terça-feira, 18 de setembro de 2018

10:29:00

Treinamento desportivo para crianças e jovens



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Cada vez mais crianças e jovens estão em evidência no esporte competitivo, seja na ginástica artística com meninas de 10 anos ou até mesmo no futebol profissional com garotos de 15-16 anos. Considerando a idade que essas "crianças" estão chegando ao topo do esporte nacional e internacional, levanta-se uma questão muito importante: será que o treinamento aplicado aos jovens atletas está de acordo com sua maturação biológica, sem prejudicar a sua carreira futura?

    Neste estudo procurou-se demonstrar os aspectos do desenvolvimento infantil e as características do treinamento para esses jovens.

"A criança não é uma miniatura do adulto e sua mentalidade não é só quantitativa, mas também qualitativamente diferente da do adulto, de modo que a criança não é só menor, mas também diferente" (CLAPARÈDE, citado por WEINECK, 1991, p. 246). As crianças não são adultos em miniaturas que podem ser programadas para desempenhar atividades fisiológicas e psicológicas potencialmente tão questionáveis (REILLY; BANGSBO; FRANKS, 2000; GALLAHUE; OZMUN, 2001; BOMPA, 2002). As crianças e adolescentes, em comparação com os adultos, ainda se encontram em fase de crescimento, onde surgem inúmeras alterações físicas, psicológicas e psicossociais, que provocam consequências para a atividade corporal ou esportiva (WEINECK, 1991; ASTRAND, citado por TOURINHO FILHO; TOURINHO, 1998). O treinamento aplicado aos adultos não deve ser transferido aos jovens sem as devidas adaptações (REILLY; BANGSBO; FRANKS, 2000).

    "As crianças são quanto ao seu desenvolvimento imaturas e, por isso, faz-se necessário estruturar experiências motoras significativas apropriadas para seus níveis desenvolvimentistas particulares" (GALLAHUE; OZMUN, 2001, p. 107). Segundo HAUBENSTRICKER e SEEFELDT, citado por GALLAHUE e OZMUN (2001), existe uma melhora sistemática na velocidade de corrida de crianças no período médio e no final dos anos da infância. Essa melhora na velocidade de corrida continua na adolescência. Para WILLIAMS, citado por GALLAHUE e OZMUN (2001), o equilíbrio melhora dos 3 aos 18 anos. Apesar das dificuldades de mensuração, é possível concluir que o equilíbrio melhora com a idade na infância e adolescência. A aptidão relacionada à saúde e ao desempenho do adolescente passa por grandes alterações desde o início do período adolescente até o final da adolescência (de 11 até 21 anos) (GALLAHUE; OZMUN, 2001).

    "O comportamento adolescente é essencialmente exploratório e não deve ser considerado sem importância porque ajuda o indivíduo a encontrar o seu lugar na sociedade" (p. 481). Não se deve esperar que os adolescentes demonstrem uma obediência cega à autoridade. Entretanto, uma liderança adulta sensata, modelos positivos de papéis a desempenhar e uma orientação que desenvolva a coragem são essenciais para um processo psicossocial saudável e produtivo de desenvolvimento desses anos tumultuados (GALLAHUE; OZMUN, 2001). "... alguns comportamentos modelares de mentores respeitados são promissores como técnicas eficientes para inspirar alterações comportamentais em adolescentes" (CARNEGIE REPORTE, citado por GALLAHUE; OZMUN, 2001, p. 484).

    Segundo COAKLEY, citado por GALLAHUE e OZMUN (2001), o esporte pode desenvolver o comportamento moral pelas inúmeras emoções e situações imprevisíveis que surgem. O esporte fornece um ambiente favorável para ensinar os valores de honestidade, lealdade, autocontrole e de justiça (GALLAHUE; OZMUN, 2001).

    De acordo com CLARK, citado por ISAYAMA e GALLARDO (1998), o desenvolvimento motor possui seis estágios: 1 - reflexivo; 2 - pré-adaptativo; 3 - de habilidades motoras fundamentais; 4 - de habilidades motoras específicas do contexto; 5 - habilidosa; 6 - compensatória.

    A progressão de um período para outro vai depender das mudanças nas restrições críticas, em que as habilidades e as experiências adquiridas no período anterior servem como base para a aquisição de habilidades posteriores. No entanto, para esse modelo, as idades dadas para cada período são apenas estimativas; a ordem dos períodos é que é significante, e não a idade proposta.

    "Cada faixa etária tem suas tarefas didáticas especiais, bem como particularidades específicas do desenvolvimento. A oferta de estímulos e aprendizagens deve ser regulada pela fase sensitiva" (p. 263). Deve ser salientado que coordenação (técnica) e condição devem ser sempre desenvolvidas paralelamente, mas com o peso correspondente (WEINECK, 1991).

    Com a queda no aprendizado de novas habilidades coordenativas na pubescência, devido a fatores de crescimento e desenvolvimento, deveria ser dada ênfase no aperfeiçoamento e fixação de sequências motoras já dominadas e técnicas esportivas. Na adolescência ocorre uma estabilização geral da condução de movimentos, uma melhora da capacidade de controle, de adaptação, de reorganização e de combinação (MEINEL, citado por WEINECK, 1991).

    Para WEINECK (1991), a adolescência começa normalmente aos 14/15 anos nos meninos e vai até 18/19 anos. A adolescência forma o fim do desenvolvimento da criança para o adulto, caracterizada pela diminuição de todos os parâmetros de crescimento e desenvolvimento. Ocorre uma harmonização das proporções, o que é favorável em relação a uma melhora das capacidades coordenativas.

    Pode ser treinada nessa fase com máxima intensidade as capacidades condicionais e coordenativas, apresentando uma fase de melhoras elevadas no desempenho motor (WEINECK, 1991). Para o treinamento, essa fase apresenta melhoras, pois ocorre um equilíbrio psicológico. Ele deve ser atribuído à estabilização da regulação hormonal que ainda mostrava turbulentas alterações na fase anterior: os mecanismos de controle neuro-humorais hipotálamo-hipofisários sofrem um acerto definitivo. Ao contrário da fase anterior, agora apenas quantidades grandes de hormônios acionam os receptores do centro de regulação do hipotálamo (DEMETER, citado por WEINECK, 1991). Com as proporções equilibradas, a psique estabilizada, a maior intelectualidade e a melhor capacidade de observação fazem da adolescência a segunda "idade de ouro" da aprendizagem (WEINECK, 1991). Aos 16 anos muitos desses conflitos desaparecem; a necessidade de independência transforma-se num calmo desejo de emancipação. As ideias de desenvolvimento profissional, família, casamento são tangíveis e debatidas nessa fase (SANSTRÖM, 1975).

    "A adolescência deveria ser aproveitada para o aperfeiçoamento das técnicas específicas da modalidade esportiva e para a aquisição da condição específica da modalidade esportiva" (WEINECK, 1991, p. 263).

    No conjunto esta fase apresenta um bom período para a aprendizagem motora - nos jovens do sexo masculino é mais acentuada que nas jovens -, que possibilita um treinamento coordenativo ilimitado em todas as modalidades esportivas (WEINECK, 1991).

    Segundo ROWLAND, citado por VILLAR e DENADAI (2001), na fase pré-pubertária e pubertária, a maturação biológica pode diferir para a mesma idade cronológica.



Treinamento



    O treinamento tem como principal objetivo causar adaptações biológicas destinadas a aprimorar o desempenho numa tarefa específica (McARDLE; KATCH; KATCH, 1991).

    "A elaboração metodológica tem assentado nas dominantes condicionais do treino desvalorizando-se as vertentes de índole coordenativa" (SANTOS, 1992, p. 105).

    A demonstração facilita o aprendizado, pois instruir e depois demonstrar minimiza instruções mais complexas. A demonstração apresenta particularidades que reduzem a incerteza na execução de uma habilidade motora (TONELLO; PELLEGRINI, 1998). LANDERS, citado por TONELLO e PELLEGRINI (1998) realizou um estudo comprovando que a demonstração deve ser apresentada antes e durante a execução da tarefa.

    TONELLO e PELLEGRINI (1998) afirmam ainda que a informação visual tem uma importância fundamental no comportamento motor humano e, em específico, no processo de ensino-aprendizagem de habilidades motoras. Os atletas aprendem mais a ver e fazer, do que a ouvir (McGOWN, 1991).

Os treinadores deveriam utilizar dois métodos de ensino: a demonstração e a instrução verbal. Alguns estudos comprovam que a aprendizagem é mais eficiente ao se utilizarem várias demonstrações, mas somente a demonstração não é suficiente, por isso se utiliza a instrução ou palavras-chave. Esse recurso tem quatro funções a desempenhar: concentrar a informação; reduzir o número de palavras, diminuindo a exigência de processamento de informação; focalizar a atenção do praticante no que é importante, e auxiliar a memória. Isso conclui que o ideal é fazer uma perfeita combinação entre a demonstração e a utilização de palavras-chave (McGOWN, 1991).

    O processo de aprendizagem é influenciado por um conjunto de variáveis, sendo a prática do indivíduo uma das mais importantes. Para GODINHO, MENDES e BARREIROS (1995), uma dessas variáveis que tem importância fundamental no aprendizado, além da prática, é o feedback.



Treinamento Físico



O treinamento físico é definido por BARBANTI (2003, p. 595) como o "tipo de treinamento cujo objetivo principal é desenvolver as capacidades motoras (condicionais e coordenativas) dos executantes, necessárias para obter rendimentos elevados, e que se faz através dos exercícios corporais". Durante a iniciação geral e os períodos de preparação, deve-se utilizar a preparação física geral (KUNZE, 1987).

    Ao se referir à criança ou adolescente e exercício, faz-se necessária uma classificação pela idade biológica, pois possibilita distinguir, de forma mais clara, as adaptações morfológicas e funcionais resultantes de um programa de treinamento das modificações observadas no organismo, decorrentes do processo de maturação, principalmente intensificado na puberdade (TOURINHO FILHO; TOURINHO, 1998). De acordo com GOLOMAZOV e SHIRVA (1996), a idade cronológica em muitos casos não coincide com a motora. Os ritmos de amadurecimento são muito individuais.

    Segundo BOMPA (2002); BAR-OR, citado por VILLAR e DENADAI (2001), os programas de treinamento devem ser elaborados de acordo com o estágio de maturação da criança e não de acordo com a idade cronológica, pois as exigências e necessidades individuais variam bastante. Crianças de mesma idade cronológica podem diferir em anos com relação à maturação biológica.

As crianças evoluem de forma diversa. A proporção de crescimento de ossos, músculos, órgãos e sistema nervoso é diferente em cada estágio maturacional, e esses desenvolvimentos determinam a capacidade fisiológica e de desempenho. Portanto, o programa de treinamento precisa levar em consideração essas diferenças individuais e o potencial de treinamento (BOMPA, 2002).

A avaliação maturacional pode ser usada para identificar períodos de crescimento rápido e para justificar reduções no regime de treinamento em longo prazo. Pode auxiliar na redução de lesões, servindo como base na preparação (GALLAHUE; OZMUN, 2001).

"A idade biológica refere-se ao desenvolvimento fisiológico dos órgãos e dos sistemas no corpo que ajuda a determinar o potencial fisiológico, tanto no treinamento como na competição, para a obtenção de alto nível de performance". Deve-se levar em consideração a idade biológica na classificação, seleção e treinamento de atletas (BOMPA, 2002, p. 14). "... os programas de treinamento infantis devem considerar a dinâmica de crescimento e desenvolvimento para cada estágio" (BOMPA, 2002, p. 116). O princípio da preparação física implica na utilização de variados métodos e de exercícios físicos para obter um efeito positivo em todos os órgãos do corpo (BOSCO, 1994).

Estudo realizado por CUNHA (2003) com equipes de futebol da categoria juvenil, compostas de meninos na faixa etária entre 15 e 17 anos, identificou que apenas 43% das equipes estudadas realizam uma avaliação maturacional nos atletas dessa categoria.

Após a determinação das características biológicas de cada indivíduo, inicia-se o planejamento das atividades. De acordo com BOMPA (2002) as cargas de treinamento devem aumentar gradativamente com a idade e com a progressão dos treinamentos. A duração das sessões de treino pode aumentar do início até o fim da temporada, quando atingirem por volta de noventa minutos; os treinamentos devem ser variados para se evitar um desgaste psicológico e a fadiga prematura. O aumento progressivo da carga inclui um aumento do número e da repetição dos exercícios, porém é importante observar o tempo de descanso após o aumento das repetições. Outro aspecto relevante é o aumento da frequência de treinamento: o ideal é de duas a quatro sessões para cada jogo, pois assim haverá um desenvolvimento maior dos atletas durante os treinamentos do que nos jogos, isso no caso específico do futebol. Ainda conforme o estudo realizado por CUNHA (2003), as equipes de futebol juvenil paulistas realizam cinco ou seis sessões de treino por semana e com relação a preparação física, a sessão de treino dura em média 62 minutos.

    Segundo McARDLE, KATCH e KATCH (1991, p. 284), "ainda não foi identificada uma duração limiar por sessão capaz de induzir aprimoramentos cardiovasculares ideais. Esse limiar depende de muitos fatores, que incluem o trabalho total realizado, a intensidade do exercício, a frequência do treinamento e o nível inicial de aptidão".

    Com relação à frequência do treinamento, alguns investigadores, citados por McARDLE, KATCH e KATCH (1991), relatam que constitui um fator importante capaz de induzir a aprimoramentos cardiovasculares, porém outros afirmam que esse fator é menos importante que a intensidade e a duração do exercício. Treinar menos de dois dias por semana, em geral não produz alterações adequadas na capacidade aeróbia ou anaeróbia e na composição corporal.

O potencial esportivo de uma criança depende de seu desenvolvimento físico e mental (BOMPA, 2002).

    Para GONCALVES (1998), os principais fatores que devem ser considerados no programa de preparação física para o futebol, são:

- Aumentar a capacidade do sistema respiratório (aeróbio e anaeróbio);

- Aumentar o volume de bombeamento sanguíneo pelo coração e o sistema circulatório;

- Hipertrofiar os músculos necessários;

- Aumentar a força dos grupos musculares necessários e suas relações com tendões e ligamentos;

- Diminuir a presença do ácido lático muscular durante e depois da atividade do futebol.



    Treinamentos seletivos para os esportes não são necessários antes da fase pré-púbere de desenvolvimento. A recomendação é não aplicar uma organização formal de atividades no contexto do jogo por diversão, adquirindo assim habilidades motoras (REILLY; BANGSBO; FRANKS, 2000).

O treinamento individualizado é importante, mas deveria começar após a maturidade completa (DI SALVO; PIGOZZI, 1998), pois após a puberdade inicia a etapa de preparação física intensa e desenvolvimento das capacidades individuais (GOLOMAZOV; SHIRVA, 1996). O período pubertário será o ideal para proporcionar o desenvolvimento da força rápida e da potência. Cuidados devem ser tomados, pois o exercício anaeróbio exige uma elevada solicitação de ossos, articulações e tecidos moles (músculos, tendões etc.). Isso pode ocasionar lesões nos jovens em desenvolvimento (ALMEIDA, 2002).

    A especialização no esporte de alto nível é necessária, mas ela deveria ocorrer o mais tarde possível e com base numa estrutura de treinamento adequada ao desenvolvimento, que propiciará uma aquisição adequada das habilidades e um desenvolvimento harmonioso do jovem (WEINECK, 1991). Relatos de um estudo russo concluíram que a especialização esportiva não deve começar antes da idade de 15 ou 16 anos na maioria dos esportes (BOMPA, 2002).

O autor afirma ainda que após um desenvolvimento multilateral no início da vida atlética, os jovens atingem o período de treinamento especializado entre 15 e 18 anos, podendo assim atingir o ápice esportivo futuramente. Mesmo durante a etapa de especialização do desenvolvimento, os atletas devem dedicar apenas de 60 a 80% do tempo de treinamento a atividades específicas da modalidade.

No estágio da especialização (15 - 18 anos), deve-se monitorar o volume e a intensidade do treinamento, para que os jovens evoluam com pequeno risco de lesões. Alguns aspectos são importantes nesta fase (BOMPA, 2002):

- Aumentar o volume de treinamento para repetições e exercícios específicos a fim de facilitar o aprimoramento do desempenho.

- Envolver sempre que possível os atletas no processo de tomada de decisões;

- O desenvolvimento da força deve começar a atingir os objetivos da modalidade específica;

- Aumentar progressivamente o volume e a intensidade do treinamento anaeróbio;

- Prática do treinamento mental. Exercícios que desenvolvam concentração, atenção, pensamento positivo, autoregulação, visualização e motivação, a fim de melhorar o desempenho na modalidade.

Na maioria dos esportes de potência e velocidade, a especialização deve ocorrer no final do período de estirão de crescimento na adolescência (BOMPA, 2002).

Devido ao grande número de exercícios e ao excessivo número de repetições, a introdução de uma variabilidade de atividades e habilidades no processo de aprendizagem e treinamento não só contribuirá para a prevenção de lesões, como para evitar o tédio e o desgaste psicológico dos jovens (BOMPA, 2002). Cargas intensas e monótonas podem ocasionar um desgaste psicológico, como na utilização acentuada de treinamentos não adequados à idade - grande motivo de desistência do esporte. A falta de formação múltipla do organismo acarretará em prejuízo para a obtenção de habilidades futuras (WEINECK, 1991). Segundo MEDLER, citado por WEINECK (2000), deve-se ter cuidado no treinamento ministrado para crianças e adolescentes para serem evitados os momentos de monotonia e enfado, assim como os momentos de dor e de sofrimento que se relacionam com o treinamento da resistência aeróbia. A especialização precoce nas categorias menores (infantil e juvenil), apesar de se obterem bons resultados no princípio, deve ser observada com cuidado, pois poderá levar ao encurtamento da vida profissional do atleta. O uso de cargas específicas antes do momento oportuno gera estresse físico e emocional acentuado, podendo afastar os jovens dos treinamentos e competições (FILIN e VOLKOV, citado por AUGUSTI, 2001). MATVEEV, citado por AUGUSTI (2001) também concorda que a especialização precoce fará que o jovem, ao chegar à fase adulta, não será mais capaz de desenvolver e atingir os bons resultados que obteve durante a infância.

Para não ocorrer uma especialização prematura, devem ser considerados os aspectos do treinamento adequado à idade e ao desenvolvimento, ou seja, a capacidade da criança suportar carga é limitada, podendo ocorrer desgaste prematuro de cartilagem, ossos, tendões e ligamentos. Superexigência funcional pode acarretar em redução da amplitude da articulação, com respectiva sobrecarga dos segmentos articulares, ocasionando prejuízo no processo de treinamento (WEINECK, 1991).

A especificidade excessiva no treinamento pode resultar em lesões por overuse. Para ALMEIDA (2002), as lesões por overuse são características de esportes anaeróbios que requerem períodos de atividade de potência máxima ou quase máxima. Outro risco que pode ocorrer na especificidade excessiva, segundo BOMPA (2002), é o desequilíbrio entre os músculos agonistas e antagonistas do movimento específico. A utilização de novos exercícios desenvolverá também a agilidade e a coordenação, auxiliando no processo de aquisição de novas habilidades e evitando lesões por esforços repetitivos.

    Outro aspecto importante na programação esportiva é a nutrição dos atletas. Para GONCALVES (1998), os atletas necessitam de uma dieta balanceada, baseada em nutrientes necessários para a requisição diária do organismo e a performance nas atividades. REILLY (1997) afirma que a nutrição adequada, verificada por meio dos índices iniciais de glicogênio muscular, é um aspecto que pode diminuir a fadiga.



Conclusão



Pode-se concluir que o treinamento tanto técnico, como tático ou físico fornecido a crianças e jovens deve ser muito bem estudado, elaborado e conduzido por treinadores e preparadores físicos. As características biológicas e maturacionais devem ser levadas em consideração na programação do treinamento. Um erro muito comum encontrado em treinamentos em equipes de competição relaciona-se ao fornecimento da mesma carga e intensidade para todos os atletas, isso é um erro muito grave que poderá acarretar problemas futuros aos jovens atletas.

Portanto, não se pode esquecer a afirmação que se encontra logo no início deste artigo: "As crianças não são adultos em miniaturas...".

Somente a observação criteriosa de todos esses fatores durante o treinamento, poderá obter o máximo rendimento de um jovem desportista, sem prejudicar o seu desenvolvimento físico harmonioso e consequentemente sem prejudicar sua carreira.

Com isso, procura-se auxiliar os profissionais que ministram e orientam os treinamentos para crianças e jovens há elaborar programas que sejam adequados a cada faixa etária e nível de maturação. Segundo CUNHA (2003) muitos treinadores e preparadores físicos não utilizam métodos mais científicos durante o treinamento devido a problemas estruturais em seus clubes.

Referências Bibliográficas

ALMEIDA. M. Os jovens e a performance anaeróbia. Treino Desportivo, Lisboa, n. 20, p. 18-25, out. 2002. (Número Especial).

AUGUSTI, M. Treinamento de endurance para crianças e adolescentes. In: Revista Digital, Buenos Aires, ano 7, n. 37, jun. 2001. Disponível em: <www.efdeportes.com>. Acesso em: 15 nov. 2001.

BARBANTI, V. J. Dicionário de Educação Física e Esporte. 2. ed. Barueri: Manole, 2003. 634 p.

BOMPA, T. O. Treinamento Total para Jovens Campeões. Tradução de Cássia Maria Nasser. Revisão Científica de Aylton J. Figueira Jr. Barueri: Manole, 2002. 248 p.

BOSCO, C. Aspectos fisiológicos de la preparación física del futbolista. Revisão e Adaptação de Jordi Mateo Vila. 2. ed. Barcelona: Paidotribo, 1994.

CUNHA, F. A. Estudo do treinamento físico aplicado à categoria juvenil (sub-17) em equipes de futebol do Estado de São Paulo. 2003. 138f. Dissertação (Mestrado) - Universidade Guarulhos, Guarulhos. 2003.

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GALLAHUE, D. L.; OZMUN, J. C. Compreendendo o desenvolvimento motor: bebês, crianças, adolescentes e adultos. Tradução de Maria Aparecida da Silva Pereira Araújo. São Paulo: Phorte, 2001. 641 p.

GODINHO, M; MENDES, R; BARREIROS, J. Informação de retorno e aprendizagem. Revista Horizonte, Lisboa: [s.n.], v. XI, n. 66, p. 217-220, mar./abr. 1995.

GOLOMAZOV, S.; SHIRVA, B. Futebol: treino da qualidade do movimento para atletas jovens. Adaptação Técnica e Científica de Antonio Carlos Gomes e Marcelo Mantovani. São Paulo: FMU, 1996.

GONCALVES, J. T. The Principles of Brazilian Soccer. Spring City: Reedswain, 1998. Cap. 5, p. 63-85.

ISAYAMA, H. F.; GALLARDO, J. S. P. Desenvolvimento motor: análise dos estudos brasileiros sobre habilidades motoras fundamentais. Revista de Educação Física/UEM, Maringá: UEM/DEF, v. 9, n. 1, p. 75-82, 1998.

KUNZE, A. Futebol. Tradução de Ana Maria de Oliveira Mendonça. Revisão Científica de Eduardo Vingada. Colecção Desporto n. 10. Lisboa: Estampa, 1987. Cap. 6, p. 129-141. (Condição Física).

McARDLE, W. D.; KATCH, F. I.; KATCH, V. L. Fisiologia do Exercício: Energia, Nutrição e Desempenho Humano. Tradução de Giuseppe Taranto. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1991. 510 p.

McGOWN, C. O Ensino da técnica desportiva. Treino Desportivo, Lisboa: [s.n.], II série, n. 22, p. 15-22, dez. 1991.

REILLY, T. Energetics of high-intensity exercise (soccer) with particular reference to fadigue. Journal of Sports Sciences, [S.l.]: E. & F.N. Spon, v. 15, p. 257-263, 1997.

REILLY, T.; BANGSBO, J.; FRANKS, A. Anthropometric and physiological predispositions for elite soccer. Journal of Sports Sciences, [S.l.]: Taylor & Francis, v. 18, p. 669-683, 2000.

SANDSTRÖM, C.I. A Psicologia da Infância e da Adolescência. Tradução de Álvaro Cabral. 5. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1975. 289 p.

SANTOS, J. A. R. Preparador Físico: Realidade, logro ou utopia? Revista Horizonte, Lisboa: [s.n.], v. IX, n. 51, p. 101-112, set./out. 1992.

TONELLO, M. G. M.; PELLEGRINI, A. M. A utilização da demonstração para a aprendizagem de habilidades motoras em aulas de Educação Física. Revista Paulista de Educação Física, São Paulo: Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo, v. 12, n. 2, p. 107-114, jul./dez. 1998.

TOURINHO FILHO, H.; TOURINHO, L. S. P. R. Crianças, adolescentes e atividade física: aspectos maturacionais e funcionais. Revista Paulista de Educação Física, São Paulo: Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo, v. 12, n. 1, p. 71-84, jan./jun. 1998.

VILLAR, R.; DENADAI, B. S. Efeitos da idade na aptidão física em meninos praticantes de futebol de 9 a 15 anos. Motriz, Rio Claro: Departamento de Educação Física do Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista, v. 7, n. 2, p. 93-98, dez. 2001.

WEINECK, J. Biologia do Esporte. Tradução de Anita Viviani. Verificação Científica de Valdir Barbanti. São Paulo: Manole, 1991. Cap. 5, p. 245-318.

______. Futebol Total: o treinamento físico no futebol. Tradução de Sérgio Roberto Ferreira Batista. Verificação Científica de Francisco Navarro e Reury Frank P. Bacurau. Guarulhos: Phorte, 2000. 555 p.

Publicado em 14/12/12 e revisado em 18/09/18


08:36:00

Como treinar o salto no basquete

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Aprender a saltar mais alto no basquete poderia ser a única coisa que o coloca acima de tudo sua concorrência. Por que ir ao tribunal todos os dias e praticar suas habilidades se você não está indo para colocar em algum tempo melhorar o seu salto vertical?

Muitos caras pensam que se jogar basquete todos os dias eles vão naturalmente aprender a saltar mais alto. Isto é verdade para grau leve e vai ajudar a sua capacidade de saltar um pouco. Mas para realmente separar-se de outros jogadores que você precisa seguir um programa bem organizado de salto. Antes que você vá tornar-se um programa de salto deixe-me dar algumas dicas sobre como criar a melhor possível.

Jumping é uma combinação de velocidade e força nas pernas, por isso você precisa se certificar de que a sua formação hits ambas as áreas, da mesma forma.

Primeiro você precisa perceber o que está impedindo o salto maior agora. Você tem as pernas muito forte, mas a falta de velocidade ou o contrário? Talvez suas pernas são fracas em ambas as áreas. De qualquer forma, você pode superar esta treinando as pernas adequadamente.

Como você sabe se seus pés estão faltando a força necessária?

A fim de determinar a sua força na perna, você precisa fazer alguns agachamentos. Se você não tiver feito agachamento antes por favor tem alguém analisar o formulário para que você não se machucar. Coloque o seu peso sobre a barra e agachamento é 6 vezes em 6 segundos. Isso deve ser muito fácil de fazer e se não for, você está faltando força nas pernas e precisa se concentrar principalmente na força do pé um pouco antes de fazer o treinamento do salto. Você quer ser capaz de agachamento 1,5 vezes o seu peso 6 vezes em 6 segundos.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

14:04:00

Melhore seu nado de Costas na Natação


Aprender o nado costas é relativamente simples. A técnica consiste, basicamente, no batimento de pernas constante e na rotação alternada dos braços, que têm uma fase de propulsão dentro da água e outra de recuperação, a fase aérea. Para nadar costas o praticante deve saber flutuar. Este é um exercício que deve ser ensinado durante os primeiros contatos com a água, ou seja, na chamada fase de adaptação.

Mas para que você melhore a técnica, alguns pontos são essenciais. Primeiro saiba que a sua posição deve ser o mais horizontal possível. Além disso, aposte em exercícios educativos, que desempenham um papel muito importante na natação.

Veja dicas para melhorar performance seu nado costas:

  • Se as suas pernas se cansarem de muito chutar, faça-o de 4 a 5 vezes por braçada, ao invés de fazê-lo de 4 a 7 vezes; em seguida, ao estar mais descansado, volte ao ritmo normal tão rápido quanto possível.
  • Todos os tipos de nado usam principalmente os músculos anteriores. O nado de costa se concentra no uso dos músculos posteriores. Flexionar as costas, mantê-las arqueadas e empurrar as omoplatas em conjunto e para baixo é essencial no desenvolvimento de um nado eficiente.
  • Se houver bandeiras próximo à extremidade da piscina, conte as braçadas durante a prática para saber quantas serão necessárias delas à borda. Subtraia 2 desse valor e efetue o giro nesse ponto para completar a volta. Exemplo: Eu levo 5 braçadas desde as bandeiras até alcançar a borda e, por isso, na minha terceira eu faço o giro e completo a volta.
  • O nado de costas é um nado de eixo longo. Isso significa que o corpo gira em um eixo imaginário que começa na coroa da cabeça e segue por toda a coluna vertebra.
  • Assegure-se de gerar rotação idêntica em cada um dos lados.
  • Mantenha o pescoço tão relaxado quanto possível. Se ele se tornar tenso e contraído, incline a cabeça levemente para trás para relaxá-lo.
  • Mantenha a cabeça estável. Durante o nado, ela deve estar voltada diretamente para o céu.
  • Toda e qualquer rotação deve começar com o quadril. Use os músculos posteriores do quadril para girar o tronco e os ombros na água.
  • Não permite à cabeça ir para frente e para trás.
  • Gire todo o corpo para trás e para frente como uma unidade. Não permita que os ombros e quadris girem independentemente um do outro.
  • Ao terminar a recuperação, os braços não entram na água diretamente sobre a cabeça. Eles devem entrar em um ângulo de 45 graus em relação ao corpo. Em um relógio analógico, se a sua cabeça está na posição de 12 horas, os braços devem entrar na água às 11 e 13 horas.
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segunda-feira, 3 de setembro de 2018

09:07:00

Treinamento Cardio e a Musculação

O treino cardiovascular é baseado em exercícios que proporcionam diferentes benefícios para o corpo, especialmente no que diz respeito à saúde cardiovascular prevenindo vários fatores de risco deste tipo de doenças. No treinamento físico, é responsável pela resistência e base da preparação física.

Há uma grande variedade de exercícios de cardio, mas, em geral, todos eles caem em uma das três categorias. Provavelmente, o mais conhecido é, o treinamento aeróbico lento e estável, que inclui atividades como caminhada rápida, corrida, ciclismo e remo.

Na extremidade oposta estão os exercícios anaeróbicos, que consistem em piques intensos e curtos de energia. Sprints e treinamento intercalado de alta intensidade – piques curtos e alternados e repetidos de energia em baixa intensidade – se enquadram nesta categoria.

O terceiro tipo de treinamento cardio entra no meio das duas categorias anteriores, equilibrando atividades aeróbicas e anaeróbias para alcançar seus objetivos fitness.

Se o objetivo do treino cardiovascular for de hipertrofia ou condicionamento físico geral, o ideal é praticar a atividade aeróbica após a musculação para um melhor aproveitamento das fontes energéticas. O treino cardiovascular depois do treino de musculação proporciona uma maior libertação da hormona de crescimento, que não só estimula a queima de gordura, como também a recuperação do tecido muscular. Porém, se o foco do treino for para preparação de corridaas de rua, meia maratona, triátlon, ciclismo, dentre outras, o melhor é que o treino aeróbico seja feito antes do treino muscular.

Quer crescer? Treine primeiro a musculação

O glicogênio é o combustível fundamental para os músculos funcionarem.

Quando você realiza um treino cardiovascular longo ou intenso primeiro, pode esgotar parte importante desta reserva de energia que será usada pelos seus músculos posteriormente. Assim, sua musculatura poderá ficar fatigada no momento da musculação, não atingindo a intensidade ideal e ainda possibilitando a ocorrência de lesões.

Outra variação entre as duas atividades diz respeito à síntese proteica, essencial para a construção da massa muscular. Uma pesquisa recente, realizada pela Universidade da Califórnia, comprovou ainda mais benefícios do treino cardiovascular para os praticantes de musculação. Segundo o estudo, o cardio é capaz de acelerar a recuperação muscular.

Quer melhorar a resistência? Treine o Cardio primeiro!

Por outro lado, pessoas que treinam para corridas e provas de resistência devem valorizar o treino aeróbico em primeiro lugar. Como o fundamental nestas competições não é a força muscular, o atleta não precisa poupar glicogênio para a hipertrofia.

Através do treino aeróbico, o praticante melhora a distribuição de oxigênio pelo corpo, condicionando para uma atividade de longa duração.

Portanto não existe uma regra para que o um treino se sobreponha ao outro. Caso contrário não existiria vários protocolos de intensidades diferentes. O que existe são momentos oportunos para prescrever o modelo de treino correto para o estado de condicionamento atual do seu aluno. Por isso a grande importância de um acompanhamento profissional.

Conheça o Workshop "Periodização de Treinamento Cardio"que ensina todos os cálculos necessários e fórmulas existentes para se periodizar um treinamento cardiorrespiratório. Clique aqui!


quarta-feira, 22 de agosto de 2018

18:08:00

Todas as informações que você precisa antes do Campeonato brasileiro de kickboxing de 2018


Tem sido um grande ano para os fãs de kickboxing, com 37 eventos da WAKO (Associação Mundial de Organizações de Kickboxing) tendo sido realizados e treze eventos que ainda estão para acontecer até o final do ano

O Campeonato brasileiro de kickboxing de 2018 é o próximo evento e é o último campeonato que permite que os participantes das Américas do norte e do sul se qualifiquem para o Campeonato pan-americano de kickboxing no final de outubro.

Como na maioria dos campeonatos de kickboxing, o Campeonato brasileiro de kickboxing permite que lutadores de todas as modalidades e estilos compitam, garantindo que todos os diferentes tipos de kickboxing sejam representados de forma justa.

Chegando ao torneio, Alex Pereira deve causar uma grande impressão- Ele é um dos favoritos nos sites de apostas online. Alex é um dos competidores mais reconhecidos no esporte e atualmente é considerado o peso médio número um do mundo. Originalmente pugilista, ele mudou para o kickboxing em 2009 depois de desistir de sua carreira como boxeador.

Desde a transição, Alex Pereira se tornou um dos competidores mais reconhecidos do esporte. Apesar de ter se tornado kickboxer em 2009, ele ganhou destaque em 2013, quando se tornou campeão pan-americano da WAKO Pro. Desde essa vitória em 2013, Alex Pereira passou a ganhar várias honras e atualmente detém os títulos WGP Kickboxing de peso pesado Júnior e Glory Kickboxing de peso médio. Sua vitória mais recente aconteceu no mês passado quando ele derrotou Yousri Belgaroui ao defender seu título do Campeonato Glory de peso médio.

Com o campeonato de kickboxing se aproximando rapidamente, este infográfico foi criado para fornecer todas as informações essenciais que você precisará saber sobre a competição. Será a primeira vez em vários anos que a competição acontecerá em Curitiba, por isso, este infográfico mostra para onde ir e também dá uma ideia do tipo de prêmio em dinheiro pelo qual os competidores lutarão.


segunda-feira, 20 de agosto de 2018

09:00:00

Quais são as lesões mais comuns em atletas de alto rendimento?

 


Luxação, entorse e rupturas, são a mesma coisa? Não são a mesma coisa. Os problemas atingem todos os tipos de pessoas, mas principalmente, atletas de alta performance, já que estão mais expostos aos limites do corpo durante treinos e competições.

As principais causas de lesões esportivas costumam estar associada à fadiga pela sobrecarga muscular em treinamentos, alta frequência de jogos, como em uma competição curta como o mundial, e quando há lesões não tratadas adequadamente. É importante que o atleta conheça seus limites e tenha um acompanhamento médico e de um profissional de educação física para realizar suas atividades. Assim, ele evita lesões desnecessárias e se recupera melhor quando for o caso.

Para entender os diferentes tipos de lesões e quais são as mais comuns em atletas, listamos abaixo os danos que o corpo pode sofrer com as lesões. Confira!

Contusões: São as lesões mais comuns entre os atletas, principalmente em esportes de contato físico. São lesões geralmente leves, de fácil tratamento e rápida recuperação, normalmente sem sequelas. Porém, em casos de trauma de maior energia, que são mais graves, podem causar rupturas dos músculos da região atingida, como na coxa por exemplo, e levar o atleta a um período maior de recuperação. Na gíria do futebol são as "paulistinhas" ou o "tostão".

Entorses: São as lesões com ruptura de ligamento de uma articulação em consequência de um trauma torcional como quando o pé está apoiado no chão e a perna sofre uma rotação brusca e, por exemplo, causa a lesão no ligamento do joelho que foi "forçado". Existe também a possibilidade do comprometimento do ligamento tornar-se crônico. O tratamento indicado depende do ligamento que se rompeu. Pode ser necessária a reconstrução cirúrgica, especialmente em atletas. Os entorses de tornozelo são os mais frequentes.

Fraturas: Normalmente, a fratura ocorre por trauma direto ou indireto como nas quedas, golpes diretos e indiretos aplicados de maneira indevida. As fraturas podem ser geradas pelo estresse que acontece em casos de estímulo sucessivo e repetitivo sem o tempo adequado de recuperação. Por conta disso, o osso lenta e progressivamente apresenta uma fratura pela quebra prevalecer sobre a reconstrução. Por serem de diagnóstico mais difícil pela presença tardia de sintomas, essas fraturas são, por vezes, até mais complicadas de serem tratadas. Além disso, as recidivas são frequentes.

Luxação: É consequência do rompimento de ligamentos que mantêm a relação que existe entre os ossos de uma articulação. Quando ocorre a lesão, é como se houvesse um "desligamento" da articulação com perda total da função. As luxações são graves e precisam de atendimento médico imediato. A articulação deve ser restabelecida prontamente para minimizar os possíveis danos que podem ser irreversíveis, no caso de demora do atendimento.

Estiramento ou ruptura muscular: Os estiramentos dos músculos são caracterizados pelo rompimento das suas fibras durante a execução errada de um movimento nos esportes. Podem ser leves ou graves, dependendo da energia que a causou. Se leve, a dor pode permitir que o esforço continue e a lesão aumentar. As mais graves são incapacitantes e obrigam o atleta a parar.

Quer saber mais sobre Fisioterapia no Esporte? Acesse o blog de Fisioterapia Desportiva do Faça Fisioterapia.

quinta-feira, 26 de julho de 2018

15:48:00

Treinamento de Natação para Crianças




A prática da natação aliada à estimulação de habilidades, respeitando as fases sensíveis da formação, a individualidade de cada um e o ensino adequado e programado, proporciona o desenvolvimento multilateral da criança, contribuindo para sua formação geral bem como para o aprendizado de uma modalidade esportiva que ele poderá praticar no decorrer da vida, seja para o esporte ou para outras finalidades

Antes de iniciar um treinamento especializado infantil é de fundamental importância que algumas orientações sejam seguidas a fim de que o trabalho seja desenvolvido adequadamente, de modo que não venha prejudicar a saúde da criança.

Portanto, os técnicos de natação e consequentemente os clubes devem ser responsáveis por considerar os aspectos científicos na preparação de treinamentos para crianças.

A frequência semanal dos treinos, bem como a aplicação do volume e da intensidade dos treinamentos, são pontos a serem considerados a fim de se evitar um desenvolvimento antecipado do potencial atlético de crianças. Neste sentido, TERRA (1990) defende que se o estímulo dado à criança for adequado, considerando suas limitações físicas, emocionais, sociais e intelectuais, a natação irá sem dúvida lhe proporcionar um desenvolvimento harmonioso.

O tempo livre da criança não deve ser de todo absorvido pelos treinamentos e competições; ela deve dispor de tempo suficiente para outros domínios da vida como escola, família e amigos. E importam situações que permitam a criança usufruir de contatos sociais variados, além daqueles estabelecidos no treino e nas competições, evitando um eventual isolamento. Igualmente, deve ser garantido um espaço suficiente para que o tempo livre seja usado no cultivo de outros interesses além do esporte.

Sendo muito importante que o técnico de natação obtenha conhecimentos de pedagogia e psicologia, conduzindo de forma satisfatória seus nadadores, e sabendo retê-los, permitindo que estes, de vez em quando, faltem ao treinamento para que possam ir ao cinema ou mesmo se reunirem com os amigos.

O fator idade interfere na aprendizagem e no nível de desempenho das crianças, sendo, portanto, importante considerá-la ao se iniciar a prática desportiva.

O único esporte que não há limite de idade para o aprendizado é a natação. No entanto, o treinamento da natação envolvendo crianças, requer considerações relevantes ao processo de crescimento e desenvolvimento, para que o treinamento seja eficaz este deve ser fundamentado em dados do desenvolvimento biológico e antropométrico, muito mais do que a idade cronológica.

São os principais fundamentos da natação, a flutuação, a propulsão e a respiração do nadador (inspiração e expiração), devendo haver muito cuidado e atenção ao ensino dessas etapas aos alunos em fase de aprendizagem. Visto que em todo o programa de iniciação devemos encontrar uma hábil dose de exercícios de flutuação, respiração e propulsão, sem a qual o estudo seria certamente enfadonho.

As atividades motoras de aperfeiçoamento dos movimentos são agrupadas por áreas e compõem um repertório a ser utilizado pelo professor de natação do clube.

Foram trazidas 12 (doze) sugestões de brincadeiras envolvendo a ludicidade para iniciação da natação para crianças entre 03 e 06 anos.

O treinamento de base deve responder as seguintes regras:

·   Formação básica polivalente com aprendizagem e domínio das quatro técnicas de nado;

·   Aquisição de habilidades técnicas básicas, estabelecendo uma ampla base motora;

·   Métodos e treinamentos múltiplos de formação geral.

O objetivo é a aprendizagem gradual do nado, com ganho de velocidade enquanto se aperfeiçoa a técnica e se desenvolve o conceito de ritmo, alcançando o máximo de rendimento na idade adequada.

O ideal e é organização dos períodos de modo a respeitar os tempos de recessão escolar, sendo a organização do treinamento pautada em períodos breves, garantindo fases suficientes de recuperação e restauração no organismo das crianças.

Em infantis do grupo A é conveniente treinar ao máximo 6 (seis) sessões semanais no inverno, e adicionar no máximo duas sessões a mais no verão, com alto conteúdo técnico. Em infantis do grupo B, o ideal é treinar 6 (seis) sessões no inverno e adicionar de 3 (três) a 4 (quatro) no verão. Já os juvenis do grupo A, 8 (oito) sessões no inverno, adequando as possibilidades, e de 10 (dez) a 11 (onze) no verão.

As competências permitem um controle contínuo do efeito das formas e métodos de treinamento, proporcionando uma direção no processo. Servem, sobretudo, para diversificar o treinamento e suas exigências, bem como, para manter a motivação. Não devendo perturbar o processo de treinamento em longo prazo por uma preparação especial.

Os pais têm papel importante no desenvolvimento dos atletas que se destacam em atividades esportivas e atingem o alto nível de desempenho. Este papel pode ser em forma de participação ativa, acompanhamento de atividades, suporte social e financeiro, mudança na rotina e nas prioridades da família, entre outras formas. Porém, faz-se necessário que estes sejam orientados a respeitarem as fases de desenvolvimento e maturação pelas quais seus filhos passam a acreditarem que o mais importante na prática de um esporte, como a natação, é a formação para uma vida saudável e equilibrada, enquanto o sucesso seria apenas um fator secundário.

O DVDs Sports tem aulas de Natação online com vários temas para facilitar a vida do professor. Clique aqui e veja os temas!

segunda-feira, 9 de julho de 2018

09:31:00

Como melhorar a força do arremesso?


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Há certas modalidades em que é fundamental ter um bom arremesso de maneira a marcar a diferença. Por exemplo, na modalidade de arremesso de peso é importante um atleta ter força e aceleração no braço. Mas estas qualidades não são exclusivas de praticantes de arremesso de peso. Os jogadores de andebol, de pólo aquático e de basebol, por exemplo, também necessitam de possuir estas qualidades.
Sendo assim, em modalidades ou desportos em que é importante ter um bom arremesso, quais as características importantes a desenvolver? Que região do nosso corpo devemos trabalhar mais?

  Resumindo, como melhorar a força do arremesso?

Um estudo recente realizado com 38 praticantes de modalidades de arremesso iluminou esta questão [*1]. Os voluntários tiveram de executar os exercícios de supino e de meio agachamento. Foram avaliados os parâmetros da força e velocidade na execução dos exercícios. Também foi retirada informação sobre a rigidez dos membros inferiores durante o maior salto executado pelos voluntários.
Os investigadores descobriram que os melhores desempenhos destes atletas durante a época estava correlacionada com os melhores registos no supino e no meio agachamento a nível da força máxima aplicada. Concluíram, portanto, que a força e a rigidez dos membros inferiores e a força e velocidade dos membros superiores pode estar associada à performance de arremesso dos atletas.

Como desenvolver a força muscular e melhorar o arremesso?

Visto isto, existe alguma forma de desenvolver a força dos músculos dos membros inferiores e superiores, para além do trabalho de ginásio? Um recente estudo responde "sim": através do uso de pesos ajustáveis como parte do aquecimento.

Dez jovens praticantes de arremesso de peso foram divididos em 3 grupos: o grupo sem peso extra, o grupo com acessórios de peso de 1,37kg e o grupo cujos acessórios de peso era de 2,27kg. Os resultados foram prometedores: os atletas que integraram acessórios de peso de 1,37kg no seu aquecimento aumentaram o seu arremesso em 3,54m. Os atletas que usaram pesos de 2,27kg aumentaram o seu arremesso numa média de 3,15m.

Os cientistas concluíram que incluir pesos ajustáveis durante uma parte ou durante todo o aquecimento é uma boa maneira de aumentar o arremesso na competição.

publicado em 2411/12 e revisado em 09/07/18

quarta-feira, 6 de junho de 2018

12:08:00

Treino físico para uma peneira de Futebol



Peneira de futebol é um mecanismo usado em todo o mundo para filtrar bons jogadores em todas as idades. Comum em clubes brasileiros para descobrir talentos da base, o sucesso nela embala o sonho de muito garoto e pai de garoto pais afora.

É um passo que o pode levar longe na sua carreira esportiva e que o ajudará a atingir as suas metas pessoais. Se for o seu caso e estiver treinando para isso, deve considerar vários fatores, porque é tão importante treinar fisicamente como mentalmente.

Independente da idade, é preciso preparar-se fisicamente.  Jogue muito futebol, mas faça também outros tipos de exercícios diferentes.

Planeje quais exercícios pode fazer para melhorar em aspectos como a resistência, a velocidade ou a força, já que todos são igualmente importantes. Para treinar seu físico pode ir a uma academia e pedir a ajuda dos monitores de lá, ou pode fazer isso em casa, mas lembre-se que precisa de uma rotina que inclua todos os aspectos, por isso pense bem.

Numa peneira, a s valências físicas estão sempre sendo avaliadas pelos profissionais dos clubes. Além de não querer ninguém fora de peso ou que não consegue manter-se bem durante a partida toda, eles precisam escolher e direcionar quem tem o melhor condicionamento físico. Quem estiver aprimorado nos treinamentos e destacar-se nas disputas de força, velocidade, aceleração, troca de direção, terá vantagem.

Dica boa para quem está pensando em treinar para peneiras de futebol:

Você precisa conhecer o TREINAMENTO EXCLUSIVO para formar atletas de alta performance. Através de conceitos práticos, todos testados e comprovados, montamos um CURSO COMPLETO para formar ATLETAS DE ALTO IMPACTO, capazes de passar nas Peneiras de Futebol mais difíceis que existe, com um conteúdo moderno e inovador. Clique aqui e saiba mais!


segunda-feira, 4 de junho de 2018

14:35:00

Capacidade física na técnica individual do Voleibol


 



O Treinamento Técnico Individual favorece o aperfeiçoamento técnico individual - até os altos níveis internacionais - na medida em que atletas tornam-se aptos/capazes para a execução dos fundamentos da técnica, de todas as maneiras e, sobretudo, sem limitações.

A seguir, como exemplo, enumeramos fundamentos da técnica individual e citamos valências físicas funcionais que contribuem para suas corretas execuções.

Saque

- Velocidade de Deslocamento, por ocasião das passadas que precedem a impulsão.

- Força Explosiva da musculatura dos membros inferiores, para obter boa impulsão e, com isso, executá-lo com maior alcance.

- Força Explosiva da musculatura dos membros superiores, tendo em vista golpear a bola com maior impacto e, assim, imprimir maior velocidade possível à trajetória da mesma.

- Velocidade dos Movimentos do tronco e dos braços, para golpear a bola com a maior potência possível.

- Flexibilidade de Movimentos da coluna vertebral e dos ombro, propiciam maior amplitude dos movimentos e, consequentemente, contribuem para melhorar a potência do golpe.
  
Toque

- Velocidade de Deslocamento - de todas as maneiras e em diferentes distâncias -, a fim de colocar-se corretamente em relação à bola.

- Força Explosiva da musculatura dos membros inferiores, para obter boa impulsão e, nos levantamentos, executá-lo com maior alcance.

- Força nos músculos das mãos e dos dedos, a fim de suportar o impacto da bola, por ocasião da defesa e recepção do saque "Viagem". 

Manchete

- Velocidade de Deslocamento - de todas as maneiras e em diferentes distâncias -, a fim de colocar-se corretamente em relação à bola.

- Força em diferentes angulações de flexão da perna, para executá-la sem perda de equilíbrio, por ocasião da recepção do saque e da defesa.

- Flexibilidade de Movimentos das articulações dos tornozelos, joelhos, coxofemoral e coluna vertebral, para executá-la com máximo equilíbrio. 

Bloqueio

- Força Explosiva nos músculos dos membros inferiores, tendo em vista a obtenção da melhor impulsão e do maior alcance possíveis.

- Força na Musculatura abdominal e dorso-lombar, para a obtenção do equilíbrio essencial na execução do fundamento.

- Velocidade dos Movimentos da flexão e extensão das pernas, da elevação e movimentação dos braços. 

Técnicas de Ataque (Cortada e Recursos de Ataque).

- Velocidade de Deslocamento por ocasião da aproximação para o ataque.

- Força Explosiva nos músculos dos membros inferiores, tendo em vista a obtenção da melhor impulsão e alcance possíveis.

- Força Explosiva nos músculos dos membros superiores, tendo em vista golpear a bola com a maior potência possível.

- Força na Musculatura nas musculaturas abdominal e dorso-lombar, para a obtenção do equilíbrio na execução do fundamento. 
 
NOTA 

A Resistência Muscular Localizada é valência essencial para que o atleta suporte a natureza repetitiva - peculiar - do treinamento de todos os fundamentos da técnica individual.

Se você trabalha com crianças ou adolescentes e lida com Voleibol, não pode deixa de conhecer o "TOP 100 VOLEIBOL".  Clique aqui

quarta-feira, 25 de abril de 2018

10:55:00

Treino funcional de atletas do vôlei de praia para fazer na areia


Para aguentarem os saltos, os agachamentos e os tiros (e a dificuldade imposta pela areia fofa), as jogadores de Vôlei de Praia mantêm um condicionamento físico impecável. Não basta saber a técnica do esporte. Se elas não tiverem fôlego, não vão conseguir executar os movimentos da forma correta.

Além da série de musculação na academia, é importante fazer um circuito funcional na praia, onde simula-se situações da partida. A ideia é melhorar a condição cardiorrespiratória para que tivessem velocidade e resistência muscular durante o jogo. Para nós – simples mortais –, o treino ajuda a ganhar tônus e queima até 400 calorias. Ele tem curta duração porque é muito intenso. A areia exige bastante da musculatura profunda, responsável pela nossa estabilidade

A seguir, confira um circuito na areia inspirado nas esportistas do vôlei de praia. A próxima corridinha à beira-mar será moleza!

Funcional na areia

Faça de 2 a 3 ciclos (depende da sua aptidão física) com 1 minuto de descanso entre cada exercício.

1. Deslocamento lateral

treino funcional na praia

a. Comece com os joelhos semiflexionados e as pernas afastadas na largura do quadril.

b. Pise o pé esquerdo ao lado e aproxime o direito, dando um saltinho. Afaste o esquerdo mais uma vez. Agora retorne e faça o mesmo para o outro lado o mais rápido que conseguir (como se fossem dois deslocamentos para cada lado). Faça durante 30 segundos.

Opção de troca: escada de agilidade >> marcação com minicones ou na areia.

2. Salto no caixote

treino funcional na praia

a. Com as pernas afastadas e flexionadas na largura dos ombros, incline levemente o tronco à frente.

b. Salte em cima de um caixote, flexionando os joelhos para amortecer a queda. Retorne à areia, pisando primeiro com a esquerda (alterne as pernas na volta). Faça durante 30 segundos.

Opção de troca: caixote >> banco.

3. Arremesso de bola medicinal

treino funcional na praia

a. Segure uma bola medicinal acima da cabeça, com os braços semiflexionados.

b. Desça o tronco em um movimento rápido, arremessando a bola na areia. Pegue a bola e retorne de forma controlada. Faça com 3 kg durante 30 segundos.

Opção de troca: bola medicinal >> halter.

4. Corrida em velocidade

Dê tiros o mais rápido que conseguir.

Faça 4 x 20 m (como se fossem 20 passos) e 30 segundos de descanso entre as séries.

5. Burpee

treino funcional na praia

a. Fique em pé.

b. Agache-se, apoiando as mãos, afastadas na largura dos ombros, no solo.

c. Jogue as pernas para trás e toque o peitoral no chão, flexionando os cotovelos. Retorne à posição b, fazendo força nos braços, levante-se e salte com os braços e as pernas estendidos. Faça durante 15 segundos.

6. Escada de agilidade

treino funcional na praia

a. Comece com os dois pés dentro do primeiro quadrado da escada.

b. Salte para abrir as pernas e pise fora da escada. Agora, salte e junte os pés no quadrado da frente. Faça durante 30 segundos.

7. Abdominal na fita de suspensão

treino funcional na praia

a. Prenda a fita em um poste ou em uma trave de futebol. Apoie o peito dos pés na alça e fique na posição de flexão.

b. Flexione os joelhos, trazendo-os em direção ao peitoral. O core deve ficar contraído o tempo todo para controlar o movimento. Faça 3 x 15 repetições com 30 segundos de descanso entre as séries.

Opção de troca: fita >> prancha lateral na areia fofa. Faça durante 30 segundos (cada lado).

8. Afundo no disco

treino funcional na praia

a. Pise com o pé esquerdo no disco e posicione o pé direito, flexionado, atrás.

b. Dobre os joelhos para descer até formar 90° com as pernas. Não deixe que o joelho esquerdo ultrapasse os dedos do pé. Faça 2 x 10 repetições (cada perna)

Opção de troca: disco >> areia fofa.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

15:51:00

Fisiologia da Pliometria



A premissa por trás do uso do exercício pliométrico de melhorar a capacidade de reação e a força vem do que se chama de 'ciclo estiramento-encurtamento'. Esse termo refere-se à mudança pela qual passa o músculo quando ele é carregado excentricamente e depois contraído concentricamente.

O que está na verdade sendo treinado durante a pliometria é o período curtíssimo entre as fases excêntrica (estiramento) e concêntrica (encurtamento) desta contração muscular.



A pliometria possui uma característica na produção de força conhecido como CAE( Ciclo Encurtamento-Alongamento).

O reflexo de estiramento provoca a contração do músculo quando este é excessivamente alongado e inibe a ação da musculatura antagonista. Por exemplo, quando o músculo quadríceps é alongado, os órgãos proprioceptores presentes na estruturada muscular (fuso muscular e órgãos tedinosos de golgi) são ativados. Esses proprioceptores são sensíveis tanto ao grau de alongamento da musculatura quanto à velocidade com que esse alongamento ocorre. Uma junção sináptica envia um sinal aferente de que o quadríceps está sendo alongado para a coluna vertebral. Isso provoca a reação do motoneurônio alfa presente na coluna, que responde enviando um sinal eferente à musculatura. De forma a proteger o músculo do alongamento excessivo, a resposta do motoneurônio provoca a contração do quadríceps e a inibição da musculatura antagonista (neste caso os isquiotibiais).

O reflexo de estiramento é utilizado frequentemente na prática esportiva, pois a  maioria dos gestos esportivos envolve duas fases de ação muscular. Uma fase excêntrica, onde o músculo exerce tensão para alongar, seguida de uma ação concêntrica onde o músculo é encurtado. O pre-estiramento da musculatura
(ação excêntrica) permite acumular energia na mesma, como acontece quando se estica um elástico. Essa energia potencial elástica acumulada pode ser usada pra aumentar a força da ação concêntrica seqüente. A ação concêntrica deve acontecer imediatamente após a excêntrica ou a energia elástica acumulada se dissipa da musculatura como o calor. Por exemplo, o contra-movimento que precede o salto vertical, permite que o quadríceps acumule energia para uma ação concêntrica mais forte, aumentando a altura do salto. A quantidade de energia acumulada depende da velocidade e do grau de estiramento da musculatura. Explorar a elasticidade muscular e o reflexo de estiramento é a base do treinamento pliométrico. Os estudos mostram que quanto mais rápido a musculatura for alongada, maior será a força na ação concêntrica.

Os exercícios pliométricos podem ser divididos em: saltos no lugar, saltos em progressão, saltos em profundidade e exercícios para os membros superiores. A intensidade pode ser modificada através da altura do salto, tipo de salto e altura de queda. Dentro destas quatro categorias existe uma variedade de exercícios que podem ser utilizados. É importante frisar que a pliometria não deve ser usada para se 'entrar em forma'", fazendo-se necessário uma fase adaptativa de força antes de adicioná-la ao programa de treinamento, principalmente para a realização de movimentos mais avançados.

O treinamento utilizando diversas modalidades de saltos já foi comprovado como eficiente para o aumento da potência dos membros inferiores.  A pliometria é muito aproveitada por atletas para melhorar o desempenho, isto é, permitir que a musculatura e demais estruturas atuantes estejam mais preparadas para alterações repentinas de deslocamento ou otimizar os saltos, entre outros benefícios.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

10:47:00

4 ebooks para facilitar o ensino do Voleibol

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O Voleibol é um esporte muito praticado em quadras espalhadas por todo o país. Por ser um esportes que tem fundamentos mais dificeis de se executar d que o Futebol ou o Handebol é preciso que o professor foque na boa execução da machete, toque, saque e cortada para que o jogo tenha um bom andamento.

Para ter um bom ensinamento desse esportes os professores precisam ter material para facilitar sua vida. Exercícios prontos (que já funcionaram com outros professores) para desenvolver na quadra, de acordo com nível da turma, vão fazer o aprendizado ser facilitado.

Então vou indicar 4 ebooks para facilitar esse caminho para os professores:

+ de 300 Exercícios de Voleibol
100 Atividades para Voleibol Escolar
Voleibol: Como Montar Treinos Passo a Passo e + de 170 exercícios
Voleibol para iniciantes

Espero que facilite a sua vida, como facilita a vida de professores que usam esses guias.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

15:00:00

Cansaço físico e sobretreinamento


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O cansaço físico é compreendido como um fenômeno que ocorre no organismo, provocado por agentes estressantes dos programas de treinamento aplicado. Pode apresentar-se como:

Cansaço físico geral: resultado de um trabalho intenso e prolongado (geralmente conseqüência de esforços aeróbios e anaeróbios intensos). O cansaço físico geral,a tinge vários grupos musculares utilizados no esforço.

As principais causas são:

Diminuição dos níveis de glicogênio muscular e hepático
Desidratação
Microtraumatismos das miofibrilas, responsáveis pelo mecanismo de contração das fibras musculares.

Cansaço físico local: ocorre em grupos musculares isolados e definidos. Geralmente causados pela falta ou insuficiência de resistência muscular localizada e desequilíbrio de força entre os músculos agonistas e antagonistas.

A incidência deste tipo de cansaço deve ser levado em consideração pelo fato de a musculatura apresentar fatores que, se negligenciados, levarão a lesões musculares.

Os níveis de cansaço físicos dependem:

Do volume de treinamento
Da duração do esforço
Da intensidade do esforço
Da duração dos intervalos de esforço 
Da freqüência dos esforços
Do estagio de treinamento dos atletas.

O cansaço físico acentuado pode levar o atleta a uma condição de exaustão, conhecida como Sobretreinamento ou Strain Físico. Esta situação quando ocorre, produz no atleta um estado indesejável de rendimento.

Principais causas:

- Aumento muito acentuado do volume (quantidade) e intensidade (qualidade) dos esforços
- Instrução técnica exaustiva
- Aplicação excessiva de métodos e meios de treinamento exclusivo, sem variedade dos mesmos
- Acúmulo de treinamento e competições em curto espaço de tempo
- Não respeito aos fatores temporais de recuperação e supercompensação física.

Em principio, distingue-se o sobretreinamento em:

a)    Sobretreinamento Simpaticotônico: caracterizado por um aumento de excitação e uma vivacidade física. Essa forma de strain físico é fácil de ser percebida, uma vez que o atleta apresenta um grande número de sinais e sintomas como: fadiga fácil, excitabilidade exagerada, insônia, perda de apetite, perda de peso corporal, tendência à sudorese exagerada, termorregulação anormal, olheiras, tendência à cefaléia, palpitações, palidez, pulso acelerado, aumento do  metabolismo basal, temperatura corporal ligeiramente elevada, restabelecimento retardado da freqüência cardíaca ao estado de repouso após o esforço, pressão sangüínea atípica, hiperpnéia anormal sob condições de esforço, hipersensibilidade sensorial (principalmente auditiva), desenvolvimento motor pouco coordenado, tempo de reação abreviado, recuperação geral retardada, agitação e ansiedade aumentadas, irritabilidade e depressão.

b)    Sobretreinamento Parassimpaticotônico: caracterizado por uma preponderância das funções inibitórias, da fraqueza corporal e da falta de ânimo. O atleta sente-se inapto para mobilizar a energia necessária para o treinamento ou competição. Esta forma de manifestação é de difícil diagnóstico, uma vez que não apresenta nenhuma perturbação em condição de repouso e seu inicio é insidioso.
Quando diagnosticado a condição de sobretreinamento, deve-se, entre outros aspectos:
- Reduzir o volume e a intensidade dos esforços
- Utilizar massagens e outras formas ativas de recuperação (sauna, hidroterapia etc.)
- Utilizar atividades recreativas e exercícios de descontração e relaxamento
- Utilizar alimentação rica em substratos energéticos, correspondentes ao gasto energético
-  Utilizar-se da psicoterapia.

Portanto, o controle dos métodos de aplicação de esforços quando negligenciado pode desenvolver síndromes de sobrecargas de aspectos diversos, tanto físico como psíquico. Sendo assim, o sobretreinamento é entendido como um acúmulo excessivo de estímulos.

Escrito por: Luiz Carlos Brollo 

Publicado em 14/11/12 e revisado em 10/01/18

10:10:00

O Treinamento físico e Mental

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Toda equipe precisa lutar para atingir o ponto máximo nos planos técnico e tático. Isto só é possível com muito trabalho nos campos físico e mental. Uma equipe campeã se dedica ao preparo físico e mental ao extremo.

Treinamento das Habilidades Perceptivo-Motoras

Acuidade Visual - Na média, as pessoas podem distinguir detalhes a 4,5metros de distância, utilizando a visão central, ou seja, o foco para onde olhamos num dado instante. Por isso, arremessos e passes até esta distância são recomendados.

Visão Periférica - Os processos de percepção da visão periférica e visão central são independentes. A visão periférica possibilita a reação a um movimento ocorrido fora do foco de nossa visão (visão central). Não se trata apenas da detecção de eventos que estão ocorrendo na periferia, mas também da taxa de resposta a esses estímulos periféricos. Devemos ver a bola utilizando a visão central e, ao mesmo tempo, visualizarmos e reagirmos a movimentos de companheiros e adversários através da visão periférica. Esta deve ser treinada.

Percepção de Profundidade - É a capacidade de o indivíduo calcular com precisão a distância entre ele e outro objeto, no ambiente em que se encontram, e de avaliar as distâncias comparativas e as profundidades de dois ou mais objetos, no campo visual. Fundamental no arremesso e no passe.
Tempo de reação visual - É o tempo (na casa dos 200ms) entre a apresentação de um estímulo visual inesperado e o início da resposta àquele estímulo.
Habilidades de coincidência temporal - São aquelas que exigem que as ações sejam iniciadas em um momento preciso, como a recepção de um passe, por exemplo.

Treinamento Mental

Pirâmide psicológica do alto rendimento
 
1. o perfil psicológico/personalidade do indivíduo envolvido
2. a psicologia na estratégia de performance máxima
3. enfrentando estratégias de adversidade
Áreas específicas do treinamento mental
1. Autoconfiança
2. Estabelecimento de objetivos (determine objetivos realistas e específicos, com prazos adequados e procure subir degrau a degrau);
3. Gerenciamento do estresse
4. Imagem e visualização (primeiramente, pratique e aperfeiçoe a técnica em sua mente, para depois praticá-la fisicamente. Aprimore a mentalização das técnicas e sua performance irá te surpreender);
5. Concentração e atenção (nos momentos em que temos sucesso em executar uma técnica em alta performance, nossa mente sempre estava focada no objetivo);
6. Motivação (a crítica e a auto-crítica devem ser sempre positivas e construtivas).

Estabelecimento de objetivos
 
específicos e mensuráveis; difíceis, mas reais; tanto de rápido quanto de longo alcance; de performance, ao invés de resultados; positivos, ao invés de negativos; identificar uma data alvo para atingir cada objetivo; registrar os objetivos por escrito; avaliação contínua do progresso. Se é rápido, amplie suas metas, se não redefina-as.

Gerenciamento do estresse
 
ambiente - treinadores podem reduzir as incertezas comunicando-se com seus atletas de forma mais consistente.
físico - relaxamento por visualização (imaginação), progressivos (tensionamento/relaxamento muscular).
auto-relaxamento (respiração), e biofeedback (monitoramento cardíaco).
cognitivo - perceber os pensamentos negativos e substituí-los por outros de auto-ajuda.
Treinamento da Força e da Potência Muscular
A produção de força é determinada por: 1. Fatores biológicos - área da seção transversa do músculo (AST) e ao tipo de fibra muscular. Fibras do tipo I são de contração lenta e resistentes à fadiga. Fibras do tipo IIA são de contração rápida e resistentes à fadiga. Fibras do tipo IIB são de contração rápida e sensíveis à fadiga. 2. Fatores neuromusculares - referem-se à frequência de estimulação e ao recrutamento das unidades motoras. Com um aumento da frequência de estimulação, as forças geradas a cada impulso são somadas. 3. Fatores mecânicos - são relacionados aos mecanismos de ação muscular, comprimento do músculo e velocidade da contração.

Na musculação, para um objetivo de melhoria da força muscular explosiva:
Intensidade de carga - 90 a 100% da carga máxima
Repetições (3-1)   Séries (4-6)   Intervalo de recuperação (3-5 min.)

Para um objetivo de desenvolvimento da resistência (membros superiores):
Intensidade de carga - 40 a 60% da carga máxima
Repetições (15-25)   Séries (3-5)   Intervalo de recuperação (0,5-1,5 min.)

Força reativa - descreve a habilidade do sistema neuromuscular produzir grandes forças concêntricas após rápida fase excêntrica, em um intervalo de tempo muito curto.
Os músculos e, principalmente, os tendões são capazes de armazenar energia por curto intervalo de tempo (150 a 200ms). O alongamento não pode ser muito pronunciado e a combinação de contrações excêntrica-concêntrica deve ocorrer em tempo muito curto . Maximização do impulso e minimização do tempo são objetivos diferentes que devem ter meios de treinamento diferentes. Sugerimos o exercício de pular corda por 5 minutos por dia, 365 dias por ano aos atletas de basquete, ou saltitamentos com 10 séries e 12 repetições; saltos verticais com uma perna com 8 séries e 2x5 repetições .

Flexibilidade
 
A  flexibilidade pode ser definida como a amplitude de movimento possível em uma ou em várias articulações. A flexibilidade é vista como um dos meios mais eficientes para se evitar lesões. Flexibilidade é uma capacidade altamente individual e deve ser tratada como tal, para todos os atletas. É necessário que os treinadores decidam qual é o nível ótimo de flexibilidade e garantam que ela seja alcançada e mantida. Os tendões unem os músculos aos ossos. Suas estruturas têm pouca elasticidade e esta qualidade permite-lhes transferir a contração muscular diretamente para o osso em que se insere. Entretanto, o tendão possui alguma elasticidade, particularmente os mais longos, como o Tendão de Aquiles, que é de grande importância para armazenar energia elástica para saltos.

Exercícios de alongamento para o basquetebol:
1. flexão do ombro, circundação, extensores e adutores de ombro.

2. Quadril e abdome, coluna torácica, coluna lombar e quadril, rotatoes, flexores laterais e extensores de tronco.

3. Virilha, isquiotibiais, quadríceps, tornozelo-quadríceps, gastrocnêmio, tendão de Aquiles, flexores e extensores de quadril. Todos os grupos musculares (agonistas e antagonistas) devem estar em equilíbrio, em perspectiva de força e flexibilidade. O alongamento estático envolve alongamento lento (que inibe o estímulo do reflexo de alongamento) quase ao nível da resistência, em que, então, mantém-se durante 20-30 segundos ou até mesmo 60 segundos, se necessário. Durante este tempo a tensão diminui parcialmente e o atleta move-se lentamente para o novo e maior alcance de movimento. Um jogador de basquetebol necessita de flexibilidade, mas não ao extremo.

RELAXAMENTO - Não é possível alongar um músculo tenso ou contraído; ele deve estar relaxado. Pelo menos moderada transpiração deve manifestar-se antes dos exercícios de alongamento começarem, com objetivo de se evitar uma lesão muscular. O aquecimento pode ser por exercício ou banho quente.

REFLEXO MIOFÁSICO - Músculos têm sensores, que checam as mudanças nos seus comprimentos.
Quando o músculo varia o comprimento de maneira brusca, isto ativa o reflexo miofásico para prevenir lesões. Este reflexo impede um alongamento muscular adequado. Para evitar a ativação do reflexo miofásico, o alongamento deve ser feito lentamente. Alongue lentamente com uma carga constante. Segure por 30s a 1 minuto, relaxando o músculo enquanto nesta posição. Alongue músculos numa ordem apropriada, da capeça aos pés ou vice-versa. É importante considerar quais músculos são inter-relacionados. Para se atingir o máximo alongamento em determinadas áreas, pode ser necessário alongar um músculo inter-relacionado primeiro. Um fator importante no alongamento é o controle muscular, a abilidade de relaxar um músculo para alongá-lo e tensionar outro para força.

SEGURANÇA - A posição em que se está ao fazer alongamento deve ser segura, sem chance de deslizar ou cair, de outra forma o músculo pode ser tensionado ou ferido.

REGRA 48-72 HORAS - Não treine forte um dia e alongue forte no dia seguinte. Treine forte e alongue no mesmo dia ou treine forte num dia, descanse no dia dois, alongue no dia três.
O alongamento é um exercício, e se feito corretamente, ele desenvolverá força muscular.

PULSO - Um atleta bem condicionado terá um batimento cardíaco no repouso (antes de levantar pela manhã) de aproximadamente 50 batimentos por minuto. Pode-se reduzir o batimento cardíaco no repouso fazendo-o bater mais rápido por períodos longos regulares de exercício (12 a 20 minutos). O coração é fortalecido melhorando-se a qualidade do músculo do coração (miocárdio), e aumentando a coordenação das fibras.

EQUILÍBRIO - A posição e o deslocamento do atleta devem ser equilibrados. Para manter o equilíbrio, o centro de gravidade deve estar no meio das pernas e o peso igualmente distribuído entre elas. A flexibilidade executa papel fundamental na manutenção do equilíbrio.

Treinamento da Velocidade
 
Um dos requisitos da vitória consiste em pensar e agir mais rápido do que o adversário. Eis o objetivo do treinamento da velocidade em nosso esporte.
Fatores influenciadores da velocidade:
1. Aptidão: sexo, talento, constituição, idade, técnica, movimento, antecipação.
2. Fatores sensório-cognitivos e psicológicos: concentração, motivação, aceitação de informação, processamento, controle e regulação, força de vontade.
3. Fatores neurais: coordenação intramuscular e intermuscular, potencial de ação, velocidade de propagação, inervação reflexa.
4. Fatores musculo-tendinosos: distribuição do tipo de fibra, seção transversal de cada fibra, velocidade de contração muscular, elasticidade dos músculos e tendões, viscosidade muscular, comprimento do músculo e relação tronco-extremidades, suprimento de energia, temperatura do músculo.
Para sobrecargas cíclicas com intensidade máxima, o valor de referência é de 1 minuto de pausa para cada 10 metros percorridos.
O aquecimento é extremamente importante para o desempenho de velocidade. A força rápida, que é baseada no alto nível de força máxima, é o parâmetro decisivo para o desenvolvimento da capacidade de aceleração.
Os tempos das fases de suporte e de vôo, em ciclos unitários de passadas, são indicadores de desempenho do mais alto nível de velocidade, não devendo exceder 120ms. Importante fator de força está na tração de cada passada, que ocorre no movimento de extensão do quadril após apoio ativo do pé. Isso reduz a importância da extensão da perna, que , por sua vez, é importante na fase de aceleração. Para atingirmos velocidade máxima devemos tocar o solo e suspender o joelho em menos de 0,2 segundo.

Treinamento das Capacidades Aeróbica e Anaeróbica
 
Uma propriedade do músculo esquelético é a capacidade de transformar energia química em trabalho mecânico. A fonte imediata de energia química em uma contração muscular deriva da hidrólise do trifosfato de adenosina (ATP):  ATP + H2O  --> ADP + Pi + H+ + energia (29 kJ/mol)

A restauração do ATP pode ser alcançada tanto por reações anaeróbicas quanto aeróbicas. A produção anaeróbia de energia resulta no crescimento da concentração de lactato e acidose. A acidose leva a uma atividade muscular reduzida, caso os ions (H+) não sejam removidos ou lançados no sangue. Como resposta ao treinamento aeróbio verifica-se tanto uma melhora na eliminação do lactato do sangue quanto uma redução na produção de lactato nos músculos. A energia aeróbia é produzida na mitocôndria com a utilização de oxigênio retirado do sangue. A produção aeróbia de energia na fase inicial do exercício é limitada (para até 30 segundos de exercício, a produção total de energia se subdivide em 80% anaeróbica e 20% aeróbia), devido a um retardo no aumento do transporte de oxigênio para os músculos em atividade. Após 60 segundos de atividade intensa, os musculos dependem predominantemente do fornecimento de oxigênio (60% energia aeróbia) nos locais da utilização de energia. 


Através do treinamento intermitente pode-se treinar algumas fibras musculares (FT, de contração rápida) que somente seriam recrutadas após horas de exercício submáximo contínuo. O exercício intermitente também permite um alto estresse metabólico por tempo prolongado, sem que ocorra fadiga nas fibras recrutadas. O aumento da capacidade aeróbia do músculo treinado se deve em parte ao aumento de sua densidade capilar. Recomenda-se uma intensidade de treinamento aeróbio com a frequência cardíaca (FC) acima de 60% da FC máxima menos a FC de repouso.

Fonte

Publicado em 21/11/12 e revisado em 10/01/18

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