domingo, 12 de junho de 2011

Periodização esportiva: macrociclo de treinamento no voleibol




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Citius, Altius, Fortius! Criado na Grécia antiga, o lema do mundo esportivo mostra claramente que desde aquela época o objetivo máximo de um atleta ou equipe gira em torno da quebra de recordes, superação dos limites (pessoais ou coletivos), busca pelo sucesso (ser campeão!), etc. Para BENTO (2004, p. 51) “o lema do desporto é afinal o da vida e de todas as formas de lhe dar sentido e significado”.

No entanto, para que se atinja o sucesso idealizado, seja no mundo esportivo ou em qualquer outra área da atividade humana, é necessário anos de preparação e planejamento sistematizado, que no caso do esporte estão fundamentados nos conhecimentos científicos a cerca do desempenho físico, psicológico e motor dos atletas, além dos conhecimentos adquiridos na prática cotidiana do treinador, sem esquecer que também é preciso muita dedicação e entrega por parte do atleta e, de todos os envolvidos no processo.

Desta forma, a partir da década de sessenta, com a disseminação das teorias metodológicas de organização do treinamento desportivo desenvolvidas pelo russo L. P. Matveiev, o esporte de alto nível passa a fazer da periodização do treinamento um fator básico para a obtenção dos melhores resultados e, conseqüentemente, do sucesso esportivo (VERKOSHANSKI, 1998). Vale lembrar, também, que já na Grécia antiga havia uma preocupação dos atletas em organizar os seus treinamentos de forma adequada e coerente, com as distribuições das cargas de trabalho visando sempre à maximização do seu rendimento atlético (CERVERA e GRANELL, 2003).

A partir da década de 1970, e principalmente começo dos anos 80, o treinamento esportivo com ênfase na criança e no adolescente vem assumindo papel de destaque nas discussões, seminários, congressos e outros eventos que envolvem os profissionais do esporte (BARBANTI e TRICOLI, 2004). De forma bem sintética, podemos dizer que estes debates quase sempre giravam, e ainda giram, em torno da questão: formar versus especializar; chegando quase que invariavelmente a conclusão que o mais adequado é propiciar a criança e ao adolescente que praticam uma modalidade esportiva uma formação com a maior abrangência possível, tendo como objetivo básico o amplo desenvolvimento de um leque de habilidades e capacidades físicas e motoras, que lhe serão benéficas em um provável alto rendimento desportivo.

A importância de uma vivência esportiva para uma criança, e/ou adolescente, já está mais do que comprovada e difundida entre pais, escolas, clubes e autoridades responsáveis por cuidar do bom desenvolvimento sociocultural destes indivíduos. Conforme coloca DE ROSE JR., apud FERRAZ, 2002 e MESQUITA, 1997, “ela [a vivência esportiva] faz parte do processo formativo e educativo da criança, promovendo valores relativos ao ‘saber ser’ (autodisciplina e controle), ao ‘saber estar’ (respeito mútuo, companheirismo, espírito de equipe) e ao ‘saber fazer’ (aquisição de habilidades motoras gerais e específicas)” (2004 p. 254). De acordo com WEINECK (2000; 2003), para que atinjam um desenvolvimento harmônico, nos que concerne aos aspectos psicofísicos, às crianças necessitam de uma dose adequada de movimento, que é conseguida através da prática esportiva bem orientada e supervisionada.
Contudo, para que os benefícios advindos da prática esportiva sejam atingidos, é preciso que o trabalho realizado com as crianças e com os adolescentes esteja muito bem sistematizado e amparado no conhecimento que a ciência dispõe sobre os métodos de trabalho para estas idades, de acordo com suas particularidades de desenvolvimento, crescimento e aprendizagem.

Portanto, o cuidado com a intensidade, o volume e o tipo de treinamento, assim como a atenção mais enfática no aprendizado do aluno e não com seu desempenho imediato deve ser o guia norteador de qualquer tipo de trabalho neste estágio de desenvolvimento de todo indivíduo envolvido com a prática desportiva, isto é, durante a infância e a adolescência a prática desportiva deve ser caracterizada pela multilateralidade das atividades, onde o aluno seja levado a descobrir, a cada momento, novas possibilidades de movimentos além de proporcionar uma melhora nas suas relações cognitivas, afetivoemocionais e psicossociais.

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