Muitas das alterações fisiológicas associadas ao envelhecimento podem ser atribuídas ao estilo de vida sedentário da maioria da população mundial. A prática regular da atividade física pode atenuar os processos degenerativos e de diminuição das capacidades e habilidades motoras, além de beneficiar os sistemas cardiorrespiratório, metabólico, hormonal, entre outros, contribuindo significativamente para uma melhor qualidade de vida para nosso aluno.

O músculo esquelético é a maior massa tecidual do corpo humano. No indivíduo idoso, ocorre o processo da sarcopenia, ou seja, uma diminuição lenta e progressiva da massa muscular, que é substituída por colágeno e gordura. Ocorre uma diminuição de aproximadamente 50% (dos 20 aos 90 anos) ou 40% (dos 30 aos 80 anos).

O treinamento físico aumenta a capilaridade das fibras musculares, sobretudo nas fibras de baixa capacidade oxidativa (Tipo IIb), que, em geral, apresentam baixa densidade capilar. Em todos os tipos de fibras, porém, pode haver o desenvolvimento de novos capilares.

A fraqueza muscular em cardiopatas está relacionada à inatividade física, e, nos alunos com insuficiência cardíaca, em particular, decorre da atrofia muscular, que é uma das características do estado patológico do sistema musculoesquelético em consequência da cardiopatia.

O treinamento resistido tem um papel de fundamental importância na prevenção de quedas em idosos, por causa de seu grande efeito positivo sobre massa muscular, força muscular, equilíbrio, reflexos posturais e densidade óssea.

Nos últimos 20 anos, o treinamento resistido tornou-se uma ferramenta útil em alunos com doença arterial coronariana (cardiopatas, hipertensos, populações especiais). Os pacientes que se exercitam melhoram sua capacidade funcional e seus perfis de fatores de risco cardíaco, têm menos sintomas e reduzem seus riscos de mortalidade cardiovascular.

A força muscular é importante para as atividades do dia a dia e as de lazer, prevenindo lesões e mantendo uma boa saúde musculoesquelética, aumentando a massa muscular e prevenindo a fragilidade nas pessoas mais idosas. A sarcopenia, perda de massa muscular associada à idade, pode ser atrasada ou compensada por aumentos na massa muscular induzidos pelo treinamento resistido. Além disso, o treinamento resistido é também de grande valia no tratamento de dores lombares, osteoporose e lesões ortopédicas.

Como a força muscular é uma aptidão física que pode ser treinada e um importante fator para a execução das atividades de vidaa diária e profissionais, o treinamento resistido constitui uma ferramenta muito útil para esses alunos.

A recomendação do treinamento resistido associado ao aeróbio possui as seguintes características: 6 a 10 tipos diferentes de exercícios envolvendo a maioria dos grupos musculares de membros superiores e inferiores, duas a três séries de cada exercício, 10 a 15 repetições, intensidade de carga entre 50% a 70% de 1 RM e frequência de duas a três vezes na semana.

Fonte: Prof. Dr. Newton Nunes - www.areadetreino.com.br

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