quarta-feira, 31 de outubro de 2018

08:10:00

As mudanças as regras do Futsal melhoraram o jogo



As regras do futsal foram praticamente todas mudadas. Antes das mudanças, a bola era bem menor e mais pesada, existiam bandeirinhas, cobrava-se lateral com as mãos, o juiz dava acréscimo ao tempo de jogo e por aí em diante.

Tudo era muito parecido com as regras do futebol de campo, que imperaram desde o início do bate-bola nas quadras (na década de 30) até 1989, quando a Fifa assumiu a modalidade. Naquele ano, o futebol de salão, popular na América do Sul, e o futebol cinco, praticado na Europa, foram fundidos e ganharam o nome de futsal. E a revolução nas regras começou: a área ficou maior, os bandeirinhas foram banidos, o goleiro passou a jogar com os pés, liberou-se o gol dentro da área, acabou o limite de cinco substituições, surgiu o tiro livre após a quinta falta coletiva…

Boa parte dos especialistas, dos fãs e dos craques aprovou o troca-troca. O jogo ganhou dinamismo e criatividade, deixando o futsal mais atrativo. Só não gostei muito da mudança do lateral: acho que a reposição com as mãos dava mais emoção.

Hoje, o esporte é um dos que mais crescem no mundo – em 96, apenas 46 países disputaram as eliminatórias para o campeonato mundial. Atualmente, a Fifa já tem 130 afiliados. O próximo desafio é transformar o futsal em esporte olímpico.

Veja as principais mudanças das regras do Futsal nesses últimos 20 anos.

SUBSTITUIÇÃO LIBERADA

Antes das mudanças, cada time só tinha direito a cinco substituições por jogo — assim como no campo, quem saía não podia mais voltar. A partir de 1995, acabou esse limite e nasceu a "troca volante": as substituições acontecem com a bola rolando, o jogador pode entrar quantas vezes o técnico quiser e não precisa mais da autorização do juiz para começar a jogar

ORA, BOLAS!

Em 1997, a Fifa deixou a bola do jogo maior e mais leve — a circunferência aumentou de 62 para 64 centímetros e o limite de peso baixou de 500 gramas para 440 gramas. As partidas ficaram mais rápidas e dinâmicas: surgiram lances de efeito, como chapéus e voleios, improváveis na era da bola pesada

ÁREA ALTERADA

Até o início da década de 90, gols dentro da área eram proibidos. Assim que assumiu o futsal, a Fifa acabou com essa proibição e aumentou a área – a distância entre as traves e a linha da área passou de 4 para 6 metros. A marca do pênalti, que ficava a 7 metros do gol, foi colocada na linha da área, 1 metro mais perto

GOLEIRO-ARTILHEIRO

Antes, o goleiro não podia tocar na bola fora da área nem lançá-la no campo do adversário — a bola tinha que quicar antes no campo de defesa. Pelas novas regras, ele ganhou o direito de lançar a bola além do meio da quadra e de jogar com pés, inclusive fora da área. Com isso, o goleiro virou um curinga, descendo ao ataque e até fazendo gols

PANCADARIA REPRIMIDA

Para punir a violência, uma regra antiga que existe até hoje manda para o chuveiro quem cometer mais que cinco faltas. Depois da quinta falta coletiva, a cobrança é sem barreira. Em 2000, a Fifa complementou a regra, determinando que as faltas sem barreira fossem cobradas da marca de tiro livre, a 10 metros do gol. É quase um pênalti!

REPOSIÇÃO POLÊMICA

Até 1989, laterais e escanteios eram cobrados com as mãos e geravam muitos gols aéreos — as regras antigas permitiam estufar as redes de cabeça dentro da área. Hoje as saídas de bola são repostas com os pés, uma mudança que causou polêmica: o adversário pode ficar a 3 metros do cobrador, dificultando os lançamentos longos

CARTÕES MUTANTES

No futsal, o cartão amarelo serve como advertência, igualzinho ao campo. O vermelho também significa expulsão, mas com uma diferença: depois de dois minutos desfalcada, a equipe pode colocar outro jogador. Durante alguns anos, também existiu o cartão azul, que eliminava o infrator, mas permitia que um reserva entrasse no seu lugar imediatamente

ADEUS AOS BANDEIRINHAS

Desde a década de 30, o futsal herdou do campo os bandeirinhas. Mas pense bem: como não há impedimento, a função deles era só marcar a saída de bola. Os cartolas chegaram a essa mesma conclusão e trocaram o trio de arbitragem por uma dupla de juízes. Cada um apita de um lado da quadra, mas um deles tem a palavra final nas marcações polêmicas

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

11:58:00

4 aspectos fisiológicos importantes pro Treinamento Desportivo


O planejamento desportivo é um processo que analisa, define e sistematiza as diferentes operações inerentes à construção e desenvolvimento dos praticantes ou das equipes. Por outro lado, organiza essas operações em função das finalidades, objetivos e previsões (a curto, médio ou longo prazo), escolhendo-se as decisões que visem o máximo de eficiência e funcionalidade das mesmas.

    No entanto, para se falar de treinamento, é necessário ressaltar importantes aspectos fisiológicos, cujo eles são: Frequência Cardíaca, VO2 Máx., Limiar Lático ou Limiar Anaeróbio e Limiar Ventilatório.

Frequência Cardíaca

    O coração proporciona o impulso para o fluxo sanguíneo, e segundo McArdle, através do sistema cardiovascular, ele é responsável por integrar o corpo como uma unidade, proporcionando aos músculos ativos, uma corrente contínua de nutrientes e oxigênio, com a finalidade de manter um alto nível de transferência de energia e remover as "sobras" do metabolismo. A frequência cardíaca é exatamente o número de vezes que o coração bate, ocasionando assim esse impulso. Segundo Karvoven (apud McArdle) os limites da frequência cardíaca durante o treinamento, devem ser planejados de acordo com o cálculo Frequência Cardíaca Máxima (FCM) = 220 – idade da pessoa. E ainda, pode basear-se em 6 diferentes zonas de treinamento:

Zona de Frequência

FCM

Duração

Sistema de trabalho

Atividade Regenerativa (reabilitação)

40-60%

aprox. 20 min

reabilitação cardiorespiratória ou osteomuscular

Zona de atividade moderada

50-60%

+ de 30 min

queima metabólica

Zona de controle de Peso

60-70%

+ de 60 min

cardiorespiratória

Zona aeróbica

70-80%

8-30 min

aeróbica

Zona de limiar anaeróbico

80-90%

5-6 min

absorção de lactato

Zona de esforço máximo

90-100%

1-5 min

anaeróbico 

VO2 Máximo

    Segundo Barbanti, VO2máx é o volume máximo de oxigênio que o corpo consegue "pegar" do ar que está dentro dos pulmões, levar até os tecidos através do sistema cardiovascular e usar na produção de energia, numa unidade de tempo. Este valor pode ser obtido indireta (através de diferentes testes, cada qual com seu protocolo e suas fórmulas) ou diretamente (pelo teste ergoespirométrico). Mas engana-se quem acha que o VO2máx é uma variável como a freqüência cardíaca, que você pode medir com um frequencímetro. O VO2máx é usado para medir o "condicionamento" e o quão "condicionável" é o indivíduo. Costuma ser o melhor índice fisiológico para classificação e triagem de atletas. E mais, normalmente é genético, não podendo ser melhorado muito acima de 20 ou 30%. Além disso, alguns outros fatores também influem no seu valor, tais como:

  • taxa de gordura. Quanto maior a taxa de gordura do indivíduo, menor seu VO2máx;

  • idade. Quanto maior a idade, menor o VO2máx;

  • musculatura. Quanto maior a musculatura, maior o VO2máx, entre outros.

    Outra coisa que vale a pena ressaltar é que se o indivíduo for sedentário, provavelmente, com o treinamento, poderá ter seu VO2máx melhorado em até 30%. Já um atleta muito bem treinado, mesmo dando continuidade ao seu treinamento, dificilmente conseguirá melhorar seu VO2máx. Ou seja, quanto mais treinado for o indivíduo, menos ele pode melhorar seu VO2max, às vezes nem 1%. Porém, vale lembrar que mesmo sem aumentar seu consumo máximo de oxigênio, o desempenho deste indivíduo pode melhorar.

Limiar lático ou anaeróbio

    Atualmente, muitos cientistas preferem não utilizar o termo Limiar Anaeróbio. Já que isto pouco se deve a uma possível redução de oxigênio. Muito cientista tem utilizado termos diferentes como "Limiar Lático". O termo Limiar Anaeróbio é utilizado para descrever o fenômeno que ocorre com todos os atletas - sendo o máximo esforço ou velocidade em que se produz um nível constante de lactato no sangue. Qualquer aumento acima deste nível tanto em velocidade ou esforço, causará um aumento continuo do lactato ou ácido lático, o que pode eventualmente causar o atleta a encerrar a atividade. O aumento nos níveis de lactato é uma indicação de que algumas fibras musculares não estão sendo capazes de aguentar a carga aerobicamente. Porém outras fibras tem a plena capacidade aeróbia, e estas acabam utilizando o lactato produzido nas fibras de capacidade limitada. Abaixo do Limiar Lático, todo o lactato produzido está sendo utilizado para energia aeróbia. Quando medimos o lactato na corrente sangüínea, estamos medindo a quantidade de lactato em movimento. Grandes quantidades do mesmo acabam se locomovendo para fibras com capacidade aeróbia disponível e acabam sendo convertidas novamente em piruvato e processadas aerobicamente. Acima do Limiar Lático, o mesmo é acumulado devido ao corpo não ser capaz de utilizá-lo.

Limiar ventilatório

    O limiar ventilatório (LV) foi proposto por Wasserman e McIlroy com o propósito de determinar, de forma indireta, a intensidade de esforço em que o lactato no sangue sofre elevação em relação ao valor de repouso, durante teste de esforço progressivo. O exercício realizado nessa intensidade estimula pouco a produção e o acúmulo de ácido lático no músculo, pois tem participação predominante das fibras musculares do tipo I (oxidativas) ou de contração lenta (vermelhas) e que têm grande afinidade pelo oxigênio, pois são cercadas por um maior número de capilares. Jorfeldt sugere que as fibras do tipo I, acionadas em exercício de baixa intensidade, continuamente extraem e oxidam o ácido lático do sangue proveniente das fibras do tipo IIb (brancas) que possuem elevado teor glicolítico anaeróbio. A atividade física realizada utilizando-se a intensidade do exercício no Limiar Ventilatório é de grande utilidade no desenvolvimento da capilarização muscular após exercícios intensos, como em jogos e/ou treinamentos, em indivíduos que estão retornando de lesões musculares e que foram afastados de suas atividades por um longo período de tempo e/ou em indivíduos sedentários que querem iniciar um programa de treinamento físico. Desta forma, a resposta metabólica e ventilatória ao exercício em intensidade até o Limiar Ventilatório, medida pela concentração de ácido lático sanguíneo, varia pouco em relação ao repouso, enquanto a ventilação mantém-se estável. Portanto, o Limar Ventilatório representa a intensidade de esforço acima da qual, durante um exercício de carga crescente, ocorre acúmulo de ácido lático no sangue e fadiga precoce.

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Bibliografia:

  • BARBANTI, Valdir J. Treinamento físico: bases científicas. São Paulo: 1996. CLR Balieiro 3ª Ed.

  • KRAEMER, William J. Treinamento de força para o esporte. (Col.) Trad. Jerri Luiz Ribeiro. – Porto Alegre: Artmed, 2004.

  • WASSERMAN K; MCILROY MB. Detecting the threshold of anaerobic metabolism in cardiac patients during exercise. The American Journal of Cardiology. 1964; 14: 844-852.


  • segunda-feira, 1 de outubro de 2018

    10:37:00

    O treinador no Treinamento Funcional




    O treinamento funcional é um método de trabalho ainda mais dinâmico que os treinos convencionais. Ele é caracterizado por mesclar diferentes capacidades físicas em um único exercício. Assim, o foco passa de um grupo muscular isolado para todo o corpo - os movimentos trabalham a força muscular, a flexibilidade, o sistema cardiorrespiratório, a coordenação motora e o equilíbrio.

    Ele  ganha mais adeptos e se consolida como uma alternativa muito interessante para praticantes de inúmeras atividades físicas, com resultados que ultrapassam aqueles conseguidos por fórmulas obsoletas de treinamento de força.  Muitos profissionais da área da saúde e atividade física ainda possuem a tendência de definir o exercício em termos de seu efeito isolado nos sistemas energético e músculo-esquelético.  Mas a compreensão do funcionamento do sistema nervoso e do processo de aprendizado motor característico do ser humano produz ajustes e mudanças na forma de treinamento, proporcionando aos alunos e pacientes experiências muito mais completas e gratificantes para ambas as partes.

    O treinamento funcional recruta os estabilizadores do corpo para facilitar o movimento. A maioria dos exercícios ajuda a restaurar a função da parede abdominal e a melhorar o tempo de reação. Pessoas já adeptas desse tipo de exercício vão ganhando mais resistência e, à medida que vão evoluindo, podem avançar na complexidade usando plataformas de equilíbrio e bola suíça.

    São realizados muitos exercícios feitos com o peso do próprio corpo, garantindo um trabalho muscular mais intenso e trabalhando os músculos de forma integrada e não isolada, como os treinos de musculação costumam ser. Fazemos muitos saltos, giros, agachamentos e, para alguns deles, utilizamos aparelhos que auxiliam esses movimentos, com menos risco de lesões e aumento de performance

    Existem muitos tipos de habilidades e a compreensão do qual seja a habilidade necessária pode auxiliar um treinador a escolher a melhor abordagem para conduzir o treinamento com seus atletas. Condição importante para a produção de movimentos eficientes e a consequente aplicação efetiva da força é a coordenação intermuscular, característica fisiológica que consiste em criar sinergias musculares para aplicar a força muscular no momento correto, no plano correto e na direção correta. 

    O elemento mais essencial na aquisição de novas habilidades é o feedback, definida como a informação transmitida pelo aluno sobre determinado movimento enquanto é aprendido, podendo ser coletada a partir de fontes internas ou externas.  Nesse contexto o treinador é o agente principal da transformação que levará seus alunos a adquirir novas habilidades.

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    sexta-feira, 28 de setembro de 2018

    12:12:00

    Etapas de treinamento para o Futsal


     


    As etapas de treinamentos ao longo da vida de um atleta de Futsal dependem da intervenção do treinador e os devidos objetivos pré-estabelecidos, que irão desde a preparação inicial até a busca de resultados mais expressivos (aperfeiçoamento) . Veja as etapas a seguir:

    Etapa de preparação preliminar: etapa onde será desenvolvido o aluno como um todo, a sua preparação física e de suas qualidades/capacidades motoras, a idade nessa fase varia de atletas de 8 a 10 anos. Para FILIN (1996) A formação dos hábitos motores é a base necessária para o aperfeiçoamento subsequente dos movimentos racionais e aperfeiçoamento do sistema motor.

    Etapa de especialização inicial: corresponde ao período do treinamento em que as situações específicas da modalidade começam a ser ressaltadas, onde é iniciada na faixa etária de 13 a 15 anos. Para FILIN (1996), o objetivo do treinamento nesta etapa é a preparação física total e o início da formação fundamental da preparação especial, o que vai garantir o sucesso na modalidade escolhida nesse período.

    Etapa de especialização aprofundada: é o período em que todas as capacidades técnicas, físicas e táticas são amplamente ressaltadas, onde nessa fase os atletas estão com 16/17 anos com início da fase adulta. Para MATVEEV (1992) o objetivo do treinamento volta-se ao aproveitamento das potencialidades do atleta, existe um aumento do volume dos treinos, visando o máximo de aproveitamento destes aspectos.

    Etapa de resultados superiores: segundo ZAKHAROV (1992), o objetivo desta etapa é a obtenção de resultados superiores (máximos individuais) em sua modalidade, logo a necessidade da faixa etária ser a partir dos 18 anos, onde será feito a manutenção dos resultados. Acontece uma redução do período de preparação, aumentando o período de competição.

    Etapa de manutenção dos resultados: volta-se a manutenção do potencial adquirido anteriormente, o alto nível dos resultados adquiridos é trabalhado como forma de mantê-los e se necessário melhorá-los, com início da fase adulta após os 18 anos. De acordo com SANTANA (1994), quanto mais complexa a estrutura da atividade competitiva e maior o número de fatores que determinam a sua eficiência, quanto menor a influencia da idade sobre esses aspectos, mais prolongada poderá ser a etapa de manutenção dos resultados.

    Os conteúdos dos treinamentos normalmente são focados em atividades que simulam o jogo oficial, sendo assim, exigem a necessidade de aperfeiçoamento e especialização por parte dos alunos. Os conteúdos devem ser organizados e distribuídos ao longo do período planejado entre o início dos treinamentos e o fim das competições, essa organização é conhecida como periodização do treinamento que pode ser dividida da forma a seguir.

    Macro ciclo - estrutura Mensal de treinamento: segundo Matveev (1992), representa o elemento da estrutura de preparação do atleta e inclui uma série de micro ciclos orientados para a solução das tarefas do macro ciclo de preparação. Em alguns desportos pode-se renovar a forma desportiva não só em períodos anuais como também semestrais ou em períodos de tempo menor.

    Micro ciclo – estrutura semanal: para Gomes (1996), é uma forma de organizar as influências do treino exercido no organismo do desportista durante uma série de dias de treinamentos consecutivos que variam de 03 a 14 dias, sendo quatro tipos de micro ciclos; micro ciclo de treinamento, micro ciclo preparatório de controle, micro ciclo pré-competitivo e micro ciclo competitivo.

        Sessão de treinos: definida por Zakharov (1992), como forma do processo pedagogicamente organizado, ela representa um sistema de exercícios relativamente isolado no tempo, que visa à solução das tarefas de um ciclo da preparação do desportista e pode acontecer uma ou várias vezes no dia, sendo dividida em três partes; parte inicial, parte principal (básica ou fundamental) e parte final.

        A periodização do treinamento desportivo, em especifico para a modalidade de futsal, pode ser entendida como uma divisão organizada das fases do treinamento e os determinados períodos em que se passam, a fim de estabelecer medidas e objetivos que se possam alcançar durante uma temporada, visando sempre os resultados em competições.


    Referências Bibliográficas:

    FILIN, V.P. Desporto juvenil: Teoria e metodologia - Adaptação científica. Antonio Carlos Gomes - 1.ed. Londrina: Centro de informações esportivas, 1996.

    GOMES, J.B. Organização do Jogo e do treino em Futsal. Porto,2006. Dissertação (Mestrado) – Faculdade de Ciências do Desporto e de Educação Física Universidade do Porto.

    MATVEEV, L.P. Treino desportivo: metodologia e planejamento. 1.ed. Guarulhos, 1997.

    ZAKHAROV. A; GOMES AC. Ciência do treinamento desportivo. 1. ed. Rio de Janeiro: Palestra Sport; 1992.

    terça-feira, 18 de setembro de 2018

    10:29:00

    Treinamento desportivo para crianças e jovens



    Resultado de imagem para treinamento desportivo criança

    Cada vez mais crianças e jovens estão em evidência no esporte competitivo, seja na ginástica artística com meninas de 10 anos ou até mesmo no futebol profissional com garotos de 15-16 anos. Considerando a idade que essas "crianças" estão chegando ao topo do esporte nacional e internacional, levanta-se uma questão muito importante: será que o treinamento aplicado aos jovens atletas está de acordo com sua maturação biológica, sem prejudicar a sua carreira futura?

        Neste estudo procurou-se demonstrar os aspectos do desenvolvimento infantil e as características do treinamento para esses jovens.

    "A criança não é uma miniatura do adulto e sua mentalidade não é só quantitativa, mas também qualitativamente diferente da do adulto, de modo que a criança não é só menor, mas também diferente" (CLAPARÈDE, citado por WEINECK, 1991, p. 246). As crianças não são adultos em miniaturas que podem ser programadas para desempenhar atividades fisiológicas e psicológicas potencialmente tão questionáveis (REILLY; BANGSBO; FRANKS, 2000; GALLAHUE; OZMUN, 2001; BOMPA, 2002). As crianças e adolescentes, em comparação com os adultos, ainda se encontram em fase de crescimento, onde surgem inúmeras alterações físicas, psicológicas e psicossociais, que provocam consequências para a atividade corporal ou esportiva (WEINECK, 1991; ASTRAND, citado por TOURINHO FILHO; TOURINHO, 1998). O treinamento aplicado aos adultos não deve ser transferido aos jovens sem as devidas adaptações (REILLY; BANGSBO; FRANKS, 2000).

        "As crianças são quanto ao seu desenvolvimento imaturas e, por isso, faz-se necessário estruturar experiências motoras significativas apropriadas para seus níveis desenvolvimentistas particulares" (GALLAHUE; OZMUN, 2001, p. 107). Segundo HAUBENSTRICKER e SEEFELDT, citado por GALLAHUE e OZMUN (2001), existe uma melhora sistemática na velocidade de corrida de crianças no período médio e no final dos anos da infância. Essa melhora na velocidade de corrida continua na adolescência. Para WILLIAMS, citado por GALLAHUE e OZMUN (2001), o equilíbrio melhora dos 3 aos 18 anos. Apesar das dificuldades de mensuração, é possível concluir que o equilíbrio melhora com a idade na infância e adolescência. A aptidão relacionada à saúde e ao desempenho do adolescente passa por grandes alterações desde o início do período adolescente até o final da adolescência (de 11 até 21 anos) (GALLAHUE; OZMUN, 2001).

        "O comportamento adolescente é essencialmente exploratório e não deve ser considerado sem importância porque ajuda o indivíduo a encontrar o seu lugar na sociedade" (p. 481). Não se deve esperar que os adolescentes demonstrem uma obediência cega à autoridade. Entretanto, uma liderança adulta sensata, modelos positivos de papéis a desempenhar e uma orientação que desenvolva a coragem são essenciais para um processo psicossocial saudável e produtivo de desenvolvimento desses anos tumultuados (GALLAHUE; OZMUN, 2001). "... alguns comportamentos modelares de mentores respeitados são promissores como técnicas eficientes para inspirar alterações comportamentais em adolescentes" (CARNEGIE REPORTE, citado por GALLAHUE; OZMUN, 2001, p. 484).

        Segundo COAKLEY, citado por GALLAHUE e OZMUN (2001), o esporte pode desenvolver o comportamento moral pelas inúmeras emoções e situações imprevisíveis que surgem. O esporte fornece um ambiente favorável para ensinar os valores de honestidade, lealdade, autocontrole e de justiça (GALLAHUE; OZMUN, 2001).

        De acordo com CLARK, citado por ISAYAMA e GALLARDO (1998), o desenvolvimento motor possui seis estágios: 1 - reflexivo; 2 - pré-adaptativo; 3 - de habilidades motoras fundamentais; 4 - de habilidades motoras específicas do contexto; 5 - habilidosa; 6 - compensatória.

        A progressão de um período para outro vai depender das mudanças nas restrições críticas, em que as habilidades e as experiências adquiridas no período anterior servem como base para a aquisição de habilidades posteriores. No entanto, para esse modelo, as idades dadas para cada período são apenas estimativas; a ordem dos períodos é que é significante, e não a idade proposta.

        "Cada faixa etária tem suas tarefas didáticas especiais, bem como particularidades específicas do desenvolvimento. A oferta de estímulos e aprendizagens deve ser regulada pela fase sensitiva" (p. 263). Deve ser salientado que coordenação (técnica) e condição devem ser sempre desenvolvidas paralelamente, mas com o peso correspondente (WEINECK, 1991).

        Com a queda no aprendizado de novas habilidades coordenativas na pubescência, devido a fatores de crescimento e desenvolvimento, deveria ser dada ênfase no aperfeiçoamento e fixação de sequências motoras já dominadas e técnicas esportivas. Na adolescência ocorre uma estabilização geral da condução de movimentos, uma melhora da capacidade de controle, de adaptação, de reorganização e de combinação (MEINEL, citado por WEINECK, 1991).

        Para WEINECK (1991), a adolescência começa normalmente aos 14/15 anos nos meninos e vai até 18/19 anos. A adolescência forma o fim do desenvolvimento da criança para o adulto, caracterizada pela diminuição de todos os parâmetros de crescimento e desenvolvimento. Ocorre uma harmonização das proporções, o que é favorável em relação a uma melhora das capacidades coordenativas.

        Pode ser treinada nessa fase com máxima intensidade as capacidades condicionais e coordenativas, apresentando uma fase de melhoras elevadas no desempenho motor (WEINECK, 1991). Para o treinamento, essa fase apresenta melhoras, pois ocorre um equilíbrio psicológico. Ele deve ser atribuído à estabilização da regulação hormonal que ainda mostrava turbulentas alterações na fase anterior: os mecanismos de controle neuro-humorais hipotálamo-hipofisários sofrem um acerto definitivo. Ao contrário da fase anterior, agora apenas quantidades grandes de hormônios acionam os receptores do centro de regulação do hipotálamo (DEMETER, citado por WEINECK, 1991). Com as proporções equilibradas, a psique estabilizada, a maior intelectualidade e a melhor capacidade de observação fazem da adolescência a segunda "idade de ouro" da aprendizagem (WEINECK, 1991). Aos 16 anos muitos desses conflitos desaparecem; a necessidade de independência transforma-se num calmo desejo de emancipação. As ideias de desenvolvimento profissional, família, casamento são tangíveis e debatidas nessa fase (SANSTRÖM, 1975).

        "A adolescência deveria ser aproveitada para o aperfeiçoamento das técnicas específicas da modalidade esportiva e para a aquisição da condição específica da modalidade esportiva" (WEINECK, 1991, p. 263).

        No conjunto esta fase apresenta um bom período para a aprendizagem motora - nos jovens do sexo masculino é mais acentuada que nas jovens -, que possibilita um treinamento coordenativo ilimitado em todas as modalidades esportivas (WEINECK, 1991).

        Segundo ROWLAND, citado por VILLAR e DENADAI (2001), na fase pré-pubertária e pubertária, a maturação biológica pode diferir para a mesma idade cronológica.



    Treinamento



        O treinamento tem como principal objetivo causar adaptações biológicas destinadas a aprimorar o desempenho numa tarefa específica (McARDLE; KATCH; KATCH, 1991).

        "A elaboração metodológica tem assentado nas dominantes condicionais do treino desvalorizando-se as vertentes de índole coordenativa" (SANTOS, 1992, p. 105).

        A demonstração facilita o aprendizado, pois instruir e depois demonstrar minimiza instruções mais complexas. A demonstração apresenta particularidades que reduzem a incerteza na execução de uma habilidade motora (TONELLO; PELLEGRINI, 1998). LANDERS, citado por TONELLO e PELLEGRINI (1998) realizou um estudo comprovando que a demonstração deve ser apresentada antes e durante a execução da tarefa.

        TONELLO e PELLEGRINI (1998) afirmam ainda que a informação visual tem uma importância fundamental no comportamento motor humano e, em específico, no processo de ensino-aprendizagem de habilidades motoras. Os atletas aprendem mais a ver e fazer, do que a ouvir (McGOWN, 1991).

    Os treinadores deveriam utilizar dois métodos de ensino: a demonstração e a instrução verbal. Alguns estudos comprovam que a aprendizagem é mais eficiente ao se utilizarem várias demonstrações, mas somente a demonstração não é suficiente, por isso se utiliza a instrução ou palavras-chave. Esse recurso tem quatro funções a desempenhar: concentrar a informação; reduzir o número de palavras, diminuindo a exigência de processamento de informação; focalizar a atenção do praticante no que é importante, e auxiliar a memória. Isso conclui que o ideal é fazer uma perfeita combinação entre a demonstração e a utilização de palavras-chave (McGOWN, 1991).

        O processo de aprendizagem é influenciado por um conjunto de variáveis, sendo a prática do indivíduo uma das mais importantes. Para GODINHO, MENDES e BARREIROS (1995), uma dessas variáveis que tem importância fundamental no aprendizado, além da prática, é o feedback.



    Treinamento Físico



    O treinamento físico é definido por BARBANTI (2003, p. 595) como o "tipo de treinamento cujo objetivo principal é desenvolver as capacidades motoras (condicionais e coordenativas) dos executantes, necessárias para obter rendimentos elevados, e que se faz através dos exercícios corporais". Durante a iniciação geral e os períodos de preparação, deve-se utilizar a preparação física geral (KUNZE, 1987).

        Ao se referir à criança ou adolescente e exercício, faz-se necessária uma classificação pela idade biológica, pois possibilita distinguir, de forma mais clara, as adaptações morfológicas e funcionais resultantes de um programa de treinamento das modificações observadas no organismo, decorrentes do processo de maturação, principalmente intensificado na puberdade (TOURINHO FILHO; TOURINHO, 1998). De acordo com GOLOMAZOV e SHIRVA (1996), a idade cronológica em muitos casos não coincide com a motora. Os ritmos de amadurecimento são muito individuais.

        Segundo BOMPA (2002); BAR-OR, citado por VILLAR e DENADAI (2001), os programas de treinamento devem ser elaborados de acordo com o estágio de maturação da criança e não de acordo com a idade cronológica, pois as exigências e necessidades individuais variam bastante. Crianças de mesma idade cronológica podem diferir em anos com relação à maturação biológica.

    As crianças evoluem de forma diversa. A proporção de crescimento de ossos, músculos, órgãos e sistema nervoso é diferente em cada estágio maturacional, e esses desenvolvimentos determinam a capacidade fisiológica e de desempenho. Portanto, o programa de treinamento precisa levar em consideração essas diferenças individuais e o potencial de treinamento (BOMPA, 2002).

    A avaliação maturacional pode ser usada para identificar períodos de crescimento rápido e para justificar reduções no regime de treinamento em longo prazo. Pode auxiliar na redução de lesões, servindo como base na preparação (GALLAHUE; OZMUN, 2001).

    "A idade biológica refere-se ao desenvolvimento fisiológico dos órgãos e dos sistemas no corpo que ajuda a determinar o potencial fisiológico, tanto no treinamento como na competição, para a obtenção de alto nível de performance". Deve-se levar em consideração a idade biológica na classificação, seleção e treinamento de atletas (BOMPA, 2002, p. 14). "... os programas de treinamento infantis devem considerar a dinâmica de crescimento e desenvolvimento para cada estágio" (BOMPA, 2002, p. 116). O princípio da preparação física implica na utilização de variados métodos e de exercícios físicos para obter um efeito positivo em todos os órgãos do corpo (BOSCO, 1994).

    Estudo realizado por CUNHA (2003) com equipes de futebol da categoria juvenil, compostas de meninos na faixa etária entre 15 e 17 anos, identificou que apenas 43% das equipes estudadas realizam uma avaliação maturacional nos atletas dessa categoria.

    Após a determinação das características biológicas de cada indivíduo, inicia-se o planejamento das atividades. De acordo com BOMPA (2002) as cargas de treinamento devem aumentar gradativamente com a idade e com a progressão dos treinamentos. A duração das sessões de treino pode aumentar do início até o fim da temporada, quando atingirem por volta de noventa minutos; os treinamentos devem ser variados para se evitar um desgaste psicológico e a fadiga prematura. O aumento progressivo da carga inclui um aumento do número e da repetição dos exercícios, porém é importante observar o tempo de descanso após o aumento das repetições. Outro aspecto relevante é o aumento da frequência de treinamento: o ideal é de duas a quatro sessões para cada jogo, pois assim haverá um desenvolvimento maior dos atletas durante os treinamentos do que nos jogos, isso no caso específico do futebol. Ainda conforme o estudo realizado por CUNHA (2003), as equipes de futebol juvenil paulistas realizam cinco ou seis sessões de treino por semana e com relação a preparação física, a sessão de treino dura em média 62 minutos.

        Segundo McARDLE, KATCH e KATCH (1991, p. 284), "ainda não foi identificada uma duração limiar por sessão capaz de induzir aprimoramentos cardiovasculares ideais. Esse limiar depende de muitos fatores, que incluem o trabalho total realizado, a intensidade do exercício, a frequência do treinamento e o nível inicial de aptidão".

        Com relação à frequência do treinamento, alguns investigadores, citados por McARDLE, KATCH e KATCH (1991), relatam que constitui um fator importante capaz de induzir a aprimoramentos cardiovasculares, porém outros afirmam que esse fator é menos importante que a intensidade e a duração do exercício. Treinar menos de dois dias por semana, em geral não produz alterações adequadas na capacidade aeróbia ou anaeróbia e na composição corporal.

    O potencial esportivo de uma criança depende de seu desenvolvimento físico e mental (BOMPA, 2002).

        Para GONCALVES (1998), os principais fatores que devem ser considerados no programa de preparação física para o futebol, são:

    - Aumentar a capacidade do sistema respiratório (aeróbio e anaeróbio);

    - Aumentar o volume de bombeamento sanguíneo pelo coração e o sistema circulatório;

    - Hipertrofiar os músculos necessários;

    - Aumentar a força dos grupos musculares necessários e suas relações com tendões e ligamentos;

    - Diminuir a presença do ácido lático muscular durante e depois da atividade do futebol.



        Treinamentos seletivos para os esportes não são necessários antes da fase pré-púbere de desenvolvimento. A recomendação é não aplicar uma organização formal de atividades no contexto do jogo por diversão, adquirindo assim habilidades motoras (REILLY; BANGSBO; FRANKS, 2000).

    O treinamento individualizado é importante, mas deveria começar após a maturidade completa (DI SALVO; PIGOZZI, 1998), pois após a puberdade inicia a etapa de preparação física intensa e desenvolvimento das capacidades individuais (GOLOMAZOV; SHIRVA, 1996). O período pubertário será o ideal para proporcionar o desenvolvimento da força rápida e da potência. Cuidados devem ser tomados, pois o exercício anaeróbio exige uma elevada solicitação de ossos, articulações e tecidos moles (músculos, tendões etc.). Isso pode ocasionar lesões nos jovens em desenvolvimento (ALMEIDA, 2002).

        A especialização no esporte de alto nível é necessária, mas ela deveria ocorrer o mais tarde possível e com base numa estrutura de treinamento adequada ao desenvolvimento, que propiciará uma aquisição adequada das habilidades e um desenvolvimento harmonioso do jovem (WEINECK, 1991). Relatos de um estudo russo concluíram que a especialização esportiva não deve começar antes da idade de 15 ou 16 anos na maioria dos esportes (BOMPA, 2002).

    O autor afirma ainda que após um desenvolvimento multilateral no início da vida atlética, os jovens atingem o período de treinamento especializado entre 15 e 18 anos, podendo assim atingir o ápice esportivo futuramente. Mesmo durante a etapa de especialização do desenvolvimento, os atletas devem dedicar apenas de 60 a 80% do tempo de treinamento a atividades específicas da modalidade.

    No estágio da especialização (15 - 18 anos), deve-se monitorar o volume e a intensidade do treinamento, para que os jovens evoluam com pequeno risco de lesões. Alguns aspectos são importantes nesta fase (BOMPA, 2002):

    - Aumentar o volume de treinamento para repetições e exercícios específicos a fim de facilitar o aprimoramento do desempenho.

    - Envolver sempre que possível os atletas no processo de tomada de decisões;

    - O desenvolvimento da força deve começar a atingir os objetivos da modalidade específica;

    - Aumentar progressivamente o volume e a intensidade do treinamento anaeróbio;

    - Prática do treinamento mental. Exercícios que desenvolvam concentração, atenção, pensamento positivo, autoregulação, visualização e motivação, a fim de melhorar o desempenho na modalidade.

    Na maioria dos esportes de potência e velocidade, a especialização deve ocorrer no final do período de estirão de crescimento na adolescência (BOMPA, 2002).

    Devido ao grande número de exercícios e ao excessivo número de repetições, a introdução de uma variabilidade de atividades e habilidades no processo de aprendizagem e treinamento não só contribuirá para a prevenção de lesões, como para evitar o tédio e o desgaste psicológico dos jovens (BOMPA, 2002). Cargas intensas e monótonas podem ocasionar um desgaste psicológico, como na utilização acentuada de treinamentos não adequados à idade - grande motivo de desistência do esporte. A falta de formação múltipla do organismo acarretará em prejuízo para a obtenção de habilidades futuras (WEINECK, 1991). Segundo MEDLER, citado por WEINECK (2000), deve-se ter cuidado no treinamento ministrado para crianças e adolescentes para serem evitados os momentos de monotonia e enfado, assim como os momentos de dor e de sofrimento que se relacionam com o treinamento da resistência aeróbia. A especialização precoce nas categorias menores (infantil e juvenil), apesar de se obterem bons resultados no princípio, deve ser observada com cuidado, pois poderá levar ao encurtamento da vida profissional do atleta. O uso de cargas específicas antes do momento oportuno gera estresse físico e emocional acentuado, podendo afastar os jovens dos treinamentos e competições (FILIN e VOLKOV, citado por AUGUSTI, 2001). MATVEEV, citado por AUGUSTI (2001) também concorda que a especialização precoce fará que o jovem, ao chegar à fase adulta, não será mais capaz de desenvolver e atingir os bons resultados que obteve durante a infância.

    Para não ocorrer uma especialização prematura, devem ser considerados os aspectos do treinamento adequado à idade e ao desenvolvimento, ou seja, a capacidade da criança suportar carga é limitada, podendo ocorrer desgaste prematuro de cartilagem, ossos, tendões e ligamentos. Superexigência funcional pode acarretar em redução da amplitude da articulação, com respectiva sobrecarga dos segmentos articulares, ocasionando prejuízo no processo de treinamento (WEINECK, 1991).

    A especificidade excessiva no treinamento pode resultar em lesões por overuse. Para ALMEIDA (2002), as lesões por overuse são características de esportes anaeróbios que requerem períodos de atividade de potência máxima ou quase máxima. Outro risco que pode ocorrer na especificidade excessiva, segundo BOMPA (2002), é o desequilíbrio entre os músculos agonistas e antagonistas do movimento específico. A utilização de novos exercícios desenvolverá também a agilidade e a coordenação, auxiliando no processo de aquisição de novas habilidades e evitando lesões por esforços repetitivos.

        Outro aspecto importante na programação esportiva é a nutrição dos atletas. Para GONCALVES (1998), os atletas necessitam de uma dieta balanceada, baseada em nutrientes necessários para a requisição diária do organismo e a performance nas atividades. REILLY (1997) afirma que a nutrição adequada, verificada por meio dos índices iniciais de glicogênio muscular, é um aspecto que pode diminuir a fadiga.



    Conclusão



    Pode-se concluir que o treinamento tanto técnico, como tático ou físico fornecido a crianças e jovens deve ser muito bem estudado, elaborado e conduzido por treinadores e preparadores físicos. As características biológicas e maturacionais devem ser levadas em consideração na programação do treinamento. Um erro muito comum encontrado em treinamentos em equipes de competição relaciona-se ao fornecimento da mesma carga e intensidade para todos os atletas, isso é um erro muito grave que poderá acarretar problemas futuros aos jovens atletas.

    Portanto, não se pode esquecer a afirmação que se encontra logo no início deste artigo: "As crianças não são adultos em miniaturas...".

    Somente a observação criteriosa de todos esses fatores durante o treinamento, poderá obter o máximo rendimento de um jovem desportista, sem prejudicar o seu desenvolvimento físico harmonioso e consequentemente sem prejudicar sua carreira.

    Com isso, procura-se auxiliar os profissionais que ministram e orientam os treinamentos para crianças e jovens há elaborar programas que sejam adequados a cada faixa etária e nível de maturação. Segundo CUNHA (2003) muitos treinadores e preparadores físicos não utilizam métodos mais científicos durante o treinamento devido a problemas estruturais em seus clubes.

    Referências Bibliográficas

    ALMEIDA. M. Os jovens e a performance anaeróbia. Treino Desportivo, Lisboa, n. 20, p. 18-25, out. 2002. (Número Especial).

    AUGUSTI, M. Treinamento de endurance para crianças e adolescentes. In: Revista Digital, Buenos Aires, ano 7, n. 37, jun. 2001. Disponível em: <www.efdeportes.com>. Acesso em: 15 nov. 2001.

    BARBANTI, V. J. Dicionário de Educação Física e Esporte. 2. ed. Barueri: Manole, 2003. 634 p.

    BOMPA, T. O. Treinamento Total para Jovens Campeões. Tradução de Cássia Maria Nasser. Revisão Científica de Aylton J. Figueira Jr. Barueri: Manole, 2002. 248 p.

    BOSCO, C. Aspectos fisiológicos de la preparación física del futbolista. Revisão e Adaptação de Jordi Mateo Vila. 2. ed. Barcelona: Paidotribo, 1994.

    CUNHA, F. A. Estudo do treinamento físico aplicado à categoria juvenil (sub-17) em equipes de futebol do Estado de São Paulo. 2003. 138f. Dissertação (Mestrado) - Universidade Guarulhos, Guarulhos. 2003.

    DI SALVO, V.; PIGOZZI, F. Physical training of football players based on their positional rules in the team. The Journal of Sports Medicine and Physical Fitness, [S.l., s.n.], v. 38, p. 294-297, dez. 1998.

    GALLAHUE, D. L.; OZMUN, J. C. Compreendendo o desenvolvimento motor: bebês, crianças, adolescentes e adultos. Tradução de Maria Aparecida da Silva Pereira Araújo. São Paulo: Phorte, 2001. 641 p.

    GODINHO, M; MENDES, R; BARREIROS, J. Informação de retorno e aprendizagem. Revista Horizonte, Lisboa: [s.n.], v. XI, n. 66, p. 217-220, mar./abr. 1995.

    GOLOMAZOV, S.; SHIRVA, B. Futebol: treino da qualidade do movimento para atletas jovens. Adaptação Técnica e Científica de Antonio Carlos Gomes e Marcelo Mantovani. São Paulo: FMU, 1996.

    GONCALVES, J. T. The Principles of Brazilian Soccer. Spring City: Reedswain, 1998. Cap. 5, p. 63-85.

    ISAYAMA, H. F.; GALLARDO, J. S. P. Desenvolvimento motor: análise dos estudos brasileiros sobre habilidades motoras fundamentais. Revista de Educação Física/UEM, Maringá: UEM/DEF, v. 9, n. 1, p. 75-82, 1998.

    KUNZE, A. Futebol. Tradução de Ana Maria de Oliveira Mendonça. Revisão Científica de Eduardo Vingada. Colecção Desporto n. 10. Lisboa: Estampa, 1987. Cap. 6, p. 129-141. (Condição Física).

    McARDLE, W. D.; KATCH, F. I.; KATCH, V. L. Fisiologia do Exercício: Energia, Nutrição e Desempenho Humano. Tradução de Giuseppe Taranto. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1991. 510 p.

    McGOWN, C. O Ensino da técnica desportiva. Treino Desportivo, Lisboa: [s.n.], II série, n. 22, p. 15-22, dez. 1991.

    REILLY, T. Energetics of high-intensity exercise (soccer) with particular reference to fadigue. Journal of Sports Sciences, [S.l.]: E. & F.N. Spon, v. 15, p. 257-263, 1997.

    REILLY, T.; BANGSBO, J.; FRANKS, A. Anthropometric and physiological predispositions for elite soccer. Journal of Sports Sciences, [S.l.]: Taylor & Francis, v. 18, p. 669-683, 2000.

    SANDSTRÖM, C.I. A Psicologia da Infância e da Adolescência. Tradução de Álvaro Cabral. 5. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1975. 289 p.

    SANTOS, J. A. R. Preparador Físico: Realidade, logro ou utopia? Revista Horizonte, Lisboa: [s.n.], v. IX, n. 51, p. 101-112, set./out. 1992.

    TONELLO, M. G. M.; PELLEGRINI, A. M. A utilização da demonstração para a aprendizagem de habilidades motoras em aulas de Educação Física. Revista Paulista de Educação Física, São Paulo: Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo, v. 12, n. 2, p. 107-114, jul./dez. 1998.

    TOURINHO FILHO, H.; TOURINHO, L. S. P. R. Crianças, adolescentes e atividade física: aspectos maturacionais e funcionais. Revista Paulista de Educação Física, São Paulo: Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo, v. 12, n. 1, p. 71-84, jan./jun. 1998.

    VILLAR, R.; DENADAI, B. S. Efeitos da idade na aptidão física em meninos praticantes de futebol de 9 a 15 anos. Motriz, Rio Claro: Departamento de Educação Física do Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista, v. 7, n. 2, p. 93-98, dez. 2001.

    WEINECK, J. Biologia do Esporte. Tradução de Anita Viviani. Verificação Científica de Valdir Barbanti. São Paulo: Manole, 1991. Cap. 5, p. 245-318.

    ______. Futebol Total: o treinamento físico no futebol. Tradução de Sérgio Roberto Ferreira Batista. Verificação Científica de Francisco Navarro e Reury Frank P. Bacurau. Guarulhos: Phorte, 2000. 555 p.

    Publicado em 14/12/12 e revisado em 18/09/18


    08:36:00

    Como treinar o salto no basquete

    Resultado de imagem para basquete

    Aprender a saltar mais alto no basquete poderia ser a única coisa que o coloca acima de tudo sua concorrência. Por que ir ao tribunal todos os dias e praticar suas habilidades se você não está indo para colocar em algum tempo melhorar o seu salto vertical?

    Muitos caras pensam que se jogar basquete todos os dias eles vão naturalmente aprender a saltar mais alto. Isto é verdade para grau leve e vai ajudar a sua capacidade de saltar um pouco. Mas para realmente separar-se de outros jogadores que você precisa seguir um programa bem organizado de salto. Antes que você vá tornar-se um programa de salto deixe-me dar algumas dicas sobre como criar a melhor possível.

    Jumping é uma combinação de velocidade e força nas pernas, por isso você precisa se certificar de que a sua formação hits ambas as áreas, da mesma forma.

    Primeiro você precisa perceber o que está impedindo o salto maior agora. Você tem as pernas muito forte, mas a falta de velocidade ou o contrário? Talvez suas pernas são fracas em ambas as áreas. De qualquer forma, você pode superar esta treinando as pernas adequadamente.

    Como você sabe se seus pés estão faltando a força necessária?

    A fim de determinar a sua força na perna, você precisa fazer alguns agachamentos. Se você não tiver feito agachamento antes por favor tem alguém analisar o formulário para que você não se machucar. Coloque o seu peso sobre a barra e agachamento é 6 vezes em 6 segundos. Isso deve ser muito fácil de fazer e se não for, você está faltando força nas pernas e precisa se concentrar principalmente na força do pé um pouco antes de fazer o treinamento do salto. Você quer ser capaz de agachamento 1,5 vezes o seu peso 6 vezes em 6 segundos.

    segunda-feira, 17 de setembro de 2018

    14:04:00

    Melhore seu nado de Costas na Natação


    Aprender o nado costas é relativamente simples. A técnica consiste, basicamente, no batimento de pernas constante e na rotação alternada dos braços, que têm uma fase de propulsão dentro da água e outra de recuperação, a fase aérea. Para nadar costas o praticante deve saber flutuar. Este é um exercício que deve ser ensinado durante os primeiros contatos com a água, ou seja, na chamada fase de adaptação.

    Mas para que você melhore a técnica, alguns pontos são essenciais. Primeiro saiba que a sua posição deve ser o mais horizontal possível. Além disso, aposte em exercícios educativos, que desempenham um papel muito importante na natação.

    Veja dicas para melhorar performance seu nado costas:

    • Se as suas pernas se cansarem de muito chutar, faça-o de 4 a 5 vezes por braçada, ao invés de fazê-lo de 4 a 7 vezes; em seguida, ao estar mais descansado, volte ao ritmo normal tão rápido quanto possível.
    • Todos os tipos de nado usam principalmente os músculos anteriores. O nado de costa se concentra no uso dos músculos posteriores. Flexionar as costas, mantê-las arqueadas e empurrar as omoplatas em conjunto e para baixo é essencial no desenvolvimento de um nado eficiente.
    • Se houver bandeiras próximo à extremidade da piscina, conte as braçadas durante a prática para saber quantas serão necessárias delas à borda. Subtraia 2 desse valor e efetue o giro nesse ponto para completar a volta. Exemplo: Eu levo 5 braçadas desde as bandeiras até alcançar a borda e, por isso, na minha terceira eu faço o giro e completo a volta.
    • O nado de costas é um nado de eixo longo. Isso significa que o corpo gira em um eixo imaginário que começa na coroa da cabeça e segue por toda a coluna vertebra.
    • Assegure-se de gerar rotação idêntica em cada um dos lados.
    • Mantenha o pescoço tão relaxado quanto possível. Se ele se tornar tenso e contraído, incline a cabeça levemente para trás para relaxá-lo.
    • Mantenha a cabeça estável. Durante o nado, ela deve estar voltada diretamente para o céu.
    • Toda e qualquer rotação deve começar com o quadril. Use os músculos posteriores do quadril para girar o tronco e os ombros na água.
    • Não permite à cabeça ir para frente e para trás.
    • Gire todo o corpo para trás e para frente como uma unidade. Não permita que os ombros e quadris girem independentemente um do outro.
    • Ao terminar a recuperação, os braços não entram na água diretamente sobre a cabeça. Eles devem entrar em um ângulo de 45 graus em relação ao corpo. Em um relógio analógico, se a sua cabeça está na posição de 12 horas, os braços devem entrar na água às 11 e 13 horas.
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    segunda-feira, 3 de setembro de 2018

    09:07:00

    Treinamento Cardio e a Musculação

    O treino cardiovascular é baseado em exercícios que proporcionam diferentes benefícios para o corpo, especialmente no que diz respeito à saúde cardiovascular prevenindo vários fatores de risco deste tipo de doenças. No treinamento físico, é responsável pela resistência e base da preparação física.

    Há uma grande variedade de exercícios de cardio, mas, em geral, todos eles caem em uma das três categorias. Provavelmente, o mais conhecido é, o treinamento aeróbico lento e estável, que inclui atividades como caminhada rápida, corrida, ciclismo e remo.

    Na extremidade oposta estão os exercícios anaeróbicos, que consistem em piques intensos e curtos de energia. Sprints e treinamento intercalado de alta intensidade – piques curtos e alternados e repetidos de energia em baixa intensidade – se enquadram nesta categoria.

    O terceiro tipo de treinamento cardio entra no meio das duas categorias anteriores, equilibrando atividades aeróbicas e anaeróbias para alcançar seus objetivos fitness.

    Se o objetivo do treino cardiovascular for de hipertrofia ou condicionamento físico geral, o ideal é praticar a atividade aeróbica após a musculação para um melhor aproveitamento das fontes energéticas. O treino cardiovascular depois do treino de musculação proporciona uma maior libertação da hormona de crescimento, que não só estimula a queima de gordura, como também a recuperação do tecido muscular. Porém, se o foco do treino for para preparação de corridaas de rua, meia maratona, triátlon, ciclismo, dentre outras, o melhor é que o treino aeróbico seja feito antes do treino muscular.

    Quer crescer? Treine primeiro a musculação

    O glicogênio é o combustível fundamental para os músculos funcionarem.

    Quando você realiza um treino cardiovascular longo ou intenso primeiro, pode esgotar parte importante desta reserva de energia que será usada pelos seus músculos posteriormente. Assim, sua musculatura poderá ficar fatigada no momento da musculação, não atingindo a intensidade ideal e ainda possibilitando a ocorrência de lesões.

    Outra variação entre as duas atividades diz respeito à síntese proteica, essencial para a construção da massa muscular. Uma pesquisa recente, realizada pela Universidade da Califórnia, comprovou ainda mais benefícios do treino cardiovascular para os praticantes de musculação. Segundo o estudo, o cardio é capaz de acelerar a recuperação muscular.

    Quer melhorar a resistência? Treine o Cardio primeiro!

    Por outro lado, pessoas que treinam para corridas e provas de resistência devem valorizar o treino aeróbico em primeiro lugar. Como o fundamental nestas competições não é a força muscular, o atleta não precisa poupar glicogênio para a hipertrofia.

    Através do treino aeróbico, o praticante melhora a distribuição de oxigênio pelo corpo, condicionando para uma atividade de longa duração.

    Portanto não existe uma regra para que o um treino se sobreponha ao outro. Caso contrário não existiria vários protocolos de intensidades diferentes. O que existe são momentos oportunos para prescrever o modelo de treino correto para o estado de condicionamento atual do seu aluno. Por isso a grande importância de um acompanhamento profissional.

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    quarta-feira, 22 de agosto de 2018

    18:08:00

    Todas as informações que você precisa antes do Campeonato brasileiro de kickboxing de 2018


    Tem sido um grande ano para os fãs de kickboxing, com 37 eventos da WAKO (Associação Mundial de Organizações de Kickboxing) tendo sido realizados e treze eventos que ainda estão para acontecer até o final do ano

    O Campeonato brasileiro de kickboxing de 2018 é o próximo evento e é o último campeonato que permite que os participantes das Américas do norte e do sul se qualifiquem para o Campeonato pan-americano de kickboxing no final de outubro.

    Como na maioria dos campeonatos de kickboxing, o Campeonato brasileiro de kickboxing permite que lutadores de todas as modalidades e estilos compitam, garantindo que todos os diferentes tipos de kickboxing sejam representados de forma justa.

    Chegando ao torneio, Alex Pereira deve causar uma grande impressão- Ele é um dos favoritos nos sites de apostas online. Alex é um dos competidores mais reconhecidos no esporte e atualmente é considerado o peso médio número um do mundo. Originalmente pugilista, ele mudou para o kickboxing em 2009 depois de desistir de sua carreira como boxeador.

    Desde a transição, Alex Pereira se tornou um dos competidores mais reconhecidos do esporte. Apesar de ter se tornado kickboxer em 2009, ele ganhou destaque em 2013, quando se tornou campeão pan-americano da WAKO Pro. Desde essa vitória em 2013, Alex Pereira passou a ganhar várias honras e atualmente detém os títulos WGP Kickboxing de peso pesado Júnior e Glory Kickboxing de peso médio. Sua vitória mais recente aconteceu no mês passado quando ele derrotou Yousri Belgaroui ao defender seu título do Campeonato Glory de peso médio.

    Com o campeonato de kickboxing se aproximando rapidamente, este infográfico foi criado para fornecer todas as informações essenciais que você precisará saber sobre a competição. Será a primeira vez em vários anos que a competição acontecerá em Curitiba, por isso, este infográfico mostra para onde ir e também dá uma ideia do tipo de prêmio em dinheiro pelo qual os competidores lutarão.


    segunda-feira, 20 de agosto de 2018

    09:00:00

    Quais são as lesões mais comuns em atletas de alto rendimento?

     


    Luxação, entorse e rupturas, são a mesma coisa? Não são a mesma coisa. Os problemas atingem todos os tipos de pessoas, mas principalmente, atletas de alta performance, já que estão mais expostos aos limites do corpo durante treinos e competições.

    As principais causas de lesões esportivas costumam estar associada à fadiga pela sobrecarga muscular em treinamentos, alta frequência de jogos, como em uma competição curta como o mundial, e quando há lesões não tratadas adequadamente. É importante que o atleta conheça seus limites e tenha um acompanhamento médico e de um profissional de educação física para realizar suas atividades. Assim, ele evita lesões desnecessárias e se recupera melhor quando for o caso.

    Para entender os diferentes tipos de lesões e quais são as mais comuns em atletas, listamos abaixo os danos que o corpo pode sofrer com as lesões. Confira!

    Contusões: São as lesões mais comuns entre os atletas, principalmente em esportes de contato físico. São lesões geralmente leves, de fácil tratamento e rápida recuperação, normalmente sem sequelas. Porém, em casos de trauma de maior energia, que são mais graves, podem causar rupturas dos músculos da região atingida, como na coxa por exemplo, e levar o atleta a um período maior de recuperação. Na gíria do futebol são as "paulistinhas" ou o "tostão".

    Entorses: São as lesões com ruptura de ligamento de uma articulação em consequência de um trauma torcional como quando o pé está apoiado no chão e a perna sofre uma rotação brusca e, por exemplo, causa a lesão no ligamento do joelho que foi "forçado". Existe também a possibilidade do comprometimento do ligamento tornar-se crônico. O tratamento indicado depende do ligamento que se rompeu. Pode ser necessária a reconstrução cirúrgica, especialmente em atletas. Os entorses de tornozelo são os mais frequentes.

    Fraturas: Normalmente, a fratura ocorre por trauma direto ou indireto como nas quedas, golpes diretos e indiretos aplicados de maneira indevida. As fraturas podem ser geradas pelo estresse que acontece em casos de estímulo sucessivo e repetitivo sem o tempo adequado de recuperação. Por conta disso, o osso lenta e progressivamente apresenta uma fratura pela quebra prevalecer sobre a reconstrução. Por serem de diagnóstico mais difícil pela presença tardia de sintomas, essas fraturas são, por vezes, até mais complicadas de serem tratadas. Além disso, as recidivas são frequentes.

    Luxação: É consequência do rompimento de ligamentos que mantêm a relação que existe entre os ossos de uma articulação. Quando ocorre a lesão, é como se houvesse um "desligamento" da articulação com perda total da função. As luxações são graves e precisam de atendimento médico imediato. A articulação deve ser restabelecida prontamente para minimizar os possíveis danos que podem ser irreversíveis, no caso de demora do atendimento.

    Estiramento ou ruptura muscular: Os estiramentos dos músculos são caracterizados pelo rompimento das suas fibras durante a execução errada de um movimento nos esportes. Podem ser leves ou graves, dependendo da energia que a causou. Se leve, a dor pode permitir que o esforço continue e a lesão aumentar. As mais graves são incapacitantes e obrigam o atleta a parar.

    Quer saber mais sobre Fisioterapia no Esporte? Acesse o blog de Fisioterapia Desportiva do Faça Fisioterapia.

    quinta-feira, 26 de julho de 2018

    15:48:00

    Treinamento de Natação para Crianças




    A prática da natação aliada à estimulação de habilidades, respeitando as fases sensíveis da formação, a individualidade de cada um e o ensino adequado e programado, proporciona o desenvolvimento multilateral da criança, contribuindo para sua formação geral bem como para o aprendizado de uma modalidade esportiva que ele poderá praticar no decorrer da vida, seja para o esporte ou para outras finalidades

    Antes de iniciar um treinamento especializado infantil é de fundamental importância que algumas orientações sejam seguidas a fim de que o trabalho seja desenvolvido adequadamente, de modo que não venha prejudicar a saúde da criança.

    Portanto, os técnicos de natação e consequentemente os clubes devem ser responsáveis por considerar os aspectos científicos na preparação de treinamentos para crianças.

    A frequência semanal dos treinos, bem como a aplicação do volume e da intensidade dos treinamentos, são pontos a serem considerados a fim de se evitar um desenvolvimento antecipado do potencial atlético de crianças. Neste sentido, TERRA (1990) defende que se o estímulo dado à criança for adequado, considerando suas limitações físicas, emocionais, sociais e intelectuais, a natação irá sem dúvida lhe proporcionar um desenvolvimento harmonioso.

    O tempo livre da criança não deve ser de todo absorvido pelos treinamentos e competições; ela deve dispor de tempo suficiente para outros domínios da vida como escola, família e amigos. E importam situações que permitam a criança usufruir de contatos sociais variados, além daqueles estabelecidos no treino e nas competições, evitando um eventual isolamento. Igualmente, deve ser garantido um espaço suficiente para que o tempo livre seja usado no cultivo de outros interesses além do esporte.

    Sendo muito importante que o técnico de natação obtenha conhecimentos de pedagogia e psicologia, conduzindo de forma satisfatória seus nadadores, e sabendo retê-los, permitindo que estes, de vez em quando, faltem ao treinamento para que possam ir ao cinema ou mesmo se reunirem com os amigos.

    O fator idade interfere na aprendizagem e no nível de desempenho das crianças, sendo, portanto, importante considerá-la ao se iniciar a prática desportiva.

    O único esporte que não há limite de idade para o aprendizado é a natação. No entanto, o treinamento da natação envolvendo crianças, requer considerações relevantes ao processo de crescimento e desenvolvimento, para que o treinamento seja eficaz este deve ser fundamentado em dados do desenvolvimento biológico e antropométrico, muito mais do que a idade cronológica.

    São os principais fundamentos da natação, a flutuação, a propulsão e a respiração do nadador (inspiração e expiração), devendo haver muito cuidado e atenção ao ensino dessas etapas aos alunos em fase de aprendizagem. Visto que em todo o programa de iniciação devemos encontrar uma hábil dose de exercícios de flutuação, respiração e propulsão, sem a qual o estudo seria certamente enfadonho.

    As atividades motoras de aperfeiçoamento dos movimentos são agrupadas por áreas e compõem um repertório a ser utilizado pelo professor de natação do clube.

    Foram trazidas 12 (doze) sugestões de brincadeiras envolvendo a ludicidade para iniciação da natação para crianças entre 03 e 06 anos.

    O treinamento de base deve responder as seguintes regras:

    ·   Formação básica polivalente com aprendizagem e domínio das quatro técnicas de nado;

    ·   Aquisição de habilidades técnicas básicas, estabelecendo uma ampla base motora;

    ·   Métodos e treinamentos múltiplos de formação geral.

    O objetivo é a aprendizagem gradual do nado, com ganho de velocidade enquanto se aperfeiçoa a técnica e se desenvolve o conceito de ritmo, alcançando o máximo de rendimento na idade adequada.

    O ideal e é organização dos períodos de modo a respeitar os tempos de recessão escolar, sendo a organização do treinamento pautada em períodos breves, garantindo fases suficientes de recuperação e restauração no organismo das crianças.

    Em infantis do grupo A é conveniente treinar ao máximo 6 (seis) sessões semanais no inverno, e adicionar no máximo duas sessões a mais no verão, com alto conteúdo técnico. Em infantis do grupo B, o ideal é treinar 6 (seis) sessões no inverno e adicionar de 3 (três) a 4 (quatro) no verão. Já os juvenis do grupo A, 8 (oito) sessões no inverno, adequando as possibilidades, e de 10 (dez) a 11 (onze) no verão.

    As competências permitem um controle contínuo do efeito das formas e métodos de treinamento, proporcionando uma direção no processo. Servem, sobretudo, para diversificar o treinamento e suas exigências, bem como, para manter a motivação. Não devendo perturbar o processo de treinamento em longo prazo por uma preparação especial.

    Os pais têm papel importante no desenvolvimento dos atletas que se destacam em atividades esportivas e atingem o alto nível de desempenho. Este papel pode ser em forma de participação ativa, acompanhamento de atividades, suporte social e financeiro, mudança na rotina e nas prioridades da família, entre outras formas. Porém, faz-se necessário que estes sejam orientados a respeitarem as fases de desenvolvimento e maturação pelas quais seus filhos passam a acreditarem que o mais importante na prática de um esporte, como a natação, é a formação para uma vida saudável e equilibrada, enquanto o sucesso seria apenas um fator secundário.

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    segunda-feira, 9 de julho de 2018

    09:31:00

    Como melhorar a força do arremesso?


     Resultado de imagem para arremesso

    Há certas modalidades em que é fundamental ter um bom arremesso de maneira a marcar a diferença. Por exemplo, na modalidade de arremesso de peso é importante um atleta ter força e aceleração no braço. Mas estas qualidades não são exclusivas de praticantes de arremesso de peso. Os jogadores de andebol, de pólo aquático e de basebol, por exemplo, também necessitam de possuir estas qualidades.
    Sendo assim, em modalidades ou desportos em que é importante ter um bom arremesso, quais as características importantes a desenvolver? Que região do nosso corpo devemos trabalhar mais?

      Resumindo, como melhorar a força do arremesso?

    Um estudo recente realizado com 38 praticantes de modalidades de arremesso iluminou esta questão [*1]. Os voluntários tiveram de executar os exercícios de supino e de meio agachamento. Foram avaliados os parâmetros da força e velocidade na execução dos exercícios. Também foi retirada informação sobre a rigidez dos membros inferiores durante o maior salto executado pelos voluntários.
    Os investigadores descobriram que os melhores desempenhos destes atletas durante a época estava correlacionada com os melhores registos no supino e no meio agachamento a nível da força máxima aplicada. Concluíram, portanto, que a força e a rigidez dos membros inferiores e a força e velocidade dos membros superiores pode estar associada à performance de arremesso dos atletas.

    Como desenvolver a força muscular e melhorar o arremesso?

    Visto isto, existe alguma forma de desenvolver a força dos músculos dos membros inferiores e superiores, para além do trabalho de ginásio? Um recente estudo responde "sim": através do uso de pesos ajustáveis como parte do aquecimento.

    Dez jovens praticantes de arremesso de peso foram divididos em 3 grupos: o grupo sem peso extra, o grupo com acessórios de peso de 1,37kg e o grupo cujos acessórios de peso era de 2,27kg. Os resultados foram prometedores: os atletas que integraram acessórios de peso de 1,37kg no seu aquecimento aumentaram o seu arremesso em 3,54m. Os atletas que usaram pesos de 2,27kg aumentaram o seu arremesso numa média de 3,15m.

    Os cientistas concluíram que incluir pesos ajustáveis durante uma parte ou durante todo o aquecimento é uma boa maneira de aumentar o arremesso na competição.

    publicado em 2411/12 e revisado em 09/07/18

    quarta-feira, 6 de junho de 2018

    12:08:00

    Treino físico para uma peneira de Futebol



    Peneira de futebol é um mecanismo usado em todo o mundo para filtrar bons jogadores em todas as idades. Comum em clubes brasileiros para descobrir talentos da base, o sucesso nela embala o sonho de muito garoto e pai de garoto pais afora.

    É um passo que o pode levar longe na sua carreira esportiva e que o ajudará a atingir as suas metas pessoais. Se for o seu caso e estiver treinando para isso, deve considerar vários fatores, porque é tão importante treinar fisicamente como mentalmente.

    Independente da idade, é preciso preparar-se fisicamente.  Jogue muito futebol, mas faça também outros tipos de exercícios diferentes.

    Planeje quais exercícios pode fazer para melhorar em aspectos como a resistência, a velocidade ou a força, já que todos são igualmente importantes. Para treinar seu físico pode ir a uma academia e pedir a ajuda dos monitores de lá, ou pode fazer isso em casa, mas lembre-se que precisa de uma rotina que inclua todos os aspectos, por isso pense bem.

    Numa peneira, a s valências físicas estão sempre sendo avaliadas pelos profissionais dos clubes. Além de não querer ninguém fora de peso ou que não consegue manter-se bem durante a partida toda, eles precisam escolher e direcionar quem tem o melhor condicionamento físico. Quem estiver aprimorado nos treinamentos e destacar-se nas disputas de força, velocidade, aceleração, troca de direção, terá vantagem.

    Dica boa para quem está pensando em treinar para peneiras de futebol:

    Você precisa conhecer o TREINAMENTO EXCLUSIVO para formar atletas de alta performance. Através de conceitos práticos, todos testados e comprovados, montamos um CURSO COMPLETO para formar ATLETAS DE ALTO IMPACTO, capazes de passar nas Peneiras de Futebol mais difíceis que existe, com um conteúdo moderno e inovador. Clique aqui e saiba mais!


    segunda-feira, 4 de junho de 2018

    14:35:00

    Capacidade física na técnica individual do Voleibol


     



    O Treinamento Técnico Individual favorece o aperfeiçoamento técnico individual - até os altos níveis internacionais - na medida em que atletas tornam-se aptos/capazes para a execução dos fundamentos da técnica, de todas as maneiras e, sobretudo, sem limitações.

    A seguir, como exemplo, enumeramos fundamentos da técnica individual e citamos valências físicas funcionais que contribuem para suas corretas execuções.

    Saque

    - Velocidade de Deslocamento, por ocasião das passadas que precedem a impulsão.

    - Força Explosiva da musculatura dos membros inferiores, para obter boa impulsão e, com isso, executá-lo com maior alcance.

    - Força Explosiva da musculatura dos membros superiores, tendo em vista golpear a bola com maior impacto e, assim, imprimir maior velocidade possível à trajetória da mesma.

    - Velocidade dos Movimentos do tronco e dos braços, para golpear a bola com a maior potência possível.

    - Flexibilidade de Movimentos da coluna vertebral e dos ombro, propiciam maior amplitude dos movimentos e, consequentemente, contribuem para melhorar a potência do golpe.
      
    Toque

    - Velocidade de Deslocamento - de todas as maneiras e em diferentes distâncias -, a fim de colocar-se corretamente em relação à bola.

    - Força Explosiva da musculatura dos membros inferiores, para obter boa impulsão e, nos levantamentos, executá-lo com maior alcance.

    - Força nos músculos das mãos e dos dedos, a fim de suportar o impacto da bola, por ocasião da defesa e recepção do saque "Viagem". 

    Manchete

    - Velocidade de Deslocamento - de todas as maneiras e em diferentes distâncias -, a fim de colocar-se corretamente em relação à bola.

    - Força em diferentes angulações de flexão da perna, para executá-la sem perda de equilíbrio, por ocasião da recepção do saque e da defesa.

    - Flexibilidade de Movimentos das articulações dos tornozelos, joelhos, coxofemoral e coluna vertebral, para executá-la com máximo equilíbrio. 

    Bloqueio

    - Força Explosiva nos músculos dos membros inferiores, tendo em vista a obtenção da melhor impulsão e do maior alcance possíveis.

    - Força na Musculatura abdominal e dorso-lombar, para a obtenção do equilíbrio essencial na execução do fundamento.

    - Velocidade dos Movimentos da flexão e extensão das pernas, da elevação e movimentação dos braços. 

    Técnicas de Ataque (Cortada e Recursos de Ataque).

    - Velocidade de Deslocamento por ocasião da aproximação para o ataque.

    - Força Explosiva nos músculos dos membros inferiores, tendo em vista a obtenção da melhor impulsão e alcance possíveis.

    - Força Explosiva nos músculos dos membros superiores, tendo em vista golpear a bola com a maior potência possível.

    - Força na Musculatura nas musculaturas abdominal e dorso-lombar, para a obtenção do equilíbrio na execução do fundamento. 
     
    NOTA 

    A Resistência Muscular Localizada é valência essencial para que o atleta suporte a natureza repetitiva - peculiar - do treinamento de todos os fundamentos da técnica individual.

    Se você trabalha com crianças ou adolescentes e lida com Voleibol, não pode deixa de conhecer o "TOP 100 VOLEIBOL".  Clique aqui

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