segunda-feira, 27 de março de 2017

11:56:00

Etapas para o desenvolvimento esportivo de uma criança


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Geralmente, a iniciação da criança em atividades esportivas organizadas é indicada a partir dos 6, 7  anos de idade, já ques após essa idade a criança já desenvolveu grande parte das capacidades motoras necessárias para realizar diversas atividades como correr, saltar e arremessar.

A partir dai, é preciso o professor oferte as mais diversas experiências motoras em esportes para que a criança se desenvolva fisicamente.  É necessário, até os 10 anos mais ou menos, estimular a diversão com jogos e brincadeiras de caráter lúdico, participativo e alegre, além de dar ênfase a prática de atividades que desenvolva as habilidades no geral, e ainda não se é recomendado o treinamento voltado para um único esporte. A exposição das crianças, nessa faixa etária, a competições deve ser evitada ao máximo.

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Se houver treino de fundamentos de algum esporte, deve ser de baixa intensidade e sem exigências de rendimento, pois a criança ainda não está preparada para receber cobranças do seu desempenho. É importante também que não se cobre muito em relação às regras, pois isso tira o caráter espontâneo e divertido da atividade. É bacana crianças dessa etapa do desenvolvimento podem participar de grupos mesclados, pois segundo os autores, os meninos e as meninas antes da puberdade não possuem muitas diferenças quanto à força e aquisição de habilidades motoras, podendo jogar juntos e até mesmo competir entre eles.

Em um estágio de desenvolvimento mais avançado, na qual o jovem atleta já desenvolveu consideravelmente as habilidades cognitivas, o nível do treinamento e das atividades é voltado para o proveito das aptidões esportivas.

Na faixa etária entre 10 a 14 anos de idade a criança já é capaz de compreender e lembrar as estratégias e regras dos esportes que serão apresentadas a elas durante os treinamentos e competições, pelo início da puberdade pode ocorrer uma diminuição do rendimento, o que não significa falta de capacidade em desenvolver as atividades. Nesse estágio deve-se orientar o jovem atleta sobre a ética e o jogo justo, é recomendado que a intensidade do treino seja acrescentada de forma moderada e voltado para a melhora das aptidões e habilidades motoras, que foram adquiridas na fase inicial, e não ao desempenho e a vitória. Esse estágio da iniciação ao esporte se caracteriza pela aprendizagem diversificada e motivacional na qual se confere muita importância a auto-imagem, socialização e valorização do indivíduo dentro dos jogos coletivos.

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No estágio de desenvolvimento entre 15 e 18 anos, é onde ocorre a especialização em determinada modalidade esportiva. O desenvolvimento nessa fase se baseia no refino e em uma automatização dos movimentos do atleta, e cita ainda três características do atleta que serão muito relevantes na hora da escolha da modalidade esportiva a ser praticada: a idade, o biótipo e a motivação.

Durante esse período os atletas são capazes de tolerar uma carga maior de exercícios do que nos estágios anteriores, e devido a sua boa formação inicial no esporte, pode-se diminuir consideravelmente o risco de lesões. Agora o atleta necessita utilizar do seu repertório motor que foi adquirido nos estágios anteriores e aplicá-las na modalidade escolhida.

Os jovens atletas desse estágio adquirem uma grande capacidade técnica, dispensando assim que o técnico necessite realizar correções, mas não isenta o mesmo da elaboração de um bom plano de treinamento que aliado com uma base sólida de iniciação pode levar o atleta a alcançar resultados excepcionais. Há, porém, aquelas crianças que não conseguem alcançar o desenvolvimento esperado das habilidades motoras. Por isso é importante que os treinadores estejam alertas, para quando isso ocorrer, eles possam analisar e tentar definir se esse baixo desenvolvimento é resultado de um atraso ou de uma deficiência da criança.

O importante é o professor ter em mente que as crianças precisam ter a oportunidade de participar de atividades que lhes permitam adquirir diversos tipos de habilidades essenciais para futuramente se tornar um bom atleta, assim, o estímulo a aquisição de diferentes habilidades motoras deve ser tanto para a modalidade escolhida quanto para as outras mais. Ao desenvolver múltiplas aptidões o jovem atleta se adaptará a vários esportes e terá várias opções de modalidades para se especializar, e ao obter várias habilidades a criança se adequará melhor aos exercícios e aos treinos.

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quarta-feira, 22 de março de 2017

18:06:00

Considerações sobre a Pliometria no Tênis



A pliometria consiste na realização de um movimento excêntrico, com um movimento concêntrico imediatamente depois. 

A pliometria no tênis é visualizada, por exemplo, nos golpes de backhand, forehand, em saques e movimentações laterais em direção a bola. No movimento pliométrico, predomina a força reativa e esse tipo de força é que vai fazer o desempenho do atleta crescer quando ele tiver que correr, 2 ou 3 metros, como é comum no jogo de tênis.

Para o treinador, é importante ter em mente que é preciso fazer um trabalho preventivo de ligamentos e tendões para a aplicação de vários exercícios de pliometria. A partir dessa prevenção é que se deve evoluir para exercícios que envolvam vários saltos alterados, saltos a distância, saltos combinado, como com um membro só em profundidade. O uso de cargas em membros superiores e uso de outros materiais como bancos, steps, pesos deve ser utilizados em fases avançadas de treinamento.

Para se ter o limite do trabalho pliométrico deve ser observado a fadiga do atleta e da área trabalhada pois esse trabalho é inútil se realizado em situação de fadiga. Os exercícios deve ser feitos em superfície dura para chegar mais perto da quadra de tênis, ambiente que o atleta/jogador precisa de habituar. Esse é outro motivo para se ter cuidado no volume/intensidade dos treinamentos a fim de se prevenir lesões.

Até a próxima!

terça-feira, 21 de março de 2017

14:49:00

Objetivos do Treinamento Físico

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Querer os resultados mais expressivos precisa-se de organização no treinamento desportivo. Antes de partir para a formação da equipe multidisciplinar precisa-se saber onde quer chegar e como vai ser essa caminhada. Primeiramente essa ascensão nos resultados é função direta da excelência física combinando com três fatores: refinamento espiritual; pureza moral e a perfeição física. As consequências são habilidades refinadas, qualidades psicológicas superiores, o corpo fica saudável, favorecendo o aprendizado para enfrentar os diversos ambientes estressantes do treinamento e das competições.

Objetivos do Treinamento

Desenvolvimento Físico Multilateral
Essa é a base para o treinamento e o condicionamento físico geral. Tem como proposta o aumento da resistência e força, aprimorar a velocidade, melhorar a flexibilidade e a coordenação, obtendo harmonia do desenvolvimento corporal.

Desenvolvimento Físico Específico
Desenvolve a força absoluta e relativa; aumento de massa muscular e elasticidade; Força específica (potencia ou resistência muscular); o tempo de reação e movimentação; coordenação e flexibilidade. Esse treinamento esta voltado para facilitar a ação em todos os movimentos solicitados pelo esporte.

Fatores Técnicos
O treinamento técnico envolve o desenvolvimento da capacidade de realizar corretamente as ações técnicas: a) aperfeiçoando a técnica solicitada para atingir a mais alta amplitude e demonstração de força; b) executando técnicas específicas em situações normais e/ ou pouco comuns; c) Assegurando a capacidade de realizar todos os movimentos corretamente.

Fatores Táticos
Os fatores táticos incluem a melhoria da estratégia por meio do estudo da tática das futuras equipes. Amplia a capacidade técnica do atleta; aperfeiçoa e diversifica estratégias.

Aspectos psicológicos
É necessário para assegurar o desempenho físico elevado (e também vejo que o inverso é mais poderoso - estar com o físico elevado o aspecto psicológico esta fortalecido também) melhorando: perseverança; disciplina; força de vontade; confiança, amizade e a coragem.

Habilidades para o trabalho em equipe
A formação de equipes nos desportos (coletivos, revezamentos, remo, esqui, etc.) é uma tarefa principal para iniciar os trabalhos. Executar as tarefas para o desenvolvimento técnico, tático, físico e psicológico criam vínculos de amizade e objetivos comuns entre os companheiros favorecendo a transformação de grupo de pessoas para equipe.

Prevenção de lesões
Conseguida por meio do treinamento físico com as metas de: a) aumentar a flexibilidade; b) Fortalecer tendões e ligamentos, especificamente na primeira fase do treinamento; c) Desenvolver a força muscular.

Conhecimento Teórico
O treinamento eleva o conhecimento do atleta em respeito aos fundamentos fisiológicos e psicológicos do próprio treinamento desportivo. A relação entre atleta e treinador devem ser discutidas para alcançar os objetivos propostos.

Esses são alguns objetivos gerais que um treinador deve considerar ao desenvolver seu planejamento e programa.

Fonte

Publicado em 17/12/13 e revisado em 21/03/17

quarta-feira, 15 de março de 2017

11:36:00

Saiba mais sobre o Fartlek

O fartlek, termo de origem sueca que significa "jogo de velocidade" foi desenvolvido na Suécia, na região de Volondalen, por Goesta Olander, na década de 30.

Nesse tipo de treinamento físico, o corredor determina a velocidade e a distância dos estímulos, conforme a sua percepção de esforço e condição física, percorrendo percursos variados com aclives, declives e obstáculos naturais, em meio aos bosques e trilhas pelas florestas.

Os estímulos fortes são intercalados com pausas onde o corredor realiza uma corrida lenta ou até mesmo uma caminhada, para a sua recuperação. A frequência cardíaca apresentará variações entre 140-180 batidas por minuto nesse tipo de treinamento.

Da Suécia para o mundo, de Olander até Lidyard e Cerruty, o fartlek já foi empregado por renomados treinadores e corredores de alto rendimento, que dele souberam tirar o melhor.

Atualmente, encontramos inúmeros corredores utilizando-se desse método de treinamento, embora com variações significativas em relação à suas origens.


O fartlek, inserido no contexto do processo pedagógico de preparação nas corridas de fundo, deve ser empregado preferencialmente após a utilização dos métodos contínuos e anteriormente aos métodos descontínuos, estando em conformidade com as leis biológicas que permeiam a ciência do treinamento desportivo.

Assim sendo, no planejamento das ações pedagógicas da preparação do corredor fundista de alto rendimento, a seqüência metodológica ótima para o treinamento da velocidade durante os períodos da preparação, relacionado ao fartlek, seria:

  • Treinamento Contínuo de Ritmo Invariável + Fartlek
    (Período de Preparação Fundamental)

  • Treinamento Contínuo de Ritmo Progressivo + Interval-training
    (Período de Preparação Específica)

Com o advento da ciência do treinamento desportivo foram desenvolvidas novas configurações para o fartlek. Apresentamos abaixo três tipos de fartleks oriundos dessas novas tendências, além do tradicional, com as devidas considerações e exemplos práticos:·

  • fartlek tradicional, sendo que o corredor decide em que ritmos deve correr, quais as distâncias e / ou duração do estímulo e o tipo de terreno (de preferência, com muitas variações, ou seja, grama, terra, asfalto, areia, aclives, declives, planos, etc.), tudo de acordo com a sua disposição do momento. A duração do treino deve estar compreendida entre 40 min a 2 horas. Pode ser utilizado como recurso pedagógico para a quebra da rotina e para promover a recuperação do corredor após períodos de grande acúmulo de fadiga física ou mental, pois permite a execução do treino sem compromissos com tempo / distância;
  • fartlek orientado, onde as variações de distância e ritmo são orientadas pelo treinador, sendo utilizado nas semanas iniciais da preparação do atleta. Exemplo: 2 km corrida lenta + 4 séries de 1000m x 800m x 600m x 400m x 200m em ritmo acelerado intercaladas com 200-400m de corrida lenta + 2 km de corrida lenta;

  • fartlek especial, onde há uma combinação de corridas de diferentes distâncias e ritmos, com exercícios especiais (saltos, educativos, etc.). Exemplo: 3 km corrida lenta + exercícios educativos intercalados com 50m de corrida lenta + seqüência de saltos intercalados com 50-100m de corrida lenta + acelerações de 100-200m intercaladas com 50-100m de corrida lenta + acelerações de 400m-800m intercaladas com 200m corrida lenta + exercícios para resistência de força muscular intercalados com 50-100m de corrida lenta + acelerações de 1000-2000m intercaladas com 400-800m corrida lenta + 3 km corrida lenta;
  • fartlek líder, pela formação de grupos de corredores do mesmo nível de condicionamento, onde um deles será o responsável pelas acelerações intermediárias, sendo que os demais deverão ultrapassá-lo. O treinador deverá orientar em relação às distâncias utilizadas ou a duração do estímulo e aos momentos de aceleração. O objetivo do trabalho é condicionar os corredores às acelerações intermediárias que ocorrem durante as competições esportivas. Exemplo: 3 km corrida lenta + 12 km intercalando 800-1200m corrida acelerada com simulações táticas com 400-800m corrida recuperativa + 3 km corrida lenta.

O fartlek, conforme a sua orientação, pode ser realizado na pista de atletismo, em trilhas pelos campos e bosques e em terrenos variados, sendo os percursos em meio à natureza aqueles que oferecem maiores atrativos aos corredores.

Podemos considerar o fartlek como um meio amplo e eficaz para o aprimoramento da capacidade atlética dos corredores de alto rendimento nas provas de fundo do atletismo, pois, além de assegurar a manutenção do volume adequado do treinamento, proporciona meios para o aperfeiçoamento da velocidade e ritmo de corrida. Treina-se a velocidade, porém, com quilometragem.

É fundamental que os técnicos disponham de recursos variados para a ampliação da capacidade do ritmo de corrida de seus comandados, tendo o conhecimento necessário para a correta distribuição dos meios e métodos de treinamento ao longo das etapas da preparação.

O fartlek, se empregado com critério e em momentos oportunos, terá a sua eficiência comprovada e será muito util para treinamentos em diversos Esportes. 

sábado, 11 de março de 2017

15:50:00

É preciso tomar cuidado com o treinamento físico infantil em excesso



Sempre li muito sobre treinamento físico em crianças e adolescentes. Por ser uma professora de Educação Física que trabalha com escola e numa escolinha de esportes que tem como objetivo garimpar alunos para participar do time da escola, esse assunto é recorrente no meu cotidiano.

Nos últimos anos grande aumento do número de crianças e adolescentes que participam de esportes organizados. Não tenho duvidas de que o esporte de competição contribui para o desenvolvimento físico, emocional e intelectual de crianças e adolescentes. A experiência no esporte pode desenvolver a auto-confiança e estimular o comportamento social. Por todas essas razões, o esporte de competição para crianças deve ser considerado de forma positiva.

Porém, nem tudo são flores. Há esporte de alto nivel na infância e não só de competição. E esse esporte competitivo de alto nível na infância não só tem limites biológicos de rendimento mas também traz riscos de natureza psicológica e de desenvolvimento social. Um preparo intensivo para competições desportivas de alto nível pode provocar abandonos e/ou crianças com problemas psicológicos. Tais competições desportivas podem estar organizadas a tal ponto (por adultos) que reste pouco ou nenhum lugar para as relações e o desenvolvimento sociais.

É sempre importante ressaltar que o conteúdo e os métodos de treinamento devem ser adequados para as crianças. A diversidade de movimentos e o condicionamento físico geral devem ter prioridade, com a especialização sendo deixada para mais tarde. Os ambientes de treinamento devem ser organizados de forma a proporcionar isso.

Obviamente, isso não é considerado em muitos lugares. Um número cada vez maior de lesões por sobrecarga está sendo registrado em crianças que praticam esportes organizados. Estas lesões são o resultado de sobrecargas frequentes, que causam microtraumatismos aos tecidos dos membros superiores ou inferiores, submetidos a tensões excessivas pelo treinamento. As crianças são mais suscetíveis a lesões por sobrecarga do que os adultos devido à presença de tecidos em desenvolvimento e da placa de crescimento, além do próprio processo de crescimento que pode produzir desequilíbrios musculares em torno das articulações, aumentando o risco de lesões. Falando fisiologicamente, como já deu para perceber, submeter crianças a treinos pensados para adultos é um desastre que pode abreviar a vida esportiva do "atleta".

É bem sabido que níveis toleráveis de exercício parecem estimular o crescimento físico normal. Em indivíduos jovens saudáveis, os efeitos positivos da atividade física que tendem a estimular o crescimento se sobrepõem a quaisquer efeitos negativos e anulam os fatores de risco relacionados ao crescimento. Contudo, é provável que quando a carga física se torna excessiva, os efeitos benéficos sobre o sistema esquelético desapareçam e o treinamento se torne traumático e prejudique o crescimento normal.

Pais, professores e técnicos devem estar conscientes dos processos psicológicos e dos estresses experimentados pela criança que está envolvida em competições desportivas. A soma das habilidades motoras, as habilidades pessoais e as necessidades sociais da criança devem ser estimuladas através do esporte. Somente quando as crianças puderem adquirir a consciência desta soma de atributos terão a motivação necessária para atingir um desempenho desportivo de alto nível. A criança deve ser capaz de manter diferentes contatos sociais não apenas durante o treinamento, mas também fora do esporte. Deve-se evitar o isolamento social devido a uma posição especial no esporte3. A não observância destes princípios sob o pretexto de um grande êxito ou talento é inaceitável. Quando as crianças são pequenas (ou pelo menos abaixo dos 10 anos de idade) não se dão conta de que o resultado de um esporte depende tanto da capacidade como do esforço. Portanto, ganhar e perder no esporte não é especialmente informativo para as crianças em relação às suas capacidades. Somente quando têm 12 a 13 anos de idade começam a reconhecer que os resultados são determinados tanto pelo esforço quanto pela capacidade.

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quinta-feira, 2 de março de 2017

12:10:00

Treinamento de força no envelhecimento

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Envelhecimento é um fenômeno que ocorre em todos os organismos multicelulares, sendo considerado um fenômeno com propriedades evolutivas importantes  (Kirkwood, 2002).

Para Singer (1977), o envelhecimento é a conseqüência de alterações que os indivíduos demonstram, de forma característica, com o progresso do tempo, desde a idade adulta até o fim da vida.

Com o passar da idade, a tendência é que as pessoas se tornem mais sedentárias, com pensamentos equivocados de que exercício físico é coisa de pessoas jovens. A fraqueza muscular pode avançar para um estágio no qual um indivíduo idoso não possa realizar atividade de vida diária comuns, tais como levantar-se de uma cadeira, varrer o chão ou retirar o lixo.

Sob condições normais, a força está maximizada entre os 20 e os 30 anos de idade, período após o qual permanece relativamente estável ou diminui levemente ao longo dos próximos 20 anos (Hakkinen, Kallinen e Komi, 1994). Por volta dos 60 anos de idade, ocorre uma redução mais dramática tanto nos homens quanto nas mulheres. Vale relatar que as mulheres parecem perder força precocemente em relação aos homens.

A perda de força nas extremidades inferiores tem sido mostrada, em ambos os sexos, como maior do que a perda nas extremidades superiores (Häkkinen, Kallinen e Komi, 1994; Lynch.,1999). Tal afirmação pode explicar a perda de equilíbrio e subsequente queda entre os idosos, podendo ocasionar diversos tipos de traumas.

Há mais de uma década, Fiatarone e colaboradores (1990) demonstraram que indivíduos acima de 90 anos de idade podem atingir ganhos de força em período de apenas oito semanas de treinamento. Esse estudo chamou bastante atenção ao conceito de treinamento de força no envelhecimento.

O treinamento de força, no público idoso, tem se mostrado um meio eficiente para promover melhora de muitas capacidades, incluindo aumento da força, da flexibilidade e da tolerância ao esforço (capacidade aeróbia (Dias, Gurjão e Marucci, 2006)). Esses benefícios repercutem de maneira positiva na autonomia funcional, melhorando o desempenho nas atividades cotidianas (Vale ET AL, 2006; Lima et AL., 2006; Dias, Gurjão e Marucci, 2006).

Estudos feitos por Fronteira et al. (1994), utilizando também um programa de treinamento de força intenso (3 séries de 8 repetições com 80% de 1 AVM (ação voluntária máxima), 3 vezes/semana, durante 12 semanas) em um grupo de idosos sedentários (60-72), demonstraram ganhos substanciais na força (200% de AVM  na extensão de joelhos) e evidenciaram também hipertrofia muscular por análises feita por biópsia.

Os ossos de idosos também podem se beneficiar do treinamento de força. Nelson e colaboradores (1994) demonstraram que o treinamento de força de alta intensidade teve efeitos significativos sobre a saúde óssea, com aumentos reportados na densidade do fêmur e da coluna lombar após um ano de treinamento. Além desses resultados, ficou evidente a melhoria no equilíbrio, aumento na massa muscular. Quando somados esses fatores, diminui o risco para uma fratura óssea de origem osteoporótica.

O treinamento de força, além de seus efeitos positivos sobre a densidade óssea, o metabolismo energético e o status funcional, também pode ser importante para aumentar os níveis de atividade física na terceira idade. Esse treinamento pode ser um dos mais efetivos e menos custosos caminhos para se preservar uma vida independente em um largo segmento da população (Rogers e Evans, 1993).

Referencias Bibliográficas

PEREIRA, B; SOUZA JUNIOR, T. P. Compreendendo a barreira do treinamento físico:aspectos metabólicos e fisiológicos. Ed. Phorte. 2005.

FLECK, S. J; KRAEMER, W. J. Fundamento do treinamento de força muscular. 3 ed, Artmed, 2006.

MCARDLE, W. D; KATCH, F. LKATCH, V. L. Fisiologia do exercício: energia,nutrição e desempenho humano. 5 Ed. Guanabara koogan. 2003.

TEIXEIRA, C. V. L; GUEDES JUNIOR, D. P. Musculação perguntas e respostas: as 50 duvidas mais freqüentes nas academias. Phorte editora, 2010.

GUEDES JUNIOR, D. P. Saiba tudo sobre musculação. Editora Shape, 2006

ZANELLA, A. L. et alii  Processo do envelhecimento humano. Revista brasileira de fisiologia do exercício. V.9, n.2, p. 100. abr/jun 2010.

Gentilmente cedido por:

Profº Carlos André Barros de Souza
Professor de Educação Física (FEFIS)
Graduando em Fisioterapia (UNILUS)
Email: c.andrefisio@yahoo.com.br

Publicado em 24/02/11 e atualizado em 02/03/17

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