terça-feira, 16 de maio de 2017

09:30:00

Isometria usada para treino de força



A isometria é mais um recurso para o treinamento de força, para a musculação. Você pode fazer séries de isometria isoladamente ou junto com seus exercícios dinâmicos.

Manter-se nessa posição fixa, enquanto os músculos permanecem acionados e fazendo força é o que chamamos de isometria, uma grande aliada para desenvolver a consciência corporal e fortalecer a musculatura, sem que haja uma sobrecarga nas articulações.

No treinamento isométrico de força, o comprimento do músculo não se altera em um determinado exercício. Isso significa que a força do músculo será concentrada em um ponto específico dentro de sua faixa normal de movimento. Alguns treinadores que supervisionam treinamentos isométricos enfatizam o exercício no ponto mais amplo possível. Por exemplo, um treinador pode prender uma quantidade específica de peso com os braços estendidos horizontalmente.

Grande parte do menu de treinamentos isométricos é baseado em se manter em posições estáticas. O sentar-se contra a parede é um exemplo clássico. O indivíduo senta-se contra uma parede e segura a posição por um determinado período de tempo. Quando isso acontece, os músculos da perna são estimulados sem que haja mudança no comprimento do músculo, ou seja, sem esticar e dobrar.

Para quem tem como principal objetivo o aumento da força muscular, os protocolos de treinamento se assemelham muito ao treino normal de musculação, a diferença está na repetição. Deve haver uma pausa de três a cinco segundos entre os exercícios.

Essas pausas, aliadas com o tempo de permanência durante as contrações e a quantidade de séries e repetições do exercícios, é que garantem o aumento real da força.

O fortalecimento muscular se dá mediante ao esforço no qual o músculo é submetido e a sobrecarga aplicada. Junte isso a uma combinação de séries e repetições, para assim atingir os níveis de força esperado.

Antes de realizar qualquer tipo de treinamento isométrico, devem-se levar em conta alguns riscos e recomendações. Especialistas alertam que alguns exercícios isométricos podem causar hipertensão momentânea ou pressão arterial elevada. Antes de adotar uma rotina de treinos isométricos é recomendado falar com seu médico.

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Neste breve guia ilustrado, você terá acesso a 95 exercícios de pranchas e esfinges, utilizados no tratamento, prevenção e fortalecimento da musculatura do core assim como do corpo todo.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

10:28:00

A importância do treinamento funcional para os atletas de futebol



O futebol é um excelente aliado na definição e fortalecimento dos músculos das panturrilhas, coxas, glúteos, costas e abdômen. Para quem tem como foco o gasto calórico, durante uma hora de treino é possível eliminar, em média, de 450 a 600 calorias.

Os profissionais que trabalham no âmbito de treinamento esportivo buscam elevar ao máximo as capacidades físicas, técnicas e táticas dos seus atletas, para competirem em igualdade com atletas de primeiro mundo.

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Com o passar dos anos a ciência aliada ao treinamento desportivo vem buscando aperfeiçoar mecanismos de aplicação de treinamentos que busquem a excelência em rendimento através de métodos específicos de cada modalidade.

Os esportes individuais no decorrer dos anos alcançaram resultados mais diretos na busca pela especificidade da manipulação das cargas de treinamento comparado aos esportes coletivos. O futebol, dos esportes coletivos, sempre foi a modalidade que mais impõe barreiras para a implantação de técnicas novas de treinamento que visam não somente alto rendimento individual e coletivo, mas geram uma adaptação ao organismo do atleta, proporcionando uma maior equilíbrio muscular e com isso um menor risco de lesões muscular e articular.

O treino funcional é uma metodologia, que visa dotar o corpo humano com um leque de movimentos eficientes e saudáveis. É um tipo de treino que apela à função motora global (como andar, correr, empurrar, puxar, agachar, saltar, lançar) e em que se podem adotar materiais de treino diversificado e com uso múltiplo. Estima-se que o surgimento desse método deu-se há 7000 anos A.C., e que atualmente apresenta, novas técnicas e infindáveis níveis de expansão. É aquele que ajuda o corpo a realizar movimentos de forma integrada e eficiente, fortalecendo músculos, melhorando as funções cerebrais responsáveis por tudo que nosso corpo faz e cria. Neste tipo de treinamento os músculos não trabalham de forma isolada, e sim em sinergismo.

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O treinamento funcional consiste em reproduzir de forma mais eficiente possível os gestos motores e sistemas energéticos específicos do esporte praticado e também da vida diária, adaptando o organismo para a prática do esporte, isto é, um tipo de treinamento para trabalhar o corpo de forma integrada desenvolvendo as capacidades físicas envolvidas na atividade e componentes neurológicos, como equilíbrio e propriocepção que são importantíssimos na vida humana de forma geral, não só no meio esportivo.

O treinamento funcional é uma alternativa interessante com relação a treinamento específico para atletas do futebol. Com a finalidade de equilíbrio do atleta, a utilização do método traz sincronia para o corpo e visa primeiramente o fortalecimento articular e exercícios simples para facilitar a execução do atleta, aumento da sua complexidade de forma progressiva e segura

Qualidades como: força, velocidade, equilíbrio, coordenação, flexibilidade e resistência são trabalhadas a fim de proporcionar ganhos significativos de performance para o indivíduo em sua atividade física específica. São usados exercícios que se relacionam com atividade física específica do indivíduo.

Ele não só treina os músculos, mas também os movimentos multiarticulares e multiplanares com o envolvimento da propriocepção que, nos exercícios convencionais, isso não acontece. Estudos comprovam que a prática do treinamento funcional melhora a condição física dos atletas de futebol, consequentemente resultando na evolução global dos mesmos.

O profissional de educação física ao adaptar este método à necessidade do seu atleta, o levará ao mais próximo do seu máximo rendimento, o que resultará em sucesso fora e dentro de campo

segunda-feira, 1 de maio de 2017

14:17:00

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terça-feira, 11 de abril de 2017

10:24:00

Adaptações Metabólicas causados pelo Exercício Físico


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A atividade física é qualquer contração muscular que eleva o gasto energético, em comparação com o estado de repouso. Já o exercício é a atividade física estruturada, com objetivo específico – que pode ser o de melhorar a capacidade cardiovascular ou o condicionamento, ganhar mais saúde ou perder peso, por exemplo. O esporte, então, é o exercício realizado sob algumas regras e que pressupõe algum nível de competição, mesmo que de forma recreativa.

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O exercício físico provoca uma série de adaptações. O post de hoje é sobre as Adaptações Metabólicas:

Aumento da capacidade do sistema oxidativo das células musculares, especialmente das de contração lenta.

Redução da produção de lactato durante a realização de esforços físicos a uma dada intensidade.

Potencialização da utilização dos ácido graxo livre (AGL) como substrato energético na realização dos esforços físicos a uma determinada intensidade, permitindo poupar o glicogênio muscular.

Aumento da atividade metabólica geral, tanto durante a realização dos esforços físicos quanto em condições de repouso.

Aumento da sensibilidade à insulina a aceleração do metabolismo das lipoproteínas no plasma, reduzindo os níveis de triglicerídeos e, em menor grau, do colesterol ligado às lipoproteínas de baixa e de muito baixa densidade.

Eliminação do excesso de reserva adiposa, além do favorecimento de distribuição de gordura corporal que venha a favorecer a um padrão mais saudável.

A fisiologia do exercício é uma área do conhecimento que investiga como o organismo funciona quando indivíduos saudáveis ou com doenças se exercitam, desde movimentos mais simples até atividades de alto impacto. Proporciona o estudo de como as funções humanas são reguladas e integradas durante o exercício em meio ambiente diferenciado, em que podem dizer que cada pessoa apresenta uma resposta diferente quanto ao efeito do meio climático, ou seja, frio e também para cada esporte, cada atleta, que dependendo de sua posição, tem que ser trabalhado de forma especifica do atleta de futebol, onde atua a fisiologia do esporte.

Portanto, para o profissional que trabalha cm esporte, essa éma área que deve ser muito estudada.

Até a próxima!

segunda-feira, 27 de março de 2017

11:56:00

Etapas para o desenvolvimento esportivo de uma criança


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Geralmente, a iniciação da criança em atividades esportivas organizadas é indicada a partir dos 6, 7  anos de idade, já ques após essa idade a criança já desenvolveu grande parte das capacidades motoras necessárias para realizar diversas atividades como correr, saltar e arremessar.

A partir dai, é preciso o professor oferte as mais diversas experiências motoras em esportes para que a criança se desenvolva fisicamente.  É necessário, até os 10 anos mais ou menos, estimular a diversão com jogos e brincadeiras de caráter lúdico, participativo e alegre, além de dar ênfase a prática de atividades que desenvolva as habilidades no geral, e ainda não se é recomendado o treinamento voltado para um único esporte. A exposição das crianças, nessa faixa etária, a competições deve ser evitada ao máximo.

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Se houver treino de fundamentos de algum esporte, deve ser de baixa intensidade e sem exigências de rendimento, pois a criança ainda não está preparada para receber cobranças do seu desempenho. É importante também que não se cobre muito em relação às regras, pois isso tira o caráter espontâneo e divertido da atividade. É bacana crianças dessa etapa do desenvolvimento podem participar de grupos mesclados, pois segundo os autores, os meninos e as meninas antes da puberdade não possuem muitas diferenças quanto à força e aquisição de habilidades motoras, podendo jogar juntos e até mesmo competir entre eles.

Em um estágio de desenvolvimento mais avançado, na qual o jovem atleta já desenvolveu consideravelmente as habilidades cognitivas, o nível do treinamento e das atividades é voltado para o proveito das aptidões esportivas.

Na faixa etária entre 10 a 14 anos de idade a criança já é capaz de compreender e lembrar as estratégias e regras dos esportes que serão apresentadas a elas durante os treinamentos e competições, pelo início da puberdade pode ocorrer uma diminuição do rendimento, o que não significa falta de capacidade em desenvolver as atividades. Nesse estágio deve-se orientar o jovem atleta sobre a ética e o jogo justo, é recomendado que a intensidade do treino seja acrescentada de forma moderada e voltado para a melhora das aptidões e habilidades motoras, que foram adquiridas na fase inicial, e não ao desempenho e a vitória. Esse estágio da iniciação ao esporte se caracteriza pela aprendizagem diversificada e motivacional na qual se confere muita importância a auto-imagem, socialização e valorização do indivíduo dentro dos jogos coletivos.

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No estágio de desenvolvimento entre 15 e 18 anos, é onde ocorre a especialização em determinada modalidade esportiva. O desenvolvimento nessa fase se baseia no refino e em uma automatização dos movimentos do atleta, e cita ainda três características do atleta que serão muito relevantes na hora da escolha da modalidade esportiva a ser praticada: a idade, o biótipo e a motivação.

Durante esse período os atletas são capazes de tolerar uma carga maior de exercícios do que nos estágios anteriores, e devido a sua boa formação inicial no esporte, pode-se diminuir consideravelmente o risco de lesões. Agora o atleta necessita utilizar do seu repertório motor que foi adquirido nos estágios anteriores e aplicá-las na modalidade escolhida.

Os jovens atletas desse estágio adquirem uma grande capacidade técnica, dispensando assim que o técnico necessite realizar correções, mas não isenta o mesmo da elaboração de um bom plano de treinamento que aliado com uma base sólida de iniciação pode levar o atleta a alcançar resultados excepcionais. Há, porém, aquelas crianças que não conseguem alcançar o desenvolvimento esperado das habilidades motoras. Por isso é importante que os treinadores estejam alertas, para quando isso ocorrer, eles possam analisar e tentar definir se esse baixo desenvolvimento é resultado de um atraso ou de uma deficiência da criança.

O importante é o professor ter em mente que as crianças precisam ter a oportunidade de participar de atividades que lhes permitam adquirir diversos tipos de habilidades essenciais para futuramente se tornar um bom atleta, assim, o estímulo a aquisição de diferentes habilidades motoras deve ser tanto para a modalidade escolhida quanto para as outras mais. Ao desenvolver múltiplas aptidões o jovem atleta se adaptará a vários esportes e terá várias opções de modalidades para se especializar, e ao obter várias habilidades a criança se adequará melhor aos exercícios e aos treinos.

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quarta-feira, 22 de março de 2017

18:06:00

Considerações sobre a Pliometria no Tênis



A pliometria consiste na realização de um movimento excêntrico, com um movimento concêntrico imediatamente depois. 

A pliometria no tênis é visualizada, por exemplo, nos golpes de backhand, forehand, em saques e movimentações laterais em direção a bola. No movimento pliométrico, predomina a força reativa e esse tipo de força é que vai fazer o desempenho do atleta crescer quando ele tiver que correr, 2 ou 3 metros, como é comum no jogo de tênis.

Para o treinador, é importante ter em mente que é preciso fazer um trabalho preventivo de ligamentos e tendões para a aplicação de vários exercícios de pliometria. A partir dessa prevenção é que se deve evoluir para exercícios que envolvam vários saltos alterados, saltos a distância, saltos combinado, como com um membro só em profundidade. O uso de cargas em membros superiores e uso de outros materiais como bancos, steps, pesos deve ser utilizados em fases avançadas de treinamento.

Para se ter o limite do trabalho pliométrico deve ser observado a fadiga do atleta e da área trabalhada pois esse trabalho é inútil se realizado em situação de fadiga. Os exercícios deve ser feitos em superfície dura para chegar mais perto da quadra de tênis, ambiente que o atleta/jogador precisa de habituar. Esse é outro motivo para se ter cuidado no volume/intensidade dos treinamentos a fim de se prevenir lesões.

Até a próxima!

terça-feira, 21 de março de 2017

14:49:00

Objetivos do Treinamento Físico

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Querer os resultados mais expressivos precisa-se de organização no treinamento desportivo. Antes de partir para a formação da equipe multidisciplinar precisa-se saber onde quer chegar e como vai ser essa caminhada. Primeiramente essa ascensão nos resultados é função direta da excelência física combinando com três fatores: refinamento espiritual; pureza moral e a perfeição física. As consequências são habilidades refinadas, qualidades psicológicas superiores, o corpo fica saudável, favorecendo o aprendizado para enfrentar os diversos ambientes estressantes do treinamento e das competições.

Objetivos do Treinamento

Desenvolvimento Físico Multilateral
Essa é a base para o treinamento e o condicionamento físico geral. Tem como proposta o aumento da resistência e força, aprimorar a velocidade, melhorar a flexibilidade e a coordenação, obtendo harmonia do desenvolvimento corporal.

Desenvolvimento Físico Específico
Desenvolve a força absoluta e relativa; aumento de massa muscular e elasticidade; Força específica (potencia ou resistência muscular); o tempo de reação e movimentação; coordenação e flexibilidade. Esse treinamento esta voltado para facilitar a ação em todos os movimentos solicitados pelo esporte.

Fatores Técnicos
O treinamento técnico envolve o desenvolvimento da capacidade de realizar corretamente as ações técnicas: a) aperfeiçoando a técnica solicitada para atingir a mais alta amplitude e demonstração de força; b) executando técnicas específicas em situações normais e/ ou pouco comuns; c) Assegurando a capacidade de realizar todos os movimentos corretamente.

Fatores Táticos
Os fatores táticos incluem a melhoria da estratégia por meio do estudo da tática das futuras equipes. Amplia a capacidade técnica do atleta; aperfeiçoa e diversifica estratégias.

Aspectos psicológicos
É necessário para assegurar o desempenho físico elevado (e também vejo que o inverso é mais poderoso - estar com o físico elevado o aspecto psicológico esta fortalecido também) melhorando: perseverança; disciplina; força de vontade; confiança, amizade e a coragem.

Habilidades para o trabalho em equipe
A formação de equipes nos desportos (coletivos, revezamentos, remo, esqui, etc.) é uma tarefa principal para iniciar os trabalhos. Executar as tarefas para o desenvolvimento técnico, tático, físico e psicológico criam vínculos de amizade e objetivos comuns entre os companheiros favorecendo a transformação de grupo de pessoas para equipe.

Prevenção de lesões
Conseguida por meio do treinamento físico com as metas de: a) aumentar a flexibilidade; b) Fortalecer tendões e ligamentos, especificamente na primeira fase do treinamento; c) Desenvolver a força muscular.

Conhecimento Teórico
O treinamento eleva o conhecimento do atleta em respeito aos fundamentos fisiológicos e psicológicos do próprio treinamento desportivo. A relação entre atleta e treinador devem ser discutidas para alcançar os objetivos propostos.

Esses são alguns objetivos gerais que um treinador deve considerar ao desenvolver seu planejamento e programa.

Fonte

Publicado em 17/12/13 e revisado em 21/03/17

quarta-feira, 15 de março de 2017

11:36:00

Saiba mais sobre o Fartlek

O fartlek, termo de origem sueca que significa "jogo de velocidade" foi desenvolvido na Suécia, na região de Volondalen, por Goesta Olander, na década de 30.

Nesse tipo de treinamento físico, o corredor determina a velocidade e a distância dos estímulos, conforme a sua percepção de esforço e condição física, percorrendo percursos variados com aclives, declives e obstáculos naturais, em meio aos bosques e trilhas pelas florestas.

Os estímulos fortes são intercalados com pausas onde o corredor realiza uma corrida lenta ou até mesmo uma caminhada, para a sua recuperação. A frequência cardíaca apresentará variações entre 140-180 batidas por minuto nesse tipo de treinamento.

Da Suécia para o mundo, de Olander até Lidyard e Cerruty, o fartlek já foi empregado por renomados treinadores e corredores de alto rendimento, que dele souberam tirar o melhor.

Atualmente, encontramos inúmeros corredores utilizando-se desse método de treinamento, embora com variações significativas em relação à suas origens.


O fartlek, inserido no contexto do processo pedagógico de preparação nas corridas de fundo, deve ser empregado preferencialmente após a utilização dos métodos contínuos e anteriormente aos métodos descontínuos, estando em conformidade com as leis biológicas que permeiam a ciência do treinamento desportivo.

Assim sendo, no planejamento das ações pedagógicas da preparação do corredor fundista de alto rendimento, a seqüência metodológica ótima para o treinamento da velocidade durante os períodos da preparação, relacionado ao fartlek, seria:

  • Treinamento Contínuo de Ritmo Invariável + Fartlek
    (Período de Preparação Fundamental)

  • Treinamento Contínuo de Ritmo Progressivo + Interval-training
    (Período de Preparação Específica)

Com o advento da ciência do treinamento desportivo foram desenvolvidas novas configurações para o fartlek. Apresentamos abaixo três tipos de fartleks oriundos dessas novas tendências, além do tradicional, com as devidas considerações e exemplos práticos:·

  • fartlek tradicional, sendo que o corredor decide em que ritmos deve correr, quais as distâncias e / ou duração do estímulo e o tipo de terreno (de preferência, com muitas variações, ou seja, grama, terra, asfalto, areia, aclives, declives, planos, etc.), tudo de acordo com a sua disposição do momento. A duração do treino deve estar compreendida entre 40 min a 2 horas. Pode ser utilizado como recurso pedagógico para a quebra da rotina e para promover a recuperação do corredor após períodos de grande acúmulo de fadiga física ou mental, pois permite a execução do treino sem compromissos com tempo / distância;
  • fartlek orientado, onde as variações de distância e ritmo são orientadas pelo treinador, sendo utilizado nas semanas iniciais da preparação do atleta. Exemplo: 2 km corrida lenta + 4 séries de 1000m x 800m x 600m x 400m x 200m em ritmo acelerado intercaladas com 200-400m de corrida lenta + 2 km de corrida lenta;

  • fartlek especial, onde há uma combinação de corridas de diferentes distâncias e ritmos, com exercícios especiais (saltos, educativos, etc.). Exemplo: 3 km corrida lenta + exercícios educativos intercalados com 50m de corrida lenta + seqüência de saltos intercalados com 50-100m de corrida lenta + acelerações de 100-200m intercaladas com 50-100m de corrida lenta + acelerações de 400m-800m intercaladas com 200m corrida lenta + exercícios para resistência de força muscular intercalados com 50-100m de corrida lenta + acelerações de 1000-2000m intercaladas com 400-800m corrida lenta + 3 km corrida lenta;
  • fartlek líder, pela formação de grupos de corredores do mesmo nível de condicionamento, onde um deles será o responsável pelas acelerações intermediárias, sendo que os demais deverão ultrapassá-lo. O treinador deverá orientar em relação às distâncias utilizadas ou a duração do estímulo e aos momentos de aceleração. O objetivo do trabalho é condicionar os corredores às acelerações intermediárias que ocorrem durante as competições esportivas. Exemplo: 3 km corrida lenta + 12 km intercalando 800-1200m corrida acelerada com simulações táticas com 400-800m corrida recuperativa + 3 km corrida lenta.

O fartlek, conforme a sua orientação, pode ser realizado na pista de atletismo, em trilhas pelos campos e bosques e em terrenos variados, sendo os percursos em meio à natureza aqueles que oferecem maiores atrativos aos corredores.

Podemos considerar o fartlek como um meio amplo e eficaz para o aprimoramento da capacidade atlética dos corredores de alto rendimento nas provas de fundo do atletismo, pois, além de assegurar a manutenção do volume adequado do treinamento, proporciona meios para o aperfeiçoamento da velocidade e ritmo de corrida. Treina-se a velocidade, porém, com quilometragem.

É fundamental que os técnicos disponham de recursos variados para a ampliação da capacidade do ritmo de corrida de seus comandados, tendo o conhecimento necessário para a correta distribuição dos meios e métodos de treinamento ao longo das etapas da preparação.

O fartlek, se empregado com critério e em momentos oportunos, terá a sua eficiência comprovada e será muito util para treinamentos em diversos Esportes. 

sábado, 11 de março de 2017

15:50:00

É preciso tomar cuidado com o treinamento físico infantil em excesso



Sempre li muito sobre treinamento físico em crianças e adolescentes. Por ser uma professora de Educação Física que trabalha com escola e numa escolinha de esportes que tem como objetivo garimpar alunos para participar do time da escola, esse assunto é recorrente no meu cotidiano.

Nos últimos anos grande aumento do número de crianças e adolescentes que participam de esportes organizados. Não tenho duvidas de que o esporte de competição contribui para o desenvolvimento físico, emocional e intelectual de crianças e adolescentes. A experiência no esporte pode desenvolver a auto-confiança e estimular o comportamento social. Por todas essas razões, o esporte de competição para crianças deve ser considerado de forma positiva.

Porém, nem tudo são flores. Há esporte de alto nivel na infância e não só de competição. E esse esporte competitivo de alto nível na infância não só tem limites biológicos de rendimento mas também traz riscos de natureza psicológica e de desenvolvimento social. Um preparo intensivo para competições desportivas de alto nível pode provocar abandonos e/ou crianças com problemas psicológicos. Tais competições desportivas podem estar organizadas a tal ponto (por adultos) que reste pouco ou nenhum lugar para as relações e o desenvolvimento sociais.

É sempre importante ressaltar que o conteúdo e os métodos de treinamento devem ser adequados para as crianças. A diversidade de movimentos e o condicionamento físico geral devem ter prioridade, com a especialização sendo deixada para mais tarde. Os ambientes de treinamento devem ser organizados de forma a proporcionar isso.

Obviamente, isso não é considerado em muitos lugares. Um número cada vez maior de lesões por sobrecarga está sendo registrado em crianças que praticam esportes organizados. Estas lesões são o resultado de sobrecargas frequentes, que causam microtraumatismos aos tecidos dos membros superiores ou inferiores, submetidos a tensões excessivas pelo treinamento. As crianças são mais suscetíveis a lesões por sobrecarga do que os adultos devido à presença de tecidos em desenvolvimento e da placa de crescimento, além do próprio processo de crescimento que pode produzir desequilíbrios musculares em torno das articulações, aumentando o risco de lesões. Falando fisiologicamente, como já deu para perceber, submeter crianças a treinos pensados para adultos é um desastre que pode abreviar a vida esportiva do "atleta".

É bem sabido que níveis toleráveis de exercício parecem estimular o crescimento físico normal. Em indivíduos jovens saudáveis, os efeitos positivos da atividade física que tendem a estimular o crescimento se sobrepõem a quaisquer efeitos negativos e anulam os fatores de risco relacionados ao crescimento. Contudo, é provável que quando a carga física se torna excessiva, os efeitos benéficos sobre o sistema esquelético desapareçam e o treinamento se torne traumático e prejudique o crescimento normal.

Pais, professores e técnicos devem estar conscientes dos processos psicológicos e dos estresses experimentados pela criança que está envolvida em competições desportivas. A soma das habilidades motoras, as habilidades pessoais e as necessidades sociais da criança devem ser estimuladas através do esporte. Somente quando as crianças puderem adquirir a consciência desta soma de atributos terão a motivação necessária para atingir um desempenho desportivo de alto nível. A criança deve ser capaz de manter diferentes contatos sociais não apenas durante o treinamento, mas também fora do esporte. Deve-se evitar o isolamento social devido a uma posição especial no esporte3. A não observância destes princípios sob o pretexto de um grande êxito ou talento é inaceitável. Quando as crianças são pequenas (ou pelo menos abaixo dos 10 anos de idade) não se dão conta de que o resultado de um esporte depende tanto da capacidade como do esforço. Portanto, ganhar e perder no esporte não é especialmente informativo para as crianças em relação às suas capacidades. Somente quando têm 12 a 13 anos de idade começam a reconhecer que os resultados são determinados tanto pelo esforço quanto pela capacidade.

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O trabalho com modalidades esportivas em crianças é importante para o desenvolvimento dela. Para professores, ter aulas em videos de fundamentos em esportes para melhorar seus treinos pode facilitar o processo de aprendizagem. Conheça o site do DVDs Sports

quinta-feira, 2 de março de 2017

12:10:00

Treinamento de força no envelhecimento

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Envelhecimento é um fenômeno que ocorre em todos os organismos multicelulares, sendo considerado um fenômeno com propriedades evolutivas importantes  (Kirkwood, 2002).

Para Singer (1977), o envelhecimento é a conseqüência de alterações que os indivíduos demonstram, de forma característica, com o progresso do tempo, desde a idade adulta até o fim da vida.

Com o passar da idade, a tendência é que as pessoas se tornem mais sedentárias, com pensamentos equivocados de que exercício físico é coisa de pessoas jovens. A fraqueza muscular pode avançar para um estágio no qual um indivíduo idoso não possa realizar atividade de vida diária comuns, tais como levantar-se de uma cadeira, varrer o chão ou retirar o lixo.

Sob condições normais, a força está maximizada entre os 20 e os 30 anos de idade, período após o qual permanece relativamente estável ou diminui levemente ao longo dos próximos 20 anos (Hakkinen, Kallinen e Komi, 1994). Por volta dos 60 anos de idade, ocorre uma redução mais dramática tanto nos homens quanto nas mulheres. Vale relatar que as mulheres parecem perder força precocemente em relação aos homens.

A perda de força nas extremidades inferiores tem sido mostrada, em ambos os sexos, como maior do que a perda nas extremidades superiores (Häkkinen, Kallinen e Komi, 1994; Lynch.,1999). Tal afirmação pode explicar a perda de equilíbrio e subsequente queda entre os idosos, podendo ocasionar diversos tipos de traumas.

Há mais de uma década, Fiatarone e colaboradores (1990) demonstraram que indivíduos acima de 90 anos de idade podem atingir ganhos de força em período de apenas oito semanas de treinamento. Esse estudo chamou bastante atenção ao conceito de treinamento de força no envelhecimento.

O treinamento de força, no público idoso, tem se mostrado um meio eficiente para promover melhora de muitas capacidades, incluindo aumento da força, da flexibilidade e da tolerância ao esforço (capacidade aeróbia (Dias, Gurjão e Marucci, 2006)). Esses benefícios repercutem de maneira positiva na autonomia funcional, melhorando o desempenho nas atividades cotidianas (Vale ET AL, 2006; Lima et AL., 2006; Dias, Gurjão e Marucci, 2006).

Estudos feitos por Fronteira et al. (1994), utilizando também um programa de treinamento de força intenso (3 séries de 8 repetições com 80% de 1 AVM (ação voluntária máxima), 3 vezes/semana, durante 12 semanas) em um grupo de idosos sedentários (60-72), demonstraram ganhos substanciais na força (200% de AVM  na extensão de joelhos) e evidenciaram também hipertrofia muscular por análises feita por biópsia.

Os ossos de idosos também podem se beneficiar do treinamento de força. Nelson e colaboradores (1994) demonstraram que o treinamento de força de alta intensidade teve efeitos significativos sobre a saúde óssea, com aumentos reportados na densidade do fêmur e da coluna lombar após um ano de treinamento. Além desses resultados, ficou evidente a melhoria no equilíbrio, aumento na massa muscular. Quando somados esses fatores, diminui o risco para uma fratura óssea de origem osteoporótica.

O treinamento de força, além de seus efeitos positivos sobre a densidade óssea, o metabolismo energético e o status funcional, também pode ser importante para aumentar os níveis de atividade física na terceira idade. Esse treinamento pode ser um dos mais efetivos e menos custosos caminhos para se preservar uma vida independente em um largo segmento da população (Rogers e Evans, 1993).

Referencias Bibliográficas

PEREIRA, B; SOUZA JUNIOR, T. P. Compreendendo a barreira do treinamento físico:aspectos metabólicos e fisiológicos. Ed. Phorte. 2005.

FLECK, S. J; KRAEMER, W. J. Fundamento do treinamento de força muscular. 3 ed, Artmed, 2006.

MCARDLE, W. D; KATCH, F. LKATCH, V. L. Fisiologia do exercício: energia,nutrição e desempenho humano. 5 Ed. Guanabara koogan. 2003.

TEIXEIRA, C. V. L; GUEDES JUNIOR, D. P. Musculação perguntas e respostas: as 50 duvidas mais freqüentes nas academias. Phorte editora, 2010.

GUEDES JUNIOR, D. P. Saiba tudo sobre musculação. Editora Shape, 2006

ZANELLA, A. L. et alii  Processo do envelhecimento humano. Revista brasileira de fisiologia do exercício. V.9, n.2, p. 100. abr/jun 2010.

Gentilmente cedido por:

Profº Carlos André Barros de Souza
Professor de Educação Física (FEFIS)
Graduando em Fisioterapia (UNILUS)
Email: c.andrefisio@yahoo.com.br

Publicado em 24/02/11 e atualizado em 02/03/17

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

10:53:00

Entenda o Fartilek

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A busca da maior parte dos corredores é crescer e evoluir na corrida, ganhando desempenho e preparo físico. Porém, usar diariamente os mesmos tipos de treino pode não ser suficiente para esta melhora. Exercícios específicos ajudam o corredor a ficar mais rápido e, o que é melhor, até de uma forma divertida.

Um dos treinamentos que podem ajudar o atleta a sair da rotina é o Fartlek. Criado na década de 30, pelo treinador sueco Gösta Holmér, esse exercício é conhecido até hoje por causa das suas vantagens na prática da corrida. O nome diferente é derivado de duas palavras suecas: "fartlöpning", que significa correr, e "lek", tradução de brincar. Desta forma, pela sua dinâmica nas ruas, esse treinamento pode ser considerado uma "brincadeira de correr".

O Fartlek é um treino de velocidade, que visa um melhor desempenho do corredor. "Atuando com variações de ritmo, esse treinamento consiste em fazer um treino pesado brincando, trazendo melhora na velocidade, condicionamento, força e performance", diz Kim Cordeiro, direto técnico da BK Sports.

No Fartlek, além de o corredor dever misturar variados terrenos, ele conseguirá trabalhar também alguns fundamentos da corrida. Quanto mais variada for a prática do exercício, mais divertida e proveitosa para a performance ela será.

Existem quatro variações do treinamento, confira quais são:

1º Fartlek original: Consiste no corredor definir seu próprio ritmo e distância que será percorrida. A variação de terreno também é um dos pontos fortes, como correr na areia, terra, grama, subida e descida, etc.

2º Fartlek dirigido: Nesse treino, a distância e o ritmo da corrida são decididos e controlados pelo treinador. Treinos na esteira são bem cabíveis, já que a velocidade e o terreno (subidas e descidas) podem ser regulados.

3º Fartlek especial: Diferentes distâncias, ritmos e tempos fazem partes deste treino. Exercícios educativos e saltos podem ser mesclados com a corrida.

4º Fartlek líder: Treino realizado em grupo. Em cada momento, um corredor vira o líder, determinando qual será a velocidade. Os outros devem tentar ultrapassá-lo, virando assim o novo líder. É necessários que os corredores sejam do mesmo nível técnico e que seja estabelecido distâncias e a duração do treino.

Vantagens e desvantagens
Como em qualquer treinamento, o Fartlek tem seus prós e contras. As vantagens são bem numerosas. "O Fartlek pode melhorar o volume do coração, que irá bombear mais sangue, o desempenho do atleta, o fortalecimento muscular e a capacidade pulmonar, tendo uma melhor oxigenação", explica Júlio Coelho, diretor técnico da Equipe Júlio Coelho Assessoria Esportiva.

O maior contra deste treinamento é, mesmo sendo divertido de ser realizado, ser um exercício desgastante e puxado para os corredores, não podendo assim ser colocado frequentemente nos treinos, assim como os exercícios intervalados.

Mesmo sendo um exercício atraente para todos os tipos de corredores, algumas pessoas devem ter um cuidado a mais na hora de realizá-lo. Corredores iniciantes, que acabaram de entrar no "mundo da corrida", devem ser poupados desse treinamento, já que ficará mais difícil cumprir o ritmo que será imposto.

Corredores que já completam as distâncias de 5 km podem realizar o treinamento naturalmente, com tanto que ele seja realizado a cada dez dias, para que o desgaste não atrapalhe os treinamentos durante a semana.

Fonte: O2Minuto

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07:54:00

A concentração no esporte

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As características psicológicas e o seu desenvolvimento são determinantes para o sucesso desportivo. Entre essas características, aquela que nos parece ser uma das mais referida por treinadores como sendo pouco desenvolvida, é a concentração. A concentração, é muitas vezes o motivo pelo qual o atleta não consegue obter êxito na execução do gesto técnico. No entanto, para elevar os níveis de concentração dos atletas são utilizadas diferentes estratégias entre técnicas aliadas ao desporto e técnicas específicas desenvolvidas fora destes contextos que procuram igualmente uma performance máxima de concentração.

    Segundo William James (1999 in Weinberg & Gould, 1999), a concentração é a capacidade de estar com atenção, permitida pela mente. Para este autor, a focalização e a concentração são a essência da atenção. No entanto, esta definição apenas refere um dos aspectos da concentração, que é a atenção selectiva. Para Solso (1995 in Weinberg & Gould, 1999), a concentração no desporto, define-se em três partes: focalização das sugestões relevantes do envolvimento (atenção selectiva), manutenção da focalização da atenção durante um período de tempo longo e, conhecimento da situação. A concentração, pode explicar-se como uma intensa actividade mental, dirigida a um sector delimitado da nossa actividade. Permite a um jogador, actualizar as aprendizagens realizadas com antecedência, e "bloquear" aquelas que não têm a ver com o objecto da actividade que se está a desenvolver. Alguns autores entre os quais Nideffer (1993) que a atenção é um aspecto vital para a prestação desportiva. Este autor, considera que os desportistas podem ser descritos com base na sua capacidade selectiva de atenção ou nos estilos de atenção que demonstram. A diferença centra-se no facto de cada um possuir os seus estilos tendo vantagens e inconvenientes. Desta forma, a capacidade de mudar o estilo da atenção voluntária e controladamente é muito importante para a performance do atleta. Assim sendo, consideramos a focalização da atenção como o aspecto mais importante da concentração. Essa focalização da atenção pode ser dividida em dois tipos de categoria: largura (geral ou restrito) e direcção (interna ou externa). A focalização da atenção restrita, ocorre apenas quando respondemos a uma ou duas sugestões. A focalização da atenção externa é directa a um objecto, como a bola, enquanto que a interna é direccionada para emoções. Desta forma, a concentração depende das distracções internas e externas do atleta. As internas incluem eventos passados, eventos futuros, fadiga e análise do mecanismo do corpo. As distracções externas, incluem factores visuais (Weinberg & Gould, 1999). A focalização da atenção permite ao jogador, uma percepção nítida da informação seleccionada. Quando um futebolista consegue gerir correctamente o seu nível de atenção, tende a perceber com total nitidez, as acções do jogo e inibir-se de qualquer outro estímulo, como por exemplo, as suas próprias preocupações (Carrascosa, 2003). Esse centralizar da atenção está definido, segundo Dosil (2004), em dois tipos de estímulos:

(1) Estímulos dominantes - Estímulos dominantes são aqueles estímulos que ocupam a focalização principal do sujeito. Por exemplo no ténis, seria seguir a bola e o adversário.

(2) Estímulos flutuantes - Estímulos flutuantes são aqueles que podem aparecer na situação em que se encontra o sujeito. Por exemplo, o público a falar.

Leia o restante do texto clicando aqui

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

11:18:00

Fases da aprendizagem motora até chegar ao alto rendimento



Através deste estudo iremos analisar e entender o processo ensino aprendizagem que implica no conhecer as variadas fases da aprendizagem motora até chegar ao alto rendimento, onde estaremos falando dos domínios cognitivos e psicomotores da criança.

30 aulas de Educação Física Escolar

Desenvolvimento

Lucena (1994, pg. 03 e 06) diz em seu livro que as atividades desportivas e corporais embutidas nas práticas regulares de Educação física e na iniciação desportiva, aguçam de forma direta os domínios cognitivo e psicomotor da criança, e como sabemos, criança é " movimento". Sendo assim, nada mais adequado do que utilizar –se do movimento como meio de permitir a criança expressar-se livremente, pondo em prática toda a sua criatividade.

Aprender a praticar um desporto, seria aprender a utilizar técnicas corporais básicas adequadas ás características específicas de uma modalidade esportiva, sendo assim podemos considerar que a aprendizagem desportiva, é essencialmente uma aprendizagem corporal e motora.

Diz ainda que, "para que ocorra um aprendizado progressivo e bem fundamentado, é importante que a criança obtenha níveis mínimos de desenvolvimento de suas qualidades físicas, psíquicas e motoras, sendo capaz de exercer total dominío sobre técnicas corporais básicas, para então iniciá-la no aprendizado dos elementos das diferentes técnicas individuais específicas do futsal".

Segundo Voser e Giusti (2002, pg. 23) a atividade esportiva praticada na escola deve ter o intuito exclusivamente voltado para a iniciação e a orientação esportiva, jamais devendo enfocar a especialização e o treinamento.

o esporte praticado na escola será de grande importância para o desenvolvimento integral da criança, desde que sejam respeitadas as individualidades dos praticantes.

Na inicialização esportiva escolar, a criança dá seus primeiros passos para o aprendizado, praticando-o sem a rigidez e a seletividade que a especialização esportiva exige das equipes federadas de competição. A prática do futsal na escola envolve a adaptação e a familiarização aos seus elementos.

Como itens importantes a serem desenvolvidos, destacaríamos o contato com a bola, o espaço de jogo (quadra), a relação com os colegas e adversários e principalmente, os aspectos de aquisição motora, visando à utilização das técnicas que envolvem essa modalidade esportiva com menor gasto de energia e á seleção da técnica mais indicada para determinado momento do jogo.

Conforme expõem Malina e Bouchar (1991; citados por Vargas Neto e Voser, 2001, pg. 33), existem diferenças conceituais entre crescimento, amadurecimento e desenvolvimento.

Posteriormente, tais diferenças serão de extrema importância para a compreensão de como se estabelecem as aquisições motoras e de como se dá a especialização esportiva, respeitando os critérios individuais da criança.

Fonseca (1998, pg. 26 e 173) faz em seu livro treinamento para goleiros uma classificação das qualidades físicas e divide essas em duas formas (forma física e destreza motora). Na forma física ele coloca: flexibilidade, força, potência e resistência. Na destreza motora: coordenação motora, velocidade de reação / deslocamento, agilidade e equilíbrio.

Acredito que essas qualidades físicas não se aplicam somente para os goleiros e sim para toda a equipe.

Fonseca diz ainda que na montagem de um planejamento devemos respeitar as etapas estipuladas para a equipe como um todo, respeitando os aspectos físicos, técnicos e táticos. Entretanto, ele terá um enfoque diferenciado devido a especificidade e complexidade exigida pela posição.

Nicolino (1998, pg. 64) em seu livro aponta algumas pesquisas realizadas com profissionais que na teoria falavam uma coisa e na prática desenvolvia outra. Assim sendo, Nicolino diz que "diante desse quadro é que nasce a preocupação constante em estarmos atualizados com o aprendizado e fornecermos subsídios para que todos profissionais da área possam desenvolver um programa coerente com diferentes categorias do futsal.

Nicolino cita segundo Schroeterc (1975), a aprendizagem motora está intimamente ligada a aquisição, aperfeiçoamento, estabilização, emprego e conservação das habilidades motrizes.

Segundo Santos Filho (2000, Pg. 26 e 28), visto ser, na fase de iniciação e nas categorias menores, o momento em que serão formados os atletas, sendo também a etapa na qual os gestos esportivos vão sendo assimilados e fixados, os atletas necessitam ser bem-educados e formados, através da constante prática de todos os fundamentos do jogo, para a correta e precisa fixação dos mesmos.

Este é ainda o momento ideal para a detectação e correção de possíveis vícios e atitudes incorretas, que futuramente poderão intervir de forma negativa na perfeita execução dos movimentos e fundamentos que a modalidade requer.

Pois como temos visto, nessas equipes os atletas se apresentam totalmente desenvolvidos, gostam e se entusiasmam pelo trabalho mais aprofundado de esquematização tática, necessitando de variedade e diversidade nas jogadas ensaiadas, já que todas suas capacidades motoras, técnicas e intelectuais estão plenamente desenvolvidas e, acima de tudo, se envolvem ao assumirem responsabilidades dentro do grupo e da equipe.

...Segundo Magill (1987, Pg. 12) em seu livro que está orientado para a aprendizagem motora no capitulo 1, considerando tópicos e termos envolvidos na aprendizagem motora, mas não definiu ainda aprendizagem motora. Os problemas e as expressões consideradas até aqui foram apresentadas por serem importantes para seu uso, como pedras fundamentais na investigação da aprendizagem motora como matéria de estudo.

Primeiro, devemos considerar o termo aprendizagem. Mesmo que seja discutido mais detalhadamente no capitulo 2, vamos definí-lo aqui para nossas necessidades atuais. Aprendizagem pode ser definida como uma mudança interna no individuo, deduzida de uma melhoria relativamente permanente em seu desempenho, como resultado da prática.

Dada esta breve definição, simplesmente acrescentamos a palavra motora a palavra aprendizagem para indicar o tipo específico de aprendizagem que nos interessa.

Greco diz em seu livro (pg. 15 e 16) que segundo Martin (1991), alguns autores – Roth (1989), Schmidt (1982), Pohlmann (1986), Rieder (1983), entre outros – consideram a aprendizagem motora e a aquisição de habilidades e de técnicas como sinônimos.

É compreensível considerar a técnica como sinônimo de aprendizagem motora, já que a elaboração, a aprendizagem e o desenvolvimento de uma técnica estão muito relacionadas a aprendizagem motora, mas isto só pode servir de modelo explicativo em parte.

Voser (1999, Pg.22) diz que para Kunz (1994), o conceito de esporte, hoje, é restrito, pois se refere ao esporte que tem como conteúdo o treino, a competição, o atleta e o rendimento esportivo.

Diante destas perspectivas, fica claro não ser saudável que o esporte entre na vida de uma criança apenas com o referencial de competição e rendimento. A criança mantém uma relação com o esporte muito mais afetiva e prazerosa do que eficiente e utilitária.

Conclui-se, então, que o surgimento de uma cultura desportiva depende diretamente das experiências que a criança teve durante a sua vida de iniciação desportiva. Na verdade, à medida que a criança vai se independentizando das exigências impostas pelo esporte de alto rendimento, geralmente na segunda infância, ela tende a abandona-lo precocemente.

Dentro deste enfoque, desistindo do esporte na infância, a criança tenderá a não praticá-lo por toda a sua vida e tampouco irá incorporá-lo em sua cultura.

Segundo Mutti (2003, Pg. 08 e 09), a aprendizagem do futsal é uma aprendizagem motora, na qual a ação pedagógica visa oferecer amplas possibilidades de movimentação por meio de uma grande variedade de experiências, culminando num alto grau de habilidade e de eficiência nos gestos específicos do futsal, assim como no aprendizado do seu sentido e significado.

Diante do exposto, podemos definir a aprendizagem como a ação de aprender, adquirir uma nova conduta ou modificar uma conduta anterior. Com efeito, o significado de aprender é buscar informações, adaptar-se a mudanças, adquirir hábitos, modificar condutas e comportamentos, adquirir conhecimentos e habilidades, rever a própria experiência.

Conclusão

A evolução é o objetivo da vida. A busca do aperfeiçoamento é nossa grande meta. Ao concluir este trabalho, não pude deixar de perceber que todos os autores citam a aprendizagem motora que é a base desta revisão literária e portanto também da criança, que por sua vez participam de competições onde terão que desenvolver o seu alto rendimento, seja em campeonatos Escolares ou no Clube onde a cobrança é em sua vez bem maior.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Voser, Rogério da Cunha; Giusti, João Gilberto. O Futsal e a Escola uma Perspectiva Pedagógica – Porto Alegre: Artmed, 2002, Pg. 23

Lucena, Ricardo. Futsal e a Iniciação – Rio de Janeiro: Sprint, 1994, Pg. 03 e 06.

Fonseca, Gerard Mauricio. Futsal - Treinamento para Goleiros – Rio de Janeiro: Sprint, 1998, Pg. 26 e 173.

Junior, Nicolino Bello. A Ciencia do Esporte Aplicado ao Futsal – Rio de Janeiro: Sprint, 1998, Pg. 64.

Santos Filho, José Laudier Antunes dos. Manual de Futsal - Rio de Janeiro: Sprint, 2000, Pg. 26 e 28..

Greco, Pablo Juan. Iniciaçao Esportiva – Minas Gerais: Ufmg, Pg. 15 e 16.

Magill, Richard. Aprendizagem Motora Conceitos e Aplicações – São Paulo: Blucher, 1987, Pg. 12

Mutti, Daniel. Futsal da iniciação ao alto nível – São Paulo: Phorte, 2003, Pg. 08 e 09

Voser, Rogério da Cunha. Iniciação ao Futsal, abordagem recreativa _ Canoas: Ulbra, 1999, Pg. 22


Profº. Ricardo Lucena

Autor: José Bento Eufrásio

Publicado em 22/07/09 e atualizado em 24/01/17

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